MULHERES TRATADAS COMO “ANIMAIS DE CAÇA EM PISCINAS”

A revista feminina alemã EMMA, descreve vários delitos de ataques a mulheres nas piscinas públicas.

“Assediadas, insultadas, agarradas: As mulheres tornam-se num jogo de animais de caça nas piscinas exteriores. Os perpetradores? A grande maioria são migrantes… De acordo com as estatísticas, a força policial da Renânia do Norte-Vestefália identifica os perpetradores como “jovens de origem norte-africana, árabe e turca”.

A revista, embora seja de esquerda,  não esconde a problemática: “Há muito tempo que os políticos e os meios de comunicação social não chamam o problema pelo nome, por medo da acusação de racismo. Mas isso só piora as coisas.”

São intoleráveis estes ataques nas piscinas que deveriam ser lugar de relaxamento saudável.

EMMA: https://www.emma.de/artikel/frauen-freiwild-im-schwimmbad-336983?fbclid=IwAR3HNETrv8Pf91cBy4HTDyyof6C-qWGTYBNjjcwOY8AK4wsmEs3RwUMMTXc

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

ATENTADO DE 20 DE JULHO DE 1944 CONTRA HITLER

“Neonazis” aproveitam-se do aniversário para a sua propaganda

Extremistas da Direita (neonazis) servem-se do dia do aniversário do atentado contra Hitler para convocarem manifestações. Por seu lado, grupos antiextremistas organizaram contramanifestações paralelas.
Em Kassel, uma cidade com 205.000 habitantes, o grupo O partido “Die Rechte” convocou uma manifestação sob o lema “Contra a caça da imprensa, calúnias e fantasias de açaime”.
Na manifestação participaram 120 extremistas de direita. Na contramanifestação participaram mais de 10.000 pessoas contra extremismo e contra violência.

A tentativa de assassinato organizada pelo Coronel Claus von Stauffenberg contra Hitler falhou. Hitler sofreu umas feridas leves. E pouco depois da meia noite desse mesmo dia foram logo fuzilados von Stauffenberg e três colaboradores.
Os implicados no atentado provinham sobretudo da nobreza, da Wehrmacht e da administração.

Mais tarde foram executadas mais de 200 pessoas por causa da revolta; entre elas contavam-se um Marechal, 19 Generais, 26 Coronéis, dois Embaixadores, sete Diplomatas, um Ministro, três Secretários de estado e o chefe da Polícia Criminal do Reich; além de vários presidentes de estado, presidentes de polícia e presidentes de governo.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

O PREÇO DA DEMOCRACIA NA UNIÃO EUROPEIA

Ordenados dos Comissários e dos Deputados em Bruxelas

Fiquei impressionado com um artigo que li no jornal HNA (15.07.2019) onde se apresentam os ordenados dos comissários e dos deputados do Parlamento europeu.

A Comissão Europeia é uma espécie de Governo da EU. Cada país envia um candidato para a Comissão.

Um comissário tem um salário base de 19.910 € por mês.  O Presidente tem um ordenado de 24.423 €. Além disso recebem mais 15% do salário de base como subsídio de residência e €607 de subsídio de despesas (O presidente recebe €1.413 e vice-presidente €911).

O parlamento inclui 751 deputados delegados de 190 partidos dos 28 países (excluindo os britânicos ficam 705). Um deputado tem um vencimento de base bruto de 8.758 euros (6.825 euros líquidos), o que corresponde a 38,5% do vencimento de base de um juiz do Tribunal de Justiça Europeu.

A partir dos 63 anos de idade, existe uma pensão de 3,5% do salário por cada ano completo de mandato, até ao máximo de 70%, acrescida de um subsídio de despesas de 4.513 euros e de um subsídio diário de 320 euros por cada dia de presença nas reuniões oficiais dos órgãos do Parlamento.

Cada Deputado tem direito a ter um Budget até 24.942€ por mês para assistentes (os colaboradores são empregados do Parlamento (pelo que o dinheiro não é reembolsável pelo deputado).

Uma vez terminado o mandato, o Deputado tem direito a receber dinheiro de transição, no máximo, correspondente a 2 anos do montante de um mês de salário por cada ano do seu mandato.

Os ordenados, muitas vezes, são fruto de cumplicidades e também determinam cumplicidades! Nos corredores da alta política e da alta economia determina-se e cimenta-se a História do “continue-se na mesma” com a perspectiva da sociedade e da humanidade ficarem cada vez mais na mesma: os de cima e os de baixo, sempre iguais a si mesmos!

António da Cunha Duarte Justo

In “Pegadas do Tempo”

VON DER LEYEN É A PRIMEIRA MULHER PRESIDENTE DA COMISSÃO EUROPEIA

Nos Espaços da Democracia

António Justo

Von der leyen, companheira de viagem de Ângela Merkel, conseguiu a maioria absoluta no Parlamento Europeu, com 383 votos, tornando-se na sucessora de Jean-Claude Juncker, a partir de 1 de novembro, no cargo de Presidente da Comissão.

Nestas eleições falou-se muito de legitimação democrática o que se revelou como positivo porque a eleita Presidente se comprometeu a trabalhar nesse sentido.

A democracia, no sentido do termo, deixa muito a desejar não só pelo processo forçado a acontecer na escolha da delegada como no diferente trato dos eleitores nos diferentes países membros (eleitores de países pequenos têm mais peso do que os eleitores de países com muita população: esta irregularidade compreende-se no sentido de se querer salvaguardar um pouco as soberanias).

O historiador Heinrich August Winckler é claro neste sentido, no HNA de 15.07: “Não é verdade que a reaplicação do princípio do candidato principal signifique um contributo para a democratização da UE. Na UE, não é respeitado o princípio do valor igual de cada voto, razão pela qual a legitimidade democrática do Parlamento é altamente prejudicada”.

Os membros do Conselho Europeu, ao proporem von der Leyen, atuaram baseados no direito. O Tratado de Lisboa de 2009 não menciona o papel do candidato principal; afirma apenas que os Chefes de Estado e de Governo da UE propõem um candidato por maioria qualificada e “têm em conta” o resultado das eleições europeias. Como a família partidária europeia EPP alcançou nas votações o maior número de lugares, com a apresentação de von der Leyen (CDU) as formalidades da democracia foram contempladas.

Von der Leyen precisava de 192 votos de outros partidos para conseguir a maioria absoluta de 374 votos, porque a própria fracção tem 182 membros. 3 deputados catalães foram impedidos pelo governo de Madrid de votar. A deputada dinamarquesa não pode votar porque foi nomeada ministra e ainda não tem substituto.

Von der Layen foi o resultado possível devido a não ter havido compromisso de uma maioria quer no Parlamento, quer no Conselho Europeu.

Para conseguir ser confirmada pelo Parlamento von der Leyen, no discurso de candidatura, prometeu empenhar-se no sentido de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 55% até 2030, de introduzir um salário mínimo europeu, de reforçar os direitos do Parlamento e moldar a câmara de deputados com direito de iniciativa. Começou por dizer que há precisamente 40 anos Simone Veil fora eleita como primeira presidente do parlamento europeu e finalmente se encontra uma candidata para presidente da Comissão. Hoje era preciso “levantar-se pela nossa europa”; na política de refugiados segue as pegadas da chanceler alemã: “A EU precisa de fronteiras humana. Nós temos que salvar, mas salvar não é suficiente”.

Avisou também que desde 1958 houve 183 comissários e deles só 35 eram mulheres (20%) quando as mulheres constituem metade da população: “Queremos a nossa quota-parte justa.” As pessoas querem ver obras: “os meus filhos dizem-me com razão: “não joguem com o tempo, façam algo dele.”

Sucessora de Von der Leyen no Ministério da Defesa alemão será a chefe da CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer. Uma tarefa difícil; ao mesmo tempo, uma oportunidade e uma prova; se sair bem no cargo seria possível, nas próximas eleições, tornar-se na sucessora de Ângela Merkel no cargo de Chanceler.

Von der Leyen para se afirmar terá de apresentar trabalho feito e, mesmo que o faça bastante bem, terá também contra ela não só grande parte da esquerda, mas também da extrema-direita, como também o ressentimento e o preconceito de cidadãos europeus fixados no nazismo alemão, mas desculpadores do leninismo e do estalinismo (embora estes, na barbaridade, não ficassem atrás dos nazistas).

A legislatura iniciada por von der Leyen promete ser a mais eficiente em questões de progresso democrático e no sentido de uma Europa mais equilibrada; ela sabe que a EU só pode avançar com a esquerda e a direita (2); é uma mulher experimentada também a nível familiar e político, mas os tempos que se aproximam não serão nada fáceis.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

  • (1) Pessoas astutas poderiam também concluir: com sorrisos e sentimentos melosos consegue-se vergar a testa ao povo e ainda por cima este paga-lhes a conta com prazer. No tapete dos mais fracos avança bem a caravana!
  • (2) Ursula Von der Leyen: https://antonio-justo.eu/?p=5512 e Paradoxos: https://antonio-justo.eu/?p=5485

 

INCIDENTE DIPLOMÁTICO ENTRE OS USA E O RU

O Embaixador do Reino Unido nos USA demitiu-se por ter apelidado Trump de “Incapaz” e Trump o ter cognominado de “Idiota Inchado”

António Justo

Em tempos em que os interesses são cada vez mais diversificados e concorrentes entre si e em que a informação se encontra cada vez mais democratizada, o embaixador Kim Darroch, cometeu um grande erro diplomático ao escrever tal coisa. Declarar, como revela o jornal Mail on Sunday, que o presidente dos USA é um “incapaz” e que irradia insegurança e age de forma desajeitada, teria que ter como lógica consequência demitir-se. O embaixador, como inteligente diplomata, deveria não só ter em conta a possível situação nos USA, mas também o caos político no Reino Unido. Trump, que não tem papas na língua nem medo do público reagiu atribuindo ao embaixador as “insígnias” de “tipo estúpido” e “idiota inchado”, tendo como fim do teatro a auto-demissão do diplomata.

Ao que chegam as boas maneiras e a cortesia nas nossas cortes! Vai-se tendo a impressão que a ordinarice é cada vez mais geral e como tal mais democratizada!!!

Um embaixador tem o compromisso de informar o seu governo , por vias do sigilo diplomático, sobre a realidade do país onde se encontra e sobre as inter-relações internacionais dentro dele.

O país que o envia precisa de informações acreditadas pelo embaixador (uma espécie de espionagem diplomática legal) mas estas informações não são públicas nem para publicar, pelo que o embaixador podia partir do princípio do segredo da sua opinião/informação. No caso, o governo britânico foi infiel com o seu embaixador, ao ter havido a possibilidade de uma opinião secreta se tornar pública. Certamente que o governo também o poderia fazer por razões de Estado, o que não acredito atendendo à parceria dos USA e UK. A publicação da opinião foi feita certamente por pessoas dentro do sistema que queriam provocar celeuma.
Por isso o embaixador, ao demitir-se, para evitar maiores danos, fê-lo certamente por hombridade e por consciência do dever para com o seu Estado. O seu governo é que demonstra falhas e oportunismos que se servem de documentos secretos para fazerem o seu negócio. O embaixador não publicou a sua opinião. Um tal embaixador merece o respeito de todos!

Mas permanece o aviso da sabedoria popular: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”…

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

 

 

Pegadas do Tempo