CARTA-ABERTA AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA

Aos onze Candidatos que aspiram representar a Nação:

Escrevo esta carta não apenas em meu nome, mas na qualidade de porta-voz de milhões de portugueses cujas vozes raramente ecoam nos corredores do poder. Dirijo-me a vós com a esperança de quem ainda acredita que a democracia pode ser mais do que um exercício formal, e que os governantes podem verdadeiramente servir o seu povo.

Quando Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente, escrevi-lhe expondo estas mesmas preocupações. A carta ficou sem resposta, como tantas outras vozes que se erguem e se perdem no vazio. Dirijo-me agora a vós, candidatos, com a esperança de que pelo menos um demonstre que a democracia portuguesa ainda ouve o seu povo. Respondei a estas questões. Mostrai que sois diferentes.

Há questões fundamentais que exigem respostas claras e compromissos firmes. Não peço promessas vazias, mas coragem política para enfrentar aquilo que durante décadas tem permanecido intocável por conveniência ou cobardia.

A Questão Constitucional que ninguém ousa discutir

Quem entre vós se atreve a propor a eliminação do preâmbulo da Constituição da passagem que aponta como objetivo do Estado o “rumo ao socialismo”?

Esta não é uma questão meramente técnica ou simbólica. Numa democracia verdadeiramente plural, o Estado não pode estar constitucionalmente comprometido com uma única ideologia política. Este anacronismo, herdado de um momento revolucionário específico da nossa história, colide frontalmente com o princípio da neutralidade do Estado e com a liberdade política que deve caracterizar uma sociedade democrática.

Durante décadas, todos os partidos do chamado “arco do poder” mantiveram um silêncio cúmplice sobre esta anomalia. Porquê? Que interesses se escondem por detrás desta recusa em abrir o debate? Uma Constituição deve unir todos os portugueses, não consagrar a visão de mundo de apenas uma parte deles.

A nossa história recente foi quase toda narrada a partir de um único enquadramento ideológico, que impôs limites ao pensamento e ao debate público. Exijo, em nome dos portugueses que desejam uma democracia madura, que este tema seja finalmente discutido sem tabus e sem chantagens morais.

O Povo esquecido

Enquanto nos pedem que sigamos, sem discussão interna, as decisões das potências europeias e os seus interesses geopolíticos e económicos, incluindo o financiamento de conflitos distantes, o povo português sofre em silêncio:

– 1,4 milhões de reformados sobrevivem com pensões iguais ou inferiores a 500 euros mensais. São pessoas que trabalharam uma vida inteira, que construíram este país, e que agora são abandonadas à miséria e à indignidade.

– 14.476 portugueses vivem nas ruas ou em condições precárias, entre os quais 1.686 casais sem teto e 263 famílias sem casa. Estas não são estatísticas abstratas. São seres humanos, compatriotas nossos, que perderam tudo enquanto os recursos da nação são desviados para prioridades alheias ao bem-estar do povo.

Como é possível que um Estado que se proclama social permita tamanha injustiça? Como podemos falar de solidariedade europeia quando não somos capazes de cuidar dos nossos próprios cidadãos?

A pergunta que exige resposta

Quem entre vós se compromete, como tarefa principal, a defender o bem comum e a felicidade do povo português?

Quem terá a coragem de dizer “basta” à subserviência automática perante interesses que não são os nossos? Quem colocará as necessidades concretas dos portugueses acima dos jogos de poder internacional?

Não vos peço que sejais inimigos da Europa ou do mundo. Peço apenas que sejais, antes de tudo, defensores de Portugal e dos portugueses. Que tenhais a dignidade de afirmar que, antes de contribuir para guerras ou para os orçamentos de burocracias distantes, temos a obrigação moral de garantir que nenhum idoso morre de frio ou de fome, que nenhuma família dorme na rua, que nenhum trabalhador é condenado à pobreza depois de uma vida de esforço.

Um apelo à coragem

Esta carta é um desafio. Um desafio para que pelo menos um de vós se erga acima do conformismo político e diga as verdades que outros calam. Para que alguém tenha a honestidade de reconhecer que a nossa democracia tem limites artificiais que precisam de ser ultrapassados.

O povo português merece governantes que o respeitem, que o ouçam, que defendam os seus interesses com a mesma determinação com que defendem os interesses de Bruxelas ou de Washington. Merece líderes que não tenham medo de abrir debates incómodos, de questionar consensos falsos, de colocar a justiça social acima da conveniência partidária.

Pergunto-vos, candidatos (1): tereis essa coragem?

Ou continuaremos a assistir ao espetáculo de campanhas vazias, repletas de sorrisos e promessas, mas desprovidas da substância e da ousadia necessárias para transformar verdadeiramente a vida dos portugueses?

O país espera. O povo aguarda. E a história julgará não apenas as vossas palavras, mas sobretudo o vosso silêncio.

António da Cunha Duarte Justo
Cidadão português, jornalista e defensor de uma democracia mais justa e verdadeira

 

(1) Dos 11 candidatos, os principais:

Marques Mendes

João Cotrim de Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal)

Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda)

António Filipe (apoiado pelo PCP)

Jorge Pinto (apoiado pelo Livre)

André Ventura

António José Seguro

 

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

23 comentários em “CARTA-ABERTA AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA”

  1. Para colmatar todos, ou alguns desses pontos referidos na carta, só vejo entre os candidatos, UM que fará diferente dos habituais responsáveis do Arco do Poder, ANDRÉ VENTURA, caso contrário será sempre mais que o mesmo, ou seja, prometer para que tudo fique igual e não saia da “cêpa torta”.
    Veja-se a “mezinha” que oiço há 85 anos após alguma tragédia ou decisão de responsabilidade humana ou governativa : TUDO VAMOS FAZER PARA QUE ISTO NÃO VOLTE A ACONTECER.
    Só que isto é a história do “repete repete”! É a política do deixa acontecer que com o tempo vai passar.
    É a política do condecorar a título póstumo e o esquecer enquanto vivo.
    Se quem muda Deus ajuda, então eu sou do muda.

  2. Agradeço muito o teu comentário, que toca no cerne de um dos maiores desafios da nossa democracia e no teatro da atual propaganda eleitoral. Tudo se lamenta e poucos se dão conta que a geografia do mundo e das ideologias estão a mudar. Há uma desconexão entre o discurso político e a mudança real e a complicar tudo isto ainda um moralismo rasteiro que só ajuda o poder e o sistema sobranceiro. A sociedade vive num estado de hipocrisia encoberta que por se deixar levar pela propaganda do sistema, fomenta, também ela o estado de hipocrisia do arco do poder que vive de interesses e não de moral. O teu descontentamento além de legítimo é documentado pela história recente.
    Penso que este é o momento de se passar a um voto tático, nem que seja para se ver o que acontece nos próximos quatro anos, estando, porém, muito conscientes que tudo está mais nas mãos dos deputados e do primeiro ministro ( arco do poder tem todo o sistema a seu lado e por isso penso que não haverá remissão dado o povo se encontrar por ele formatado) . Mas nestes quatro anos talvez o povo recebesse motivos da política para começa a ter espinha dorsal e a pensar por ele próprio. Então poderia surgir nas próximas eleições um novo parlamento à altura de uma sociedade adulta (coisa que não confio em Portugal por se encontrar totalmente atrelado e dependente de Bruxelas).
    Concordo plenamente que a cultura do ‘deixa acontecer’ e do ‘prometer para nada mudar’ é um ciclo que desgasta a confiança nas instituições e elas encontram-se já de rastos! Só quem é cego, quem não quer ver ou quem é beneficiado diretamente pelo sistema (e ele cada vez cria mais funcionários e servidores dependentes) pode olhar para o lado e deixar correr. A ‘política do pesa-me’ em que tragédias são seguidas de promessas solenes que se dissipam no primeiro ciclo noticioso é talvez o sintoma mais doloroso dessa inércia. E sim, a distinção entre o tratamento dado aos heróis postumamente e o abandono dos vivos diz muito sobre as prioridades distorcidas que persistimos em seguir.
    O teu ponto sobre ‘ser do muda’ é fundamental. Aliás, a mudança real exige mais do que trocar pessoas no poder; ela exige mecanismos concretos de responsabilização de políticos que saem sempre ilesos dos mesmos erros que sempre repetem, com a conivência da tramela dos media que sistematicamente não chama a atenção para eles (tem-se a impressão que se vive num país de acomodados!); de facto não basta dizer vamos fazer, mas ver o quê, como, com quem e com que recursos e meios.
    Estou convencido que a esmagadora maioria das preocupações, que aqui apresentamos não são da competência do PR, mas sim da AR e nalguns casos do Governo. O PR pode sim usar a sua influência para criar soluções. Todas as eleições se têm expressado em palco para os dançarinos do poder. Para haver mudança seria necessária participação contínua de cidadãos críticos para que a pressão por mudança não termine no voto, mas acompanhe a governação.
    Acredito que a tua crítica é sobre um sistema que naturaliza a repetição e a maioria da população não se dá conta disso, por isso segue na dança do gira o disco e toca o mesmo. Assim, a pergunta que fica e que devemos fazer a todos os que aspiram ao poder é: O que, especificamente, farão diferente, e como poderão ser responsabilizados se não o fizerem?

    Tens toda a razão porque a mudança só começa quando recusamos normalizar o ‘sempre igual’. E, como muito bem dizes, ‘se quem muda Deus ajuda’, então que sejamos muitos os ‘do muda’.

  3. Meu caro:
    Concordo com muitas das suas preocupações, mas a esmagadora maioria delas não são da competência do PR…
    Por exemplo: alterar a Constituição implica negociações e 2/3 de votos favoráveis, o que não é fácil, desde logo o preâmbulo, mas tal não é o mais importante, precisamente por ser o preambulo, de 1976, e não uma norma ou regra.
    Cordiais saudações,

  4. Prezado amigo Jorge,
    Obrigado, é verdade tudo o que diz! Mas para que o sistema acorde é preciso que os candidatos a ele verbalizem assuntos que são importantíssimos para poderem ser tratados nos media e assim se ir preparando o povo para sair da cepa torta e ao mesmo tempo, temas tocados pelos candidatos ao poder em tempos de eleições, recebem uma certa legitimação para serem implementados na função a exercer.
    O problema é que todos os partidos se encontram unidos por uma cumplicidade própria de quem participa do poder e além disso todos foram condicionados pelos ventos soviéticos de então.
    Torna-se urgente uma mudança, independentemente da opinião que se tenha ou não de Trump. Ele está de facto a mudar o mundo. O que se precisa é de fantasia e criatividade também intelectual para podermos orientá-lo no melhor sentido.
    Cordiais saudações e votos de saúde
    António Justo

  5. Queria agradecer- te de maneira especial estas perguntas aos candidatos presidenciais e o longo e belo poema que reclama em vão o seu, deles, olhar sobre os pobres e os pequenos à força.
    Abraço forte e agradecido

  6. Obrigado, caro amigo JF
    Procuro sempre de forma humilde mas segura desbravar o matagal político-social em que nos encontramos.
    OS candidatos à presidência são todos do sistema, e, pelo que me é dado observar de fora, o pior deles é o militar que nos andou a enganar no governo Covid. Penso que o sistema precisa de um abanão embora o presidente não possa fazer muito devido ao Parlamento. A minha Carta aberta tem tido muita ressonância. Também o ContraCultura a publicou!
    Temos um Papa à altura e penso que tu no teu actuar já antecipaste muito do que ele diz!
    Desejo-te muita saúde e alegria.
    Forte e cordial abraço

  7. Um facho será sempre um facho e será sempre capaz de tudo para ficar bem na fotografia, mesmo tentar reescrever a história que lhe é incomoda.
    Há diferenças fundamentais entre o preâmbulo e o articulado dum texto legal. O articulado dá-lhe pode, o preâmbulo encaixa a coisa no momento histórico em que foi redigida.
    Por partes. A saída de quase meio século da longa noite fascista não se faz pela mão conservadores nem dos liberais, ambos tendo sempre muito bem convivido com o fascismo. Faz-se pela subversão fermentada na sociedade e nas forças armadas dum conjunto de ideias de esquerda (semelhantes, algumas, às de Olaf Palme ou outros dos seu tempo). Promoviam ideias semelhantes a muita democracia social cristã da Europa industrializada.
    Mas havia de facto uma só força organizada, era o PCP. E isso é que dói aos fachos. E há-de doer sempre porque a história não muda. Por mais que se nela martele.
    A comissão constituinte, órgão efémero e inserido num determinado momento, decidiu incluir a referência ao modelo de sociedade socialista. Sendo está expressão tão radical que até o PPD lhe deu voto favorável. Só os fachos do CDS votaram contra.
    Ora… Esse preâmbulo é uma explicação do tempo e dos objectivos tidos então. Saí dum consenso quase total da população portuguesa. Não são regras prescritivas e limitativas como o articulado. Reescrever o preâmbulo da constituição é vilipendiar as posições daqueles que se nunca deixaram de ser chegar à frente durante a noite fascista e que na madrugada a seguir enrolaram as mangas para levantar o país.
    Não é daqueles que andaram a conspirar sob a sotina do Cônego Melo, a planear ataques bombistas, a fugir para Espanha. Esses são os que perderam. E isso dói. Porque a história não muda.
    Depois… Pedir ao presidente da república que mude o preâmbulo da constituição é viver num quadro mental onde as ordens é de cima para baixo e para cumprir já. Quem tem competência para alterar a constituição é a assembleia da república, o presidente só manda é nas fantasias dos fachos – onde a estrutura do mestrado é irrelevante. No seu articulado. Quem terá poder para alterar o preâmbulo da constituição é uma nova assembleia constituinte. Que negociará um novo pacto social para a nação. Pode é correr mal aos fachos.
    Mas como os fachos não conhecem outra negociação que não aquela a bastão e outra força que a despótica, entretêm-se sonhar com mundos tocados a bastão.
    Tenha juízo.
    (In FB)

  8. Mário Lobo , até parece que o nobre interlocutor, no seu arroubo de fervor, tropeçou precisamente na pedra que o meu artigo tentava sinalizar: a de que, quando a Ideologia se instala de mala e filtro no cérebro, ela tende a mobiliar o lugar apenas com a sua própria lógica. É um fenómeno curioso, a razão, que é a inquilina modesta que aprecia um bom debate, é convidada a retirar-se para dar lugar a uma lógica defectória. Em lugar da razão, assume o seu lugar o trono do dogma absolutista, um tanto emperrado, que vê nuances como heresias e opiniões contrárias como declarações de guerra.
    Mas também isto compreendo! Quando a emoção turva os cristais da mente, tudo se torna preto no branco, certo no errado, “nós” contra “eles”. A visão, afunilada, perde justamente o que há de mais salutar numa democracia que já deveria ter saído das fraldas: o respeito pelo diferente, o direito à divergência civilizada, o pluralismo de ideias que, em vez de uma torre de Babel, poderia ser uma orquestra, desafinada às vezes, mas sempre interessante, porque o que sustenta uma democracia viva é oespírito crítico respeitador mas argumentativo.
    Assim, agradeço o entusiasmo da réplica, ainda que disfarçado de ataque pessoal. Serve de ilustração perfeita, ainda que involuntária, do ponto que eu tentava, talvez inutilmente, esboçar. Fico aqui, no meu espaço de palavras, sempre pronto para um diálogo de verdade, aquele em que as ideias, e não os donos delas, são postas à prova.

  9. Subscrevo, sem alterar uma vírgula, esta “Carta Aberta” aos 11 candidatos à Presidência da República cuja eleição terá lugar no próximo dia 18/1 e dou os parabéns ao seu ilustre e douto autor.
    Apenas um dos 11 candidatos já respondeu várias vezes, nesta e em anteriores campanhas, às pertinentes questões que aborda. Esse candidato é, manifesta e comprovadamente, o Doutor André Ventura , como é consabido.
    Quanto aos demais, nenhum se referiu, quer à anacrónica citação na Constituição “… rumo ao socialismo … “ , quer aos demais temas aludidos.
    Depois de mais de 51 anos de esquerdismo e xuxialismo bacoco, falso, demagógico e de uma pseudo “democracia para meia dúzia”, com benefício de uns quantos dos grupelhos partidários – que vão da extrema esquerda ao cds ( pcp, bloco de esquerda, livre, pan, il, psd e cds) – Portugal caiu num fosso de corrupção, de cleptocracia vergonhosa, de amiguismo e clientelismo escandaloso, que enriquecem uns quantos de um dia para o outro, enquanto a maioria dos portugueses vive com dificuldades e até na pobreza lazarenta.
    URGE, pois, PÔR-SE FIM A ESTA VERGONHA que revolta e indigna qualquer português de bem, seja ele de que extracto social fôr.
    VAMOS TODOS, como patriotas que somos, VOTAR ANDRÉ VENTURA e acabar, de vez, com a corrupção, a bagunça e a velhacaria de uns quantos chicos-esperto que há mais de 51 anos engordam à custa da parolice de Zé povinho que, graças a Deus está despertando do engodo em que caíram.
    VIVA ANDRÉ VENTURA que corajosamente tanto tem lutado por um PORTUGAL RENOVADO!…
    DEUS, PÁTRIA. FAMÍLIA, TRABALHO e JUSTIÇA .

  10. Muito bem, só falta esses Senhores lerem, pode ser que a massa cinzenta se abra na sua cabeça. Mas não acredito.

  11. Muito gostei do que li ! Deu-me para chorar lendo as suas palavras . Que as vozes da justiça sejam ouvidas , Áqueles que precisam ouvir sejam humildes em dialgo, ouvirem a voz do povo que chora . Um País que se diz : católico, acho um erro— dizer-se católico , se ainda andam encostados !!!!.. E a pobresinha sou eu , como eu gosto de haver, abaixo de cão ….. Podia fazer tanta coisa melhor com fé com Deus soberano ..(.Virá quando os cristãos deixarem de viver a fé como um adorno privado e começarem a vê-la como critério público urgente em cada gesto, em cada escolha , em cada político ). Acho que são suas estas palavras . Um bem haja . Quando chegava a casa dizia para os meus botões, que bem me sabe um prato de sopa, sem mais nada … Nunca senti revolta , sim, sempre senti gratidão . As riquezas de uns servem para nos matar a fome ao pobre senão comam terra ….

  12. MÁrio Lobo, socialismo, comunismo e tudo o que tresanda a esquerdalhada, NUNCA MAIS …!!!….
    C. H. E. G. A
    Juízo tenha o senhor que, cristalizado, continua com as palas bem apertadas … !… Não passa de um fóssil …!.
    Porque não vai para Cuba, China ou Coreia do Norte … ??? ….
    Lá não há “fachos” e muito menos “democracia” , há comunas cruéis que, sendo esbirros sem alma, escravizam o pobre povo !.. !…
    Seu grande esquerdalho inveterado, de cartilha, reles e grosseiro SOCIAL-FASCISTA de AVIÁRIO !!!…

  13. Domingos Barradss, esqeuerdalho, comuna, vermelho, etc.. são tudo epítetos que não recuso.
    Fascista? Tenha juízo. Alguém que se outorga ter cursado numa faculdade de direito deveria ser mais preciso com as palavras.
    Se me sugere ir para a Coreia do Norte, eu retribuo sugerindo-lhe que se junte ao Salazar. Ontem era tarde.

  14. Mário Lobo, fascista, sim, mas precedido – como consabido é – do termo « social », resultando « social-fascista », como referi e como é conhecido todo o comunista que, na ex URSS assassinaram mais de 100 milhões de seres humanos – 10 vezes mais que os nazis e fascistas de Hitler e Mussolini
    Assim sendo, comunista que é, não passa de um Social-Fascista (pior que um nazi), felizmente em vias de extinção.
    Salazar foi o governante português a quem Portugal mais deve, depois do seu fundador D. Afonso Henriques.
    As suas inúmeras e grandiosas obras ( como a PONTE SALAZAR ) são, ainda hoje, o mais rico património existente no país. Sem o seu patriotismo e saber o país, destruído pela desastrada primeira república era hoje uma província espanhola.

  15. Domingos Barradas, não terás essa satisfação! 48 anos já foi demais. Mais ainda existem sonhadores fascistas!

  16. Finalmente pude ler algo de útil e enriquecedor, a contribuir para um melhor esclarecimento acerca do importante acto civico do próximo domingo. A título pessoal, a mim foi-me mais fácil saber em quem não irei votar.
    Parabéns, caro António Justo

  17. Caro António, a proposta de atropelar todos os preceitos, de reescrever a história, de promover uma ideia que trouxe uma guerra colonial (em proporção) maior que a guerra americana no Vietnam, é em si costumeira.
    Seja pelo menos correcto e assuma-se pelo que é.

  18. Mário Lobo , sou por um humanismo cristão e pela visão cristã da pessoa humana e sua dignidade de sobrerana mesmo em relação a instituições e ideologias; a consciência individual deveria ser respeitada em toda a instituição que pretende defender o humano e só quem está do lado do Homem no seu todo garante futuro!

  19. Caro Senhor,
    Concordo consigo no essencial, o estado deve ser neutro e o Presidente da República, assim que assume funções, deixa de pertencer a qualquer partido ou governo e passa a pertencer ao povo inteiro. Foi o povo quem lhe deu o poder, não uma facção, não uma máquina partidária, não uma ideologia.
    O que não posso aceitar é que, depois de eleitos, continuem em guerras políticas como se ainda estivessem em campanha. Governa-se como se metade do país fosse inimiga, quando deveria ser protegida. Isso não é democracia madura, é conflito permanente disfarçado de governação.
    Servir o povo não é vencer adversários, é cuidar do bem comum. Neutralidade não é silêncio cobarde, é responsabilidade institucional. Enquanto quem governa confundir poder com combate, o país continuará dividido, cansado e esquecido.
    Dizer isto não é atacar a democracia, é querer salvá-la. E só com neutralidade no topo, respeito pelo povo e coragem para pôr fim às guerras artificiais é possível abrir um caminho digno para o futuro de Portugal.

  20. Joao Carlos Quelhas , cem por cento de acordo! Muitíssimos políticos vivem porém da discórdia porque nela sabem sempre metade do seu povo da parte deles! Na política há interesses, infelizmente falta moral e esta anda com o povo.

  21. Mário Lobo, verifiquei agora ao reler o que você escreveu que falsificou o que eu tinha escrito transformando um pedido de proposta (de discussão e ao parlamento) numa ordem que um presidente em democracia não pode dar! Nunca pensei que gente de esquerda fosse tão maquiavélica como aqui se mostra, falsificando a escrita para a tornar verdade do seu lado. A minha frase foi: “Quem entre vós se atreve a propor a eliminação do preâmbulo da Constituição da passagem que aponta como objetivo do Estado o “rumo ao socialismo”?

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