PORTUGAL FAZ 840 ANOS – PARABÉNS

A 23 de Maio de 1179 o Papa Alexandre III, com a bula “Manifestis Probatum” (1), reconheceu Portugal como Reino.

O reconhecimento da nacionalidade pelo Papa era naquele tempo como hoje o reconhecimento da ONU.

Portugal ficou independente de facto, a partir do momento em que foi celebrado o Tratado de paz de Zamora a 5 de outubro de 1143, por Afonso VII, que reconheceu Portugal como Reino (a partir deste acontecimento faria 876 anos em Outubro).

Facto é também que D. Afonso Henriques já se considerava rei a partir da Batalha de Ourique em 25 de julho de 1139 (faria em Julho 880 anos).

Parabéns Portugal, não te esqueças da Ordem dos Templários que, nos momentos mais gloriosos e mais importantes da tua História, foram decisivos para o teu desenvolvimento! Foi-o na origem do Portugral (Porto do Graal) e depois na preparação dos Descobrimentos.

 

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

(1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Manifestis_Probatum

 

PORQUE NÃO DEIXARMOS DE SER PATOS E NOS CONTENTAMOS COM A CAÇA AOS GAMBUZINOS!

Em tempos de campanhas eleitorais torna-se mais que necessária uma auto-análise sobre o exercício da cidadania.

Independentemente das facções políticas que nos têm governado, continuamos a ser um país desgovernado; se fossemos um país bem governado poderíamos ser um país como a Suiça.

Em vez da “ínclita geração” que nos tornou grandes, passamos a ter jacobinos que fazem as coisas de tal modo embrulhadas que o povo anda sempre atrás do acontecimento!

Os nossos dançarinos do poder mais que inteligentes parecem ser espertos que conseguem pôr todo o povo no jogo da caça aos gambuzinos! Persistimos em ser patos!

Desejo a todos um bom fim de semana!

António da Cunha Duarte Justo

HAGIA SOPHIA – CENTRO RELIGIOSO DA ORTODOXIA AGORA EM PERIGO DE SE TORNAR MESQUITA

A agência noticiosa Anadolou anunciou (28,03.2019) que o presidente turco Erdogan  pretende transformar  a Hagia Sophia (actualmente museu) em Mesquita.

Para os ortodoxos gregos torna-se numa afronta,  esta tendência islamista de apagar os vestígios do passado e neste caso o centro da ortodoxia. Também a Unesco deveria erguer a sua voz contra tal pretensão.

Era a igreja de coroação dos imperadores bizantinos (desde o ano 641), e catedral do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla; a Hagia Sofia (= santa sabedoria) é testemunho da história bizantina e foi tida como modelo da capital do oikumene cristão.

Após a conquista de Constantinopla (hoje Istambul) pelos otomanos em 1453, foi depois convertida em mesquita principal dos otomanos.

A Hagia Sophia teve uma grande influência no desenvolvimento da arquitetura otomana. Desde 1934 é um museu que atrai milhares de visitantes por ano.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

SERÁ QUE “COMUNISTAS COMEM CRIANCINHAS”?

A Política de Lenine e de Estaline fez surgir o canibalismo na URSS

António Justo

A expressão “Comunistas comem criancinhas” (1) deve-se ao facto das políticas criminosas comunistas de Lenine e de Estaline terem, (com a sua reforma agrária e fomento da industrialização), provocado em alturas diferentes (1919-1921) e (1932-1933) fomes que originaram muitos milhões de morto, levando as pessoas a comer carne de cadáveres humanos e em especial carne de crianças. Mussolini usou-se do facto para fazer propaganda contra os comunistas. De facto, não eram os comunistas, mas a política comunista que conduzia à “fome genocida”.

Política no Sentido do Plano

Lenine, a partir de 1919, iniciou uma política de confisco de terras, animais e cereais dos camponeses, que gradualmente levaria a uma crise de fome em massa na população. No desespero, famílias para matar a fome, cozinhavam pernas e braços dos cadáveres; chegavam a alimentar-se dos próprios parentes, com frequência, bebés, menos resistentes à fome e às doenças e cuja carne era mais tenra e como tal preferida. O historiador Orlando Figes descreve tais situações no seu livro “A Tragédia de um Povo” onde avalia as consequências da Revolução Russa para o povo da ex-União Soviética.

De facto, também na Ucrânia, o ditador Estaline seguiu a política da reforma agrária do revolucionário Lenine e fez uso do terror para impor a coletivização mediante a qual, o Estado se apropriou das terras e do gado dos camponeses, agrupando-as em latifúndios colectivos. Para impor tal, fez uso de tropas regulares e da polícia secreta. Os comunistas de Moscovo tinham decidido colectivizar a Ucrânia para que a União Soviética pudesse acelerar a sua industrialização à custa dos camponeses expropriados; na Ucrânia, porém, foi proibida a saída dos camponeses para as cidades.

O holocausto da fome (2) de 1932-33 (“Holodomor”) provocado por Estaline também ele obrigou as pessoas na Ucrânia a tornarem-se canibais; a fome era tanta que depois de terem comido cães e gatos muitos passaram a ter de comer carne humana; Devido à fome provocada pelo plano de Estaline, milhões morriam e os cadáveres eram transportados às pilhas em carros (7 milhões de mortos). Também na revolução cultural da China entre 1958 e 1961 houve cerca de 30 milhões de mortos à fome e também se relata ter havido canibalismo.

Até hoje o horror do “holocausto da fome” tem sido silenciado, não entrando na consciência do povo europeu. O historiador Kun relata que “o Holodomor (holocausto da fome) tem sido mantido em silêncio, enquanto a perseguição de judeus sob o domínio nazista é conhecida em todo o mundo, muito poucas pessoas sabem disso”.

A História do comunismo (soviético, chinês, etc.) em comparação com o nazismo tem sido branqueada de tal modo que, não sendo embora melhor do que o nazismo nacional-socialista, não são lembradas as suas barbaridades na consciência social recorrendo-se à tática do seu silenciamento. Um marxismo inteligente sabe usar dos seus multiplicadores em posições estratégicas relevantes para uma formação eficiente da mentalidade pública.

Um fenómeno que observo (e para que não encontro explicação suficiente) é o facto de constatar um trato semelhante usado em relação ao islamismo onde o pensar politicamente correcto procura ignorar as suas obras para assim compreendê-lo e deste modo aceitá-lo. Os meios de comunicação social deveriam, por honestidade e amor à causa, tratar os factos com os mesmos critérios, não os deixando apenas ao sabor de maiores ou menores boas vontades, interesses ou influências.

Quanto ao nazismo e ao marxismo é óbvio lembrar-se na opinião pública o terror nazi, mas constitui hipocrisia e silenciamento da História não se tratar de igual modo o terror comunista marxista como se trata o nazista. Os holocaustos aos judeus, aos ucranianos e aos arménios são genocídios contra a humanidade independentemente da nação, raça ou ideologia. Tudo isto mostra a fragilidade humana independentemente dos sistemas; a praga maior será a de uma ideologia materialista que não conceda ao Homem o estatuto da sua dignidade humana soberana. É indigno e desumano um Estado, uma ideologia ou um sistema que usurpe ou abuse da soberania da dignidade humana de uma pessoa.

A influência da esquerda na formação da consciência social tem impedido até hoje uma apresentação objectiva dos factos para não mostrar as barbaridades do comunismo. A violência venha ela de esquerda ou da direita é violência e como tal a condenar-se independentemente da sua proveniência.

 

© António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

 

  • (1) Muitas vezes ouvi a acusação da razão do medo dos comunistas vir da ideia de que eles comiam criancinhas e não sabia explicar tal dito. Finalmente encontrei uma explicação para o uso da expressão. Responsável pelo canibalismo foi a política criminosa de Lenine e de Estaline na URSS. De resto comunistas como capitalistas e outros istas, todos são seres humanos e como tais em situações extremas capazes de usar recursos extremos. Mais que olharmos para o próximo como rival ou adversário será preciso criar uma cultura da humanidade e da boa vizinhança na amizade.
  • (2) Michael Ellman da Universidade de Amsterdão diz que barbaridade de 1932-1933 pode ser considerada genocídio dado Estaline ter permitido a exportação de 1.8 milhões de toneladas de grão no tempo da fome e proibido a emigração das zonas mais afectadas e não organizar a chegada de grão de fora também porque o regime estalinista os considerava como “contrarrevolucionários” e “ladrões”. Tratava-se também de um ataque contra a cultura nacional ucraniana

 

ANÁLISE POLÍTICO-ECONÓMICA SOBRE O QUE PODERÁ ESTAR EM JOGO NO BRASIL

 

É, de facto, uma análise político-económica muitíssimo interessante, que partindo muito embora de uma determinada perspectiva política, com os dados que dá, permite uma base de discussão para lá de meras declarações de fé na esquerda ou na direita.

http://antonio-justo.eu/wp-content/uploads/Report-Analise-de-Risco-Politico-2018.pdf