CORRUPÇÃO DEMOCRÁTICA – TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS MINA OS ESTADOS

As Regras Anti-Lobby da EU são demasiado fracas

António Justo

Segundo um estudo da Transparency International (TI), mais de metade dos antigos comissários da EU, que deixaram o trabalho na Comissão Europeia desde 2009, encontram-se empregados em organizações de influência e pressão lobistas. T I critica que cargos públicos sejam usados como plinto para empresas e como tráfego de influências.

Dos 485 deputados do parlamento europeu, que depois das eleições de 2014 deixaram o cargo, encontram-se 171 a trabalhar como lobistas para firmas com sede em Bruxelas e cuja finalidade é influenciar a política da EU. Os interesses de política e economia fluem uns nos outros. O ex-presidente da EU, Manuel Barroso, aconselha hoje a Goldman Sachs, a ex-comissária para protecção do clima é conselheira da VW e o seu antecessor Karel de Cucht é conselheiro da Telecom belga etc.

Lobistas são pessoas de influência que trabalham num grupo ou empresa com o objetivo de interferir diretamente nas decisões do poder público (executivo e legislativo).

Os partidos políticos são o lóbi do cidadão mas devido à complexidade da vida política esta exige dos políticos e dos órgãos do Estado, a consulta de conselheiros (lobistas) no processo de tomada de decisões.  Daí surgirem conflitos de interesses.

Firmas com interesses que não os do Estado e da população, estão interessadas em pessoas com influência no executivo e no legislativo, por isso empregam ex-altos funcionários do Estado.

Portugal é ainda um Estado em que a corrupção é estrutural; esta acompanha-nos: desvios de subsídios da EU,  PPPs, a velha questão Sócrates e comparsas e o actual caso escandaloso Centeno-Domingues-Caixa-Marcelo-Parlamento; tudo isto revela uma maratona do ganhar tempo para evitar condenados e um eficiente resultado do tráfico de influências subornadoras do Estado e da cidadania portuguesa.

Cada vez se precisam mais instâncias de controlo para que a democracia e o estado não sejam manipulados por interesses alheios organizados.

TI pretende que se eleve de 18 para 36 meses o intervalo da ocupação para pessoas de altos cargos públicos que passem para o privado e critica o facto de os parlamentares não estarem submetidos a nenhum período intercalar podendo transformar-se imediatamente em lobistas, muitas vezes recebendo ainda os subsídios transitórios.

O comportamento revelado no tráfico de influências no campo político reduz para cinismo a queixa da classe dominante sobre o populismo nascente.  A transparência que não é comum nos estados africanos também não é virtude nos Estados europeus. Parece que vivemos numa sociedade do tudo vale, vale tudo até o mal!

 

© António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Espírito no Tempo

 

CASAMENTOS NULOS SE EFECTUADOS COM CRIANÇAS DE IDADE INFERIOR A 16 ANOS

O Lugar de Meninas menores é na Escola e não no Casamento

António Justo

Segundo informação do Ministério Federal do Interior, na Alemanha são conhecidos 1.475 casamentos com menores  de 16 anos. 361 deles são menores de 14 anos. A maior parte são meninas que se encontram casadas com homens muito mais velhos.

Na Alemanha, os partidos da coligação (CDU-SPD-CSU) concordaram em proibir casamentos de crianças. De futuro, serão anulados os casamentos de pessoas com menos de 16 anos. O projeto de lei do ministro da Justiça Maas, deve ser implementado o mais rapidamente possível.

Na Alemanha a Idade de consentimento sexual atinge-se aos 18 anos. A imigração de países islâmicos representa um desafio ao direito alemão da família. A CDU quer uma lei não diluída por o casamento de menores violar o bem-estar da criança e a decência moral. Assim se quer impedir que o regime patriarcal de casamento discriminador do sexo se volte a instalar na sociedade alemã.

Há temas que se encontram na fila à espera por Godot! Na Europa, o código civil não se encontra ainda adaptado aos costumes de imigrantes muçulmanos, o que provoca por vezes uma certa cumplicidade destes com a Sharia. A tentativa do projecto de lei do ministro Maas é uma medida que tenta opor-se à ” lei religiosa Sharia” que se aplica tacitamente nas nossas sociedades ocidentais na sombra das mesquitas.

Nos países islâmicos a questão do abuso da mulher não é encarada com grande apreciação porque o próprio profeta Maomé se casou com uma menina de 9 anos e a pática da escravização de mulheres e crianças (e a política de casamento) sempre se mostraram como grande factor de expansão e de recompensa económica.

Segundo a UNICEF os países com maiores taxas de casamento infantil são, Níger (com 75%), Chade (72%), Mali (71%), Bangladesh (64%), Guiné (63%). Na Indonésia também há uma grande percentagem de casamentos infantis. Na Índia também há muitos casamentos infantis, tendo este costume sido introduzido aquando da invasão muçulmana.

Muitas famílias dão a filha ao que oferecer mais dinheiro para resolverem problemas económicos. O fenómeno dos casamentos infantis é já muito antigo e anterior ao islão. Os invasores muçulmanos, na sua política de expansão recorriam à escravização como factor económico e praticavam muitas vezes a pirataria roubando mulheres e meninas não casadas o que levou povos e grupos a introduzir no seu meio o casamento infantil como medida de autodefesa e de preservação.

Há países islâmicos que civilmente não permitem o casamento infantil de meninas. Mas estes Estados reconhecem a lei islâmica da Sharia e como os tribunais religiosos têm o poder de substituir o código civil então este torna-se letra morta.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Espírito no Tempo

SALÁRIOS MÍNIMOS NACIONAIS EM COMPARAÇÃO

O Eurosat Statistics apresentou ontem 10.02.2017 as estatísticas sobre o salário mínimo mensal, o poder de compra e os rendimentos médios mensais.

Relativamente à União Europeia, lideram o grupo dos países com salários mínimos mensais mais altos o Luxemburgo 1999 €, Irlanda 1563 €, Holanda 1552 €, Bélgica 1532 €, Alemanha 1498 €… O salário mínimo na Alemanha foi aumentado para 1535€ em 2017.

Portugal encontra-se no segundo grupo com um salário mínimo de 557€. Espera-se que seja acrescentado pelo subsídio de férias e o subsídio de Natal! Nos Açores, o salário mínimo é de 556,50 euros e na Madeira é de 540,60 euros mensais.

No terceiro grupo com os salários mínimos mais baixos registam-se, entre outros, a Letónia /Lituânia cada um com 380 €, a Roménia 275 € e a Bulgária 235 €.
Quem estiver interessado em ver a relação entre salário mínimo e poder de compra pode consultar a tabela 2 (Salários mínimos expressos em paridades de poder de compra padrão (PPS). (Estatísticas sobre o salário mínimo (http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/Minimum_wage_statistics/pt). Interessante é ver também a percentagem de trabalhadores com salário mínimo nos diferentes países.
Torna-se interessante ver também quanto se ganha noutros países fora da EU.
António da Cunha Duarte Justo

PORTUGAL ENTRE OS MELHORES PAÍSES EUROPEUS NO SISTEMA DE SAÚDE

O Sistema Nacional de Saúde (SNS) de Portugal ocupa o 14°. lugar na Europa. A Holanda ocupa o 1°., a Suíça o 2°., a Alemanha o 7°., a França o 11°., o Reino Unido o 15°., a Espanha o 18°. e a Roménia o 35°.
Se desejar informação mais detalhada em inglês consulte a fonte:
(http://www.healthpowerhouse.com/files/EHCI_2016/EHCI_2016_press_release.pdf)
Muito bom dia.

TRUMP ACABOU COM O TPP QUANDO ABANDONARÁ O TTIP?

ESQUERDA DESORIENTADA

Os EUA são os maiores clientes da Alemanha que é o maior parceiro comercial europeu. Os EUA exportaram em 2015 mercadoria no valor de 49,9 mil milhões de dólares para a Alemanha e a Alemanha exportou para a América 124 mil milhões. Trump quer proteger a economia americana e por isso sofreria também a concorrência forte da Europa. O TPP (tratado comercial com a ásia) seria o que mais concorreria com os americanos. Por isso Trump ordenou o impedimento da preparação do TPP, (tratado regulador das relações comerciais com os países asiáticos). Actualmente os EUA encontram-se altamente endividados em relação à China pois devem-lhe 19,8 bilioes de dólares.

Consequentemente deveria acabar com as conversações TTIP (que regularia as conversações comerciais com a Europa), o que seria um rebuçado para a massa crítica que teme que esse tratado facilite a entrada na Europa de alimentos americanos processados sem o rigor a que estão sujeitos os europeus.
Trump critica a globalização, critica o establishment americano e europeu e quer aumentar o investimento do Estado e reforçar o protecionismo da economia. A esquerda encontra-se baralhada com a sua política pois ela defende alguns interesses e temas de que a esquerda se achava proprietária.
Para agravar a situação vem o facto de as fontes ideológicas polares, a opinião europeia de insígnia esquerda, considerar os democratas americanos como direita e os republicanos como extrema-direita e ter de constatar agora que um Ronald Trump nacionalista ocupa alguns dos seus temas e assim perturbar a ordem política e social estabelecida.

A esquerda precisa de um inimigo claro para poder subsistir, tal como a direita precisa da economia como o pão para a boca. Agarra-se à cassete de frases feitas (a jaculatórias piamente distribuídas nos Média como, populismo, racismo, fascismo, etc. ) independentemente de se interessarem e descreverem as preocupações e interesses que movem as facções estabelecidas de um lado e as que se querem estabelecer do outro: Trump, Le Pen, UKIP, AfD. Importante parece ser manter a opinião pendular do povo, não a ocupação com os problemas!…
A luta da sociedade americana por uma sociedade mais justa e pelos direitos humanos não se deixa reduzir aos interesses sejam eles republicanos ou democratas. O problema está mais para os que vivem do sistema, seja ele de caracter mais democrata ou mais republicano, mais dos interesses da esquerda ou da direita europeia que o povo terá sempre de manter.

Há muita gente engravatada a viver das ideologia e a quem não interessam mudanças onde se tenha de arregaçar as mangas e sujar as mãos!
© António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo