XI CIMEIRA DA CPLP EM BRASÍLIA – COMUNIDADE DE POVOS E CIDADÃOS

Uma boa Ideia de António Costa que se desejaria ver Programa

Tornou-se público que no encontro da Cimeira da CPLP o chefe do governo português defende a ideia da liberalização da residência dos cidadãos dos países de língua lusófona.

A ideia de que a CPLP é “uma comunidade de povos mais que uma comunidade de países” numa altura em que se elaboram contratos CEPA com o Canadá e TTIP com os USA, seria oportuno que Portugal também fizesse valer os seus interesses estratégicos, como membro da CPLP na União Europeia. Vai sendo tempo de se colocarem os laços dos cidadãos acima dos laços comerciais. Os moinhos da política são vagarosos mas as ideias vão transformando o mundo.

A Este respeito veja-se, entre outros: “Universidade da Lusofonia para a Integração do Espaço lusófono – Antecipar o Futuro”  (LUSOFONIA A CHANCE DE FUTURO DOS PAÍSES LUSÓFONOS

Nestes e outros artigos defendi sempre a Ideia que agora o Primeiro-Ministro tão bem expressa: A comunidade lusófona é “uma comunidade de povos mais que uma comunidade de países”, uma comunidade de povos e pessoas.

António da Cunha Duarte Justo

 

O TEU ROSTO NO MEU ROSTO

O TEU ROSTO NO MEU ROSTO

 

Comunidade sem rosto é corpo sem cabeça,

praia despovoada, sem altos nem baixos,

só areia.

 

A minha terra é nobre e bela

em seu rosto mora a vida

a sentir vista e tempo

no viver próprio dela

 

Todos os rostos no rosto dela

são as memórias de um povo

que sem eles estaria ausente!

 

Rostos são a memória do acontecido,

a esperança a acontecer

e o sonho a acenar.

 

Minha Pólis sem rostos

és lareira apagada,

borralho sem chama pra iluminar

magusto apenas, para outros alegrar

 

Rostos são luzeiros no horizonte,

arquivos da história na bagagem

o que se leva do escuro do tempo.

 

António da Cunha Duarte Justo

http://poesiajusto.blogspot.de/

 

                                                                                ***

É chegado o momento, tudo é carnaval. No rosto luso dança a festa universal, onde o mundo mascarado baila a vida em ritmos variadas ao som do sonho no vento e da saudade no tempo. A Lusitânia sem máscaras é como um corpo sem rosto, um arraial sem cortejos, um acampamento sem festa!

Na Alemanha há 134.000 rostos portugueses que, em geral, sobressaem pela ausência.

Os rostos da administração são anónimos e distantes, não podem representar uma nação de rosto vivo e vivificante.

A festa e a religião, o negócio e a política, a cultura e a arte são os lugares onde o rosto luso se forma e manifesta.

Mais presença na sociedade, dar a cara nas diferentes organizações sociais e políticas dos países de imigração é a oportunidade do rosto encoberto de Portugal rasgar os véus da mediocridade que o prendem num rectângulo marginal.

Portugal tem muito a dar, não devendo diluir-se na gangrena dos seus beneficiados e iluminados pelas pantalhas da TV; o país precisa de redescobrir-se e conectar-se àquela rede de ideais e pessoas que outrora o tornaram um grande luzeiro no firmamento das nações. Outrora, com a missão do seu ideário, olhou o mar, ergueu o rosto e deitou os remos à descoberta do mundo; hoje é chegada a hora de os portugueses da diáspora, com a sua presença consciente, viverem e mostrarem os ideais daquele Portugal que deu o rosto da Europa ao mundo. Emigrantes, vós que vos lembrais ainda do Portugal original erguei o rosto para dar de novo o rosto a Portugal.

Pegadas do Espírito no Tempo http://antonio-justo.eu/?p=3916
António da Cunha Duarte Justo

 

 

SCHÄUBLE METEU UM GOLO NA PRÓPRIA BALIZA AO PASSAR UMA RASTEIRA À GERINGONÇA + Sexismo, Salário mínimo

 

Nas pegadas de adversários fantasmas – clubismo de baixo e corporativismo de cima

Por António Justo

Em Portugal, encontramo-nos num tempo de contradições em que para se defender a democracia há necessidade de, em geral, se falar contra o governo que, por mera ganância do poder, se obriga a branquear partidos antissistema (antiNato, antiEuro, antiEU) e contra a atitude dos partidos políticos que se encontram envolvidos ou comprometidos num tipo de política único na Europa (branqueamento do crime capitalista e do crime socialista) .

Schäuble referindo-se à situação da economia portuguesa, com a afirmação “Portugal estava a ser bem-sucedido até entrar um novo Governo”, colocou-se fora de jogo ou em bola de futebol para os senhores dos clubes fazerem o seu jogo. Por um lado o ministro das finanças alemão, como faz parte dos grandes grupos financeiros e políticos que se beneficiam da fraqueza dos menos fortes, não deveria expor-se ao ataque invadindo o campo da política interna do país; por outro lado em questões de política internacional é aconselhado contensão.

Embora seja verdade o que diz, em termos de dados e de números, o ministro das finanças alemão não fez bem em dizê-lo como disse porque deste modo vem alimentar a discussão partidária em Portugal e dar oportunidade às falanges políticas para movimentarem o fervor patriótico e partidário em vez de se concentrarem na discussão da realidade da situação, dos dados e dos factos.

Na liga política internacional e de forma especial em Portugal tudo joga a tentar meter a bola no campo do adversário sem notar o que vai na bola nem reconhecer que tanto o defesa como o atacante jogam num campo político nacional sem balizas e por isso, depois de tanta corrida, o único proveito que se espera será o duche em água fria. Uma discussão séria teria de partir do princípio de que somos bons e maus e os outros também.

Neste país o sucesso político e os critérios de avaliação da governação não dependem da eficiência e dos resultados obtidos nem de uma análise objectiva da situação mas sim do aplauso das claques. Como domina o espírito de clube e de claque (clubismo em baixo e corporativismo em cima) no momento em que algum político estrangeiro chame a atenção para a realidade, como neste caso, logo nos Média se cala a situação para se atacar a afirmação. Este fenómeno é semelhante ao que acontecia nas guerras de antigamente: era morto quem, depois da batalha, trazia a notícia de que tinham perdido a guerra.

O povo fraco e indefeso agarra-se a alguém que o conforte emocionalmente e como é agradecido entrega a esse alguém a sua confiança e admiração (espécie de desculpa para a própria inacção); por isso também aplaude quem admira os seus admirados e reprova quem os questiona.

Economia e dados sobre a produção bem como iniciativas legislativas sem cobertura económica não são aquilo que interessa à generalidade de um público com uma educação cívico-política feita na perspectiva de elogio ou censura, baseados em conceitos estabelecidos que não dão espaço para perguntas. Como a vida é uma batalha, os estrategas da política portuguesa vivem em contínua batalha soalheira ad extra et ad intra não lhes resta tempo para o essencial. Schäuble tem um estômago grande que não sofre de azia mas com as suas palavras azedas aumenta a azia da imprensa portuguesa. Esquece que não só de pão vive o homem mas também das bocas que se dão.

O cúmulo da situação vem do facto de muitos dos nossos líderes narcisistas e sobranceiros não terem respeito pelas suas claques, dizendo que não querem “soluções populistas”, chegam-lhes as corporativistas. Agem segundo o mote: ‘Se queremos uma democracia qualificada, ela tem um preço’: o preço é a carência em que vive grande parte do povo português e uma pobreza envergonhada que não tem rosto para sair à rua. Deste modo, povo e líderes têm sempre razão.

Quem paga a paz social são as pessoas sérias que trabalham para os que vivem da paz social e dos que fazem guerra só para terem assento no parlamento.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

SEXISMO NOS PARLAMENTOS

VISAO apresenta-se o resultado de um estudo feito com deputadas ofendidas pelo machismo envolvente. Cito: “O estudo questionou 55 deputadas de 39 países distribuídos pelo planeta: 18 de África, 15 da Europa, 10 da região Ásia-Pacífico, oito das Américas e quatro do mundo árabe. A maior parte representa partidos que estão no poder. Mais de 80% garante ter sido sujeita a atos de violência psicológica; 22% a violência sexual; 25,5% a violência física; 32,7% a violência económica. Entre as inquiridas, 65,5% diz ter sido sujeita, várias vezes, a comentários sexistas humilhantes, no decorrer do seu mandato”.

A política é um sector da vida onde o princípio da masculinidade se exerce com grande veemência. Ainda bem que na política e nos parlamentos a presença de mulheres se torna cada vez mais presente. Será de esperar que as mulheres aí presentes se tornem conscientes da sua feminilidade e a tornem presente na política não se deixando levar pelo princípio da masculinidade nela vigente.

ORÇAMENTO DO ESTADO – A DISCUSSÃO QUE SE EVITA

Não percebo porque razão se permite no Orçamento do Estado 2017  o endividamento das empresas públicas até 3% e mais?  Um outro assunto é o aumento ridículo das reformas. http://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/10/ppl37-XIII.pdf

 

SALÁRIO MÍNIMO NA ALEMANHA SOBE PARA 8,84 € À HORA

O governo de Merkel decidiu que o salário mínimo nacional na Alemanha passará a ser 8,84 € por hora a partir de 2017. Actualmente é de 8,50 €. O aumento de 34 cêntimos à hora corresponde à evolução geral de salários. A comissão conjunta de empregados e empregadores estiveram unanimemente de acordo neste ajuste.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

NO IMPÉRIO DOS EGOÍSMOS GLOBAIS

O TERRORISMO PARALELO QUER DESTRUIR A ECONOMIA E O MODELO SOCIAL EUROPEU

Goldman and Sachs, o Citygroup, o Wells Fargo formam verdadeiros Estados de predadores com uma grande rede de assessores e consultores espalhados por todos os países e supra-organizações regionais e globais. Comportam-se, em relação aos países, na defesa dos seus interesses usurários, de maneira semelhante à dos partidos em relação ao Estado com os seus representantes nos Conselhos e administrações das empresas nacionais.

Não gostam da Europa e declararam guerra ao Euro conseguindo abanar com os fundamentos da UE. Segundo o investigador Domingos Ferreira “o Senado norte-americano levantou um inquérito que resultou na condenação destes gestores que apostaram em tombar a Europa… Mas tudo ficou na mesma… Goldman and Sachs tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, vários outros metais, petróleo, e até cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos, manipulando o mercado”.  Levam os países à insolvência e “de seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a vender os sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais por preços abaixo do que valem”.

 Com a cumplicidade das agências de “rating” e dos governos enriquecem enormemente à custa da crise das nações que provocam através das manipulações da economia mundial e dos mercados.

Nas políticas nacionais, os partidos discutem atacando-se uns aos outros e, deste modo, melhor servem o terrorismo económico internacional. Cada partido, se encerra nos seus interesses, esquecendo que os predadores Globais se servem deles para desestabilizar os respectivos países tal como eles se servem do Estado para desestabilizarem o povo.

No parlamento deitam-se à caça dos impostos sobre quem trabalhou ou trabalha e reservam-se para si subvenções vitalícias e enriquecimento ilícito e concedendo subsídios mastodónticos aos bancos em falência.

Encontramo-nos no fim da macacada da economia financeira e da política hipotecada: Políticos que levaram os Estados à ruína asseguram o seu futuro com aumento de vencimentos e prémios de subsídios vitalícios e os Bancos em falência com administradores incompetentes arrecadam vencimentos milionários. Uma contradição? Não! Porque estes sabem da derrocada bancária à vista e aqueles sabem da impotência a que levaram os Estados não podendo fazer mais que reparações cosméticas e por isso querem aproveitar-se do que ainda há antes da falência total. O último que feche a porta. No fim nem lugar para revoluções haverá porque tudo aconteceu “democraticamente” em nome de uma democracia convertida em função dos usurpadores. O povo e a cultura pagarão a fava!

Enquanto grupos ou partidos se apresentarem como a solução para os problemas da nação, o povo continuará a ser defraudado não só na sua economia mas também na sua honra pessoal. Ninguém tem a solução, no máximo haverá soluções parciais e estas, para serem democráticas, efectuam-se de baixo para cima na perspectiva de inclusão de uns nos outros.

Os monopolistas da economia e com eles as ideologias com assento nos parlamentos, começam por nos defraudar nos bens necessários essenciais e nos bens elaborados pela classe média, para depois nos destruírem a dignidade e a alma. Um exemplo da atitude predatória, vemo-lo no parlamento. Cada um exige categoricamente para si ou para o seu grupo o que também pertence aos outros! Resultado: uma nação depauperada sempre em fuga, como um frango depenado a cacarejar movido pelo medo de até as restantes penas lhe tirarem!

António da Cunha Duarte Justo

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA TRANSVERTIDA EM PAI NATAL DOS NOVOS-RICOS ACOSTADOS AO ESTADO

Diabo à solta e à vontade por não se lhe verem os Cornos

O povo português é demasiado rico! Por isso, segundo o Expresso , o Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, quer mais dinheiro para os deputados e para outros políticos. Pretende também a reposição de um regime de apoios financeiros a ex-deputados e a ex-governantes.

A lei das subvenções vitalícias alterada em 2005 (sob a pressão de Bruxelas) fez com que só as pessoas que até esse ano tivessem completado 12 anos de exercício de cargos políticos continuassem a ter direito a um subsídio vitalício. Ferro Rodrigues, ao dizer que “os ordenados que os deputados recebem são maiores que os de muitos portugueses mas inferiores aos de deputados de outros países da Europa com praticamente o mesmo nível de desenvolvimento”, e que “os políticos não podem ser colocados perante a ideia de que é mau haver subvenções vitalícias, é mau sair para uma empresa privada, e é tudo mau”, esquece-se de qualquer ética e de comparar o ordenado mínimo, o ordenado normal de um trabalhador e a produtividade económica desses países.

O governo geringonça revela-se cada vez mais em pai natal dos seus confrades: pai natal dos funcionários do Estado reduzindo-lhes o horário de trabalho semanal para 35 horas; pai natal dos administradores com salários milionários, pai natal de políticos com subvenções vitalícias, tudo isto num país em que o ministro das Finanças consegue apresentar o relatório de um Orçamento 2017 a ser discutido mas sem números. Temos uma Geringonça que, ao contrário do Zé do Telhado, rouba aos pobres para dar aos seus.

Como pode a nossa firma portuguesa (governo e parlamento) aumentar os vencimentos aos seus protegidos encontrando-se o país empenhadíssimo devido à incompetência destes e com tanta gente com ordenados que não dão para viver com dignidade humana e obriga muita outra que a emigrar? Servem-se do dinheiro não produzido mas emprestado pelo estrangeiro e depois andam sempre de calças na mão na altura de fazerem os orçamentos sob os olhares de Bruxelas! Porque não lhes interessa pôr a economia do país em ordem? Assim têm maior chances de serem eleitos porque um povo descontente não olha para a realidade deixando-se levar pela conversa dos oportunistas de ocasião.

A comparação dos ordenados com colegas de outros parlamentos revela-se numa enganosa tautologia. Tem-se a impressão que o diabo anda à solta porque em democracia deixou de ter cornos! A democracia cada vez se torna mais presa de chifrudos anónimos à frente de interesses corporativistas a actuar nas costas da população. Os ventos que correm só favorecem o oportunismo instalado. Não é fácil assumir o papel de crítico numa sociedade que se deseja unida e numa população que não sabe o que é ser povo nem o que quer ! A situação é desesperada porque em Portugal as revoluções são abafadas pelo povo através do seu aplauso a quem as faz e abusa delas!

O problema da ineficiência dos governos e dos parlamentos portugueses é crónico. O vírus vem já dos pais e avós da República. Enquanto o povo não sanear o Estado e a República, Portugal terá de andar de mão estendida. As revoluções portuguesas, a não ser a que se ganhou na Batalha de Aljubarrota, foram todas elas feitas por clientelas e feitas para alimentar clientelas e nunca para o povo. As nossas elites fazem boa figura às correspondentes clientelas cá dentro, mas lá fora são consideradas medíocres por não saberem resolver os problemas de casa e se comportarem como magnates narcisistas como se fossem de países ricos.

 

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo