190 CASOS DE MUTILAÇÃO FEMININA EM PORTUAGAL EM  2022

140 milhões de mulheres vítimas no mundo

Segundo a Direcção Geral de Saúde foram registados 190 casos de mulheres mutiladas genitalmente (corte total ou parcial de clítoris, pequenos lábios e/ou dos grandes lábios) com várias complicações.
A maioria dos registos foram efectuados em unidades inseridas na Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (Apenas dois registos ocorreram na ARS Centro)
“Em Portugal há líderes islâmicos a recomendar a mutilação genital feminina”: https://antonio-justo.eu/?p=4861

A Organização “Terre des Femmes” com sede em Berlim alerta para o facto de haver no mundo cerca de 140 milhões de meninas e mulheres genitalmente mutiladas. https://abemdanacao.blogs.sapo.pt/140-milhoes-de-vitimas-1584944

António CD Justo

Pegadaas do Tempo

LIDE EM PORTUGAL – PORQUE NÃO UMA POLÍTICA DE INTEGRAÇÃO DA CPLP E DO LIDE?

Afirmação da Lusofonia como Grupo cultural e económico

O LIDE (1) – Grupo de Líderes Empresariais realiza a conferência LIDE Brasil em Lisboa dia 3 e 4 de fevereiro. Nela está presente o poder político e empresarial brasileiro (empresários, autoridades, investidores e jornalistas). Têm mais de 250 empresários do Brasil e de Portugal confirmados. Reúnem-se em Lisboa para debaterem valores institucionais, caminhos democráticos e cooperação internacional, além de novos investimentos no Brasil.

Seria de grande importância para o grupo dos países de língua portuguesa se se formassem os diferente LIDE da Lusofonia: O LIDE Brasil, o LIDE Portugal, o LIDE Angola, etc. no sentido de se ir formando uma rede lusófona interactiva também como espaço económico.

O estabelecimento de uma rede que reúna empresários, investidores e gestores de médias e grandes empresas internacionais a atuar no espaço dos membros da lusofonia poderia ser um dos grandes temas a tratarem-se na próxima Cimeira bilateral Luso-Brasileira que se realiza em abril em Portugal.

A Lusofonia para poder dar avanços gigantescos teria de não se limitar ao âmbito cultural (CPLP) dos falantes da língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste) mas também numa rede de empresários desses respectivos membros!

Portugal poderia finalmente tornar-se num espaço privilegiado dos interesses culturais e económicos no meio dos países lusófonos e ao mesmo tempo não se limitar ao papel de membro da periferia da EU. O povo português poderia redescobrir, no intercâmbio com os países irmãos, um novo sentido com novas metas num projecto nacional próprio! O Brasil poderia assumir no espaço lusófono o papel que Portugal assumiu para a Europa na época dos Descobrimentos.

A CPLP (cooperação e promoção da língua portuguesa) teria de ser complementada com uma rede de interligação económica: com uma espécie de LIDE da lusofonia onde surgiriam parcerias económicas e até políticas.

António CD Justo

Pegadas do Tempo

(1)  https://lide.com.br

“Fundado no Brasil, em 2003, o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais é uma organização que reúne executivos dos mais variados setores de atuação em busca de fortalecer a livre iniciativa do desenvolvimento económico e social, assim como a defesa dos princípios éticos de governança nas esferas pública e privada. Presente em cinco continentes e com mais de duas dezenas de frentes de atuação, o grupo conta com unidades regionais e internacionais com o propósito de potencializar a atuação do empresariado na construção de uma sociedade ética, desenvolvida e competitiva globalmente.”

DE “SERVOS DA BURGUESIA” PARA “SERVOS DA POLÍTICA”?

Uma Caminhada ao longo dos Tempos entre Fracasso e Salvação

Em tempos passados vivia-se dos servos da terra; hoje, em sociedade avançadas, refinou-se o processo vivendo-se mais dos servos da mente.

As capacidades mentais e espirituais encontram-se em perigo de virem a ser subjugadas a princípios, agendas, ideologias e assim serem unilateralmente direcionadas para a defesa de grupos de interesses estabelecidos, de minorias ou reivindicativos, fora do contexto comum, enfim, uma inteligência mais orientada para a compreensão e expressão utilitária e menos para a sabedoria empática.

O saber e a ciência (universidades) não se devem tornar em servos da política, um sector profícuo em produzir os servos de hoje. A política, que deveria procurar a verdade e o bem comum, deixou de ser apelada pela Verdade integral para se servir do suborno e assim conseguir convencer, para os seus fins, a maioria dos cidadãos (uma estratégia democrática). (Observe-se a corrupção sistémica no Estado português, situação crónica que mereceria um estudo sério sobre o assunto, a nível de universidades.)

 O facto de vivermos em democracia e esta assumir uma forma de vida equacionada e expressa por partidos, que pretendem possuir a Verdade toda (ou a verdade variável), não nos pode desobrigar de procurar a Verdade para além daquilo que nos querem fazer querer (Verdade muitas vezes negada ou diluída no politeísmo ideológico-político) porque só assim nos livramos do jugo que pretendem impor-nos de maneira alienante; de facto, o sistema democrático, ao tornar-se cada vez mais autoritário e controlador  global, é tentado a contentar-se a que a Verdade fique reduzida às verdades relativas de partidos ou ordenanças sob a alçada do poder. Quanto mais o poder partidário estatal aumenta mais oportuna se torna a instituição cristã e moral acompanhada de desobediência cívica, uma vez que a política se mantem mais centrada nos interesses concorrentes da vida social terrena e a religião mais no sentido da vida e do bem da pessoa. Enquanto a política se fica por conceitos abstratos e leis (sem atitude virtuosa), a religião alia à ideia (à ideologia) a vida boa e exemplar! Não se pode criar uma nova base moral baseada apenas em princípios de igualdade jurídica e abstracta.

A verdade não pode ser de ordem democrática porque não é reduzível a um consenso. O consenso é uma ótima maneira de resolver pacificamente conflitos de interesses em democracia: revela-se, muitas vezes, como um método para o bom viver, mas que não substitui o seu sentido; a verdade na qualidade de dado sociológico, seria reduzida a um mero acto mental ou de número, a uma acção cerebral impossível de ser conciliada mesmo em democracia. Há ainda o perigo de muita gente considerar resultados estatísticos maioritários como sendo a verdade ou como dados orientadores da vida pessoal. A procura da Verdade a nada pode excluir e a nada se pode submeter e por isso permanecerá sempre uma actividade profética.

A Verdade não se deixa condicionar a actos de poder; como Deus, ela não escraviza e deixa sempre a tua consciência como última instância, como é praxe da ética cristã da justiça e do amor.

A Instituição eclesial ou secular e o indivíduo vivem um do outro, seguindo o chamamento de Deus (do bem comum) de forma mais ou menos consciente; portanto, cada crente, cada cidadão e cada época vive da intuição entre o fracasso e a redenção, muito embora expressos de forma religiosa ou de forma secular. Importante, para todos será centrar-se na caminhada e não se perder a olhar para a maneira do caminhar dos outros.

Encontramo-nos a caminho da libertação e a sociedade vai-se melhorando. Os valores vão-se afirmando e à medida que se alcançam e aperfeiçoam alguns, vão-se descobrindo outros. Para não nos refugiarmos em discursos sobre os malefícios do passado importaria reflectir mais no que se esconde e encontra por trás das nossas condições económicas, social e individualmente. Numa realidade em que tudo é relação e em que tudo está em relação seria anti natural querer-se abstrair da lei da complementaridade (onde fenómenos que aparentemente se excluem na realidade  se complementam e fazem parte da mesma realidade) como se fosse possível criar realidade/verdade autónoma emancipada da relação vital (1).

Todo o esforço por sair da demasiada dependência pessoal, legal, económica e mental é um serviço ao desenvolvimento pessoal e à humanidade. Estamos todos chamados a viver a liberdade de filhos de Deus.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

(1) Uma cultura da paz implica a implementação do princípio da complementaridade em geral como englobante da tolerância. Assim se manifesta também a compatibilidade do amor e omnipotência de Deus com a existência do mal no mundo (teodiceia) e na determinação da relação com a ciência natural (e teologia) também expressa na natureza humano-divina de Jesus Cristo. Também no mistério da Santíssima Trindade as entidades relacionais Pai-Filho geram uma terceira identidade – o Espírito Santo – que ao mesmo tempo pertence à realidade divina como complemento.

Quanto à emancipação pessoal é importante desde que a autodefinição não estabelecer a comunidade como fronteira. Indivíduo e instituição pressupõem uma certa dinâmica de concorrência em contínuo processo de transformação mútua. Esta seria reduzida a uma mudança de perspectivas se se colocasse a emancipação e objetivo de qualquer desenvolvimento do indivíduo no seu caracter funcional, ou seja, como libertação do patronato, da casa, das normas e objetivos dos pais. O passo consequente seria a emancipação do Estado e das leis. A redução da dependência no sentido de uma auto-libertação responsável implicaria também um certo distanciamento de uma psicologia que apenas aposta na emancipação pela emancipação (individualismo puro), levando o cliente a não se sentir responsável por suas próprias acções, chegando muitas vezes a culpar até os pais por existências fracassadas. O mesmo se diga da alienação da autorresponsabilidade no próprio partido ou da tendência para a diluição da responsabilidade do partido atribuída ao povo. Como seres e instituições frutos da relação, estamos todos comprometidos e interligados numa complementaridade que a todos compromete e corresponsabiliza; certamente a fonte dela encontra-se na pessoa que se define a partir de um nós. Mais que independentes somos seres sempre na pendência de algo ou de alguém, com o potencial da liberdade que nos quer mais iguais!

 

SOCIEDADE ALEMÃ CADA VEZ MAIS PERPLEXA

Na passagem do ano (Ano Novo) houve grande violência contra polícias, carros de socorro e paramédicos. Só em Berlim, a polícia e os bombeiros fizeram quase 4.000 operações tendo sido atacados várias vezes, com bombas e fogos de artifício, pistolas automáticas e foguetes tendo sido feridos 33 bombeiros e polícias.
Também houve ataques à polícia, bombeiros e paramédico nas cidades de Essen, Bochum, Duisburg, Leipzig e Frankfurt/Oder!
Em 2021, houve 88.600 ataques a policias na Alemanha.
Os políticos alemães mostram-se chocados com a extensão da violência do Ano Novo mas o que fica é a perplexidade.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo

PLANEAMENTO FAMILIAR APÓS O 102° FILHO

Hoje (3.01.2023) , quando lia o jornal HNA, deparei-me com a notícia,”Homem ugandês deixa agora as suas esposas tomar a pílula”. No caso terá mais força a poligamia e o instinto natural, como factores da fertilidade africana.
Musa Hasahya, um antigo rico criador de gado, é considerado o pai de 102 filhos e tem 578 netos, embora tenha apenas 67 anos de idade e ainda tenha dez mulheres.
Há já anos, que ele deixou de conseguir alimentar a sua família. Duas das suas mulheres fugiram porque já não aguentavam a pobreza em que ele tinha caído. Cerca de um terço dos seus filhos vivem com ele na quinta em estado de grande pobreza. O seu filho mais novo tem 6 anos de idade, o mais velho 51 e é 20 anos mais velho do que a sua esposa mais nova. Muitas crianças ainda são consideradas como um sinal de riqueza. A poligamia é generalizada e os contraceptivos são desaprovados.
Hasahya é um exemplo extremo do continente africano, onde a população vai explodir nos próximos anos, relata o jornal. A sua situação financeira fê-lo mudar de ideias, e as suas esposas agora já podem tomar a pílula. No Uganda, a população duplica cada 20 anos.O problema do mundo não será tanto o seu número de habitantes, mas a maneira como se explora a natureza e o ser humano.

António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo