Não há donos da Democracia como quereriam regimes autoritários
No FB circulam os seguintes dizeres: “ Em vez de cantarmos: “contra os canhões, marchar, marchar”…Vamos cantar: “Contra a direita, votar, votar”!” Isto é cópia slogan do grupo alemão “Avós contra a direita” organizado pela esquerda que concebe a sociedade como campo de luta de algum grupo que se julga em posse da democracia.
A visão apresentada reduz a democracia a um acto de oposição partidária, o que merece algumas reflexões contrárias fundamentadas:
A Democracia não é guerra civil eleitoral pois a metáfora belicista (“contra a direita”) contradiz o espírito democrático, que pressupõe coexistência e competição pacífica de ideias, não aniquilação do oponente.
O voto como construção, não como arma; com efeito, a democracia madura entende o voto como instrumento de construção coletiva, não apenas como ferramenta de oposição. A ênfase deve estar no projeto de sociedade e na mundivisão humana, que se propõe e não apenas naquilo que se rejeita.
O Pluralismo é um valor fundamental e constitutivo de uma democracia pois, uma democracia saudável reconhece que a diversidade ideológica é necessária para o equilíbrio social e para a qualidade das deliberações públicas.
O reducionismo é uma maneira de se afirmar contra a democracia porque reduzir complexas escolhas societárias a um binário “nós contra eles” empobrece o debate público e alimenta polarização destrutiva, aproveitando-se de quem anda distraído.
Precisa-se de democracia representativa e não de mobilização extremista permanente, pois é um facto que sistemas democráticos estáveis dependem de instituições sólidas e alternância pacífica no poder e não da perpetuação de um estado de mobilização contra adversários políticos.
Quando os argumentos faltam as partes armam-se em únicos salvadores de um povo que não precisa de tais extremismos. Reduzir a campanha eleitoral a guerra civil torna-se num apelo a não se ir votar!
Uma perspectiva democrática alternativa poderia cantar: “Pelo diálogo, debater, debater” ou “Pelos direitos, construir, construir”, enfatizando valores substantivos em vez de oposição partidária.
A força da democracia está em transformar conflitos em debates regrados e em garantir que todas as correntes políticas possam expressar-se livremente, inclusive aquelas com quem discordamos.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo
Não é contra a direita. É contra a extrema direita nazi, salazarenta e bolorenta.
Vítor Lopes , não é verdade! O senhor tenta aqui corrigir o que o slogan não diz. A premissa é contra toda a ditreita. Mas muitos foram formatados num espírito de confusão procurando assim apanhar distraídos não habituados a um pensar diferenciado e menos ainda analítico. Enfim parece querer-se viver-se num pensamento cavernoso que não sai do nível meramente partidário emocional.
António Cunha Duarte Justo, deixa-te de interpretações canhotas, como se não me conhecesses. A exegese bíblica deveria bastar-te para entenderes o que escrevi! A tua manifestada opinião também pode significar: deixa correr; se o povo quiser de novo extrema-direita, ódio e fascismo, então deixa que assim seja. O assim seja está muito ligado à crença religiosa. Sabes que já passei por aí.
Nota: o que escrevi não é slogan. É um grito de alerta!
Manuel Campos , mas a que propósito é chamada aqui a bíblia? Eu sei donde vem a necessidade intrínseca à generalidade dos militantes socialistas de difamarem o cristianismo! A crença cristã tem um alerta mais profundo, mas difícil de entender e que é “A César o que é de César e a Deus o que é de Deus” o que constitui um alerta para não se deixar levar em ideologias fixs e retrógradas da idade média ou do islão que identifica religião com política ou que vive bem da confusão. O artigo não permite chegar às conclusões que chegas.
A ideia de que as ideias socialistas devem ser o padrão por que se orientar uma sociedade são elitistas e extremistas numa sociedade que se quer democrática; a democracia é o lugar de todos e a disputa com lugar para o diferente é que possibilita desenvolvimento.
Compreendo a ideia socialista do materialismo histórico que quer elevar a economia à superestrutura que determina leis, política, religião e cultura mas acho-a redutora e que deve ser contrariada por elemntos moderadores. Sinto-me melhor na filosofia cristã do que no socialismo marxista e reconheço que na sociedade há lugar para todas as crenças e pessoas que devem ser encaradas com respeito e não como campo de luta! Neste sentido, penso que como socialista que és não é legítimo que te coloques como tendo ultrapassado o cristianismo. Se formos a ver o socialismo é o filho pródigo do cristianismo que para se tornar mais abrangente deveria reconhecer a espiritualidade como uma base do humanismo.
António Cunha Duarte Justo, se leres os comentários no original, verás claramente que lá fiz o reparo de „extrema-direita“!
Lamento também que não tenhas tido a coragem de comentar no meu post!
Manuel Campos, quanto ao post na tua página não foi falta de coragem mas a desilusão de ter visto um post que se poderia considerar uma cópia dos cartazes que vi em Kassel “Avós contra a direita” que não respeitavam a maioria da sociedade que não se identificava com a esquerda. Posso colocar lá uma poesia crítica que tenho em relação à campanha partidária eleitoral.
Mas não esqueças a nova dicção!
A extrema-direita deixa de ser extrema e passa a ser radical!
Venha o diabo e escolha!
Alfredo Stoffel , a nova dicção é determinada por movimentos tão extremistas como o extremismo de direita que pretendem desqualificadamente combater. Mas afinal quem define quem é e o que é direita ou extrema-direita? Quem mais alto berra é uma esquerda habituada a viver à sombra das instittuições que vieram substituir as velhas do estado novo e passaram a viver na dependência das instituições do novo regime. São aqueles que andam no meio do povo com o clarinete de palavras más para que o povo se deixe levar por palavras ocas, carentes de argumentos. Porque será que o meu artigo incomoda tanto os activistas de esquerda quando só qse propunha reflectir em relação à campanha eleitoral?
Interrogo-me, com frontalidade e sem rodeios: onde está, afinal, a chamada “extrema-direita”? Quem a define? Com que autoridade moral? O que eu vejo — e sei — é a emergência de uma força que defende valores patrióticos, tradicionais e identitários, em resistência aberta ao globalismo amorfo e ao relativismo militante tão caro à esquerda e ao centro-esquerda, sobretudo aos progres-wokes que se recusam a sair de cena e insistem em perpetuar o seu monopólio ideológico.
Vivemos mais de meio século de uma paz podre, de estagnação confortável, marcada pela alternância ritual entre socialistas e sociais-democratas. O balanço? Não foi apenas medíocre — foi francamente desastroso. Um país adiado, sem ambição, sem nervo, sem futuro à altura da sua história. Chegou o tempo de romper com este paradigma, de mexer no fundo do sistema, não de lhe passar mais uma demão de tinta.
Mas eis o drama: os portugueses são, no essencial, conservadores — quando não mesmo reacionários. Paradoxalmente, é o próprio PS o maior garante dessa inércia. Não querem riscos, não querem mudanças, não querem ondas. Desde que o status quo se mantenha, aceitam quase tudo. “Mal por mal, deixem ficar os que lá estão”, mesmo que sejam parte do problema. É a velha aura mediocritas, elevada a virtude nacional.
Pois não. Eu não vou por aí. Como escreveu José Régio — e apesar da minha idade — recuso esse caminho. Prefiro juntar-me à gente nova que ousa escolher um rumo diferente. Talvez já não seja um caminho para mim, mas é, certamente, um caminho para os meus descendentes.
Ao Portugal dos Pequenitos, resignado, submisso e conformado, digo claramente: NÃO!
Francisco Henriques da Silva, muito agradecido por tão bom e diferenciado texto e para mais vindo de um Embaixador com tanta experiência e também autor. Nele se pode ver a diferença entre o pensamento profundo, humano e argumentativo dirigido à inteligência em contrapartida com os monossílabos de uma esquerda que parece só pensar em monossílabos ou substantivos sendo incapaz de formular argumentos, como se o povo só fosse capaz de compreender atributos emocionais. Eles dão a impressão de quererem manter o povo como proletariado só capaz de seguir as suas mantras! Para mim, está tudo dito na sua frase: “a chamada “extrema-direita”? Quem a define? Com que autoridade moral?”
Vítor Lopes Tu falas pelos mesmos que agridem e apenas repetem mantras!
Onde é que vês, nas pessoas que pensam e agem diferente, esses rótulos odiosos servirem-lhes?
A mim colar-me-ias esses mesmos rótulos. E sabes uma coisa? Tomara a ti ser tão humano quanto eu, seres tão tolerante quanto eu, ser tão democrata quanto eu. Tomara a ti.
É pena que antes de atacares dessa forma tão agressiva e redutora, não tenhas a capacidade isenta, de conheceres na sua prática, as pessoas que assim apelidas. Como aliás, é a marca da esquerda.
A mim não me afetam esses rótulos, porque em nada me servem, em nada correspondem àquilo que sou. Vindo assim de vós, com essa agressão e violência, até podem chamar e humilhar, que passam a ser percepcionados, como desespero, de quem é fanático e não sabe conviver com respeito pela diferença!
Pena essa agressão e forma odiosa da esquerda, para com a direita, porque deixam assim cair, tudo aquilo que dizem ser e cantar!
E só mais uma sugestão democrática, quando vires publicações diferentes, que te enchem dessa raiva, não a vomites de imediato, passa à frente, respira, vê noutro ângulo, que é assim que eu faço, mesmo quando percebo manipulação e mentira, da esquerda. Não tens que vir aqui de forma abusiva e grosseira, opinares sobre o que pensa um Senhor, como é o António Cunha Duarte Justo.
Estás muito longe do nível e educação dele,
que faz o favor de alertar com conhecimento e correcção, o povo que ainda dorme.
É só uma dica.
Manuela Silva, não!
Não sei conviver com a diferença que exala ódio por todos os poros .sou assim.
Vítor Lopes, quando você diz que ‘não consegue conviver com a diferença que exala ódio’, seria importante refletir se parte dessa percepção de ódio nos outros pode refletir um desconforto interno seu com aspectos que rejeita em si mesmo. Às vezes, o que mais nos irrita nos outros são qualidades que negamos ou combatemos dentro de nós. O que chamamos de ‘ódio no outro’ pode ser nosso próprio medo ou rejeição ou projrção refletida, como ensina a ciência psicológica. A afirmação ‘sou assim’ como justificativa absoluta ignora que nossa identidade não é estática. Todos temos capacidade de crescimento e adaptação. A rigidez em relação ao outro muitas vezes revela rigidez interna.
Só quem nada conhece de história política (a história repete se acelaradamente) é que vota CHEGA entre outros…
Manuel Carneiro da Silva , o artigo não apela a votos, convida à refleção! Mas já que fala no Chega, que tem o Chega com a História. Para se seguir essa lógica teríamos que ver o Chega no governo e depois ver como ele governa e em base aos factos fazer-lhe uma avaliação histórica crítica. Isto porém em critérios históricos só se prevê uma objectiva análise histórica depois de passados 75 anos. Isto até para proteger também os revolucionários que geralmente cometem erros históricos grandes mas no início de um regime revolucionário começar logo com análises objectivas significaria insurreição popular e desestabilização do Estado. Concluíndo, quanto ao Chega só há palavriado que carece de análise porque parte do arco do poder que luta a todo o custo para se manter no poder sem rivais comprometidos que então o demascariam. Facto é que se formos a analisar, por exemplo, governantes do seu partido, aí há mais que razões factuais para o criticar principalmente no que toca a corrupção e promoção de medidas que pretendem desmontar o tradicional e humano ideário português.
Vítor Lopes são os seus neurónios de espelho. Está a tempo de melhorar e corrigir.
Triste e desumana vai a política! Há uma certa gente que se habituou a tomar conta do poder e a formatar a opinião pública, como lhe convinha!
Agora, que outras vozes se opõem, a esse embalo, “Aqui d’El Rei”!
É um vale tudo, para que tudo volte à “paz podre” que reinava!…
Manuela Silva , é precisamente isso. Até ao Governo Covid vivíamos num regime político, e o mesmo se dava pela União Europeia, em que o arco do poder (aqueles partidos que se alternavam no poder, sendo umas vezes governo e outras oposição) construíram em conluio amizades e grupos de interesses transversais aos partidos do arco do poder e aí havia espaço para se criar interesses que se cobriam uns aos outros sem que a opnião pública se apercebesse deles; e isto estendia-se a sindicatos e mesmo a grandes empresas financeiras e a instituições culturais e mesmo a nível de justiça. (O exemplo como Socrates e um outro grande financeiro foi tratado é mais que indício da conivência nos mais altos domínios do Estado.). Enfim, a conivência que se encontra por vezes a nível individual ou de amigos elevada à potência das pessoas que nos governam e administram é incumensorável e brada mesmo aos céus. Por isso mais que um discurso objectivo temos na sociedade o grupo do arco do poder e seus aliados/beneficiados contra um homem como Ventura que com defeitos e virtudes representa a voz de um povo já cansado de tanta hipocrisia e defesa de interesses de classe, grupinhos, com meios menos transparentes.
Manuel Carneiro da Silva, direita moderada ou fofinha, a fazer o jogo da esquerda? Não há negociação para o que está mal, entende? Esquerda e essa direita moderada, já mostrou o que não vale.
António Cunha Duarte Justo o chega diz que Portugal devia voltar atrás 50anos, isto é uma lição de História que deve ser ensinada desde pequeninos para que não se caia no mesmo erro.pobres descalços, com as mulheres a levar nas bentas dos maridos mas a ir a Fátima a pé e depois de lá chegar fazer de joelhos num sei quantas dúzias de terços.depois voltar a casa passar fome, levar porrada, não ir à escola, não ter qualquer cuidado médico .foi por isso que muitos foram ter a mesma vida de miséria em Paris ou outro sítio qualquer. Por isso colocar na direita o ventrulha é a mesma coisa que dizer que não havia e há pedófilos na igreja.peço desculpa mas não aceito isso.
Vítor Lopes , afirmações soltas sem citar fontes têm valor meramente subjectivo. Importante é argumentar com base no Programa que o partido tem para o governo e citar o que lá é dito. O resto que é espalhado de uma maneira geral baseia-se no preconceito de uns e de outros. De uma maneira geral toda a gente fala dos partidos sem ter lido os seus programas baseando-se nos preconceitos que são propagados na opinião pública!
António Cunha Duarte Justo afinal é verdade os emigrantes são da extrema direita.fico triste por isso.abraço.
Vítor Lopes, a desconversa já vai adiantada! Consegue argumentar ou chega-lhe o preconceito? Ou quer apenas deixar aqui o seu ovo sem ter o cuidado de o chocar primeiro para que possa crescer?!!!
António Cunha Duarte Justo o seu artigo não incomoda “os activistas de esquerda” como apelida aqueles que não seguem a sua lógica. Acho no entanto interessante que o senhor, filosofo, teólogo e um homem culto, argumente em defesa de uma democracia onde a extrema-direita é relativizada em nome dessa mesma democracia.
A dicção direita radical vem de Pedro Santana Lopes (actual Presidente da Câmara da Figueira da Foz, onde num programa de opinião disse na televisão que o André Ventura é um democrata da direita radical).
Alfredo Stoffel, obrigado pelo comentário! Não me deixo enfileirar em nenhuma vertente; renunciei a muitas promessas de partidos que seriam vantajosas para mim mas que me limitariam na minha liberdade. O que me preocupa é que os princípios e o quorum em que se baseia a democracia sejam partidariamente definidos, e isto independentemente de extremismos de esquerda e de direita que, pela própria definição de democracia são excluídos pelo facto de incomodarem o arco do poder. Não me incomoda ser titulado por interesses partidários. Já o mesmo me aconteceu nos anos oitenta quando alertei e protestei que não era democrático excluir pessoas comunistas como o estado estava a fazer! Na altura, o estado do Hesse excluía professores que fossem comunistas. O meu vizinho que era teólogo e professor de alemão foi também ele vítima dessa imposição com o argumento de defenderem a democracia. Esta do meu vizinho só o soube mais tarde. E até me emprestou o aparelho com altifalante quando estive à frente da manifestação de portugueses em Frankfurt, contra as medidas do governo, então de direita, de acabarem com o consulado de Frankfurt! Sou pelo povo e procuro seguir a razão como orientação. Não importa ouvir o que partidários dizem; importante é falar com base nos seus programas de governo.
Como é português, pode resumir a sua tese no seguinte: não gosto de emigrantes e muito menos de imigrantes. A teologia não é ciência.
Ilidio Lacerda , vê-se que me não entendeu nem entendeu o assunto do artigo, fazendo para isso valer a sua “teologia”! Os portugueses e eu como português não podemos viver sem emigrantes e temos de estar muito reconhecido a eles. Se há alguma atenção a fazer é quando se trata de importar radicalismo ligado a instituições. Mas também devemos procurar instruir-nos; pelo menos a ponto de ter de reconhecer que a teologia é uma ciência, tal como a filosofia, a antopologia, a sociologia, etc.
António Cunha Duarte Justo, não vale a pena, acredite. O nosso colega Ilidio Lacerda está endoctrinado para além de qualquer esperança.
Meta Settings , é realmente lamentável, ter de verificar que precisamente aqueles que mais se levantam indiferenciadamente contra o antigo regime tenham perdido o espírito crítico, pendurando-o no cabide do tempo! Temos que todos procurar fazer valer a liberdade e o espírito crítico porque só este faz os povos e a história avanção; e o espírito crítico não é propriedade nem de esquerda nem de direita! E um mínimo de formação deveria reconhecer que a teologia, tal como a filosofia, a antopologia, a sociologia, etc. são ciências; como se com uma mera negação pudesse suprir o que falta no poder de argumentação. Muito obrigado pelo seu aviso.
Manuel Grégorio , pelo que diz parece ser um guerreiro e eu não tenho campo de batalha partidária. Sei que os interesses da esquerda e da direita se opõem embora tendo muito aproveitável de um lado e do outro. Probemático torna-se quando em vez da razão se entra em combates de ambições frustradas. Então em vez de se discutir com base em programas partidários e registar o que têm de positivo e de negativo para o bem comum recorre-se a afirmações moralistas e até injuriosas beneficiadoras da própria posição partidária, chamando nomes a pessoas ou grupos e pior ainda demonizando-os. São estes os cidadãos que o regime criou? Cada um é merecedor do respeito que por sua vez tem pela pessoa do outro. O debate que não quer fazer valer só a própria lógica aceita a discussão ao nível da razão (luz que supervisiona as lógicas) e não se fecha na defesa das suas mantras. O problema não está nas alcunhas (pragas usadas) extrema-direita, racista, fascista, estalinista, marxista, comunista mas na incapacidade que teve o regime de Abril, tal como o anterior, de formar cidadãos e de em vez disso ter formatado em larga escala guardiões que lembram cães de guarda do próprio espaço, da própria ideologia, confundindo o bem do partido ou da ideologia com o bem comum! Uma mente formatada em tais termos pensa ter o juízo todo e leva-o ao disparate de se armar em juiz do que não passa no próprio funil!
Domingos Barradas , embora a hora da formação política já se encontre muito avançada, penso que na discussão política é importante apresentarem-se teses e argumentos e não os costumados monosílabos que adeptos do socialismo costumam usar. Doutro modo cai-se na mesma tática que socialistas usam e as pessoas continuam então cada vez mais na mesma: temos então um povo formatado em opiniões dogmáticas e absolutas mas à margem do pensamento. O que é mais grave ainda é que o povo simples que não tem tempo para pensar porrque não lhe é dado, segue chavões que se resumem a meras afrontas, que servem o sistema partidário mas não o bem do povo.
Genial texto do amigo e ex condiscípulo António Justo !!!…
Muito Obrigado por esta extraordinária e mui douta reflexão, quer sobre as eleições presidenciais ( 2.a volta ), quer sobre a famigerada Gronelândia, tão apetecida pelo cata-vento Trump !…!…
Caro amigo Barradas,
agradeço a resposta e o apoio que manifestaste ao meu texto.
O momento político que atravessamos exige reflexão serena e sentido estratégico. Quando a escolha eleitoral se limita à reprodução do que já conhecemos, votar em Seguro deixa de ser um exercício de esperança transformadora e passa a ser mera gestão da continuidade mantendo no poder e incardinados no sistema aqueles que criaram a deplorável situação social e cultural em que nos encontramos. É preciso dar uma chance a novos.
Em Portugal, no regime de Abril não foram formados cidadãos, mas sim partidários! Não fomos suficientemente formados para o exercício pleno da cidadania crítica, mas antes para uma lógica de pertença partidária, acrítica, em que pensar de forma autónoma é visto como incómodo ou mesmo suspeito. Pensar dói, mas é indispensável à Democracia. O espírito de censura que se atribuiu a Salazar ainda está mais presente hoje, só que hoje trazemos todos a tesoura da censura na cabeça.
Acresce que a pressão exercida pelo chamado “arco do poder” e por uma comunicação social frequentemente incapaz de verdadeira independência gera, na população, um clima de receio em relação à livre manifestação de opinião, facilmente rotulada como extremismo.
Por isso valorizo particularmente a tua coragem, caro Barradas, que embora, por vezes um pouco provocante, manifesta coragem cívica de quem assume com clareza e frontalidade a sua posição. Eu precisava de aprender um pouco de ti! O teu comentário, também pelo que tenho lido em outras tomadas de posição tuas é uma reflexão notável, quer sobre o atual contexto eleitoral (nomeadamente a segunda volta das presidenciais), quer sobre a simbólica e inquietante questão da Gronelândia, hoje objecto de cobiça geopolítica e de discursos erráticos, como os do sempre imprevisível Donald Trump que apesar de tudo está a tentar congregar em torno dele as forças que são contra o globalismo..
Prá frente, amigo Domingos Barradas, porque para trás mija a burra! O debate livre, informado e plural não fragiliza a Democracia, é a sua condição de possibilidade. O problema está no medo em que Portugal nos regimes vindos com a República de timbre maçónico e socialista foi formatado (também no interregno de Salazar) . A propósito, também tenho gostado da coragem com que o José Cerca enfrenta cobras e lagartos nas redes sociais na sua missão de alertar e esclarecer.
Um abraço para ti e desejos de saúde, alegria para todos os confrades. De não esquecer também espero dos leitores um pouco de paciência para me aturar!
Plenamente de acordo e abraço desde Stuttgart. O senhor foi ou é uma Figura Pública neste País, conhecido aqui apenas como António Justo. Eu estava aqui a matutar de onde conhecia este nome e cheguei lá, pois lembrei-me do Diálogo do Emigrante que era Redigido na Missão Católica de Mainz e mais tarde já com o nome de Correio de Portugal por Mário Santos. Espero não estar errado e se estiver errado peço as minhas desculpas. Eu escrevi alguns artigos no Correio de Portugal como Zé Português!
Carlos Pedro Lourenço Marques, muito obrigado pelas suas palavras e pelo abraço desde Stuttgart, que retribuo com estima. A sua memória está correta. Colaborei, de facto, no Diálogo do Emigrante, então redigido na Missão Católica de Mainz, que antes era O Emigrante. Também contribui no Correio de Portugal, sob a direção de Mário Santos. Foram espaços relevantes de reflexão e intervenção cívica no contexto da emigração portuguesa.
Para além disso, publiquei também textos noutros órgãos de comunicação social, nomeadamente no Tempo e no Diabo, bem como noutras publicações, sempre com a mesma preocupação de pensar criticamente a sociedade, a política e a condição cívica, dentro e fora do país.
Fico particularmente satisfeito por reencontrar antigos companheiros de escrita e debate, ainda que sob pseudónimo, como o “Zé Português”, sinal de que esses espaços de diálogo deixaram marcas e continuam vivos na memória coletiva.
Um abraço cordial
António Cunha Duarte Justo, temos alguns intelectuais além de historiadores. Não aparecem nos meios de comunicação social, porquanto estes pertencem a capitalistas, em regra. Por sua vez, o capital aprisionou os políticos e estes obedecem-lhe. Acresce que há jornalistas que apenas trabalham para comer e o resto é-lhes indiferente.
Ilidio Lacerda , só posso confirmar e apoiar o que diz, só acrescentaria que além do capitalismo surgiu o partidarismo ideológico interessado em formar partidários e não cidadãos! Ainda bem que há gente atenta e crítica no meio de de tanta gente com pensamento formatado no pensamento polar maniqueista.