BOAS FESTAS E UMA FELIZ PÁSCOA

A Páscoa é Acontecimento e uma Mensagem às Pessoas de Boa Vontade

A luz da Páscoa não teme as trevas porque entra nelas e transforma-as em claridade.
O Cordeiro de Deus toma sobre si as imperfeições da humanidade e da própria natureza, e convida-nos à reconciliação com tudo e com todos na aceitação humilde do real, como renascidos no espírito de Deus.

Reconhecer o espírito de Jesus Cristo é transformarmo-nos e transformarmos o mundo.
Ele rompe os laços da morte e através do Evangelho, da  boa nova, anuncia que a vida plena ressurgiu num tempo novo, propício a fundar uma nova cultura,  a cultura da paz e do Homem novo, cujo protótipo é Jesus Cristo.

É no silêncio mais pesado e nos lugares mais desanimados que irrompe a luz.
Depois da noite tenebrosa do caminho do Calvário, as mulheres que procuravam o corpo encontraram o vazio e esse vazio deu lugar àquela manhã de Aleluia, onde a amizade e a bondade renascem. É chegada a hora do tempo de reconciliação.
O que procuravam já não estava lá e, a partir desse instante, a flor da esperança espalhou o seu aroma: Não estamos sozinhos. O anseio mais profundo do coração humano encontrou a sua realização.

A alegria cristã reconhece que, no sofrimento, o Amor venceu a morte. A cruz pode tornar-se oportunidade, porque é o tempo de entremeio e tornar-se caminho. É sorriso que se oferece a quem nos fere e deste modo o raio de sol que cura feridas antigas, como o sol pode tirar as manchas na roupa posta a corar. A alegria cristã é mão estendida que abre veredas onde antes havia muros opacos.

A cruz de Cristo Salvador não é exagero: é a certeza de que o passado já não pesa, mesmo aquela cruz que pudéssemos ter recebido por herança.
O crente sabe que é apenas corresponsável pelos seus próprios actos  e não precisa de prestar contas a ninguém pelo que os antepassados fizeram. Somos seres libertos, libertados e libertadores, porque a própria cruz, no espírito de Cristo  assumida, pode tornar-se corredentora.

A Páscoa, como outras celebrações, fala aos cristãos directamente; mas fala também aos não cristãos, por analogias, imagens e parábolas válidas para toda a humanidade.

Boas festas a todos  e que a Luz ressuscitada habite em cada coração de boa vontade.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa. Prajetória marcada pelo ensino, pela escrita, poesia e pelo jornalismo cultural, com particular relevo para o diálogo intercultural e a promoção da língua e cultura portuguesas em Portugal, mundo lusófono e na Alemanha.

5 comentários em “BOAS FESTAS E UMA FELIZ PÁSCOA”

  1. 4 de abril de 2022 ·
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    ALTERNATIVAS À GUERRA
    Foi-me colocada esta pergunta:
    “Sr. Justo diga lá as alternativas. Só assim não chega …..”
    Em vários artigos mencionei alternativas. Pelo que me tem sido dado observar desde 2013, altura em que escrevia e pensava que a Ucrânia integral se deveria tornar num EESTADO FEDERAL NEUTRO verificando a guerra civil entre ucranianos contra ucranianos e atendendo ao desenrolar posterior da situação, parto agora do princípio que se não nos quisermos envolver numa guerra mundial teremos de nos conformar com a divisão da Ucrânia. Neste assunto penso como muitos outros:
    Putin cfica com Donbass (território pró-russo), virá confirmada a aquisição da Crimeia e poderá jogar com o trunfo da Mariupol.
    Como compromisso a nova Ucrânia poderia entrar na UE, mas não na NATO.
    Quanto ao respeito pelas opiniões, no que diz respeito à parte ocidental do discurso, a avaliação dependerá do ponto de partida: o dos que se alinham pela afirmação militar da Nato e o daqueles que defendem a formação e afirmação de uma Europa a reorganizar-se de maneira independente à política dos blocos existentes (eu mantenho-me na ideia de um projecto específico europeu!). Entre muitos outros artigos: Ucrânia Cavalo Troiano: https://antonio-justo.eu/?p=7116 Chegou a hora de Putin: https://antonio-justo.eu/?p=7129 ; Guerra da Informação: https://antonio-justo.eu/?p=7156 , Acirrar o Urso: https://antonio-justo.eu/?p=7149 , Contexto: https://antonio-justo.eu/?p=7191 ,
    Ucrânia entre imperialismo russo e ocidental: https://www.triplov.com/…/Antonio-Justo/2014/ucrania.htm DA GUERRA CIVIL UCRANIANA PARA A GUERRA RÚSSIA-UCRÂNIA À GUERRA EM TODA A EUROPA?: https://jornalpovodeportugal.eu/…/da-guerra-civil…/
    https://www.facebook.com/memories/?source=notification&notif_id=1775294327000000&notif_t=onthisday&ref=notif

  2. 4 de abril de 2021 ·
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    PÁSCOA EM 2021
    Esta é a segunda Páscoa que passamos com limitações e com inconvenientes fundamentais.
    Vive-se prolongadamente a História da Paixão, na experiência da vida ameaçada e numa espera da luz que se atrasa ou parece não querer chegar. A Páscoa traz uma dose de confiança como o Sol no amanhecer depois de uma noite talvez de insónias.
    A falta de relacionamento com as pessoas e com a natureza leva à falta da ressonância do coração e do calor humano característio desta época, que muitas vezes se expressava na experiência especial do “Boas Festas Aleluia”!
    É verdade que, com esta e com outras epidemias, surgem novos hábitos mas a bênção divina continuará.
    A Páscoa é vida na Esperança, é a vitória da vida sobre a morte, sobre o transitório, é a victória da luz sobre as trevas.
    A ressurreição não é a continuação da vida anterior, mas uma transformação e mudança radical.
    A Bíblia expressa essa experiência em imagens.
    Temos a imagem do grão de trigo, da lagarta que se transforma em borboleta, temos a imagem das estações do ano, da alta e a baixa pressão atmosférica e psicológica que circunscrevem a vida e o clima.
    Isto enquadra-se nas imagens que Paulo usava quando falava aos Coríntios constatando:
    “Mas alguém pode perguntar: “Como ressuscitam os mortos? Com que espécie de corpo virão? ”
    “Insensato! O que você semeia não nasce a não ser que morra.
    Quando você semeia, não semeia o corpo que virá a ser, mas apenas uma simples semente, como de trigo ou de alguma outra coisa.
    Mas Deus lhe dá um corpo, como determinou, e a cada espécie de semente dá seu corpo apropriado.
    Nem toda carne é a mesma: os homens têm uma espécie de carne, os animais têm outra, as aves outra, e os peixes outra.
    Há corpos celestes e há também corpos terrestres; mas o esplendor dos corpos celestes é um, e o dos corpos terrestres é outro.
    Um é o esplendor do sol, outro o da lua, e outro o das estrelas; e as estrelas diferem em esplendor umas das outras.
    Assim será com a ressurreição dos mortos. O corpo que é semeado é perecível e ressuscita imperecível;
    é semeado em desonra e ressuscita em glória; é semeado em fraqueza e ressuscita em poder;
    é semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.”(1 Coríntios 15:35-44)
    Valerá a pena ousar a esperança na Ressurreição ou, pelo menos, no milagre da mutação na natureza, uns e outros juntos, numa caminhada comum, mesmo que esta pareça demasiado curta.
    Desejo para todos nós a energia da esperança e da confiança.
    Boas Festas para todos, Aleluia!
    António da Cunha Duarte Justo
    Pegadas do Tempo

  3. Leitura profunda, que se entende. Obrigado Justo pelo contiudo e reflexão! Abraço, Santa Páscoa.

  4. 4 de abril de 2020 ·
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    O PORQUÊ DO USO DAS MÁSCARAS
    Numa sociedade por vezes dividida entre opiniões é bom que haja lugar para os que negam e para os que afirmam. Porém, o facto é que entre os polos é que se expressa a vida!

  5. BOAS ACÇÕES
    Hoje, numa caminhada através do bosque vizinho fiquei espantado ao chegar ao ribeiro onde vi 7 pessoas de galochas a limpar o ribeiro que é público. Era impressionante o empenho com que as crianças se dedicavam ao trabalho. Era uma família certamente aborrecida por o Coronavírus lhe proporcionar tempo para terem uma ideia criativa e solidária que a todos agrada.
    Ontem, num mesmo rotinado passeio, impressionou-me ver como uma mãe e suas duas crianças apanhavam plásticos e outro lixo que alguém sem respeito pela comunidade nem pela natureza tinha deixado na relva.

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