SOCIEDADE ALEMÃ CADA VEZ MAIS PERPLEXA

Na passagem do ano (Ano Novo) houve grande violência contra polícias, carros de socorro e paramédicos. Só em Berlim, a polícia e os bombeiros fizeram quase 4.000 operações tendo sido atacados várias vezes, com bombas e fogos de artifício, pistolas automáticas e foguetes tendo sido feridos 33 bombeiros e polícias.
Também houve ataques à polícia, bombeiros e paramédico nas cidades de Essen, Bochum, Duisburg, Leipzig e Frankfurt/Oder!
Em 2021, houve 88.600 ataques a policias na Alemanha.
Os políticos alemães mostram-se chocados com a extensão da violência do Ano Novo mas o que fica é a perplexidade.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo
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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

12 comentários em “SOCIEDADE ALEMÃ CADA VEZ MAIS PERPLEXA”

  1. Artur Malta, os governos alemães, na sua política interna, não têm fomentado fobias mais do que outros governos, pelo contrário. A violência que está a acontecer, principalmente por parte de jovens, nos bairros onde predominam grupos de origem estrangeira tem razões políticas, culturais, económicas e sociais próprias de uma sociedade muito complexa em que a política se absteve de fazer algo que poderia ou deveria ser feito, mas por razões muito específicas (medo e cálculos políticos) se fecharam os olhos à realidade; de não menosprezar é o facto de haver grupos de estrangeiros que se afirmam contra a cultura europeia. Mas disto é tabu falar por medo a fomentar-se xenofobia. A perplexidadade da política e da sociedade vem do facto de se encontrar já numa situação de ter perdido o fio à meada.

  2. António Cunha Duarte Justo, amanhã vou procurar o porquê da minha intervenção, nao é uma minha ideia, foi um estudo publicado, que o sr. poderá analisar , aceitar ou nao, mas em virtude de aí residir e estar bem relacionado nessa sociedade talvez possa elucidar com mais consistencia

  3. M Céu Mascarenhas , tem toda a razão! Em 1980 quando vim iniciar actividades docentes, verifiquei que na Cidade de Kassel, às 10 horas da noite já não havia propriamente vida social na cidade (200.000 habitantes); tudo era muito ordenado e mais orientado para o trabalho! Às sextas-feiras e aos sábados então sim, as pessoas dedicavam-se intensamente à vida recreativa e cultural. Aos domingos já era propriamente descanso porque no dia seguinte era dia de trabalho. Um outro aspecto muito iportante que pude observar na qualidade de político representante dos estrangeiros na Câmara de Kassel foi constatar que a geração dos Gastarbeiter era sobretudo virada para o ganhar dinheiro e para o trabalho e os grupos estrangeiros não se definiam como contra-cultura em relação à cultura que os ospedava. Com a afirmação das mesquitas a então maioria turca começou a organizar religiosamente os seus fiéis em torno de si. Com a entrada dos Estados Unidos na guerra no Iraque, etc e dos Estados Unidos e OTAN no afeganistão deu-se grande emigração para a Alemanha e outros países da Europa. Estaavamos a defender o Ocidente no Afeganistão e agora temos o “Afeganistão” na Europa! Naturalmente esta é uma questão muito complexa e qualquer análise que se queira objectiva não pode ser vista sob a perspectiva monocausal! Também eu noto com preocupação a grande mudannça existente no processo social e político que se tem dado na Alemanha. Os dois grandes erros que a Alemanha cometeu em relação à alemanha anterior e que se deram especialmente a partir da queda da união soviética e foram a aceitação propriamente incondicional de uma imigração descontrolada e mais motivada por razões económicas e de compromisso com os Estados Unidos e a outra foi o ter abdicado de ua cultura própria para assumir incondicionalmente a anglo-americana.

  4. Mafalda Freitas Pereira , sim é verdade se pede e reza para que todos tenhamos paz mas permanece sempre um lugar para a interrogação dado também ser certo que esse pedido terá de permanecer de geração em geração. Naturalmente que não chega o cheiro a velas para se ter paz! Temos que ter em conta que o ser humano também tem no seu interior e no seu instinto uma tendência para o mal e, além disso, encontramo-nos numa sociedade que cultiva a agressevidade! O desejo da paz interior sobressai (equilíbrio, despreocupação, harmonia, e desapego), características que sobressaem na Mafalda e nas pessoas de boa vontade mas a realidade em que a sociedade vive é outra por muito necessária que seja a paz entre as pessoas de maneira a viverem sem violência.

  5. António Cunha Duarte Justo, tudo muito triste. Foi na Alemanha que pude dar à minha filha uma óptima educação e por isso ficarei sempre grata. Fomos em 1991, na sequência de graves problemas familiares, e voltámos em 2001. Foram dez anos fecundos, tanto quanto ao meu trabalho, como quanto à formação dela. Durante esses dez anos, já fui notando algumas diferenças, mas não ainda abertamente preocupantes. Voltei à Alemanha três vezes, em curtas visitas, a última em 2016, e sempre me pareceu encontrar piores sinais. Do que actualmente as notícias me vão trazendo, tenho a sensação de assistir ao requiem da Alemanha de que tanto gostei desde que, em 1968 -ainda então em curso a reconstrução – aí passei umas férias, sem imaginar que mais tarde lá permaneceria durante dez agradáveis anos, quiçá os últimos de uma Alemanha quase exemplar. É muito desanimador saber do declínio que, se bem avalio, acompanha aquele que se vai verificando naquilo a que se chamou a “civilização ocidental”.

  6. M Céu Mascarenhas , sim, o mais triste ainda é que à queda da Alemanha anda aliada a queda da Europa. Quem se aproveita mais disto são os EUA. Esperemos que com o fim da guerra na Ucrânia a Europa acorde para si mesma e para assumir uma atitude mais responsável em relação ao seu povo, à sua cultura e ao mundo. Actualmente os motores são economia, um certo pragmatismo de braço dado com a ideologia.

  7. António Cunha Duarte Justo, de facto a realidade é assustadora, preocupa-me o caminho que levam os jovens de hoje.

  8. Mafalda Freitas Pereira , é verdade, mas a política não se preocupa muito com a sua situação deles nem dos que a elegeu, deixando tudo andar um pouco ao acaso. Apesar de tudo creio que a generalidade da juventude de hoje é bastante ponderada não se deixando tanto levar na rede e por isso limita-se mais ao seu bem estar individual.

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