DA POBREZA DE UM MUNDO DIVIDIDO ENTRE SOCIALISTAS E CAPITALISAS

A Luta subsidia os Lutadores e desfavorece os Pacíficos

António Justo

O mundo tornou-se num palco da guerra económica e ideológica entre as zonas de influência socialista da China e da Rússia e as zonas de influência capitalista dos USA. Também socialmente tem-se a impressão que nos encontramos em tempos pré-bélicos. Por todo o lado se propaga uma cultura da violência física e psíquica.

De um lado temos o capitalismo de raiz protestante fomentador das filosofias idealistas do liberalismo e do outro lado o socialismo de raiz materialista Marx-Lenine-Estaline-Mao. O muro da divisão encontra-se também no seio das sociedades. Se olhamos para a América latina, o “fascismo” de esquerda e de direita debatem-se aferradamente, sem consideração pelo destino do povo.

Nas zonas de antagonismos internacionais, como o conflito da Síria, dão-se as lutas pela aquisição de zonas de influência dos USA e da Rússia e da Turquia e Irão (islão sunita e islão xiita). De maneira agressiva, mas sub-reptícia, esta luta dá-se entre o capitalismo (USA) e socialismo (Rússia e CHINA) na América latina. Uma luta que é promovida pelo turbo-capitalismo e pelo socialismo, a acontecer à custa e em nome do povo e dos pobres, mas apenas em benefício de capitalistas e de socialistas. De facto, o socialismo real cria pobreza e o capitalismo liberal cria alguns novos ricos à custa da muita pobreza de muito povo. De um lado, temos falanges em nome da economia e, do outro, as falanges em nome da ideologia.

A sociedade precisaria de uma terceira via entre socialismo e capitalismo que poderia partir da doutrina social da Igreja que contempla a inclusão dos dois contraentes numa perspectiva de complementaridade ao serviço da pessoa e do bem comum; a doutrina social católica possui um fundamento intelectual mais abrangente (A economia social de mercado, que ao surgir tinha uma conotação católica conjuga o desempenho económico com o progresso social garantido).

Enquanto continuarmos a ser ferrenhos apoiantes de um sistema contra o outro (socialista ou capitalista), reduzimo-nos à qualidade de pequenos soldados mercenários da palavra a servir a guerra socialista e a guerra capitalista sob o pretexto de se querer servira a paz e a razão.

O capitalismo divide o mundo em ricos e pobres e o comunismo (tal como o islamismo) divide o mundo em duas falanges: os de dentro a defender e os de fora a combater-se (símbolo do punho serrado!). 

Neste sentido não há bons socialistas nem bons capitalistas; numa sociedade de transição precisaríamos de sociocapitalistas ao serviço de todos, sem que em nome do todo se domine a parte nem em nome da parte se domine o todo.

No meio de muita gente bem-intencionada, observa-se uma certa disfuncionalidade pelo facto das suas energias serem ordenadas por uma ideia confusa que conduz a um sincretismo que no fim se revela anárquico.

Em causa não deveria estar o serviço a uma ideologia ou confissão, mas sim a salvação da pessoa e do povo, nele e por ele mesmo. Isto só será possível mediante uma mudança radical de mentalidades e uma nova reflexão sobre indivíduo e sociedade que reconheça e integre os polos opostos. Uma estratégia política que divida o povo, para legitimar uma tentativa de solução social à direita ou à esquerda, impede o povo de andar em frente.

Os governantes, quer de esquerda quer de direita têm de reconhecer as leis naturais que regem a economia e a sociedade no sentido do bem comum digno para todos, doutro modo continuam a empobrecer a sociedade e tornam a justiça arbitrária. A sabedoria do povo diz-nos que o ótimo é inimigo do bom e a filosofia ensina-nos que a virtude se encontra no meio e não nos polos. Nos polos concentra-se também a energia da violência.

O Comunismo, nos países onde governa, costuma explicar a sua má administração com os «inimigos internos e externos», os atacantes e os atacados; o inimigo externo é personificado no capitalismo dos USA e o inimigo interno é personificado nas empresas do país… Por outro lado, o turbo-capitalismo costuma justificar a injustiça social com o argumento da liberdade e da concorrência estimuladora do mercado; assim justificam ambos a lei do poder e do direito do mais forte. A observação da História pode resumir-se no seguinte: enquanto o turbo-capitalismo faz os ricos mais ricos à custa da energia de muitos pobres, o socialismo gera alguns funcionários poderosos e ricos à custa, do adiamento até ao infinito, da esperança dos muitos proletários e pobres.

O socialismo do século XXI, depois do seu falhanço real e da repulsa popular na União Soviética, escolheu a América Latina para seu novo campo de acção prática, usando, para tal, o método da desestabilização social e económica e para a Europa optou pela implementação de agendas anticultura europeia, a ser propagadas por ONGs e até pela ONU.

Paz é o ponto de encontro dos polos opostos! Trabalhar para ela é contribuir para a compreensão dos polos e empenhar-se na sua inclusão.

©António da Cunha Duarte Justo

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

15 comentários em “DA POBREZA DE UM MUNDO DIVIDIDO ENTRE SOCIALISTAS E CAPITALISAS”

  1. A permissa está enviesada.. protestantes/capitalistas…e os outros.. pelo menos devemos admitir que os católicos buscam a pobreza para os outros…para a igreja é só riqueza.. até mete nojo.
    Vítor Lopes
    FB

  2. Subscrevo na integra. A terceira via seria a altenativa!! Vamos militar nesse sentido. Porém já foi tentada e fracassou!!!
    Manuel Carneiro da Silva
    FB

  3. A Russia e a China são Socialistas???????? Mas que mentira é essa? Transformando Países TOTALMENTE Capitalistas em Países Socialistas para Analfabetos Politicos. Só por o autor ter escrito Isso esse texto não tem o minimo dos minimos de credibilidade, tornando-se numa série de asneiradas sem nexo. Resumindo o autor do texto quiz dar uma de entendido e demonstrou uma ignorancia total. Ou….. então sabe mas escreve textos para enganar as pessoas o que logicamente é muito mais grave . Essa tactica de atravez da mentira em textos e noticias falsas para cativar pessoas para as seitas religiosas Extremistas para dominar o Mundo e encher os donos e os seus lacaios de rios de dinheiro e viverem à conta da ignorancia dos Explorados é um dos maiores crimes dos tempos actuais. Inadmissivel como vocês utilizam o nome de Deus para cometerem os maiores crimes. Nada existe pior e mais criminoso e terrorista do que os ditadores extremistas e fanaticos religiosos de TODAS as religiões e seitas religiosas, NADA !! Os milhões de mortos, vidas destruidas, a fome e miséria, milhões de pessoas obrigadas a fugir por causa das vossas guerras religiosas, atravez dos seculos são a prova concreta do perigo que os Extremistas Religiosos de TODAS as religiões representam. Vocês NADA, ZERO têm que ver com Deus ou Jesus Cristo , alias não é por acaso que vocês assassinaram Jesus Cristo e quando ele voltar o matam de novo, porque ele denunciou a vossa hipocrisia, mentiras e exploração feita aos pobres e desfavorecidos em nome das vossas religiões, por Isso vocês ( as religiões e seitas religiosas desse tempo) o torturaram e mataram .
    Fernando Rodrigues
    FB

  4. Falei das zonas de influência socialista da China e da Rússia e das zonas de influência capitalista dos USA. Que por trás de uns interesses e dos outros se encontram interesses económicos e ideológicos é uma evidência. Falei do “fascismo” de esquerda e de direita a actuar na América Latina a debaterem-se aferradamente, sem consideração pelo destino do povo.
    Só poderia compreender o seu desagrado e talvez raiva, se o considerar a tomar partido pelo lado das arbitrariedades do lado capitalista ou do lado socialista! Tem esse direito, mas não vejo que, sob essa razão, seja legítimo desvalorizar o texto com generalidades emocionais! A guerra começa quando os contraentes julgam ter a verdade do lado deles! O extremismo religioso taal como o extremismo ideológico ou político foram e são a chaga da humanidade.

  5. Caro António Justo.

    Já te afirmei que leio, com todo o empenho e agrado, o que aqui nos vais plantando.
    Leio, porque me obrigas a reflectir e a questionar posições por mim aceites ou assumidas e que, às vezes, me criam, ou dúvidas ou incertezas a mim próprio, apesar de aceites e assumidas. Por exemplo: penso que em ambos os campos que mencionas (direita – esquerda) haverá, em termos sociais, económicos, filosóficos, etc., alguns princípios, algumas ideias, algum modus faciendi… “aproveitáveis”, mas que só resultariam – minha opinião – se devidamente seleccionados, tratados, analisados, postos em prática por uma terceira via que, independente e honestamente, conseguisse congregá-los e pô-los no terreno, a funcionar. É uma utopia, evidentemente, mas responde à minha dificuldade em acreditar (não acredito!) que apenas sejam possíveis dois caminhos: direita/esquerda, preto/branco. Como tu o aceitas e referes, aliás..
    Seguindo e aproveitando o teu raciocínio, veio-me à mente todo o pensamento e doutrina da Igreja sobre o tema que tão bem nos apresentas. Começando pela Rerum Novarurm, de Leão XIII, nos finais do século XIX, depois a Quadragesimo Anno., mais terde a Mater et Magistra, a Populorum Progressio…, até à Laudato si, do actual Papa, temos todo um conjunto de orientações suficientemente claras (penso eu) sobre temas sociais (consequentemente, políticos), maxime para os católicos, numa sociedade que, no século XIX e sobretudo na Europa, tanto se maravilhava e orgulhava com as conquistas duma tecnologia facilitadora dum capitalismo galopante e gerador duma nova escravatura – a fabril. Conhecedora das vicissitudes da sociedade de então, a Igreja antecipou-se amplamente ao celebrado Capital de Marx e à sua doutrina/filosofia (?) catastrófica e geradora de morte, de desespero e de ainda mais escravatura. (Estaline pensava ter razão quando perguntava onde estavam os exércitos do Papa. Uma ideologia – pensaria ele – impunha-se pelas armas. A História parece provar exactamente o contrário..)
    Por outro lado, fico sempre com um sentimento de fracasso, de que algo não correu bem, ao pensar que a Rerum Novarum e restante doutrina social da Igreja poderiam ter sido marcos históricos, com consequências inimagináveis na construção duma sociedade justa, se tivesse havido, da parte da Europa, mais inteligência, mais compreensão, mais empenho em adaptar à prática o que foi uma antecipação histórica, até pré-monitória, do ateísmo materialista de Marx e congéneres. Mas assim não aconteceu.
    Será que, também por isso, hoje temos uma Europa órfã, confusa e abúlica?
    Um à parte: mas há excepções que confirmam a regra; mesmo entre nós, há quem aplique aquelas orientações na sua própria casa, queria eu dizer, na sua fábrica. É feliz com isso, tem resultados e dá-se bem com a “estratégia”.
    Mais não escrevo; mas o nosso amigo Agostinho Santos também é conhecedor do facto…
    Agora, diz-me tu, caro Amigo Justo, estarei eu a ler mal a História?!
    Um Abraço do
    Evaristo Miguel

  6. Caros amigos, colegas, condiscípulos Justo e Evaristo

    A questão da DIREITA /ESQUERDA e da ESQUERDA/ DIREITA, para além do marchar e da ordem unida da tropa, tem que se lhe diga, sendo pertinentes as dúvidas sobre o que era e é essa “versata questio” !
    Direi que a questão nasceu com o posicionamento dos deputados na sala do Parlamento após a Revolução Francesa : uns escolheram ficar do Lado Direito, outros do Lado Esquerdo , outros em Cima e outros em Baixo ! Mas , claro, por grupos, a que se convencionou chamar Partidos! Com o tempo na Europa , a começar no Reino Unido, formou-se o Partido Conservador dum lado , a DIREITA e o Partido Trabalhista , A ESQUERDA, do outro , a que se juntou o Partido LIBERAL quase sempre um partido de charneira para fazer maiorias ! Na Alemanha os 3 mesmos Partidos , a CDU ( democratas cristãos) e a CSU ( na Baviera) de Direita e o SPD (sociais democratas) de Esquerda e o FDP ( partido Liberal) e outros sem significado.
    Na França e na Itália, sempre houve mais partidos , mas predominavam, no pós segunda guerra , uns de tendência democrata-cristã , outros socialista , outros comunista …na Espanha idem idem !
    E em Portugal ?
    A seguir ao golpe militar do 25 de Abril surgiram os Partidos CDS, PPD, PS e PCP , fora a esquerdalhada. Por força do ambiente censório, a Constituição consagrou o caminho para o socialismo e nenhum Partido se afirmou de direita porque… todos sabem , nem o CDS se afirmou como tal , mas sim ao CENTRO ! Logo continuo …
    Joaquim Martins

  7. Muto obrigado caros amigos EVARISTO MIGUEL e JOAQUIM MARTINS pelos vossos importantes textos.
    Como dizes, foram, de facto as encíclicas sociais da Igreja católica que contribuíram imenso para a organização de sindicatos e em especial para a evolução do capitalismo selvagem para um capitalismo de rosto humano, ou seja para a economia social de mercado. Contribuíram também para a humanização do socialismo de luta proletária para o socialismo de luta cultural (Escola de Frankfurt); este produz, porém, atualmente os maiores estragos!
    Como pessoa que vive na Alemanha sofro bastante ao comparar o socialismo e o comunismo português (à américa latina) com o socialismo e comunismo das outras nações europeias. De facto, o socialismo de Willi Brand que ajudou Soares evoluiu de tal modo podendo dizer-se que o SPD de hoje não é socialista no sentido original e jacobino do termo; por seu lado o socialismo e o comunismo português e espanhol mantiveram-se no antigo testamento da ideologia. Infelizmente pessoas que se mantêm orientadas pelos meios de comunicação social portuguesa não nota sequer o que se passa na evolução das ideologias e partidos em relação aos partidos irmãos na Europa e não estão conscientes do atraso ideológico em que o sistema partidário português se encontra. A Constituição parida pelos revolucionários de Abril, não permitiu propriamente uma formação de partidos conservadores conscientes. Assim temos de um lado socialismo ideológico e jacobino (sustentado pela maçonaria) e do outros lado partidos incolores condenados a desaparecerem com o tempo pelo facto de terem sido vítimas da nossa Constituição de tipo ideológico e pela maquinaria do pós-abril que conseguiu transformar o medo do povo em entusiasmo saloio atrás de uma ideologia que apregoava só existirem cravos vermelhos e o fatal foi que o povo e até as elites passaram a pensar que de facto não há cravos de outras cores. O vermelho passou a ser a referência e o povo amigo da festa nada notou.
    Sim, a “Europa órfã, confusa e abúlica” atual deve-se naturalmente à traição dos multiplicadores sociais ao ideal europeu baseado na herança judeo-cristã e na filosofia grega; deixamos de ser gregos-romanos-cristãos e monoteístas para nos tornarmos politeístas. O Deus nacionalista da nação judia e os deuses dos povos que tinham sido congregados e domesticados sob o Deus pessoal de Jesus Cristo estão de volta para em nome deles se voltar culturalmente à pré-história. O iluminismo, o materialismo, o mecanicismo e em especial, os senhores da nova democracia criaram um politeísmo selvagem que lhes dê fundamento.
    Caro amigo Evaristo, tu como eu não estaremos a ler mal a História porque somos seus aprendizes conscientes e atentos e como tal sabemos bem que a História torna-se válida na sua interpretação. Posso também eu confirmar que o empresário Agostinho Santos se manteve fiel à sua vocação e na consequência aplica no seu ambiente a doutrina social da Igreja.

    Sim Joaquim Martins, pelo que dizes e pelo que observo também penso que os conceitos de direita (conservadorismo) e de esquerda (progressismo) se encontram cada vez mais em crise.
    No escabeche em que vivemos teríamos talvez de passar a falar de muitas direitas e de muitas esquerdas. Por isso prefiro falar das ideologias Socialismo e Capitalismo que são aquelas que determinam a formatação do pensamento da nossa sociedade atual, muito embora, depois dos anos do deserto, se veja agora o ressurgir de um pensamento conservador sério, acordado pelo povinho que reage diretamente aos sinais dos temos e estimula intelectuais conservadores a não terem medo de virem também para a rua.
    Bem, vou-me ficar por aqui para não sofrer da sabedoria popular alemã que diz “Longo discurso, pouco senso(sentido)”= “Lange Rede, wenig Sinn”!
    Um grande abraço

  8. ( ESQUERDA /DIREITA )
    Continuação
    Desculpem ter interrompido … fui há 3 dias operado ao joelho direito … e ainda não estou muito bem!

    Continuando .. . Os Portugueses foram condicionados pelo “ caminho do socialismo “ consagrado na Constituição e ficaram sem direita , de nome e de certo modo também de projectos partidários !
    Apesar disso, a Direita Portuguesa uniu-se por vezes em coligações (AD..) e obteve a maioria absoluta e o PSD de Cavaco Silva também . O PSD embora abrangesse da DIREITA À ESQUERDA por complexos , sempre se afirmou de CENTRO ESQUERDA, aliás como outros partidos sociais-democratas europeus . O certo é que no Parlamento Europeu, o PSD “teve” que integrar o PPE ( partido popular europeu) que agrega a DIREITA EUROPEIA !
    MAS os partidos Sociais-Democratas e os Socialistas agruparam-se no PSE ( grupo socialista europeu) !
    Mas o PCP e os grupelhos de Esquerda passearam-se na “Democracia” como donos disto tudo, apelidando os outros de fascistas e reaccionários ! Descobriram disfarces na CDU ( em vez de comunistas) e os extremistas de esquerda , UDP ,LCT, URM etc no BE , escondendo igualmente a sua ideologia comunista .
    No século XX, na Europa, as ideologias tradicionais foram definhando por desinteresse dos eleitores que, ou passaram a votar em líderes com boa imagem e radicais, ou em mensagens e causa claras ,ou mesmo sob nomes, quase ofensivos para a dignidade da Política, como vem sucedendo em Itália !
    Na França , com a FRENTE NACIONAL (Mr Le Pen ) e na Itália com a FORÇA ITÁLIA ( Sgn.Berlusconi) inicia-se a reviravolta dos sistemas político partidários e uma viragem à DIREITA, em reacção às provocações da ESQUERDA quanto liberação exagerada dos direitos das minorias ( homossexuais, eutanásia, igualdade de género, feminismo …) à complacência relativa ás imigrações em massa , às teorias do multiculturalismo e à tolerância do islamismo e da cultura associada ! A reação levou ao renascimento dos nacionalismos e xenofobia radicais, na Itália, em França , na Alemanha , na Polónia e na Hungria , originando o aparecimento de Partidos de EXTREMA DIREITA por toda a Europa . Na vizinha Espanha apareceu primeiro o UNIDAS PODEMOS ( do Pablo Iglesias ) um partido populista de esquerda e depois o VOX liderado por Abascal , nacionalista, radical contra independentistas e alinhado com partidos da extrema direita europeia que é actualmente o terceiro maior partido espanhol ( 52 deputados) ! Assumidamente também de direita , na Espanha , existem o segundo maior partido o PP e o quarto o CIUDADANOS .
    Em Portugal o PS conseguiu demonstrar que não bastava ganhar para governar e fez a GERINGONÇA que nos tem desgovernado. A DIREITA demorou a reagir , mas encontra-se numa viragem , bem explícita na QUEDA ABRUPTA do CDS, por não se assumir de Direita, e no aparecimento de mais três pequenos Partidos de Direita, O INICIATIVA LIBERAL , o ALIANÇA e o CHEGA , apelidado de extrema-direita sobretudo pelos media de Esquerda !!!
    Desculpem o “ alongamento” … foi por causa do meu “ joelho” direito !
    Joaquim Martins

  9. Caro amigo Joaquim Martins,
    Gostei muito da tua continuação da apresentação de hoje sobre o cenário partidário em Portugal e na Europa. Uma pessoa nunca acaba de aprender!

    Seria realmente muito incómodo ter de andar a mancar à esquerda! Fora de brincadeiras: Desejo-te as melhoras para o teu joelho direito e que rapidamente te restabeleças para poderes andar, de novo, direito!
    Repito a frase que dizes pelo muito de conciso e de realismo que descreves: “o PCP e os grupelhos de Esquerda passearam-se na “Democracia” como donos disto tudo, apelidando os outros de fascistas e reaccionários !”
    Grande abraço

  10. Li 3 artigos extremamente brilhantes do Miguel, do justo e do Joaquim Martins.
    Mais uma vez eu vou comentar apesar de achar que isso não é consensual, mas o “alongamento por causa do Joelho direito” do Joaquim Martins é de um humor irresistível.
    O que o Miguel Diz e o que o Justo diz vão exactamente no mesmo sentido e é a via correcta: precisa-se meio termo entre a esquerda e a direita.
    O que acontece é que Portugal atingiu a democracia por um processo revolucionário em que a esquerda se apoderou do poder e a partir daí achou que tinha todos os direitos de impor o Marxismo e quem não fosse de esquerda, qua na altura era extrema-esquerda, era fascista.
    Recordo que trabalhava numa seguradora e não esqueço as arbitrariedades que se cometeram contra gente muito séria que foi perseguida só porque era administrador da empresa, ou gente com cargos directivos que foram saneados e perderam seus meios de subsistência, porque viviam de seu salário: o único crime que tinham cometido é que estiveram ao serviço do capital explorador, quando de verdade apenas tinham ganho seu pão com suor de seu rosto. Recordo as lutas que se teve de travar para repor a justiça. Recordo que passado pouco tempo a dita esquerda começou a dizer que eu era um homem de esquerda mas me tinha tornado fascita, só porque não concordava com a galopada de passar de um regime ditatorial a outra de sentido oposto.
    A grande maioria tinha medo de falar e nas assembleias as votações eram de braço no ar e às tantas da madrugada quando a maioria de direita, sem paciência, desertava.
    Este vírus de ser sério ter de ser de esquerda vem desses tempos e com este veneno se prejudicou imensa gente maravilhosa e profundamente séria, muito por culpa da Mídia que adere sempre ao lado mais forte.
    Aparentemente o que disse nada tem a ver com o que estávamos a falar de esquerda e direita aproveitadora das camadas intermédias.
    O que aconteceu foi que o ferrete de “patrão explorador” foi profundamente gravado na maioria dos pessoas em que nunca mais se distinguiu o empresário sério (a viver “mano a mano” com os seus colaboradores mais humildes) do empresário ladrão, mau pagador e criminoso que retirava os dinheiros das empresa e mantinha funcionário a salário de subsitência. Estes últimos eram uma pequena quantidade que no pós 25 de Abril tiveram de ir ao largo, para dar lugar aos outros de esquerda a cavalgar desavergonhadamente o cavalo do poder para se tornarem iguais ou piores que os anteriores.
    Ora toda a gente sabe que os empresários exploradores de um modo desonesto não são a maioria e actualmente derivaram da esquerda e da direita e auxiliam-se mesmo entre eles.
    Esta herança do 25 de abril de ser sério é ser de esquerda levou aquilo que muito bem explicou o Joaquim Martins: ninguém era de direita!
    Então onde colocaram os exploradores, os ladrões?
    Na esquerda e extrema esquerda nem pensar porque era tudo gente séria e tinha vaidade em dizer que era de esquerda.
    Só restava o Centro e centro Direita: foi aí que a nossa Mídia armazenou o dito “Patronato” que eram os grandes ladrões e grandes exploradores das massas trabalhadoras.
    A governação de esquerda no pós 25 de Abril rapidamente deu sumiço à “pesada herança” das 860 toneladas de ouro…
    E lá veio a primeira de 3 bancas rotas…
    Ninguém pode esquecer que mais de 90% do tecido empregador Português é constituído por médias, pequenas e micro empresas e foi esse tecido empresarial conjuntamente com a sensatez de um elevado tecido laboral que, em 3 bancas rotas feitas pela imbecilidade governativa, salvou o país.
    A nossa comunicação social esquece por completo que é nessas pequenas, médias e micro empresa que se resolvem um número de problemas humanos e sociais impensável e onde se praticam actos de humanismo sem os quais os governos estavam tramados.
    Sinto que é nojento os governos dizerem nós criamos X postos de trabalho, quando de verdade não criaram nada porque quem os criou foram os tais “patrões exploradores”.
    E se alguém pensa que é este criar de postos de trabalho é só por conveniência está completamente enganado porque em muitas empresas, que conheço, se colocou gente só porque tinha que sobreviver. Por exemplo a minha quando ainda pequena empresa foi agraciado pelo governo com uma medalha de prata (2º Prémio Nacional) por integração de deficientes e actualmente a minha filha Raquel está encabeçar um movimento das mulheres empresárias no sentido de integrarem deficientes nas empresas e está a ter um aceitação fantástica, notando a bonomia do ser humano a todos os níveis.
    Gente boa existe em todos os partidos, na esquerda e na direita, mas o maior defeito da esquerda é achar que é detentora da verdade e da justiça social e ignora o mundo de corrupção de gente de esquerda, crescida à custa da esquerda em nome da defesa dos mais fracos. A nossa média é o exemplo acabado da falta de seriedade: Duarte Lima, indiciado de alguns crimes e saído da política há mais de 25 anos é sempre apelidado de ex-deputado do PSD enquanto o Armando Vara, preso por crimes) é só Armando Vara não desempenhou nenhum cargo ao serviço de partido algum…
    Um abraço

    Agostinho Santos

  11. Muito interessante, Agostinho, este teu testemunho sobre o que acontecia nesses tempos de agitação revolucionária e das infâmias por que passaram muitos empresários portugueses. Também soube de sindicalistas de fé marxista que vinham do sul na sua missão de revolucionar politicamente o norte chegarem até a mostravam, ridiculamente o Terço para melhor os ganharem para a sua causa.
    Acho que seria muito interessante contarem-se histórias por que passamos com as andanças da revolução. Penso que destas coisas se deveria falar mais e que os pais que foram testemunhas dos inícios começados com o golpe de Estado, deveriam contar as experiências por que passaram sejam elas positivas ou negativas. Os nossos netos arregalariam os olhos e receberiam mais interesse pela História! Certamente, a nossa estima cresceria a seus olhos.
    Agora que ouvi falar de desacatos feitos no Chile, que dizem feitos também por venezuelanos e bolivianos, lembrei-me do que me contou uma colega professora sobre o seu primo aquando da revolução democrática do 25 de abril de 1974. Aqui a internacional usou estratagemas semelhantes mas de forma pacifica. Não houve violência, mas gente nas ruas a gritar o slogan comunista “O povo unido jamais será vencido” .
    A colega contou-me que tinha um primo da idade dela que se meteu então na política e foi deputado pouco depois.
    Como era jovem, em vez de ir para um hotel em Lisboa quando tinha as sessões no parlamento, ele resolveu acampar no lindo parque de campismo de Lisboa. Aí encontrou-se com muitos cubanos que treinavam slogans em português para irem para as ruas fazerem de conta que eram portugueses a gritar “O povo unido jamais será vencido!”
    A noite aqui já vai longa
    Um grande abraço

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