Categoria: Religião
PRÉMIO “JUSTO ENTRE AS NAÇÕES” ATRIBUÍDO AO PADRE KISS (SDB) POR ISRAEL
“Justo entre as nações” é um termo utilizado no judaísmo para se referir a gentios (não-judeus) fiéis às sete leis de Noé e que, por esse motivo, mereceriam o paraíso.
A ANS – Agência Info Salesiana – deu notícia (21.12.2022) que o Estado de Israel concedeu o prémio póstumo “Justo entre as nações” ao Padre Mihály Kiss SDB. O salesiano húngaro, durante a perseguição nazista, ajudou judeus e escondeu jovens judeus na casa salesiana de Óbuda.
O prémio foi entregue pelo vice-primeiro-ministro da Hungria, e pelo embaixador de Israel em Budapeste. “O embaixador israelense Yakov Hadas-Handelsman lembrou que a medalha ‘Justo entre as Nações’ é a mais alta expressão de gratidão do povo judeu e do Estado de Israel pela humanidade e coragem dos não-judeus que arriscaram suas vidas para salvar os judeus”.
“O Pe. Mihály Kiss, Diretor Salesiano de Óbuda nos anos de 1940 a 1946, mantinha a capela, que ficava próximo a uma fornalha, sempre aberta, e muitos conseguiam escapar secretamente para dentro da capela”. Quando as tropas de Arrow Cross descobriram o facto, invadiram a obra e vitimaram no Danúbio as crianças que encontraram.
O P. Kiss e seus irmãos da comunidade também acabaram sendo levados, espancados e torturados!
O P. Kiss foi o terceiro salesiano húngaro a receber o prémio “Justo entre as nações”.
Também houve quatro portugueses declarados justos entre as nações; o mais conhecido é o cônsul Aristides de Sousa Mendes, declarado Justo em 1966.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo
DECISÕES NA CONFERÊNCIA DA ONU SOBRE BIODIVERSIDADE – COP15
A Conferência em Montreal de 7 a 19 de dezembro, sob a presidência chinesa, teve a participação de 200 países que chegaram a acordo na sua preocupação de travar a destruição dos ecossistemas.
Os países chegaram a compromissos, que embora juridicamente não vinculativos, apontam para atuações sérias. Assim regiões ricas como a Europa onde ao longo dos séculos foram devastados os seus grandes biótopos com a finalidade de se aumentar o nível de vida económico das populações, comprometeram-se até 2030 a apoiar anualmente países pobres, mas ricos em biodiversidade, com mais de 30 biliões de euros por ano para que criem zonas protegidas.
Além disso os países participantes comprometeram-se a ampliar as áreas protegidas do globo, que atualmente se cifram em 17% da terra e 8% dos mares, para mais de 30% do globo. Por isto, tudo leva a crer que desta vez, os países presentes na Conferência, com medidas concretas, levam mais a sério a defesa da natureza.
É muito de louvar, mas não se vê coerência no sentido de travarem também a destruição dos “ecossistemas” culturais. Enquanto nos dedicamos e bem à defesa da vida da biodiversidade, observamos um fomento da destruição da vida humana e dos seus tradicionais biossistemas culturais para mais facilmente serem criados organismos, de carácter mais anónimo, a nível supranacional e global. Dá testemunho de hipocrisia e até de má intenção uma política que pretende preservar a vida cultural dos índios no Amazonas enquanto, ao mesmo tempo, coloca à disposição e menospreza hábitos e tradições culturais na Europa!
É preciso acabar com a destruição da biodiversidade dos ecossistemas naturais e também acabar com a desconstrução das culturas e a destruição de subculturas principalmente no âmbito de hábitos e valores; para isso seria de ter-se mais cautela na aplicação de agendas que tendem a uma educação para uma monoculturalidade, em via de aplicação na cultura ocidental. Está a ser usado um peso e duas medidas.
Unum facere et aliud non omittere!
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo
BOAS FESTAS DE NATAL E UM PRÓSPERO ANO 2023
Passou mais um ano, e mais uma vez a alegria da época festiva está a ser atenuada. Acompanhe-nos também o sol da esperança na caminhada para a gruta donde sai a luz!
Desejo-vos e às vossas famílias, um Natal feliz e tranquilo, férias repousantes e agradáveis e um Ano Novo feliz e saudável.
Junto uma poesia da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen:
A paz sem vencedor e sem vencidos
“Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos“
“Ergquei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamadsa liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor nem vencidos”
Obrigado pela companhia de mais um ano
Um abraço para todas e todos
António da Cunha Duarte Justo
ETIQUETAS
Da página do amigo Francisco Henriques da Silva tirei este painel que acho descrever o estado preconceituoso de uma sociedade cada vez mais intolerante ao produzir ou satisfazer-se com o uso de etiquetas.
