PORTUGAL À VENDA – EDP – O ELDORADO DA CLASSE POLÍTICA

A Câmara de Miranda meteu a Autoridade Tributária em tribunal por não cobrar IMI sobre barragens e deste modo prejudicar as populações onde se encontram as duas centrais hídricas.

O fisco parece encontrar-se em maus lençóis pelo facto de as barragens não fazerem parte do inventário público! Em 2020 a EDP vendeu duas das seis barragens a um Consórcio Francês.

Como a EDP (1) se tornou na negociata interpartidária e em lugar beneficiador dos boys de diversos partidos, Costa resolverá os problemas inerentes à EDP servindo-se dos impostos da generalidade. A EDP constitui uma grande mina (embora suja) da oligarquia portuguesa (2). Os problemas ir-se-ão amontoando até Portugal ser chamado à pedra pela EU e pelos EUA. Será então difícil à irmandade (3) defender-se do controlo de Bruxelas. E se isso, por ventura, acontecer não haverá consequências porque surgirá um novo governo que solucione o problema, como já aconteceu com o controlo da Troika; então tudo será remediado com uma conversa fiada de “culpabilização” pública trocada entre os partidos. O cidadão encontra-se então enredado num círculo vicioso que o condena a ter de ver Portugal sempre adiado. O problema do IMI será fácil de abafar desde que não estejam envolvidos nele os interesses de multinacionais rivais.

Os Estados Unidos andam insatisfeitos com as participações chinesas na EDP porque esta também se encontra activa no mercada dos Estados Unidos. A nossa elite política saberá safar-se, certamente entrando numa negociata, oferecendo uma contrapartida Sines de maneira aos quadros directivos da EDP não serem verdadeiramente afectadas. Arranjar-se-á maneira de as grandes multinacionais serem todas elas satisfeitas.

“No dia 4 de fevereiro de 2022, a China Three Gorges (Europe) comunicou à EDP que detém uma participação qualificada de 20,22% do capital social e dos direitos de voto” da elétrica, diz o documento”.  A seguir à CTG, entre os maiores acionistas da elétrica, com participações superiores a 5%, estão a BlackRock (7,38%), a Oppidum Capital (7,20%) e o fundo de pensões canadiano CPPIB (Canada Pension Plan Investment Board) com 5,1% (1).

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

(1)          EDP, empresa de Gás Natural, Eletricidade e Serviços Energéticos em Portugal.

(2)          https://www.publico.pt/2022/12/26/economia/noticia/fisco-enfrenta-accao-tribunal-nao-cobrar-imi-barragens-2032538?utm_content=Manhas&utm_term=Fisco+em+tribunal.+O+voo+que+salvou+do+frio+142+vidas&utm_campaign=55&utm_source=e-goi&utm_medium=email

(3)          https://www.facebook.com/antonio.justo.180/videos/515634707207940

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

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