25 DE ABRIL UM SONHO PERDIDO – UM VIVA AO SONHO DA LIBERDADE E DA JUSTIÇA!

ABRIL

 

Meu anjo caído

Sem asas nem flores

Abril sem primavera

Roubaram-te as cores

 

FUTURO

 

Sou o que não tenho

Tenho o que não sou!

 

Quero ver o mundo

Guardá-lo nos olhos

Fora do ritmo da bulha

Ser palco sem basidores

 

Em mim a caminho

O destino a decorrer

Só as cores do arco-íris

A anunciar o amanhecer

 

Ao pensar no futuro

Já tropeço  no presente

Não importa perder tempo

A acertar o relógio.

 

O futuro é um prisma

Por detrás da montanha

No brilho do horizonte

O escuro o ilumina

 

Sou o que não tenho

Tenho o que não sou!

António da Cunha Duarte Justo

In Nas Pegadas da Poesia, Editora Oxalá

 

BRASIDOS DE ABRIL EM MOLDES DE POESIA

SOU O SER NO ESTAR A ACONTECER

Agarrados ao momento, na tentativa de ser o “estar aqui”, o ser (existência) absorve-nos no seu eterno retorno, num esforço de mudar o que somos.

 

25 DE ABRIL

Sou o estar aqui do desejo

Aquele anseio de querer ser

O ser daquilo que não é tempo.

Sou o rio da liberdade a correr

Em margens feitas de espaço e tempo.

Sou a sombra da liberdade

A pousar na cor de um cravo

De um cravo que não é cor!

António da Cunha Duarte Justo

In Pegadas do Espírito, http://poesiajusto.blogspot.com/

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Publicado por

António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

23 comentários em “25 DE ABRIL UM SONHO PERDIDO – UM VIVA AO SONHO DA LIBERDADE E DA JUSTIÇA!”

  1. O “sonho” que o 25 de Abril quis transmitir chamava-se comunismo e basta ver como funcionou em países como Cuba, Venezuela ou Coreia do Norte. Portanto, o regime que temos agora, por mais grandes que sejam os seus problemas, é muito melhor que o regime desses países.
    E outra coisa: muitos dos problemas estruturais que temos hoje devem-se ainda a traços do Estado Novo na sociedade portuguesa atual. E se acham que o problema da corrupção e da Justiça é algo do regime de agora, pensam mal, muito mal…

  2. Novas lideranças deverão restituir esperança e realidade pragmática aos portugueses, que junto à liberdade ande sempre a responsabilidade e o reconhecimento do mérito e da inteligência

  3. Não se preocupem com o 25abril afinal é só um dia em cada ano o pior será quando forem muitos vamos ter que pagar com impostos todas as comemorações mais as horas extras dos intervenientes
    FB

  4. Mente-se tanto! Na altura não haviam estufas de flores em Portugal.
    Como foi possível distribuir cravos frescos a tantos?
    Sabem uma coisa, “Chapéus há muitos seu palerma”.
    FB

  5. Ricardo Figueiredo
    Um navio estrangeiro (esqueci qual) esteve ao largo no mar alto carregado de cravos para serem desembarcados em Portugal…Estava tudo programado!

  6. É verdade, que tudo estava bem programado! Também houve cubanos acampados em lisboa para se misturarem nas marchas políticas e gritarem em coro slogans e cantarem canções revolucionárias que os manifestantes amplificariam.

  7. O 25 de Abril só é um sonho perdido para quem desiste ou nunca gostou dele. Vamos lá começar a fazer algo por ele como ele já fez tanto por todos. O Portugal de hoje não tem nada a ver com o Portugal do césaro-papismo salazarisra-cerejeirista. Brincadeiras com estufas e quantidades de cravos revelam um cepticismo estéril de quem percebeu pouco do que aconteceu na grande arena da História com H grande. Mas o ser humano pode aprender sempre mais. Assim seja…
    FB

  8. Lu Caeiro, é verdade, que tudo estava bem programado! Também houve cubanos acampados em lisboa para se misturarem nas marchas políticas e gritarem em coro slogans e cantarem canções revolucionárias que os manifestantes amplificariam.

  9. O 25 de Abril só é um sonho perdido para quem desiste ou nunca gostou dele. Vamos lá começar a fazer algo por ele como ele já fez tanto por todos. O Portugal de hoje não tem nada a ver com o Portugal do césaro-papismo salazarista-cerejeirista. Brincadeiras com estufas e quantidades de cravos revelam um cepticismo estéril de quem percebeu pouco do que aconteceu na grande arena da História com H grande. Mas o ser humano pode aprender sempre mais. Assim seja…

  10. No sonho se reunem as cores que, dadas as circunstâncias, poderão possibilitar o surgir do arco-íris no horizonte!
    Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz “Bom diaaaaa o segredo é não correr atrás das borboletas. cuidar do jardim para que elas venham até você. (Mario Quintana)”

  11. Resumindo: Os capitães de Abril arrrombaram os muros e deitaram os foguetes mas quem possibilitou realmente a festa da democracia foi o 25 de novembro de 1975! Embora o povo português, com a intervenção deste acontecimento, tivesse salvado a liberdade e a democracia do jugo da URSS, também é verdade que só a rua é de todos porque o Estado passou a ser principalmente de alguns! O socialismo continuou a ser predominante na doutrina do Estado, como ainda se pode ver no preâmbulo da Constituição portuguesa (apontando como meta o socialismo) e na mentalidade social consequente e sistematicamente criada!

  12. Caro Luciano Caetano da Rosa,
    quanto a mim aposto num Portugal inteiro em que todas as partes sejam complementares e solidárias no sentido do bem-comum. Para mim o espírito da revolução mantem-se no grande sonho expresso por Zeca Afonso na Grândola, Vila Morena: “Grândola, Vila Morena
    Terra da fraternidade
    O povo é quem mais ordena
    Dentro de ti, ó cidade
    Dentro de ti, ó cidade
    O povo é quem mais ordena
    Terra da fraternidade
    Grândola, Vila Morena
    Em cada esquina, um amigo
    Em cada rosto, igualdade
    Grândola, Vila Morena
    Terra da fraternidade
    Terra da fraternidade
    Grândola, Vila Morena
    Em cada rosto, igualdade
    O povo é quem mais ordena
    À sombra duma azinheira
    Que já não sabia a idade
    Jurei ter por companheira
    Grândola, a tua vontade
    Grândola, a tua vontade
    Jurei ter por companheira
    À sombra duma azinheira
    Que já não sabia a idade”

  13. António Cunha Duarte Justo, nós continuamos assim porque no ensino não existe nenhuma disciplina que ensine o que é a democracia e iremos continuar assim cada vez para pior cada vez menos democracia e cada vez menos

  14. Sim, na escola, como no catecismo aprende-se a própria doutrina, o ensino é no sentido do regime (só que ninguém nota) quando o que seria mais necessário para o cidadao mas também mais perigoso para os poderosos, seria aprender-se a pensar. Por isso temos tanta gente com certezas absolutas porque instruídos num pensamento de exclusao e nao de inclusao.! O pensamento democrático tem sido abusado no sentido de favorecer a ideologia partidária que deseja ver tudo repartido por interesses e interesseiros, tudo equacionado num cenário só a preto e branco!

  15. Caro António, lamento contrariá-lo, mas faz parte do diálogo e da dialética. O 25 de Abril foi um elemento importante da contra- revolução. Há livros publicados sobre o assunto, sobre traições ( é o termo certo, não vejo como substituí-lo) que levariam a uma invasão estrangeira com varios barcos de guerra não portugueses estacionados ao largo de Matosinhos…mas o António parece desconhecer e eu não posso dar-lhe bibliografia neste minúsculo espaço…enfim, a sua ideia de democracia é conforme à actual realidade…que comporta muita coisa desagradável…guerras, milhões de desalojados, refugiados, etc., etc., etc. …por aqui me fico e desejo- lhe a melhor saúde nestes tempos ainda pandémicos.

  16. Tenho lido bastante sobre o assunto. Encontramo-nos em tempos de interpretadores de uma história demasiado recente para poder ser bem contada, até porque os seus directos aproveitadores ainda vivem. Também li que foi estratégia soviética moderar o actuar do PC porque deste modo serviria melhor a causa soviética. Penso porém que só o comunismo ganharia, por algum tempo, com a realização do programa dos inícios da revolução! Naturalmente que a realidade do processo histórico seguido pode desagradar aos que desejariam ver o comunismo instalado em Portugal e desagrada ao capitalismo liberal e desilude os que esperariam uma democracia mais directa e humana a instalar depois do 25 de novembro de 1975. A utopia deu lugar a um partidatrismo que se esgota na defesa de interesses pessoais e partidários onde os fins parecem justificar os meios. Há a consciência de grupo ou clube partidário que se realiza à custa da consciência de povo que falta e de Estado de que muitos se apoderaram. Mudou o regime mas as mentalidades continuaram iguais. Na altura em que se fez a revolução ainda me deixei iludir pela ideia de um socialismo cristão mas quando, creio que em 1988, fui ao congresso socialista para votar em Guterres, verifiquei que os interesses pessoais mesquinhos e as rivalidades partidárias estavam sobre os interesses de Portugal como nação e como povo. Verifiquei que o mesmo fervor que reinava no povo por Salazar passou agora a expressar-se no fervor por ídolos políticos! É triste sermos testemunhas de uma época histórica que se tem desperdiçado. Por isso empenho-me no sentido da inclusão de todos os partidos e numa discussão que nos leve à união mas no respeito pelas diferenças e na soberania da pessoa que não deve ser abdicada em qualquer instituição ou ideologia. Gostaria de ver um Portugal intercultural empenhado num projecto próprio sem ter de se amarrar às dependências de sistemas ideológicos nem de sistemas económicos únicos. Luciano, muito obrigado pelo seu contributo, saúde e um abraço.

  17. Caro António Houve um lapso tremendo no meu texto anterior. Escrevi: O 25 de Abril foi um elemento importante da contra-revoluçáo. Mas o que eu realmente queria escrever e penso é: O 25 de Novembro foi um elemento muito importante da contra-revolução. Ainda hoje penso o mesmo sobre o 25 de Novembro que, aliás, quase ninguém comemora. O 25 de Abril, sim, é e será uma págia luminosa na nossa História. Grato pea atenção. Luciano caetano da Rosa

  18. É verdade. A questão não resolvida será a definição do que é revolução e do que é contra revolução, quais os papeis e quem os define! Como se pode verificar no decorrer da História quem vai à frente é que fica nela!

  19. Também não creio nisso do ” ir à frente e ficar na História”. Não parece haver uma, digamos, teleologia para a História. O império otomano foi parar ao caixote do lixo. E como ele muitos outros, até com mais pergaminhos, a começar pelo brtânico onde o sol nunca se punha. Talvez qualquer dia haja perfis e algoritmos para a grande História, quem sabe… o António tem como apelido Justo: nomen est omen. Já sabe, está (quase) condenado a procurar a justiça pelos meios mais justos…
    Leu o meu texto sobre ” manipulação”?, na questão da nossa língua?

  20. Com o ir à frente e ficar na história referia-me aos que derrubaram o regime de Salazar sendo depois esquecido o processo de desenvolvimento e à necessidade de o cidadão seguir porque é sempre a nova ordem que lhe dará segurança. É verdade que a condição humana está formatada para seguir ideologias com as correspondentes utopias de caracter mais ou menos materialistas ou mais ou menos espiritualistas. No resumo, uns e outros deviam irmanar-se na diferença. Quanto a justiça ou injustiça a terra, tem muitos rios e ribeiros e todos querem dar ao mar! Em cada um deles se encontra o mar inteiro! Quanto ao seu comentário no meu texto sobre manipulação da linguagem, li-o e agradeço a minha reacção a ele também aqui:
    Luciano Caetano da Rosa
    , também isso é uma perspectiva da verdade que se pode verificar! Creio que o problema mais que da fixação numa norma línguística vem de a língua estar a ser manipulada, a partir de cima, por interesses e estratégia de políticas e de comercialização no espaço lusófono! A observação nas diferentes décadas das gramáticas que se têm publicado e a escolha dos professores para os seus cursos e o interesse com que brasileiros mostram em apresentar a expressão brasileira (português do Brasil) como algo muito diferente faz-se até sentir em universidades estrangeiras. A isto deveria estar também atenta a política portuguesa. Vários factores e interesses determinam actualmente a defesa e acentuação do português como língua mais vulgar ou menos erudita. A discussão não deveria ser equacionada em termos políticos de idade média ou modernidade ou de reducionismo primários mas sim apenas na defesa da riqueza da löíngua (e não empobrecimento).
    Quando era delegado da Língua Portuguesa na universidade de Kassel verifiquei a luta de interesses na disputa entre a expressão portuguesa e a brasileira. Naturalmente o maior factor de procura são hoje os interesses e oportunidades económicas que se encontram no respectivo país. Quanto ao emprego do “vós” ou não emprego verifiquei que para os estudantes era mais fácil o uso da ordem dos pronomes pessoais na forma mais erudita usada na linguagem jurídica e eclesial (a tal expressão mais nortenha e que fazia parte da aprendizagem do português). A capacidade de diferenciação é para mim um bem a defender contra a tendência do politicamente correcto português/brasileiro de nivelar as coisas pela via mais simplificada. A tendência política de corresponder às necessidades imediatas de gente simples (veja-se o acordo ortográfico em alguns dos seus aspectos), opta por cortar ramos frondosos da árvore linguística pelo facto de se estar com o sentido na sua madeira ou porque se quer fazer da árvore um arbusto para que qualquer gaiato possa subir a ela sem o mínimo de esforço ou dificuldade. Deixe-se o Português continuar a ser uma grande árvore, uma casa grande onde todas as espécies de pássaros, grandes e pequenos, possam fazer o seu ninho, segundo as suas capacidades e potenciais. Seria disparate cortar as asas às aves grandes para que todas possam viver nos primeiros ramos da árvore. Se a natureza e o desenvolvimento se deixassem reger apenas por princípios de massa ou princípios democráticos torcidos não teria produzido a humanidade, para nos manter na igualdade do estádio das amoebas ou das medusas.

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