NÃO EM MEU NOME!

Frequentemente ouve-se e também se lê na imprensa europeia: “A Ucrânia luta por todos nós”.

Sou contra que um único ucraniano ou ucraniana lute por mim. Essa é uma estratégia de formar consciências apropriando-se do povo para o pôr ao serviço dos interesses e das querelas do poder económico-político em detrimento do mesmo povo.

Sou contra que um único ucraniano ou ucraniana lute por mim. Essa é uma estratégia de formar consciências apropriando-se do povo para o pôr ao serviço dos interesses e das querelas do poder económico-político em detrimento do mesmo povo.

A Ucrânia são jovens que morrem e cuja saúde está arruinada física e psiquicamente, envenenados pelo ódio ou por um dever de obediência alheia; são paisagens, lares e sonhos destruídos; são rios de sangue e gritos sem eco que se prolongam no vazio do horizonte! É o vírus do ódio que também se espalha cada vez mais nas massas populares europeias e embote o nosso olhar para a realidade.

A defesa da democracia deve ser alcançada com outros meios. O tempo de hoje e dos nossos governantes está cheio de contradições. Ninguém se mostra interessado em negociações de paz porque todos querem ganhar de maneira total; daí as vozes que clamam por conversações não serem ouvidas dos dois lados!

A política está a funcionar com uma visão errada do mundo!

Não em meu nome, mas sim em nome da barbárie! Em nome da barbárie, russos, europeus e americanos são o testemunho de que os fins justificam os meios quando usados contra os povos! Não há barbarismo mau nem menos mau; na falta de uma cultura do bem e da paz, barbarismo encontra sempre desculpas para se justificar e espalhar!

 

António CD Justo

Pegadas do Tempo

A POLÍTICA TEM SIDO A ARTE DO POSSÍVEL E SOBRETUDO FORMADORA DE PODEROSOS E RICOS

Hoje como no Tempo de Hitler as Massas reagem de Jeito semelhante

Política é a arte do possível, sobretudo para quem pode! Política é a arte do possível, mas para que o povo fizesse parte essencial das possibilidades teria de formular os seus interesses através de grupos onde não perca a visão geral e participe activamente (Tenha-se como exemplo a eficiência social e política de grupos activistas nas suas agendas de acção e as reivindicações de sindicalistas que depois revertem no benefício de todos os trabalhadores). Povo sem poder efectivo é isca de anzol para outros pescarem. Um olhar mesmo distraído sobre a história universal leva a concluir que os diferentes regimes e até em democracia, a política é sobretudo a grande possibilidade para as elites, seus representantes e instituições fortes estabelecidas no sistema. Torna-se caricato o facto de, de maneira sustentável, o povo ver reduzida a sua acção ao papel de queixoso e vítima.

Antigamente quando pensava nos crimes de Hitler não podia acreditar que o povo alemão o pudesse apoiar como apoiou. Agora que me dou conta da conexão das elites entre si e de como funcionam os meios de comunicação social (sobretudo informação sobre as guerras e a pandemia) é-me permitido perceber os fenómenos do presente e compreender muito bem o porquê de o povo alemão ter apoiado em massa as desumanidades de Hitler e as suas mentiras em cadeia. Hitler conseguiu convencer o povo da superioridade e da razão alemã apoderando-se da imprensa e da publicidade conseguindo assim criar no povo uma consciência colectiva contra os judeus e assim poder efetuar o bárbaro genocídio e motivar o empenho para a produção de armas.

Também agora de maneira imperceptível vão controlando o indivíduo e a sociedade, passo a passo, de maneira a roubar-nos o palco e a capacidade de discernimento, a liberdade de expressão e a liberdade em si.

Depois da primeira guerra mundial e em especial depois da oportuna queda da União Soviética, a plutocracia mundial e seus cúmplices usam hoje uma estratégia refinada de enganar os respectivos povos, através do controlo e formatação do seu pensamento, para conseguirem ver os próprios objectivos implantados na consciência popular. São as técnicas modernas e a ciência sobre o funcionamento cerebral que elites adoptam para adaptarem os instrumentos do poder aos regimes democráticos.

O poder e as forças dominantes são como o camaleão: Antes dominavam o povo com métodos repressivos e agora em democracia dominam-no através da “informação”. Fazem uso da publicação de meias-verdades na consciência de que o povo, a puder de repetidas, as toma como verdades inteiras, num processo que faz lembrar o da rã que em aquecimento lento e gradual da água ambiental, não nota o perigo e com o tempo morre sem dar por ela. Em sociedade este processo dá-se através da TV e Internet e com a ajuda de figuras públicas bem tratadas pelo sistema, repetem-se os mesmos factos burilados com o cinzel dos interesses preconceituosos conscientes dos efeitos de lavagem ao cérebro de leitores, espectadores e ouvintes. Ao mesmo tempo falam hipocritamente do mal (reprovável) que acontece na Rússia e na China, mas numa de esconderem os próprios males de maneira eufemista.

Mentir não é só emitir uma mensagem falsa com a intenção de que os receptores a tomem como verdadeira, mas sobretudo elaborar notícias e noticiários com informações meias-verdades em que essas meias verdades fazem das outras meias, mentiras inteiras (O método mais eficiente está a ser, em vez de factos apresentar interpretações de factos como meros factos). A mentira, em cadeia, forma visões e opiniões que se têm como verdades absolutas sem que o cérebro se dê conta disso dado não ter informação oficializada sob outros pontos de vista. Faz-se da informação uma droga que tantas vezes repetida transforma a meia-verdade em verdade inteira e assim se leva o povo a viver na mentira ao serviço de interesses estranhos, contra si próprio e contra a humanidade.

A política embora tenha sido até hoje a arte do possível, formadora de poderosos e ricos, tem paulatinamente levado estes a ceder parte da riqueza que o povo produz em benefício do próprio povo, mas só na medida em que a consciência deste cresce e se organiza. É impropriamente natural que quem está em cima precise do povo como pedestal, mas na medida em que este tome consciência de si, a parte de cima – o vértice – tornar-se-á mais condescendente que não benévola.

António CD Justo

Pegadas do Tempo

CULTO DO OFENSIVO NO PARLAMENTO EUROPEU!

Exposição no “Olimpo” Europeu com Jesus LGBT da autora sueca Elisabeth Olson patrocinada pelo parlamentar Malin Björk, do Partido de Esquerda da Suécia e que foi criticado por parlamentares.

A mesma exposição tinha sido recusada em 1999.

Resta uma pergunta: a “falta de respeito para com milhões de crentes em toda a Europa” seria possível se se tratasse de Maomé?

Certamente não; o que leva a uma conclusão triste: o medo é trunfo e só quem usa de maneira abusiva do poder consegue evitar os abusos concorrentes.

Numa altura em que o parlamento retira direitos aos cidadãos (lembre-se, a título de exemplo, a limitação de direitos de opinião nos media sociais e a exigência de exames para pessoas com carta a partir dos 70 e limitação de outros direitos a outros condutores) as instituições europeias tornam-se exímias em questões que poderiam ser qualificadas de libertinagem!

A liberdade de expressão parece ter os seus limites confinados aos simples cidadãos sem palco e sem patrocinadores. Enfim, roubam num lado para dar no outro!

Amostra de imagens em:

https://www.facebook.com/francisco.h.dasilva.3/posts/pfbid0285fte8phtT5rZgqeswSiXSPEyW2uEfZtAgbNT9BCiF9e1yvFdERRweykwi9imC3dl

António CD Justo

Pegadas do Tempo

A CORRUPÇÃO ANDA NAS BOCAS DO MUNDO

Os corruptos andam nas bocas do mundo, mas voam nas asas da TAP. De caso em caso a corrupção tropeça. Tropeça, mas não cai, como se documenta na imprensa portuguesa. A corrupção tem os braços do governo e de instituições cúmplices a dar-lhe as mãos como se pode ver exemplarmente no caso da TAP, de Sócrates, etc. Quem cai é a nação tornada trôpega e um povo tornado Verónica!

A corrupção em Portugal tem um caracter jacobino e crónico que a legitima dado ter por trás dela um espírito “redentor” de uma casta discreta sub-repticiamente instalada. A corrupção é tão atrevida que se torna ingenuidade criticá-la dado ser sistémica e coberta pelas irmandades de Bruxelas. Não fazem mais que seguir os valores da “ética republicana” de modelo maçónico. Temos assim uma burguesia portuguesa surgida do movimento napoleónico que se assenhoreou das ideologias universalistas ultracapitalistas e marxistas para delas se tornar o seu clero!

António CD Justo
Pegadas do Tempo

A GUERRA CULTURAL JÁ CHEGOU À PADARIA

Hoje li num jornal que uma cliente se queixou numa padaria em Kassel por ter na gama dos seus bolos o tradicional “bolo Nigéria”. A cliente considera isso um ataque racista a todas as pessoas de pele escura! Os donos da padaria, de tão inocentes que eram, logo mudaram o nome do bolo para „ bolo pudim da vovó”! Nova reacção não se fez esperar! O novo nome refletia um subtil desrespeito à idade para com a geração acima de 60 anos.

Nos nossos tempos temos sido assolados pela hipersensibilidade de um activismo moderno que alegadamente quer substituir a velha discriminação pela vigia.  A política dos woke (acordados) contra a discriminação tem criado verdadeiros guerreiros culturais que devido ao seu exagero se desqualificam.

É estranho que uma época de tanta grosseria e abuso por parte de governantes produza tanta sensibilidade para temas de justiça social específica. A uma atitude cada vez mais controladora da política junta-se um accionismo de puritanos do pensamento!

A vigília quer substituir a velha discriminação e o controlo vai substituindo a política!

Estamos em uma época muito contraditória e delicada!

António CD Justo

Pegadas do Tempo