CENTRO DE REFUGIADOS EM VENDAS NOVAS

Salesianos e Jesuítas em Colaboração

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS-Portugal) e a Província Portuguesa da Sociedade Salesiana inauguraram o centro de serviço aos refugiados em Vendas Novas, ontem 20/06/2022. O antigo colégio salesiano tornou-se no novo centro de refugiados com capacidade para 120 pessoas.

https://agencia.ecclesia.pt/…/refugiados-inauguracao…/

A maioria dos refugiados vêm do Médio Oriente e África.

Os centros de acolhimento temporário estão sobrelotados e são milhares os pedidos em fila de espera, diz a presidente do Conselho Português para os Refugiados.

“Uma em cada 69 pessoas no mundo estava deslocada em 2023. Nos últimos dois anos, Portugal recebeu mais de 120 mil refugiados, 90 mil dos quais, ucranianos”,  Informa a Renascença: https://rr.sapo.pt/especial/mundo/2024/06/20/refugiados-ha-118-milhoes-de-deslocados-e-portugal-acolheu-63-mil/383117/

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

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NO MEU CAMPO

NO MEU CAMPO

 

No meu campo

cavei regos de esperança

para a água da vida neles passar,

mas a água neles era tanta,

que os regos levava

e eu atrás deles na torrente

à enxada me agarrava

a ver os tubérculos do sonho a resvalar

noite incendiada

tu que o dia apagas e a noite queimas

deixa-me a água nos olhos

para ver o cintilar das estrelas

não me roubes o escuro

só quero amar a lua

aquele rosto de menina

onde o fado descansa.

António da Cunha Duarte Justo

in “Poetas Lusófonos na Diáspora”, Oxalá Editora

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GALILEIA NAS TREVAS DA NOITE

GALILEIA NAS TREVAS DA NOITE

 

Galileia nas trevas da noite cerrada,

Louca relva cobre o chão, desventurada.

Entre a Judeia e a Samaria, em pranto,

“Deuses” desentendem-se, mascarados de encanto.

 

Na dança da Galileia e Samaria,

Sacrificam-se humanos por miragens de utopia.

A vida se junta aos mortos, em destino cruel,

Figueira sem fruto, maldita a granel.

 

Palmeiras incendiadas, sombras enganadoras,

Narrativas de pó e escombros, clamores.

Justiça contida pela voz dos canhões,

Judeia espera o filho do homem em visões.

 

Montado numa burra, vem chorar,

Filhas de Samaria e Judeia a consolar.

No asfalto negro, o sangue se mistura,

Israel, Judá, Canaã, a eterna ruptura.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

“Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor.”

(Jeremias 17:7)

Rascunho:

GALILEIA NAS TREVAS DA NOITE CERRADA

A loucura relva o chão

Entre a Judeia e a Samaria

Os deuses desentenderam-se

Mascarados na dança da galileia Samaria

Se sacrificamos humanos

Por miragens do deserto – a vida se junta aos mortos

A figueira sem fruto maldita

E agora as palmeiras incendiadas

À sombra de narrativas enganadoras

Do pó dos escombros surgem clamores

De justiça contida pela voz dos canhões

Judeia à espera do filho do homem

Montado numa burra vem chorar

as filhas de Samaria e da Judeia

No asfalto negro se junta o vermelho do sangue

Reino de Israel e Judá e o de Canaã (Palestina),

António da Cunha Duarte Justo

“Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor.”

(Jeremias 17:7)

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A DANÇA GEOPOLÍTICA

AO RÍTMO DE INTRIGAS E LUTAS POLÍTICAS

 

Na velha Europa, o coração sangra gravemente,

Ronda a dança bélica que nega a paz urgente.

Jonny, o industrial rico, orgulhoso e frio,

E Joe, sua mulher, loira, de gesto macio.

 

Putinof, senhor das terras, velho e severo,

Seu jovem mordomo, Urcrinof, ardente e sincero.

A vizinhança outrora amigável, agora envenenada,

De inveja nos corações e d’alma dilacerada.

 

Joe, solitária na distância do marido ausente,

Encontra calor nos braços de Urcrinof ardente.

Enquanto Jonny se apressa em negócios sem fim,

Joe derrete em desejos de ternura e cetim.

 

Urcrinof acaricia os cavalos com carinho,

Até os gatos o seguem, em fila, no caminho.

Joe vê-o e de coração, ciumento e amarelo,

Encontra abrigo e alegria no jovem tão belo.

 

O desejo floresce, uma luxúria proibida,

Mas nos serviçais só há frustração contida.

Jonny, ao saber do caso, em fúria encontra razão,

Para despojar Putinof, consumido pela traição.

 

Com amigos e poder, busca vingar a desonra,

Planeja apoderar-se do que Putinof tanto ampara.

A Europa, outrora forte, agora é presa da ganância,

A guerra começa, perde-se a humanidade e a infância.

 

O sangue corre em cidades e aldeias sem cor,

Soldados, mulheres, crianças, ondulam na dor.

A paisagem destruída, terra queimada no chão,

Restam almas de pessoas, em eterna aflição.

 

A Europa, perdida nas chamas de ganância sem fim,

Nenhum resgate à vista, nenhum alívio, enfim.

Talvez surja, escondido nas profundezas da terra,

Um feto, um ventre diáfano, esperança que se encerra.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

 

RASCUNHO:
A DANÇA GEOPOLÍTICA

AO RÍTMO DE INTRIGAS E LUTAS POLÍTICAS

 

Na velha Europa, o coração sangra gravemente,

Gira a dança bélica que nega a paz.

Jonny, o industrial rico, orgulhoso e frio,

E Joe, a sua mulher, loira, de gesto suave.

 

Putinof, o proprietário de terras, rico e velho,

O seu jovem mordomo, Urcrinof, leal e ardente

A vizinhança outrora amigável, agora envenenada,

A inveja nos seus corações, que lhes parte a alma.

 

Joe, solitária e vazia na distância do marido,

Encontrou calor e mais nos braços de Urcrinof.

Enquanto Jonny se apressa em viagens de negócios,

Joe derrete em desejos de ternura.

 

Urcrinof acaricia os cavalos, com calor e carinho,

Até os gatos o seguem em fila devota.

Joe vê-o e o seu coração, pálido de ciúme,

encontra abrigo e alegria junto de Urcrinof.

 

O seu desejo floresce, uma luxúria proibida,

Mas nos serviçais só sentem frustração. (o próprio desengano)

Jonny, que fica a saber do caso,

vê nisso uma razão para despojar Putinof.

 

Com amigos e poder para vingar a desonra,

ele planeia apoderar-se do haver de Putinof.

A Europa, outrora forte, está agora dividida pela ganância,

A guerra começou, a humanidade perdeu.

 

O sangue corre nas cidades e aldeias,

Soldados, mulheres, crianças, na morte repousam.

A paisagem destruída, a terra queimada permanece,

Restam almas de pessoas, transidas de dor.

 

A Europa, perdida, nas chamas da ganância,

Nenhum resgate à vista, nenhuma fuga daqui.

Mas talvez, escondido nas profundezas da terra,

Um feto, um ventre diáfano, uma esperança para o amanhã.

 

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

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PORTUGAL DE PARABÉNS NA COPA DA EUROPA

1ª rodada do Grupo F da Eurocopa 2024: Portugal 2 Chéquia 1

Parabéns aos jogadores que logo de início mostraram entusiasmo e convicção na maneira como cantaram o hino e depois de sofrerem um bocado com o 1° golo checo de Provod continuaram a manter a superioridade na posse da bola durante o jogo, como bons “magriços” na disputa pela “honra” portuguesa.

Depois de uma qualificação impecável para o Campeonato da Europa, após dez jogos e dez vitórias, a equipa de Cristiano Ronaldo começa bem o sexto campeonato da Europa. Na primeira rodada do Grupo F, em Leipzig, a victória portuguesa de 2 a 1 contra a República Checa foi bem merecida. A defesa checa revelou-se melhor que a portuguesa!

A equipa de Cristiano Ronaldo (o grande luzeiro e velha estrela do futebol) iluminou o firmamento português com os seguintes  astros: Diogo Costa; João Cancelo (Semedo, aos 44′ do 2t), Pepe (com 41 anos) , Ruben Dias, Nuno Mendes (Francisco Conceição, aos 45′ do 2t) e Dalot (Gonçalo Inácio, aos 18′ do 2t); Vitinha (Pedro Neto, aos 44′ do 2t), Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Rafael Leão (Diogo Jota, aos 18′ do 2t). O treinador Roberto Martinez conseguiu a reviravolta do jogo com a mudança de jogadores. O jovem Francisco Conceição com o seu golo marcou a diferença! Vitinha foi eleito como o melhor em campo pela UEFA!

A Turquia lidera o grupo F encontrando-se Portugal em 2° lugar.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

 

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