O ABUSO DA EMOÇÃO ESTÁ A DESTRUIR A NOSSA CULTURA OCIDENTAL

«Viva a Emoção. Abaixo a Razão»

Li um texto do Prof. Dr. António Bento que é muito oportuno e esclarecedor de muita baixeza moral que se passa na comunicação social. Ele explica o porquê do abuso sistemático da emotividade usada por “profissionais” da opinião.
São usados títulos de notícias ou fotos emocionais com a intenção de levar as pessoas a chafurdar só nos sentimentos e de maneira a excluírem a própria razão.
A mensagem apelativa é dirigida apenas à parte instintiva ou emotiva da pessoa.
Todos os domínios da sociedade e da pessoa são intencionalmente abordados e apresentados de maneira a produzir reacções emocionais que se reduzem a duas tomadas de posição: agrado ou desagrado. O mecanismo é tão eficiente que muitas pessoas até ficam com a impressão que têm opinião fundamentada!
António Bento diz: “Na verdade, qualquer um dos variados âmbitos da actividade humana tende hoje a ser abordado a partir de uma perspectiva fundamentalmente ou exclusivamente emocional. Um slogan simplificador capaz de dar conta desta nova situação moral crítica em que nos encontramos poderia ser o seguinte: «Viva a Emoção. Abaixo a Razão». O seu pressuposto obscurantista é mais ou menos o seguinte: “Se as próprias neurociências nos permitiram recentemente descobrir que as emoções comandam tanto a vida privada como a vida pública, e se a razão é efectivamente escrava das paixões, então abandonemo-nos inteiramente às emoções e entreguemo-nos a todo o tipo de experiências garantidas pelo grande mercado político das emoções. Active-se, em cada indivíduo, a sua fibra mais passional. Abandone-se o raciocínio. Vá-se directamente ao coração. Emocionarmo-nos é bom. Raciocinarmos é mau”.
Uma sociedade em que se menospreze a razão passa a ser decadente porque produz um desequilíbrio entre inteligência emocional e inteligência racional em desfavor desta prevalecendo uma emocionalidade orientadora do agir que  proporciona uma moral de costumes doentia.
António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

DA POBREZA DE UM MUNDO DIVIDIDO ENTRE SOCIALISTAS E CAPITALISAS

A Luta subsidia os Lutadores e desfavorece os Pacíficos

António Justo

O mundo tornou-se num palco da guerra económica e ideológica entre as zonas de influência socialista da China e da Rússia e as zonas de influência capitalista dos USA. Também socialmente tem-se a impressão que nos encontramos em tempos pré-bélicos. Por todo o lado se propaga uma cultura da violência física e psíquica.

De um lado temos o capitalismo de raiz protestante fomentador das filosofias idealistas do liberalismo e do outro lado o socialismo de raiz materialista Marx-Lenine-Estaline-Mao. O muro da divisão encontra-se também no seio das sociedades. Se olhamos para a América latina, o “fascismo” de esquerda e de direita debatem-se aferradamente, sem consideração pelo destino do povo.

Nas zonas de antagonismos internacionais, como o conflito da Síria, dão-se as lutas pela aquisição de zonas de influência dos USA e da Rússia e da Turquia e Irão (islão sunita e islão xiita). De maneira agressiva, mas sub-reptícia, esta luta dá-se entre o capitalismo (USA) e socialismo (Rússia e CHINA) na América latina. Uma luta que é promovida pelo turbo-capitalismo e pelo socialismo, a acontecer à custa e em nome do povo e dos pobres, mas apenas em benefício de capitalistas e de socialistas. De facto, o socialismo real cria pobreza e o capitalismo liberal cria alguns novos ricos à custa da muita pobreza de muito povo. De um lado, temos falanges em nome da economia e, do outro, as falanges em nome da ideologia.

A sociedade precisaria de uma terceira via entre socialismo e capitalismo que poderia partir da doutrina social da Igreja que contempla a inclusão dos dois contraentes numa perspectiva de complementaridade ao serviço da pessoa e do bem comum; a doutrina social católica possui um fundamento intelectual mais abrangente (A economia social de mercado, que ao surgir tinha uma conotação católica conjuga o desempenho económico com o progresso social garantido).

Enquanto continuarmos a ser ferrenhos apoiantes de um sistema contra o outro (socialista ou capitalista), reduzimo-nos à qualidade de pequenos soldados mercenários da palavra a servir a guerra socialista e a guerra capitalista sob o pretexto de se querer servira a paz e a razão.

O capitalismo divide o mundo em ricos e pobres e o comunismo (tal como o islamismo) divide o mundo em duas falanges: os de dentro a defender e os de fora a combater-se (símbolo do punho serrado!). 

Neste sentido não há bons socialistas nem bons capitalistas; numa sociedade de transição precisaríamos de sociocapitalistas ao serviço de todos, sem que em nome do todo se domine a parte nem em nome da parte se domine o todo.

No meio de muita gente bem-intencionada, observa-se uma certa disfuncionalidade pelo facto das suas energias serem ordenadas por uma ideia confusa que conduz a um sincretismo que no fim se revela anárquico.

Em causa não deveria estar o serviço a uma ideologia ou confissão, mas sim a salvação da pessoa e do povo, nele e por ele mesmo. Isto só será possível mediante uma mudança radical de mentalidades e uma nova reflexão sobre indivíduo e sociedade que reconheça e integre os polos opostos. Uma estratégia política que divida o povo, para legitimar uma tentativa de solução social à direita ou à esquerda, impede o povo de andar em frente.

Os governantes, quer de esquerda quer de direita têm de reconhecer as leis naturais que regem a economia e a sociedade no sentido do bem comum digno para todos, doutro modo continuam a empobrecer a sociedade e tornam a justiça arbitrária. A sabedoria do povo diz-nos que o ótimo é inimigo do bom e a filosofia ensina-nos que a virtude se encontra no meio e não nos polos. Nos polos concentra-se também a energia da violência.

O Comunismo, nos países onde governa, costuma explicar a sua má administração com os «inimigos internos e externos», os atacantes e os atacados; o inimigo externo é personificado no capitalismo dos USA e o inimigo interno é personificado nas empresas do país… Por outro lado, o turbo-capitalismo costuma justificar a injustiça social com o argumento da liberdade e da concorrência estimuladora do mercado; assim justificam ambos a lei do poder e do direito do mais forte. A observação da História pode resumir-se no seguinte: enquanto o turbo-capitalismo faz os ricos mais ricos à custa da energia de muitos pobres, o socialismo gera alguns funcionários poderosos e ricos à custa, do adiamento até ao infinito, da esperança dos muitos proletários e pobres.

O socialismo do século XXI, depois do seu falhanço real e da repulsa popular na União Soviética, escolheu a América Latina para seu novo campo de acção prática, usando, para tal, o método da desestabilização social e económica e para a Europa optou pela implementação de agendas anticultura europeia, a ser propagadas por ONGs e até pela ONU.

Paz é o ponto de encontro dos polos opostos! Trabalhar para ela é contribuir para a compreensão dos polos e empenhar-se na sua inclusão.

©António da Cunha Duarte Justo

In Pegadas do Tempo

PORTUGAL RECEBEU 3,6 MIL MILHÕES DE EUROS DAS REMESSAS DOS EMIGRANTES

Segundo o Eurostat, os emigrantes portugueses enviaram 3,6 mil milhões de euros para Portugal, em 2018

Os imigrantes em Portugal enviaram par os seus países 533 milhões de euros. A Balança foi positiva para Portugal em 3 mil milhões.

A Roménia foi o segundo país a receber mais com um saldo de 2,7 mil milhões e a Polínia ocupou o terceiro lugar recebendo 2,54 mil milhões de euros.

As remessas dos emigrantes constituem verdadeiros programas de desenvolvimento pata os países de emigração.

Os emigrantes são autênticos benfeitores dos países de emigração e de imigração.

António Justo

COMPARAÇÃO DO PRODUTO INTERNO BRUTO (Euro) ENTRE PAÍSES

Pelo Produto Interno Bruto (PIB) se pode avaliar quais são os países que criam mais e menos riqueza

Entre os países mais produtivos destaca-se a Alemanha com um PIB de 3.344.370, seguindo-se-lhe o Reino Unido com 2.393.692 e a França com 2.353.090.
Os povos menos produtivos que Portugal (PIB: 201.612) são a Grécia, Hungria, Luxemburgo, Islândia, Croácia, Bulgária, Letónia, Lituânia, Estónia, Eslováquia, Eslovénia, Chipre e Malta.

Para se avaliar da eficiência do trabalho político num país, o PIB é um dos melhores indicadores.

Grupos/Países PIB (1)
Anos ……………………….1995…………………….2018

União Europeia (28 Países) 7.355.460,6 15.848.564,1
Alemanha 1.977.604,1 ………………. …3.344.370,0
Áustria …………….184.351,3……………………….386.093,8
Bélgica……………..221.430,4………………………450.505,7
Bulgária……………..14.424,7………………………..55.182,2
Chipre 7.596,0……………………Pro20.730,9
Croácia……………..17.326,6………………………..51.467,8
Dinamarca……….141.441,4………………………298.276,5
Eslováquia…………15.259,4……………………….90.201,8
Eslovénia…………..16.340,4……………………….45.754,8
Espanha……….Pro470.155,7……………Pro1.202.193,0
Estónia 2.902,3……………………..25.656,9
Finlândia…………..102.650,9……………………232.096,0
França…………..1.224.717,2……………Pro2.353.090,0
Grécia……………..104.662,1……………….Pro184.713,6
Hungria……………..35.464,2……………………131.935,1
Irlanda………………52.944,6…………………….324.038,2
Itália………………..895.336,2…………………1.756.981,5
Letónia……………….4.136,9……………………..29.523,7
Lituânia………………5.124,1……………………..45.113,8
Luxemburgo………16.508,3……………………..58.869,2
Malta………………….2.829,0……………………..12.323,8
Países Baixos….346.000,8……………….Pro774.039,0
Polónia…………..108.715,7……………………496.461,8
Portugal…………..91.024,7……………………s201.612,5
Reino Unido….1.021.411,9………………..2.393.692,8
República Checa 45.724,2…………………..207.772,4
Roménia…………..28.589,8……………..Pro202.883,6
Suécia……………202.866,1…………………..471.196,2
Islândia…………………5.449,7…………………….21.987,7
Noruega…………….116.241,0…………………..367.893,7
Suíça…………………262.111,0………………Pro597.008,7
Fontes/Entidades: Eurostat | Institutos Nacionais de Estatística, PORDATA
Última actualização: 2019-09-20

TAXA DE CRESCIMENTO REAL DO PIB
Que economias estão a crescer mais e menos em termos de riqueza criada?
Grupos/Países Taxa de crescimento do PIB
Anos 1996…………………………………2018

União Europeia (28 Países)1,9……………1,9
Alemanha 0,8……………………………..1,4
Áustria 2,3…………………………………….2,7
Bélgica 1,6……………………………..1,4
Bulgária 9,2………………………..Pro3,1
Chipre 1,2……………………………….Pro3,9
Croácia 5,9…………………………….2,6
Dinamarca 2,9…………………………….1,2
Eslováquia 6,8…………………………….4,1
Eslovénia 3,5…………………………….4,5
Espanha 2,7………………………..Pro2,5
Estónia 5,3…………………………….3,9
Finlândia 3,7……………………………..x
França 1,4…………………………Pro1,5
Grécia 2,9………………………………..Pro1,9
Hungria 0,0……………………………..4,9
Irlanda 7,7 …………………………………..x
Itália 1,3…………………………………….0,9
Letónia 2,4……………………………..4,8
Lituânia 5,1……………………………..3,4
Luxemburgo 1,4…………………………x
Malta x………………………………………..6,6
Países Baixos 3,5………………….Pro2,5
Polónia 6,1……………………………….x
Portugal 3,5 ………………………….s2,1
Reino Unido 2,5………………………1,4
República Checa 4,2………………………3,0
Roménia 3,9………………………….Pro4,1
Suécia 1,5……………………………………..2,3
Islândia 4,8 ……………………………………x
Noruega 5,0……………………………………..1,4
Suíça 0,5……………………………………..2,5
Estados Unidos da América 3,8 ………..x
Fontes/Entidades: Eurostat | Institutos Nacionais de Estatística, PORDATA
Última actualização: 2019-03-11

(1) https://www.pordata.pt/Europa/Produto+Interno+Bruto+(Euro)-1786

 

FAZER A BARBA ou DESFAZER A LÍNGUA?

 

Bons gramáticos chamam a atenção da propriedade de termo no uso da língua. De facto, a expressão correcta, é “fazer a barba” e não “desfazer a barba”! Também a mim há muito me incomoda ouvir gente que anda por aí a desmatar uma floresta tão original, rica e diversificada como é a nossa Língua.

Um modernismo leve, em voga, muitas vezes, não entende o sentido das palavras e, pelo facto quer, em questões de língua, descobrir a América. Como não valorizam a riqueza da Língua pensam que também ela se deixa reduzir a uma régua da lógica.

Seria um equívoco transformar uma floresta primordial num monte de eucaliptos, por muito bem cheiroso que este seja!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo