O Cordeiro desceu às imperfeições,
às fendas da matéria e da memória,
e teceu, de fragmentos e ilusões,
o fio luminoso de outra história.
Não com lã intacta, mas com o quebrado,
cada nó, cada falha, cada ferida,
tece o que nunca foi, nem foi sonhado:
a ponte sobre a noite da descida.
E quando o fio rompe, no mesmo instante
o Cordeiro reúne os cacos dispersos;
a luz não vem de fora, vem do antes
que se fez frágil para abrir universos.
Assim o fio desce, sobe, e ensina
que a tecelagem é comunhão de estrada:
quem tece com o outro não termina,
porque a mão que dá nó fica entrelaçada.
António da Cunha Duarte Justo
Gostei muito do teu poema. Tem uma beleza profunda e uma forma muito especial de transformar a fragilidade em algo luminoso. Obrigado por partilhares.❤️
Adorei
Muito bom o texto significativo
Boa reflexão. Abraço.
Bom dia amigo ! Obrigada pela excelente partilha ! Feliz domingo para si e família ❤️
Vou partilhar…
Nunca no caminho se perde nada . Quando o amor , se dá em caridade. O fio desce , sobe e ensina que a tecelagem , é comunhão da vida em aprendizagem , que o amor não dorme …. achei maravilhoso. O Deus que desce ás imperfeições , nossas