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Categoria: Política
A Armadilha do Diálogo e da Compreensão
A Armadilha do Diálogo e da Compreensão
2006-09-25
Dado que tanto terroristas como muçulmanos pacíficos baseiam o seu agir no Corão que é o fundamento imutável e obrigatório da fé, dos valores, do agir e do direito não pode haver diálogo entre as culturas sem o conhecimento do livro Corão. Consequentemente terá que ser permitido falar do conteúdo do mesmo…
O diálogo não é uma questão de somenos importância reservada a ingénuos ou a bonzinhos que confundem diálogo com engraxar ou com o jogo do empisca.
O futuro das democracias na Europa dependerá da maneira como reagirmos ao Islão.
A obrigação obsessiva em que se sentem os europeus para a compreensão conduz à armadilha da compreensão. Um diálogo aberto ajudará o Islão e todos os outros.
Para o diálogo não é suficiente a afirmação de que o Islão é uma religião pacífica. Alguns apelam para o tacto no trato com os muçulmanos. Ora, eles não são crianças, o que se necessita no diálogo é veracidade, sinceridade e abertura. Doutro modo o diálogo torna-se em campo de acção de hipócritas e oportunistas. A dor, a sombra de hoje anuncia o sol de amanhã… Um diálogo universal, num mundo global só é possível sob a plataforma da razão. Já antes de Jesus, a Bíblia reconhecia “ Muita sabedoria, muita aflição e quem aumenta o saber, aumenta a dor”….
A “guerra santa” não é racionalmente sustentável. Àqueles que misturam alhos com bugalhos apresentando as cruzadas como espécie de guerra santa isso é perverter a realidade. As cruzadas nunca foram santas nem com base no evangelho. Também não foram guerras de conquista mas sim de reconquista. (Lembre-se a acção de D. Henrique e seus homens na fundação de Portugal). Além disso vivemos hoje.
Hoje, só o Islão defende o direito de defender a religião, a fé com a espada. Daí a oportunidade da frase do imperador bizantino: “mostra-me o que Maomé trouxe de novo e encontrarás coisas más e desumanas, como o direito de defender pela espada a fé que pregava”. Os extremistas do Islão tornaram-se a expressão da religião, pervertindo assim o todo.
A indústria da informação não está interessada em ouvir o que se diz. Ela está preocupada no como ouvir, como utilizar, dizendo-se o mesmo dos destinatários. Observa-se uma cumplicidade mútua.
Amigos, podemos fazer história mas não na continuação da guerra com outros meios. Não precisamos de esperar pelas catástrofes para nos mudarmos, para aprendermos. Rememos contra a catástrofe contra a violência, talvez com palavras duras mas com um coração manso no sentido de servir no seguimento da luz… a luz da possibilidade real.
António Justo
Publicado em Comunidades:
http://web.archive.org/web/20080430103612/http://blog.comunidades.net/justo/index.php?op=arquivo&mmes=09&anon=2006
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| SOBRE A IDEIA DE MORTE ( no homem ocidental ) – – – 2006-10-06 SOBRE A IDEIA DE MORTE ( No homem ocidental ) ”Wer soll der Erde Herr sein? Wer will sagen: Friedrich Nietzsche Li, há uns poucos de dias, num fragmento filosófico de Antero de Quental uma coisa muito interessante. Dizia ele: “ A ideia de morte é a base da vida moral. Os seres que a não têm ( crianças, animais ) não são morais – são maus ou bons apenas . Se o homem fosse imortal, estaria exactamente, no mesmo caso, por muito que a razão progredisse. “ (A esta conclusão também chegou o grande Kant, responderá o leitor. Só que o Deus de Kant é um mero postulado, por isso pouco credível. Algum tempo depois, Nietzsche destrói este postulado com o grito de guerra: “ Gott ist tot.”) Acreditando o Homem num Deus, não como um postulado, mas como se diz em ontologia, como o ser em si , por quem ele foi criado, instância moral reguladora, o qual um dia, depois da morte, o julgará pelos bons ou maus actos que este possa ter cometido durante a sua existência terrestre, então, ai sim, o homem poder-se-ia tornar homem, já que a sua vida ganhava desto modo, um sentido final. Não reconhecendo a temporalidade da sua vida e continuando a afirmar a morte de Deus, o homem ocidental está-se aos poucos e poucos a derrotar a si mesmo. Neste seu modo de pensar, nesta sua forma de encarar a existência, encontra-se precisamente o seu calcanhar de Aquiles. Züschen, O1. Oktober MMVI Luís Costa
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| A armadilha do diálogo… – – – 2006-09-28 A verdade é que eles vivem bem do tal diálogo e os ocidentais parece que querem ser enganados. O que vale é que o povo simples consegue ver melhor o que está por trás do diálogo porque nao estao tao interessados no negócio do petróleo. Os que defendem a compreensao ainda nao notaram que nao se trata disso e caem como tordos e ingénuos nas maos dos muculmanos. A Europa está perdida. Neves
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| – – – 2006-09-28 Não acha que a renúncia da ópera à peça de Mozart nao é um atentado à religiao porque em cena é cortada a cabeça de Maomé? A arte tem de ser responsável! Quanto aos árabes eles ainda se encontram na Idade Média. MA |
| Tem razão – – – 2006-09-28 Não desejo monopolizar os comentários no seu interessante e suscitador blog, mas não resisto a dizer que a realidade que radiografa é efectivamente inquietante. E inquietante porque aponta em duas direcções: a primeira é que o imaginário social do ocidente democrático está a bloquear-se, o que é sufocante e deixa sequelas e miasmas muito negativos; a segunda porque mais tarde ou mais cedo as forças mais poderosas desse ocidente perderão a paciencia de acordo com o velho ditado que diz que até um rato busca lutar se o encostam à parede. Temo que tudo acabe numa catástrofe. Os árabes conscientes deviam considerar esse facto maduramente e procurarem que a extrema susceptibilidade dos santões muçulmanos não leve certas instancias a um acto limite em desespero de causa. Do nosso lado – do nosso lado todo – espero que haja inteligencia ponderada mas também firmeza. Obrigado por me ter respondido. nicolau saião
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| A Armadilha do Diálogo – – – 2006-09-27 Douto Nicolau Saião! Obrigado pelo seu contributo. As suas deixas: “entre fanatismo totalitário e civilização”, “chantagem moral”, “ o mundo chegou à mais grave crise da sua existência” apontam para uma situação triste que nem a sociedade, nem a política nem a igreja se atrevem a pôr na ordem do dia. A espiritualidade embora confiante tem por companheira a dúvida e a fé nunca pode ser presunçosa. Reportar-se a Deus não pode ser o factor legitimador do saber, como eles fazem. Nós é que temos de desenvolver a nossa tradição na consciência, na consciência do mundo cristão de que Deus é o nosso próximo. O diálogo com os muçulmanos torna-se impossível porque para eles tudo constitui ofensa e injúria. Esta só acabará no momento em que o mundo se oriente pelas suas concepções o que significa só deixaria de ser ofendidos no momento em que todos se tornem muçulmanos. O grande problema é que só é permitido um diálogo de amabilidades hipócritas tendo o Ocidente de ceder sempre. Não querem saber de nada e querem tudo. Este é o melhor serviço antidemocrático. É uma tristeza ver como o Ocidente já se encontra na defesa, com a tesoura na cabeça, com uma auto-censura que já funciona automaticamente no que toca aos árabes. O medo do que poderá acontecer leva intelectuais e opinião pública a censurar-se a si mesma. Até a arte já não é livre. Eles interferem na liberdade da cultura e da arte. Como um pequeno exemplo refiro o caso da Ópera de Berlim que se viu obrigada a interromper a ópera de Mozart “Idomeneo” com receio das reacções muçulmanas. Atenciosamente António Justo
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| Subscrevo – – – 2006-09-26 Subscrevo, com gosto e certo descanso de espírito, este lúcido texto. Com gosto porque verifico que ainda há intelectuais (dignos desse nome) que não se enredam em reflexões especiosas e chamam os bois pelos nomes: o Islão nasceu na violencia, viveu e vicejou na violencia e, se não resultarem as tentativas de aproximação que visam que o Islão se morigere, já que não pode tornar-se pacífico pois isso é o mesmo que falar-se em “tigres vegetarianos”, terminará no meio da violencia a que os seus próceres deram ensejo mediante a sua falaz brutalidade. Com descanso de espírito porque verifico, de igual modo, que mantendo a tolerância e a lucidez, há pois pensadotres que não se conformam em tornar-se reféns da chantagem moral dos chefes islamitas ou meros “idiotas úteis” papagueadores de inanidades. Tenho para mim que o mundo chegou à mais grave crise da sua existência, uma vez que agora a sociedade democrática não se defronta com aparatchikis nazis, estalinistas ou maoístas mas com o próprio “Deus” (essa espúria versão de “Deus”) encarnada em ulemas totalitários e massas fanatizadas que o exprimem. A cegueira de muitos, que os poetas (não lambedores de frases pseudo-líricas) têm procurado erradicar – a par de outros cidadãos – pode e está a facilitar o embate que se perspectiva, por nossa tristeza, entre o fanatismo totalitário e a possível civilização. Esperemos que, se os bárbaros mais uma vez tentarem a nossa defenestração, saibamos resistir com a firmeza e a verticalidade que se impõe. Nicolau Saião
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A Hora dos Cangalheiros – Ensino de Português no Estrangeiro
A Hora dos Cangalheiros – Ensino de Português no Estrangeiro
2006-05-23
Os Professores da Área Consular de Frankfurt
C/o António da Cunha Duarte Justo
Rhönstr. 56
D – 34134 Kassel, Alemanha
Tel: 0049 561 407783 23.05.2006
Comunicado à Imprensa
Ensino de Português no Estrangeiro – Ante-Projecto do novo Regime Jurídico do EPE – A Hora dos Cangalheiros
Os professores de Português da Área Consular de Francoforte manifestam a sua preocupação com a situação precária e caótica do EPE a partir de 1998 e constatam que o presente Ante-Projecto ainda a vem acentuar. Este pretende configurar o EPE de modo a poder incorporá-lo no Instituto Camões. O Camões não está preparado nem é compatível com um EPE sério e transparente que sirva os alunos reais que há, os interesses dos emigrantes e uma política de língua consciente.
Antes de se proceder à mudança do EPE do ME (GAERI) para o MNE (Camões) deveria proceder-se à reestruturação do Instituto Camões na linha do Instituto Cervantes da Espanha e do Goethe Institut da Alemanha. O MNE com o Instituto Camões está vocacionado para a promoção da língua e da cultura enquanto que o ME com o EPE estava (pelo menos até 1998!) vocacionado para o ensino da língua e cultura portuguesas. Se o MNE com o Instituto Camões está interessado apenas na integração do ensino de português nos currículos estrangeiros onde este passe a constar como 2ª, 3ª língua estrangeira, como curso de opção ou como curso bilingue, os emigrantes e os professores lutam pela integração dos filhos e dos alunos no sistema concreto e não apenas por um discurso de império desaferido que se contenta com a declaração de intenções sejam elas embora as mais nobres, tal como a integração do ensino de português nos currículos estrangeiros.
Nem o Camões, tal como existe, está preparado para assumir o EPE nem o Ante-Projecto reflecte um conceito interministerial bem ponderado. Para se resolverem problemas não é suficiente, como no passado fazer-se a transferência da tutela duma repartição para outra, a nível de administração. Se de facto fosse séria a intenção de integrarem não só o ensino mas também os alunos portugueses então teriam de, pelo menos, triplicar o envio de professores para o estrangeiro e não com um estatuto deficitário como pretendem para a globalidade docente. Agora os alunos deslocam-se, de 10 até 20 escolas e num raio de 30 kms, a uma escola central onde têm aulas, doutro modo não seria possível quorum para as mesmas.
No Ante-Projecto está subjacente a ideia do Estrangeiro como reserva nacional para professores desempregados que se querem assalariados, como era costume antes do 25 de Abril nos montes alentejanos, mas com a salvaguarda de lugares para os Boys dos partidos e compadrio na burocracia e nalguns lugares privilegiados. Está patente a desresponsabilização pelas pessoas e pelo ensino. A nível de estrutura cria-se um regime de subempreitadas anónimas à imagem da exploração de trabalhadores emigrantes nas obras. Portugal dá a impressão de só querer emigrantes para alguns poderem viver irresponsavelmente deles. Possibilita a vinculação dos professores anualmente mas apenas até três anos, como é prática muitas vezes no Camões a nível de leitores (às vezes até com o estatuto de bolseiros).
É sintomático o facto de o documento dedicar tanto espaço ao pessoal administrativo e estar tão preocupado com o estatuto especial (regalias e abonos) dos seus funcionários administrativos ignorando o ensino e o docente. O ME e o MNE dão-se ao luxo de suportarem um quadro de pessoal bem pago na administração mas não aceita responsabilizar-se por um contingente de professores no activo.
Não integram as comissões de pais na estrutura escolar mas apresentam, como um dos três critérios de avaliação dos professores, as informações de encarregados de educação sobre professores à subtutela (embaixada ou consulado). Será que o espírito do 25 de Abril ainda não chegou aos ministérios nem à administração? Os professores não menosprezam de modo algum o papel importante dos representantes dos pais (Comissões), insistem, no entanto, numa avaliação transparente feita por profissionais competentes. Apesar duma administração tão pesada os docentes e os cursos não têm qualquer apoio por parte da estrutura.
Na definição das funções do Coordenador e dos seus adjuntos tem-se a impressão de que estes não têm nada a ver com os professores.
Poder-se-ia perguntar: Porque não se aplica à administração a mesma filosofia e a prática da rotação que se exige do professorado? Porque são concedidos os postos burocráticos por nomeação e não por concurso?Que credibilidade oferece o Governo, o Estado?
O Ante-Projecto do novo Regime Jurídico e respectivo Decreto-Lei deixa a porta aberta para a institucionalização e legitimação da arbitrariedade administrativa sob uma capa democrática.
Por um lado os professores são obrigados a perder o vínculo, por outro lado empregam-nos por mais três anos num escalão baixo trazendo isto consequências graves para a reforma.
Consideramos prioritária a resolução dos problemas criados aos professores desde 1998 que até aí estavam vinculados a Portugal e a leccionar em áreas de administração alemã. Há professores de português na Alemanha a ganharem 1500 – 200 Euros mensais com um horário semanal de 28 / 30 tempos lectivos. Em Portugal ganhariam mais. Porque se não cumpre a directiva europeia 77/486/EWG que compromete bilateralmente os estados na responsabilidade do ensino? O Ante-projecto só suporta professores assalariados e apenas por três anos consecutivos para não ser obrigado a vinculá-los.
O ano escolar começa em Agosto-Setembro. A publicação tardia do Projecto do novo Regime Jurídico, apresentado à discussão apenas no dia 11 e 12 de Maio só poderá ter como consequência o adiamento do concurso por mais um ano aos professores em exercício.
Pelos Professores
António da Cunha Duarte Justo
Publicado em Comunidades:
http://web.archive.org/web/20080430103515/http://blog.comunidades.net/justo/index.php?op=arquivo&mmes=05&anon=2006
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| – – – 2006-06-05 Prezada Márcia da Conceição O problema não é de dinheiro mas de administração com eficiência e justiça. Claro que diferenças desmedidas no tratamento de professores que fazem o mesmo e com as mesmas qualificações é inadmissível. Na Alemanha, em 1998 o ME desvinculou-se de 39 professores até entao com vínculo a Portugal e à Alemanha colocando-os com esse acto numa situação precaríssima e desonrosa. Até aí portugal concedia cerca de 500 euros mensais para os compensar do pouco que o governo alemão pagava aos considerá-los empregados sem qualificação específica. Facto é que apesar de Portugal deixar de pagar esse complemento aos referidos 39 as despesas na Alemanha ainda aumentaram tendo o serviço reduzido. Para onde foi esse dinheiro? Quem ganha com esta situação?!… Se lhe disser, a nível de exemplo, que uma colega (uma das vítimas das injustiças de 1998 em relação às áreas alemãs) licenciada do 8° escalão, com 54 anos de idade e com um horário lectivo semanal de 20 horas ganha 1400 Euros líquidos por mês, gastando 300 euros mensais em deslocações de comboio, e os senhores dos sindicatos, do governo e da administração não se interessam com isso. São todos cúmplices?!… O mais grave do problema é a falta de espírito e a instalação da arbitrariedade. Não há conceitos nem estratégias sérias para uma política de EPE limitando o seu papel à apagada e vil tristeza de cangalheiros do ensino e da nação. Ninguém está interessado em equacionar e resolver seriamente os problemas do EPE. Será só falta de competência, de vontade e de capacidade? Enquanto as cabeças não mudarem, pobres das nossas instituições, pobre do nosso povo! António Justo |
| Os cangalheiros do ensino – – – 2006-06-01 Dr. Justo O que apresenta parece dar-lhe razão. O Secretário de Estado também tem razao ao querer reduzir os gastos. Os professores no estrangeiro ganham demasiado. Além disso o estado precisa de poupar e a vida em Portugal nao vai nada bem. Com os meus melhores cumprimentos Márcia da Conceicao Barreiro |
| – – – 2006-05-31 ENSINO DE PORTUGUÊS NO ESTRANGEIRO FORA DE JOGO Comentário: Que terão feito os professores aos governantes, e em especial a esta Ministra da Educação, enquanto eram alunos para que coloquem ao nível do subsolo o estatuto profissional conquistado com tanto empenho e dedicação à causa educativa ? Esta atitude dos governantes apenas poderá ter explicação à luz de um recalcamento por fracassos sofridos enquanto estes governantes estavam sentados nos bancos das escolas portuguesas como alunos! Quantro a nos, apenas poderemos concluir que, de facto, a medir pela competência destes governantes, a Escola não serve de facto para desempenhar o papel que a sociedade pretende : Desenvolver qualidades como o equilibrio , o bom senso, a tolerância, o respeito, enfim , a competência! Assim, não admira que, em Portugal, a incompetência tenha chegado ao Poder! Aqueles que mais exigem co,petência dos outros e se julgam competentes apenas ocupam o lugar de destaque porque, imagine-se, sem darem quaisquer provas de o que quer que seja, são eleitos pelo voto popular (diferente de verdadeiro reconhecimento de competência !) ou porquie pertencem ao leque de amizades e conhecimentos dos chefes do partido mais votado e são convidados para cargos que nunca sonharam exercer, e, por isso mesmo, nunca para eles se prepararam ! E assim vai esse pais à beiura-mar plantado ! Meus senhores ! Entreguem a Educação ao Belmiro de Azevedo, ao Pinto Balsemão ou a outro empresario que nos diga para onde quer que vamos ! Se os governantes fossem de facto competentes assumiam as responsabilidades pela bagunça que têm criado ano apos anos na Educação. São eles que, dão constantemente ordens contraditorias, mandando os professores ora para um lado ora para outro, ora numa direcção ora noutra, mas que no fim os acusam de não terem chegado onde nunca os mandaram ir ! Limitados por leis que têm de cumprir e que os impedem de livremente organizarem a escola por forma a obter o melhor resultado (constituição de turmas, numero de alunos por turma,… etc.) os professores são obrigados a seguir sistematicamente indicações legislativas criadas pelo patrão que no fim muda conforme mudam os partidos do poder e se limitam a acusar os professores de falta de empenho, de profissionalismo, de dedicação e até , imagine-se, de não se importarem com o sucesso dos alunos! Ora, é precisamente a classe docente aquela que vive dia a dia com os alunos e que se interessa mais pelos seus problemas ! Se não encontra soluções é porque os meios são escassos, as turmas enormes, os niveis dentro de uma mesma turma o obrigam a rezsponder a questões diferentes quase que em simultâneo ! Nenhum médico atende dois casos ao mesmo tempo ! No bloco operatorio segue apenas um caso de cada vez ! A comparação feita pela Ministra é a prova mais que provada da sua incompetência! , do seu desconhecimento do processo educativo ! São palavras de burocrata habituada a dar aulas da sua catedra indiferente ao resultado dos seus ouvintes que tenta projectar nos restantes docentes como se eles fossem o seu espelho ! A classe docente é umaz das classes que prima pelo profissionalismo ! E não aceita de quem quer que seja lições de moral nem de pedagogia ou didáctica ! Isto é o que pretende a senhora Ministra ! Descredibilizar os professores perante todos ! Não o vai conseguir ! O povo ja se habituou à passagem de Ministros pela pasta que apenas destroem ainda mais o sistema porque, de ensino e aprendizagem, nada percebem ! E não sera por decreto governamental que o governo vai fazer entrar na escola os fracassados e os que nunca se empenharam n,o esforço dos seus filhos ! Façam os pais assinar os trabalhos e os cadernos dos seus filhos, os livros e as paginas cujo estudo acompanharam com a indicação referindo o que aprenderam ou não aprenderam os filhos ! Nenhum ou quase nenhuns o fariam ! Não estão para trabalhar… Mas para avaliar, muitos marcarão presença, nem que seja para tramar a vida aos professores ! E os eternos repetentes e os que nem uma frase escrevem sem que os erros turvem a sua leitura também vão avaliar os professores!? Julgo ser caso para dizer : Uau ! Senhora Ministra ! Como vai formar pais para avaliar os professores ? Não fopram os governantes que obrigaram hà anos os professores a fazer formação pois consideraram-nos uns mal-formados ? E os pais? Vão receber formação para avaliar ou não precisam porque o objectivo é criar apenas maior desestabilização nas escolas, criar um clima de conflito para dividir a comunidade educativca e legitimar a estagnação dos docentes em termos de progressão na carreira ; conseguindo desta forma que sobre mais dinheiro para os « boys » dos partidos obterem mais uns tachos ? Ou sera que andou a tentar enganar toda a gente fazendo crer à população que os professores nada fazem mas afinal todos os pais têm uma formação que os dotou de competências tão vastas e tão amplas que, para além de peritos no seu trabalho (que os professores nunca terão direito de avaliar !) também são peritos em matérias tão sérias como a pedagogia, a didáctica, o conhecimento cientifico de uma maneira geral ? Se os pais são competentes para tal, para que precisam eles da Escola ? Senhora Ministra ! Não acha que os professores ja foram avaliados suficientemente e em diversas matérias, ao longo de cerca de 20 anos e pelos profissionais detentores do conhecimento mais credenciados do pais (professores universitarios) para submeter esses mesmos resultados da avaliação à aferição de uns tantos individuos muitas vezes marcados pelo insucesso académico ? Vão os professores ser avaliados por pessoas que, na sua generalidade, são alheios a conhecimentos do foro didáctico e/ou pedagógico! A Senhora Ministra criticou os professores ao comparar o seu desempenho com os médicos dizendo que estes se dedicam mais aos casos mais graves ! Claro os casos que a cura é uma questão de tempo, são seguidos por simples enfermeiras e vigiados de tempos a tempos pelos médicos ! Estes apenas vêm um doente de cada vez ! Os professores têm tudo no mesmo molho e ao mesmo tempo ! Depois , infeliz comparaçao, porque a forma que o Governo a que a Senhora Ministra pertence encontrou para resolver o problema do insucesso das escolas com poucos alunos (por vezes até bastantes) não foi dedicar-lhe mais atenção! Aliás, dedicou-lhe apenas uma palavra num texto legal: extingam-se ! IP: |
| – – – 2006-05-23 Reitero o que aqui dizes e lembro que, pessoalmente, se fores à Sapo.pt e procurares “inventario de algumas dificuldades no Ensino de Portug em França….” da minha autoria, veràs o inumero acumular de “crimes de lesa-pàtria” que os sucessivos Secretarios de Estado que possuem o artigo têm cometido e verborraicamente se têm pavoneado à nossa custa nas “troikas” intergovernamentais para justificarem os salàrios que auferiram e auferem. Repara também que até o CCP deixou de ser ouvido. O miserabilismo ja nem sei se é orçamental se é por falta de inteligência dos que se dizem mandatàrios do povo que os elegeu. Desculpa os acentos ortogràficos -teclado francês. Um abraço H. A. Genève |
| – – – 2006-05-23 Graças a Deus que tu existes! A tua visao é realistica, profunda, longa e vasta. Tens o dom de a exprimires com exactidao. Obrigada pelo Comunicado à Imprensa! As melhores saudaçoes |
| – – – 2006-05-23 Graças a Deus que tu existes! A tua visao é realistica, profunda, longa e vasta. Tens o dom de a exprimires com exactidao. Obrigada pelo Comunicado à Imprensa! As melhores saudaçoes |
| – – – 2006-05-23 Professor Antonio Justo, muito obrigado pela sua informacao. |
A Cultura Portuguesa – Um Bem a Inserir na Constituição Portuguesa
A Cultura Portuguesa – Um Bem a Inserir na Constituição Portuguesa
2006-03-23
Carta aberta a Sua Excelência o Presidente da República:
Senhor Presidente da República Prof. Dr. Cavaco Silva
Excelência!
Solicitação: A Cultura Portuguesa – Um Bem a Inserir na Constituição Portuguesa
Hoje como no século XVIII e XIX as elites parecem usar o discurso como subterfúgio do pensamento em que a ideia continua ao serviço da forma. Longe do “saber de experiência feito” e da reflexão, a nação continua no seu miasma geral do privilegiado saber teórico dogmático sempre submerso a tudo o que vem de fora.
O 25 de Abril falhou em muitos aspectos porque se limitou só a uma revolução política conquistando apenas a rua. A revolução de Abril, justa nos objectivos, foi conduzida por ideologias mal mastigadas nas mãos de mercenários. Portugal encontra-se agora emperrado numa máquina de estado monstruosa e encalhado no turbo-capitalismo. A nação sente-se insegura.
O povo tem sido, desde há séculos, reduzido a palco para os mesmos protagonistas, os traficantes de ideias e de “drogas”, os beneficiados das revoluções.
O que mais urge é uma revolução intelectual e moral, uma mudança de mentalidades. É óbvio que um tratamento adequado terá que começar por se ocupar com a identidade e a cultura portuguesas. Nesse sentido urge incrementar o respeito pela cultura nacional, como liturgia do dia a dia numa língua com valores, hábitos e mentalidade próprios. Consequentemente seria de inserir na Constituição Portuguesa um artigo em que se declare a cultura nacional como um valor a defender… A nossa época já não se pode contentar com os profetas marxistas nem com os ardinas do dia a dia. Pelo contrário terá de redescobrir a grande herança judaico-crista sempre a ser renovada e os valores que tornaram a nação grande. A vontade e a fé, a fé nas teses e em teorias aferidas conduzirão ao progresso. Os Portugueses foram no século XV os pioneiros na aplicação da grande descoberta – a terceira dimensão da realidade – a lei da perspectiva (Leonardo da Vinci) que levou o Homem à descoberta do espaço (aos descobrimentos). Portugal conseguiu então ser a expressão do espírito, a nova consciência. Hoje teremos que estar atentos ao novo salto qualitativo no desenvolvimento da consciência humana, à nova consciência do tempo como quarta dimensão da realidade (união tempo-espaço) – teorias da relatividade e dos quantas – que nos obrigará a uma nova maneira de estar no mundo e a arredar definitivamente do materialismo do século XIX e daqueles que teimam em conduzir Portugal com essas muletas. Tal como o Infante D. Henrique temos que nos dedicar ao estudo da física, da biologia e da mística.
Tal como é comum nos artistas em relação à arte, Portugal tem de reencontrar o seu específico, o inconfundível do nosso povo e da sua história.
Numa estratégia de futuro, para o fomento da identidade nacional, faz falta a elaboração duma fenomenologia, duma exegese e duma sinopse do ideário e da praxis nacional portuguesa, ao longo dos tempos, em comparação com as outras nações, especialmente com os Estados Unidos da América, a Franca, a Inglaterra e a Alemanha. Assim se tornariam mais evidentes virtudes e vícios do nosso ser, num esforço de diagnosticar e de elaboração de estratégias.
Todos juntos, podemos reconstruir o nosso barco renovado com as madeiras do pinhal de Leiria. Trata-se de nos baptizarmos no Douro e recomeçar uma vida nova para assim chegarmos a Belém, à foz do Tejo na descoberta do mundo. Não podemos continuar a adiar o futuro. Na história, na literatura e no nosso povo temos um fundus, uma mina sem limites, um médium de humanismo, portuguesismo e de universalismo.
Não queremos um país de Bela Adormecida nem de ardinas. Queremos um país dinâmico e crítico onde o espírito se expressa na voz do mar que é ao mesmo tempo eco e ânsia dum povo por justiça, fraternidade, solidariedade, bem-estar, eternidade e transcendência.
Senhor Presidente da República solicito a V. intervenção no sentido do referido. Auguro-lhe muita força e saúde no exercício de tão nobre cargo ao serviço do cidadão, no serviço do Homem!
Junto envio um texto que expressa espontaneamente o sentir da necessidade duma discussão sobre a cultura portuguesa e a inserção da sua defesa num artigo da Constituição.
Atenciosamente
António da Cunha Duarte Justo
Alemanha
Publicado em Comunidades:
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| – – – 2006-03-25 Prezado Senhor Pedro Valdoy É-me claro o que diz. A intenção porém duma carta aberta é provocar uma discussão pública. Atenciosamente António Justo |
| – – – 2006-03-25 De: Pedro Valdoy para: António da Cunha Duarte Justo Meu caro amigo: os poderes do Presidente da República, infelizmente tem certos limites. Ele não pode alterar a Constituição. Pode sugerir ao governo, somente. Qualquer alteração à Constituição tem que ter pelo menos 2/3 dos votos da Assembleia Geral. Depois irá para aprovação do Presidente que nessa altura poderá vetar ou aprovar a alteração PORTUGALCLUB |
Mutilação Genital Feminina
Mutilação Genital Feminina
2006-02-17
Uma Barbárie ao Serviço dos Machos e da Poligamia
Em 28 países africanos, nalguns países árabes, no Iraque, Indonésia e Malásia é praticada a circuncisão da mulher. Esta consiste na mutilação genital, na amputação do clítoris e dos lábios vaginais às meninas, geralmente a partir dos cinco anos. Uma danificação irreparável para o corpo e para a alma. Cientistas avaliam em cerca de 10 a 25% as meninas que morrem em consequência desta operação sem higiene que é efectuada com uma navalha ou caco. Os peritos avaliam em 130 milhões o número de mulheres mutiladas.
Assim se elimina o prazer sexual das mulheres. É o mesmo que cortar a glande, o pénis ao homem. É uma tortura e um abuso sexual, a repressão da mulher e da sua sexualidade. Os homens ao roubarem o prazer sexual à mulher reduzem-na à função reprodutora. São medidas preventivas machistas. Assim impedem nas mulheres a masturbação, o desejo e impedem-nas de terem relações sexuais antes do casamento. Por outro lado estas mulheres não têm demasiadas exigências aos homens na prática da poligamia.
Apesar das Nações Unidas terem exigido tolerância zero no que respeita a esta prática, continuam a ser vítimas deste costume três milhões de meninas por ano.
Porquê o corte do clítoris?
Porque é tradição e os homens o querem. Homens não aceitam casar com uma mulher que ainda tenha o clítoris. Consideram impura quem tenha o clítoris. O prazer sexual é um direito reservado aos homens. A mulher está totalmente dependente do homem económica e socialmente. Não tem outra hipótese que não seja obedecer. Para não serem marginalizadas pela sociedade as mulheres aceitam tal barbaridade. Estas tradições das tribos obrigam ao desprezo da mulher e à sua discriminação obrigando-as a sofrer toda a vida.
Já em 1994 a ONU queria acabar com esta praga em dez anos. Mas nada, a tradição abominável continua na mesma. Umas dão-se em público outras em segredo.
As meninas ou donzelas que não morrem precisam de meses até a ferida cicatrizar. Uma agravante do problema são as dores que acompanham a mulher durante toda a vida e a cicatriz rebenta repetidamente. As mulheres circuncidadas também não podem andar de bicicleta.
Na Europa há dezenas de milhares de mulheres exiladas que sofreram esta tortura. Aqui já começa a haver sensibilização para o problema, atendendo a que tem havido mulheres afectadas que denunciam tais práticas. Assim o tribunal alemão DGH determinou em 2005 (cfr. Acta: AZ XII ZB 166/03) que o desejo duma mãe levar a sua filha para a Gambia pode ser suficiente para que lhe seja tirado o direito de cuidado da filha. Na Gambia 80 – 90 % das mulheres são mutiladas. Também o Tribunal Administrativo do Hesse reconhece o direito de asilo quando há ameaça de mutilação genital. Neste caso foi reconhecido asilo a uma jovem de 18 anos e a uma menina de 9 anos da Serra Leoa onde 80 – 90 % das mulheres são mutiladas.
Só na medida em que mulheres que sofreram esta discriminação se dirigem a instituições poderão ser organizados projectos de colaboração tendentes a fazer campanhas de esclarecimento nas regiões donde provêm. É preciso que os pais e jovens dispostos a quebrar com tão bárbara tradição sejam apoiados e honrados.
Estas práticas constituem um testemunho de pobreza e de indiferença para os países ocidentais. Humanismo compromete. É totalmente incompreensível que estados civilizados onde os direitos humanos são tão apregoados como na Europa e onde há até um certo respeito por animais, se feche os olhos a tal barbaridade e injustiça para com as mulheres. Só resta às mulheres, solidarizem-se já que os homens se escondem por detrás do respeito dos valores culturais. Respeito não, cobardia!
António Justo
Alemanha
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Comentários:
| – – – 2006-04-10 Já li vários artigos e livros relativos a este assunto e principalmente o papel quase inexistente da mulher em países muçulmanos. Faz-me pensar que tive a sorte de nascer num país onde ainda se respeita a mulher… Mas será que não é possivel fazer algo por estas mulheres que são mutiladas, abusadas e humilhadas todos os dias por este mundo fora? E o futuro, o que nos reserva? Não consigo deixar de pensar que o islamismo é a religião, que neste momento, mais cresce e mais crentes tem… Sónia Mendes
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| MGF – – – 2006-04-07 Realmente a MGF, é uma barbaridade… e é uma coisa praticada, e em geral desconhecida ainda para muitos habitantes do nosso planeta, eu propria apenas tive conhecimento disso ha cerca de dois meses.. e hoje, como nos foi proposto na escola onde estudo, a elaboração de um cartaz que apelasse a liberdade de expressão eu decidi abordar esse tema… espero bons resultados… Alice
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| Mutilação – – – 2006-02-20 MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA Este assunto aqui exposto pelo professor JUSTO é, justamente, um caso explicito de indignação para quem se considere humano ou defensor desses direitos . Guerras têm sido exercitadas, muitas vezes, por motivos fúteis, mas esta agressão física e moral às mulheres é flagrante e mereceria ser considerada causa para “declaração de guerra” a quem a pratica, a consente, dentro de suas pátrias, e ainda aos que a toleram fora delas, por ser uma calamidade que ofende e agride a humanidade como um todo. Gabriel Cipriano / Rio de Janeiro In Portugalclub |
