“COISAS E LOUSAS” + ANEDOTAS

NO REINO DOS EGOÍSMOS INSTITUCIONAIS – GREVE DA TAP – QUEM GANHA É A POLÉMICA
A TAP afirma ter assegurado 70% dos voos; o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) afirma que 50% ficaram em terra.
No reino dos egoísmos institucionais quem ganha é a polémica, quem perde é Portugal!
Boa noite instituições prisioneiras do egoísmo! Falta-vos a consciência da realidade e a ponderação do meio-termo e consequentemente o amor por Portugal! Isto deve-se também a uma mentalidade partidária que incute no povo a falsa ideia de que só um partido consegue dar resposta às necessidades da nação. Fazem-se programas e discursos para a clientela esquecendo que a clientela é apenas uma parte de Portugal.

DIFERENÇA DE ORDENADOS ENTRE HOMENS E MULHERES A NÍVEL EUROPEU
Segundo o banco de dados Eurostat, na Europa as mulheres ganham em média menos 16,4% que os homens. Assim na Alemanha as mulheres ganham menos 21,6%; em Portugal a diferença situa-se entre 10 e 15%; na Suíça, na Grécia e na Itália a diferença é de menos de 10% e na Espanha, França e Inglaterra a diferença situa-se entre os 15 e os 20%.
MEDICAMENTOS NA ALEMANHA – INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
Em 2014 os médicos do estado do Hesse receitaram medicamentos no valor de 2,9 mil milhões de euros, o que corresponde a 570 euros por habitante. Segundo as investigações da caixa TK , o aumento de 6,8% verificado em relação ao ano anterior deve-se ao encarecimento de novos medicamentos.
A RESPEITO DE LINHAGENS
Um africano foi pai de dois rapazes gémeos.
Em seguida foi à Conservatória do Registo Civil para registar as crianças.
Quando lhe perguntaram que nome ia dar aos rapazes, ele respondeu sem hesitação:
– Um vai ficar com o nome “DOISBERTO”, e o irmão ficará com o nome “TRÊSBERTO”.
Espantado com a originalidade, o funcionário que o atendeu perguntou:
– Acho esses nomes originais mas muito estranhos! Pensou bem nos nomes que escolheu? Tem a certeza?
Em tom bem seguro, o pai dos gémeos respondeu:
– Meu caro senhor. Os portugueses colonialistas tinham o hábito de respeitar a linhagem, e eu entendo que devo fazer o mesmo, e com muito orgulho!
– Linhagem? – indagou o funcionário, muito incrédulo.
E o homem explicou:
– Os meninos terão os nomes “DOISBERTO” e “TRÊSBERTO”, porque o meu nome é “HUMBERTO”. Nem posso alterar a linhagem, porque o meu pai, o avô dos meninos, chama-se “ZÉROBERTO”. Entendeu agora?
LUCIDEZ DE DIPLOMATA
Um jovem diplomata português, em diálogo com um colega mais velho:
– Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história.
Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses:
– que criaram o Brasil,
-que “deram novos mundos ao mundo”,
– que viajaram pela África e pela Índia,
– que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos,
– que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração,
como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental?
O embaixador sorriu e disse:
– Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.
– Não descendemos? – reagiu, perplexo, o jovem diplomata – Então de quem descendemos nós?
Responde o lúcido embaixador:
– Nós descendemos dos que cá ficaram…
1° DE MAIO
Um dia grande no qual se manifestam as foças de baixo contra as de cima e em que as da esquerda deram um grande contributo para o desenvolvimento da solidariedade social e de um caminho mais recto.
REFORMAS AUMENTAM NA ALEMANHA A PARTIR DE 1 DE JULHO
Na Alemanha ocidental o aumento é de 2,1% e na Alemanha oriental é de 2,5%, determinou o governo alemão, para os 20 milhões de reformados.
Em 2014 tinha havido aumentos de 1,67% no ocidente alemão e 2,53% na parte oriental.
Devido à boa conjuntura no mercado de trabalho, a taxa de contribuição para a reforma desce 0,2 pontos, devido à boa situação da Caixa de pensões, passando a taxa ser 18,7%, a partir de 1 de Janeiro.
A RESPEITO DA JUVENTUDE DA VELHICE!
Um Homem idoso não se pode lembrar de tudo! O que precisa é de mais tempo. O espírito não envelhece! Tenho observado isto na minha pessoa apesar da parte do meu eu, constituido pelas circunstâncias, se mudar. É alegre ver isto reconhecido pela ciência! Jovens, afinal somos todos jovens, vamos todos envelhecer em sabedoria! Um grande abraço Justo e uma semana plena de sol matinal!
“Afinal, os cérebros das pessoas mais velhas são lentos só porque elas sabem muito. As pessoas não declinam mentalmente com a idade. Os cientistas acreditam que elas apenas têm mais tempo para recordar factos e acumulam muito mais informações nos seus cérebros.
Este fenómeno é muito parecido com o que acontece nos discos rígidos dos computadores quando ficam cheios, dificultando assim o tempo de acesso às informações pretendidas.
Os investigadores dizem que esta desaceleração não é o mesmo que o declínio cognitivo. O cérebro humano funciona mais lentamente na velhice, disse o Dr. Michael Ramscar, apenas porque temos armazenadas mais informações. Com o tempo, o cérebro das pessoas mais velhas não fica mais fraco. Pelo contrário, elas simplesmente sabem mais.
Mesmo quando as pessoas mais velhas se esquecem do que iam fazer na outra dependência da casa, isso não é um problema de memória mas apenas uma forma de a Natureza as obrigar a fazer mais exercício físico. Pois!
Eu sei que tenho mais amigos a quem deveria dizer isto mas, de momento, não consigo recordar os respectivos nomes…”
A VERDADE SEM MEDO NUMA REALIDADE QUE VIVE DO ENTREMEIO DOS MEDOS
Deste entremeio/miolo vivem os inocentes e os que culpam a esquerda ou a direita, no entremeio vivem os que gabam a esquerda ou a direita! O cinismo vive bem do entremeio da culpa e da desculpa! No entremeio da abstracção vive bem a corrupção que se aproveitou do 25 de Abril para ser “alguém”. Num tal pano de fundo só o descaramento obsceno tem a ousadia de falar e vir para a rua! Em Portugal parece que ninguém é responsável, doutra maneira, depoimentos como o apresentado na seguinte reportagem teriam consequências muito graves para os irresponsáveis a que temos dado tanta importância e atenção. Vale a pena ouvir este depoimento. Para tal basta clicar em:

NOVE PLANTAS PARA SE LIVRAR DOS MOSQUITOS: Alecrim, Manjericão, Alfazema, Erva Cidreira, Hortelã-pimenta, Erva dos Gatos, Cravo-da-Índia ou Cravinho, Erva Príncipe, Poejo (mais em: http://dicasnaturais.com/9-plantas-para-se-livrar-dos-mosquitos/
PSICÓLOGOS NAS ESCOLAS DO HESSE (ALEMANHA)
No estado do Hesse há um total de 106 psicólogos em 15 administrações escolares. Em média um psicólogo tem sob sua alçada 8.500 alunos em 20 escolas.
Para cúmulo da situação o Estado quer reduzir até 2017 o contingente dos psicólogos e poupar assim 40 lugares.
HOJE PORTUGAL CHEIRA A 25 DE ABRIL
Portugal cheira a 25 de abril e o 25 de abril cheira a Portugal. Só uma atitude responsável pode afirmar a liberdade e para podermos afirmar a liberdade não poderemos eliminar a culpa dos outros nem a nossa: nem a culpa do Estado Novo nem a culpa do 25 de Abril.
O desejo do melhor permanece uma utopia, dado, como é próprio da natureza, em todos os regimes e épocas existirem o bem e o mal de mistura. Quem quer irradiar o mal da natureza e da sociedade procura a culpa mas não deverá esquecer que esta assenta em valores e estes é que conferem individualidade às pessoas; estas, ao absolutizarem um ou outro valor, dão origem à diferença que produz a luta. Baseado em valores diferentes, cada um começa a salgar a vida do outro… A natureza e a sociedade não podem viver sem a diferença porque da diferenciação surge o desenvolvimento. Assim, as diferenças teóricas permanecerão mas a prática pode unir o que a teoria não pode!
Vamos cantar de novo “somos livres”!
António Justo
ANTENA CONSULAR PARA A ÁREA DE FRANKFURT
A partir de 4 de Maio funcionará a Antena Consular da Área de Frankfurt nas instalações das Missões Católicas Portuguesas de Mainz e Offenbach. O atendimento consular será assegurado pelas funcionárias Irene Rodrigues e Elisabete Marques.
Horário de atendimento ao público
Na Missão Católica Portuguesa de Mainz, na Hintere Bleiche 53, 55116 Mainz, de Segunda a Quarta-feira, das 8:30 às 13:30 horas;
Na Missão Católica de Offenbach, na Marienstrasse 38, 63069 Offenbach à Quinta-feira e à Sexta-feira, das 8:30 às 13:30 horas.
No dia 30 de Abril às 18:30 horas terá lugar a inauguração desta Antena Consular para a área de Frankfurt, na Missão Católica de Offenbach, na Marienstrasse 38, 63069 Offenbach.
António Justo (antigo conselheiro consultivo na área de Frankfurt)
COISAS QUE CIRCULAM SOBRE A NOSSA HISTÓRIA
“Nem sempre galinha…”
O Rei D. João V não era pedófilo… mas sim “freirófilo”!!!
Quem não conhece a expressão “nem sempre galinha nem sempre rainha”?
O que… muitos não saberão é que a origem dessa expressão é atribuída ao rei D. João V, conhecido nos manuais da história pelo “Magnânimo” mas também conhecido pelo “Freirófilo” por causa da sua apetência sexual por freiras.
Ficou célebre o seu tórrido romance com a Madre Paula, do mosteiro de S. Dinis em Odivelas, com quem teve vários filhos, os quais educou esmeradamente, ficando conhecidos pelos Meninos de Palhavã, porque residiam em Palhavã, no Palácio onde actualmente funciona a embaixada de Espanha em Lisboa.
A rainha era austríaca e muito feia, ao contrário do rei que era bem-apessoado, talvez por isso o rei procurava outras companhias mais agradáveis.
A rainha sentindo-se rejeitada ter-se-á queixado ao padre seu confessor.
Um dia o padre chamou o rei à razão; então o rei ordenou ao cozinheiro que, a partir desse dia, o padre passaria a comer todos os dias galinha.
Nos primeiros dias o padre até ficou satisfeito e deliciado com o menu.
Mas passado três meses o homem andava agoniado e magro que nem um caniço, indo queixar-se ao rei, que o cozinheiro só lhe dava galinha.
Foi quando o rei com ar de malícia lhe disse.
– Pois é senhor padre! Nem sempre galinha, nem sempre rainha!
DEMOCRACIA DO POVO OU DITADURA DO MERCADO?
Segundo uma investigação, levada a efeito na Alemanha pelo instituto infratest dimap, 60% dos alemães são da opinião que não há uma verdadeira democracia devido à influência da economia na política, dado a economia ter mais influência do que o cidadão eleitor.
Por estas e por outras, a União Europeia encontra-se com dores de parto na Grécia.
Um aspecto positivo e calmante das eleições gregas está no facto de se verificar, que em casos extremos, o povo pode provocar, por momentos, um susto no sector da economia e da política de modo a torná-la mais reflectida e moderada. Isto se a cultura mercantilista e utilitarista não conseguir entretanto lavar o cérebro a todos os cidadãos.
António da Cunha Duarte Justo
www.antonio-justo.eu

PRIVATIZAÇÃO DAS “ÁGUAS DE PORTUGAL” – O POVO DEFRAUDADO

A Cumplicidade da UE com o grande Capital em Paços de Ferreira

António Justo

Bruxelas quer o ouro do futuro (a Água) nas mãos de especuladores privados internacionais (já possibilita isso através da directriz 2000/60/EG). É uma catástrofe, em termos de futuro, querer furtar a água ao povo para o colocar na dependência arbitrária do monopólio das multinacionais de grandes países. O custo da água de Paços de Ferreira subiu 400%, para o consumidor, em pouco espaço de tempo. As autoridades locais parecem olhar a questão com indiferença porque sabem que quanto mais custa a água mais dinheiro entra, através do imposto, nos cofres do Estado.

Em muitos lugares já se vê a indicação de fontes públicas com o letreiro: “Impotável”. Isto pode ser um indício de uma medida de assalto aos bens públicos.

Que tencionam fazer os partidos no sentido de não deixar um bem elementar tornar-se num produto de especulação? O povo precisa de posições concretas e expressas nos programas de partidos para as eleições, onde se expresse a vontade de combater a corrupção internacional. (Veja-se esta reportagem alemã com legendas em português sobre as consequências da privatização da água em Paços de Ferreira https://www.youtube.com/watch?v=I5X9ioO9x9A&feature=player_embedded)

Os meios de comunicação social ocupam-se demasiado com intrigas e especulações de pessoas e de assuntos partidários, servindo deste modo os aduladores dos partidos e os que constroem a sua vida à custa deles, deixando de discutir medidas económicas e sociais que dizem respeito aos interesses do povo.

A liberalização do mercado da água, tal como se viu nos têxteis e nas pescas portuguesas, vem favorecer o capital das grandes firmas internacionais e indirectamente os países economicamente fortes porque destes é que surgem os capitalistas que compram as matérias-primas de países mais fracos e são também eles que substituem aí as empresas locais mais fracas. Se a política não defende os interesses das nações com menos poder de concorrência, quem os defende?

A burla económica só se torna eficiente com a colaboração de corruptos políticos (Muitas vezes vêem-se os políticos transitarem para as direcções de grandes empresas como paga dos seus serviços indirectamente prestados nos governos ou nos partidos).

Em Portugal, as comunas que privatizaram a água vêem-se sujeitas a um grande aumento de preços. Os monopólios só beneficiam os seus donos e os investidores nas especulações accionistas! Estas medidas de privatização implementadas pela Troika em países com dificuldades económicas degrada a personalidade do indivíduo e das nações. A UE com directrizes protectoras do grande capital coloca os países com dificuldades à disposição da irresponsabilidade. No passado os países pequenos podiam concorrer com os países fortes através dos seus produtos mais baratos. Agora que as grandes multinacionais produzem os produtos em quantidades mastodônticas (e deste modo mais baratos que os produtos de economias fracas) por mais que as economias da periferia se esforcem, não lhes fica senão a hipótese de resignar, emigrar ou baixar o nível de vida a padrões de vida de regiões ainda mais fracas. A concorrência dá-se a nível de proletariado e das regiões mais carenciadas.
António da Cunha Duarte Justo
Jornalista
www.antonio-justo.eu

Asilo de Refugiados em Igrejas alemãs

Mais de 350 refugiados ameaçados de deportação da Alemanha desfrutam de asilo em Igrejas. Segundo a revista alemã SPIEGEL, o ministro do Interior de Maizière está aborrecido. Numa reunião como os bispos católicos alemães, terá criticado a prática de asilo nas igrejas. Estas têm concedido asilo a refugiados sob ameaça de extradição e que constituem casos especiais de humanidade.
Actualmente encontram-se 359 refugiados, incluindo 109 crianças em 200 igrejas.

António Justo

O pensamento está de férias em tempos emocionais

De um Lado a Ideologia “santificada” e do outro a Ideologia “correcta”

António Justo
Em tempo escuro, a sociedade moderna, ao luar da sua razão e da sua fé, só parece conhecer pecadores e puros.(1) A paixão pelo preto e branco deixou de reconhecer as cores do arco-íris conduzindo a sociedade à loucura.Vivemos numa sociedade caricata a viver de meias-verdades e a vendê-las como verdades inteiras.

A pressão do pensar politicamente correcto (2) é hoje de tal ordem que até gente académica, quando ouve falar das barbaridades, cometidas por extremistas islâmicos logo reage referindo a violência praticada pelos cristãos através da “Inquisição” como se, no caso, o que estivesse em causa fosse o cristianismo ou o islão, como se os problemas inerentes à governação pudessem ser desculpados com a religião, ou com histórias dum passado não evoluído. Colocam-se as religiões como centro do furacão, quando o problema mais que religioso, no que diz respeito ao islamismo em via nos países europeus, é um fenómeno social consequência das políticas sociais, económicas e de imigração assumidas pelos Estados depois da segunda guerra mundial e ao mesmo tempo um problema acentuado com a queda da União Soviética.

A política falhada, o jacobinismo de ideologias combativas na opinião pública, a situação miserável de bairros sociais degradados são cenários que preparam uma sociedade minada. Os jovens que iniciam uma carreira terrorista e se deixam recrutar para a guerra islâmica fazem-no porque se sentem fazer parte de um grupo socialmente desfavorecido e porque têm a percepção pessoal de injustiça na política. Sentem-se vítimas da sociedade e como tal, ao não fazer parte dela, não encontram motivos para se identificarem com ela. Vêm geralmente de famílias débeis e de bairros de segregação social. Os jihadistas são produto da nossa sociedade que é secular; discriminação social fomenta o fanatismo. A luta por uma causa grande dá-lhes personalidade e respeito. Quem não tem nada a perder encontra na luta uma perspectiva ou uma saída para a vida.

Desde 2011, os terroristas adoptaram a tática de alvos de assassínio específicos conseguindo atingir o nervo da sociedade de modo a provocar nela mais agressão contra os muçulmanos e deste modo levar os muçulmanos a fanatizar-se e assim a identificarem-se mais com os terroristas.

Por outro lado os crentes do pensar politicamente correcto consideram o islão tabu bem como os temas de imigração e se alguém colocar perguntas legítimas sobre os guetos muçulmanos e o fundamento do terrorismo islâmico logo é apedrejado com o burgau de racista, intolerante, nazista. Há que distinguir entre as tendências estratégias da cultura árabe por hegemonia e os conflitos de origem religiosa e secular que se originam no meio das sociedades ocidentais.

Na opinião pública encontram-se muitos orientadores de diálogo inter-religioso, vítimas do “pensar correcto”, que parecem sofrer do complexo de paternalismo ou de inferioridade no diálogo com o islão, ao encararem o parceiro dialogante com desculpas de mau pagador (como se houvesse a proibição de pensar um pouco mais além do que a delicadeza permite), ou por razões de ofício e ao equacionar os problemas inerentes à sociedade como problemas religiosos sem tocarem a auto-compreensão subjacente à filosofia islâmica, a luta entre as civilizações, as diferentes sociologias e antropologias.

Querer hoje desculpar as barbaridades dos terroristas islâmicos com as barbaridades da “inquisição” onde Estado e Igrejas lutavam contra ideias novas, é subestimar o que acontece hoje com as barbaridades islâmicas não só pelo desfasamento histórico mas pelo facto de então não poder ser ninguém condenado sem primeiro ser submetido a um processo do tribunal da “inquisição„ o que, apesar das barbaridades da inquisição, significou um progresso para o tempo, em termos de desenvolvimento do Direito, dado o indivíduo passar a ter direito a um processo com julgamento. O islão é hoje tão responsável pela violência que acontece em seu nome, como o foi a antiga cristandade pelos crimes que operava com a inquisição.

Como a religião não deve justificar o terrorismo, a instituição religiosa deveria reinterpretar frases do Corão e das Adith (numa linguagem compatível com os tempos modernos e sem bajulação da modernidade) para ninguém poder argumentar que o que faz em nome de Alá. No máximo poderia fazê-lo em nome do seu Alá mas não em nome ou defesa do Islão. (Aqui é bom mencionar a atitude exemplar de Francisco I, também em relação a outras religiões; o Papa coloca, a nível social, como primeira prioridade das religiões fomentar a paz social e internacional, mesmo correndo o perigo de descontentar pessoas orientadas por princípios dogmáticos).

O recurso directo ao Corão ou às Hadith / Hadiz do profeta para justificar, a guerrilha torna-se compreensível numa estrutura muçulmana religiosa, que prescinde de um organigrama institucional central responsável e, como tal, incontrolável e presente em todo o lado, sendo inviolável a nível global.

Num ambiente de desorientação e de incapacidade, uns argumentam que falta um papa ao islão, e uma interpretação teológica geral e por isso cada líder ou grupo pode declarar guerra em nome do Corão. É porém também um facto que os protestantes, não tendo organização central, não se servem da guerrilha; o mesmo se diga do judaísmo ou do budismo. Os muçulmanos fundamentalistas, na falta de estruturas centralizadas do poder, mais afincadamente se agarram às escritas do Corão, às Hadiz e à sharia. Muitas vezes não será tanto a crença que os move mas a vontade de um poder incapaz que, ao não encontrar refúgio na fé, se apoia, desesperadamente, na violência da guerrilha (3). Também pode encontrar-se na motivação o reconhecimento que na luta, a nível de argumentos perderiam, pelo que importa apostar na violência.

Um estado moderno não se pode defender do terrorismo porque a única maneira de o combater seria a ditadura. Por outro lado o islão é um sistema completo (não separa o poder secular do poder religioso) e encerrado em si, vê-se confrontado com uma sociedade aberta de governo democrático mas mais decadente e como tal sem resposta para um islão inseguro.

A sociedade islâmica precisa de muitos grupos que reconheçam, “Nós devemos revolucionar a nossa religião”, como apelou o presidente egípcio Al-Sisi at Al-Azhar .

A sociedade ocidental também se encontra num estado crítico e precisa de grandes correcções. Os valores ocidentais não se deixam reduzir à vontade de maiorias democráticas, como demonstrou o final da República de Veimar, nem tão pouco a assombrosas manifestações sobrecarregadas de sentimento, como a de Paris. O princípio da maioria deve ser acompanhado e sempre corrigido pela consciência da liberdade em conexão com outros valores e dos direitos humanos individuais inalienáveis. O estado secular, sem se tornar religioso, deveria redescobrir os fundamentos da sua civilização e deixar de os combater.
António da Cunha Duarte Justo
Jornalista
www.antonio-justo.eu

(1) Também muitos jornalistas sentem a pressão do pensar correcto, além de, como profissionais, sentirem responsabilidade social não tocando determinados temas para não correrem o perigo de serem utilizados no sentido de apoiarem movimentos populistas que muitas vezes generalizam e não diferenciam.
(2) Um exemplo de tabus do pensar politicamente correcto: Se uma pessoa disser “na Arábia Saudita prevê-se a pena de morte para quem for apanhado com uma bíblia, e também quem se converter a outra religião está sujeito à pena de morte”, o argumento motivador do diálogo em pensar correcto será “sim, mas na idade média havia pessoas condenadas à fogueira por razões de apostasia. Uma simples informação provoca o medo de saber.
(3) Muitos jovens muçulmanos encontram-se na parte sombria da vida sem perspectivas de futuro material e humano, vendo por isso a oportunidade de dar sentido à própria vida dedicando-se a uma missão considerada nobre como a de fundar o Estado Islâmico. A UE tem mais de 4000 jhiadistas a combater pelo Estado Islâmico, quando o Egipto não gera sequer a metade.

Morreu um Marco da Assistência social na Alemanha – José Gomes Rodrigues

Morreu o meu amigo a 14 de Abril 2014 , o José Gomes Rodrigues, de Viseu. É noite em mim, as gralhas baixaram ao povoado, a chuva veio também. Tu partiste nesta noite fria como a brisa leve, sem dizer adeus. No luto o cálice verteu-se e uma parte de nós se esvai; no chão da vida, corro contigo a acenar a amizade aos amigos nas folhas das árvores e na cor das flores. José Rodrigues, um homem, um cristão, um português, um amigo, um homem justo e sem dolo que construía a existência servindo os outros no seu trabalho como assistente social da Caritas em Neuss e como pessoa no trato individual; era um homem solidário e da reconciliação que procurava em cada pessoa o irmão. Ainda tínhamos alguns sonhos a realizar juntos. Sinto-me mais pobre. A comunidade portuguesa na Alemanha ficou mais pobre também. Morreu na altura em que estava a preparar activamente com o Conselho Consultivo do Consulado Geral de Portugal em Düsseldorf, Alemanha, os “50 Anos Comunidade: Entre o cais e o sonho” (“50 anos Comunidade – 50 anos Milionésimo gastarbeiter”), Estava à frente do “Movimento dos Empregados Católicos” da Diocese de Colónia.
Paz à sua alma! Ver mais em https://antonio-justo.eu/?p=2288
António da Cunha Duarte Justo