ADIADA A APROVAÇÃO DO TRATADO DE PANDEMIA DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE

Um Acordo controverso mantido à Margem da Discussão pública

Os negociadores dos 194 membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) que pretendiam a elaboração de um pacto global da OMS com um texto juridicamente vinculativo não conseguiram chegar a acordo nem aprovação como estava previsto para a sessão final de maio e que se vinha a repetir desde há três anos. Por isso a OMS informou no dia um de junho que adiava por um ano a decisão sobre o acordo de prevenção e combate a pandemias.

Embora a tentativa do acordo tratasse de assuntos revelantes para a humanidade deixava dúvidas sérias porque mexia com os direitos individuais dos cidadãos e pretendia sobrepor a OMS a competências nacionais (também controlo mundial dos médicos).

O mais estranho é que em questões importantes tratadas por organizações sem legitimação democrática,  os governantes pretendam evitar o mais possível que haja uma discussão política alargada sobre o assunto, também por 2024 ser um ano de muitas eleições importantes em vários países e a discussão poder favorecer argumentos para grupos anti globalismo; é um facto que os Media reduzem a informação pública sobre o assunto ao mínimo.

Seria oportuno aproveitar-se o tempo para ser feita uma investigação séria sobre as medidas Covid-19 e suas consequências e só depois dar andamento às negociações.

No decorrer das conversações notou-se uma certa tensão e conflito de interesses entre os países do Norte e os do Sul devido às diferentes possibilidades de acesso aos medicamentos e também aos condicionalismos a criar, problemáticos para o sistema democrático. O Sul quer maior acesso e repartição de benefícios entre eles, preços justos e maior equidade no acesso a medicamentos e também vinculação jurídica geral. Republicanos nos EUA estão contra a adesão do país ao plano porque põe em questão a soberania nacional e implanta o controlo central.

Enquanto uns pretendem compromissos obrigatórios outros acham que eles feririam a soberania dos países. Um dos pontos ainda em discussão é a troca de informações entre as equipes sanitárias dos países sobre patógenos com potencial para gerar crises globais.

Apesar da acção benéfica da OMS principalmente em países do terceiro mundo, este não deve ter um estatuto que credencie a OMS ao poder de controlo de médicos, etc.

Estatutos que vinculam governos e parlamentos deveriam, por natureza, ser sempre submetidos à vontade/legitimação democrática, doutro modo os governos com os seus técnicos em instituições internacionais sem legitimação democrática conseguem instalar uma burocracia paralela aos parlamentos servidora de interesses de elites globalistas e desse modo contornar as vias democráticas dos países. Por isso os Media afectos aos governos não estão interessados numa discussão pública de tais assuntos.

Doutro modo seremos cada vez mais determinados por forças anónimas e grupos de interesses, o que mina o sistema democrático.

No “reinado” da pandemia os governos abdicaram, por vezes, do seu papel de soberanos e de garantes da Constituição lesando os direitos do cidadão com muitas das suas medidas mais próprias de administradores do que de governantes.

Em relação à Pandemia ainda há uma pergunta no ar a que falta responder. Nomeadamente, a questão das consequências e doenças provocadas pelas medidas da obrigação da vacinação. O jornalismo de elite afecto aos governos não tem achado oportuno discutir publicamente sobre um assunto que tem a ver com interesses do Poder globalista  e poderia despertar o cidadão!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

RELAÇÃO ENTRE VIOLÊNCIA E TOLERÂNCIA

Da Hipocrisia do Discurso

A pessoa tolerante reconhece, mesmo em desacordo, o direito a opiniões e comportamentos contrários.

A violência que se observa em muitos movimentos activistas revela, muitas vezes, a falta de uma atitude bondosa e de respeito, e como tal uma predisposição para a intolerância. O discurso sobre tolerância torna-se hipócrita quando é instrumentalizado para fins que por eles mesmos são intolerantes.

É importante que as minorias sejam reconhecidas, mas sem se sobreporem à maioria. O grande problema que se observa na sociedade é o facto de pessoas, políticos e grupos usarem o argumento da tolerância para levarem a sua avante sem olharem a meios. Muitas vezes trata-se de movimentos seguidores de agendas que têm por objectivo, não o desenvolvimento da sociedade, mas a luta que vai dando sustento a alguns, na tentativa de imporem um projecto social contra o outro!

A sociedade é de todos e tem lugar para todos, o que inclui evitar a exclusão social na medida do possível. A violência cada vez mais presente na sociedade e acentuada em fases de guerra não se deve só às desigualdades, mas também a traumas de abuso a nível individual e social e a transtornos mentais e até componentes genéticos.

Uma política afirmadora de conflitos e de adversidades, como se verifica nas posições categóricas das partes beligerantes a nível internacional, conduz à polarização política e social de modo a colocar a ética do governo acima da ética da responsabilidade ao fomentarem o confronto e não o entendimento nem a mediação; o mesmo se observa nas relações partidárias e nos meios de comunicação e de divertimento: tudo isto  conduz a uma atitude de tolerância de actos violentos e a uma dessensibilização do humano.

Querer reduzir a violência promovendo a tolerância torna-se insuficiente e até hipócrita quando a política e os meios de comunicação educam, de facto, e sensibilizam as populações para a violência. Uma política Europeia ao serviço de elites globalistas através de lóbis Woke, pró-aborto e LGBTI, mais interessada em substituir o orgulho da generalidade pelo orgulho progressista, serra no seu próprio galho. Estes grupos, independentemente de interesses individuais por vezes justificáveis, são usados e instrumentalizados pela política e pelos meios de comunicação para a propagação de agendas destinadas a combater e desestabilizar a cultura de cunho ocidental para mais facilmente implantarem uma cultura meramente funcionalista de cunho marxista e maoista!

A relação entre violência e tolerância é de caracter íntimo e mútuo

Enquanto em política, nos meios de comunicação e na economia dominar a cultura de violência declarada usam-se dois pesos e duas medidas para a mesma virtude o que implica uma atitude de ambivalência: tolerância para com a violência física e psicológica que vem de cima e intolerância para com a violência entre os de baixo, é reduzir o discurso sobre a tolerância a mera música de acompanhamento!

Importante é alcançar-se um equilíbrio social em que todos se empenhem em promover uma cultura do respeito e do entendimento mútuo para um dia se tornar evidente uma cultura da paz!

 

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

SOLDADOS DA GUERRA

SOLDADOS DA GUERRA QUE DO POVO NÃO!

 

De órgão em riste, marchando adiante,

Dão a vida na guerra, num passo errante,

Em nome de pátrias que foram roubadas,

Por forças cruéis, a serem desonradas.

 

Soldados na fronte, a honra a salvar,

De oligarcas e regentes, prontos a guerrear.

Tudo que resta são frios números,

Sem vítimas, nem povo, apenas sombras.

 

Mortos contados como criaturas,

Na história, números, sem ternuras.

Permitem aos poderosos surgir,

Em cerimónias, sombrias, a fingir,

Lavando as mãos, como Pilatos fez,

Fomentam novas vítimas, na guerra de vez.

 

Deixaram de ser gente, ao virarem soldados,

Não defendem a pátria, mas planos malvados.

Num mundo rasgado pela violência,

Brilha a dureza, trazendo a doença.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do tempo

 

O RASCUNHO:

 

SOLDADOS DA GUERRA

 

De órgão em riste, eles marcham,

Dão a vida pela guerra alheia,

Em nome de pátrias desonradas,

Usurpadas por poderes fortes.

 

Soldados na fronte, a salvar

A honra de governantes e oligarcas.

Quando o que resta da guerra são sonhos perdidos

Sem vítimas, nem povo, apenas números.

 

Soldados mortos são contados como criaturas,

Mas na história, meros números se tornam.

Permitem aos usufruidores do poder

Aparecer em cerimónias e cemitérios,

Com rostos sombrios, afirmando-se

E lavando as mãos, como Pilatos,

Das novas vítimas da guerra,

Captando o povo para novas guerras.

 

Deixaram de ser pessoas,

Para passarem a soldados,

Não para defender a pátria ameaçada,

Mas para proteger ataques preparados externamente.

 

Num mundo dilacerado pela guerra,

Irradia a dureza que nos adoece.

(Rascunho)

 

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

GUERRAS COMERCIAIS SÃO PAGAS PUNINDO OS CONSUMIDORES

 

A ameaça da União Europeia de impor tarifas punitivas até 38,1 % sobre carros electricos importados da China, modelos da BYD (+17,4%), Geely (+20%) e SAIC (+38,1%) é muito contestada por empresas e consumidores.   As tarifas só causam danos. Metade dos carros elétricos importados de da China vêm de fabricantes ocidentais que produzem lá.

As tarifas da UE sobre os automóveis chineses implicariam uma guerra comercial. Como consequência, a China também imporia mais direitos de importação sobre produtos europeus.

Muitos consumidores europeus seriam penalizados porque teriam de renunciar à melhor qualidade e melhor preço dos carros eléctricos chineses. Esta medida tende a obrigar os compradores de autos eléctricos a comprarem carros produzidos na Europa.

Então faltariam os carros mais baratos da China para a pessoa normal que tem um orçamento menor. Carros baratos e modernos da China ainda poderão ser comprados até 4 de julho sem o ameaçado maior imposto.

Depende da Comissão Europeia se a partir de 4 de julho os compradores de carros elétricos serão castigados, porque quem paga o acrescento do imposto são compradores não os vendedores! Estes apenas acrescentam o imposto ao custo do carro. Como a China é o maior mercado automóvel do mundo, as empresas europeias exportadoras não estão de acordo com tais medidas).

Espera-se que em Bruxelas domine os interesses pela população e neste sentido não leva à frente o seu plano.

Quando a política da União Europeia não respeita os interesses dos cidadãos que pode então esperar deles?

António CD Justo

Pegadas do Tempo

DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

Em Camões dá-se a conexão de pátria, laços culturais e identidade nacional, aquilo que reforça o sentimento do nós, num ambiente de paz e de elevação!!

Ao honrarmos (a 10 de Junho) a memória de Luís de Camões, símbolo da unidade e da vontade lusa apontamos para a importância da herança cultural portuguesa.

Camões encarnava o espírito da Europa e especialmente o génio português em que o Reino ainda tinha projectos próprios e nutria um sentido da História em que agia como actor e não apenas como sujeito passivo.

Com Camões sentimo-nos mais unidos em torno da história, cultura e valores compartilhados.

Para as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, esta comemoração reforça os laços culturais e a identidade nacional, para os emigrantes que, tal como os companheiros de Vasco da Gama e de Camões, saíram da pátria para realizarem parte dos seus ideais e dos seus sonhos dando um pouco de Portugal ao mundo!

Este ano celebramos o 500° aniversário de Camões. A obra que o tornou imortal foi “Os Lusíadas”! Em “Os Lusíadas”, Camões combina história, mitologia e um profundo sentido patriótico para contar a história da expansão marítima portuguesa. Neles narra as aventuras de Vasco da Gama e a descoberta do caminho marítimo para a Índia, além de exaltar a glória e o espírito aventureiro dos portugueses.

Em recordação deixo aqui dois sonetos da sua lírica como refeição leve.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

MUDAM-SE OS TEMPOS…

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E enfim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões

 

 

AMOR É FOGO…

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor

Soneto de Luís Vaz de Camões (1524-1580)