UM AVISO TRISTE MAS PREVIDENTE DE ROTHSCHILD

O Dinheiro governa o Mundo quando o Resto se reduz a Música de Acompanhamento

António Justo

Hoje fala-se muito de economia, de socialismo, do Banco Central Europeu, de um salário mínimo para toda a Europa e até de nação! No meio disto há muita desconversa porque se esquece o que o estratega financeiro Nathan Rothschild já dizia no século XVIII e que cada vez se concretiza mais quer no turbo-capitalismo ocidental quer na ditadura socialista-capitalista chinesa:

 “Dêem-me o controle do dinheiro de uma Nação e não me interessa quem faça as suas leis.” (“Gebt mir die Macht über das Geld einer Nation, und es interessiert mich nicht, wer dessen Gesetze macht.”) Esta tornou—se infelizmente numa realidade universal, e aí está o império M.A. Rothschild a confirmá-lo, só que se torna impercetível e falar disto tornar-se-ia embaraçoso!

O mais interessante é que todos andemos no carrocel, sem vómitos! De facto, o sistema em que socialistas, conservadores e capitalistas navegam pertence ao mesmo barco!

Na EU temos o Banco Central Europeu a querer reger com o dinheiro e consegue manter as economias mais fracas silenciosas porque vão podendo ir vendendo as suas dívidas e assim comprar a paz social (uma questão de transferências monetárias e de trocas de poderes!).

Quanto ao salário mínimo para toda a União Europeia, o facto é que governos socialistas e não socialistas europeus sabem que no momento em que houvesse um salário mínimo para toda a EU e este não se orientasse pelo salário mínimo das economias mais fracas, então estas rebentavam porque o que as safa ainda é a diferença salarial que lhes possibilita concorrência a nível de custos de produtos e das empresas grandes de rentabilidade de países fortes. Na zona euro países menos produtivos não possuem a alternativa de desvalorizarem a moeda para poderem concorrer em preços com os mais fortes!

Todo o problema vem do poder absoluto do dinheiro e de tudo se adaptar a ele; o resto é apenas música de acompanhamento, de que alguns “músicos gaiteiros” vão vivendo melhor. Isto é conveniente que a malta não note nem possa notar; por isso o marxismo se adaptou aliando-se ao dinheiro e passando à música da luta cultural.

A solução seria uma sociedade de matriz não só masculina, mas também feminina (isto não em termos de sexo, mas de masculinidade e feminilidade)!

Vivemos todos numa relação de dependência, mas apostando no baile da impressão de independência e de importância. As pessoas precisam da impressão de terem pessoas a mandar nelas! Um satélite, porém, enquanto o for, seria ingénuo se se convencesse que tem a força própria de um astro rei. Um pouco de humildade é o que falta, por vezes aos pequenos, para poder destronar os poderosos!…

Senão veja-se o orgulho (também legítimo!) daqueles que se sentem honrados por Portugal ter alguns personagens nas cenas internacionais. Assim tudo vive contente, com pessoas que não incomodem os interesses dos maiores (importante é para estes o cum quibus, o cacau e para os outros restam as honras: assim se cria inteligentemente satisfação!

Creio que a fase em que Portugal cedia pessoas em superabundância para cargos internacionais está a passar! Na política é como no futebol! O problema será meter a concorrência, a competência e interesses no mesmo saco, ou seja, na mesma pessoa! Isto não quer dizer que Portugal não deixará de ter pessoal bastante treinado nestas coisas de negociações! Mas o mais recomendável para a sociedade portuguesa será manter sempre a cabeça fria!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

 

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

23 comentários em “UM AVISO TRISTE MAS PREVIDENTE DE ROTHSCHILD”

  1. Quanto ao salário mínimo para toda a União Europeia o facto é que os chamados governos socialistas europeus sabem que no momento em que houvesse um salário mínimo para toda a Europa que não se orientasse pelo salário mínimo das economias mais fracas então estas rebentavam porque o que as safa ainda é a diferença que lhes posssibilita concorrência com as empresas grandes e de grande rentabilidade de países fortes. Elas não têm a possibilidade de desvalorizarem a moeda para poderem concorrer com os mais fortes!

  2. O problema vem do poder absoluto do dinheiro; o resto é apenas música de acompanhamento com que alguns músicos vão vivendo. Isto a malta não nota nem pode notar; por isso o marxismo se adaptou. A solução seria uma sociedade de matriz não só masculino mas também feminino (não em termos de sexo mas de masculinidade e feminilidade)!

  3. Discordo da análise António Cunha Duarte Justo, pois a adaptação dos salários nem sequer é política e sobretudo de puro egoísmo social.
    Todos sabemos o investimento feito pela UE em formação, todos sabemos o investimento feito pela UE para a irradiação das desigualdades, o problema é mesmo os lobbys económicos que sominam sobretudo os governos de direita, agora dizer que são os governos socialistas… quem são quem mais têm lutado para esbater essas disigualdades, e a que todos atacam inclusive os media dominados na sua maioria por essa mesma direita.
    José António C. Matos
    FB

  4. Discordo também do que diz porque na sua discordância parece não ter lido tudo o que escrevi! No que respeita ao salário mínimo que obrigue todos os Estados, o assunto não precisa de ser metido em sacos partidários onde um poderão ser melhores que outros num ou noutro aspecto. Todos são cúmplices e também responsáveis pela sistema económico de que vivem e que usam na sua política e não notam que as diferenças partidárias são apenas quantitativas (mais de visage) com lutas generalizadas para conseguirem adeptos para a direita ou para a esquerda. Facto é que os partidos participantes em Governos europeus todos agem dentro da mesma ordem económica conhecida. Neste assunto não poderão ser implicados os comunistas! . Ninguém contesta os apoios da EU nem do seu eficiente ou não eficiente emprego; toda a gente sabe do problemas dos lobies sejam a nível económico, partidário, religioso ou ideológico. Não sei se notou mas quando falei dos socialistas no contexto de do salário mínimo para toda a Europa fi-lo pois se empenham nessa questão mais que outros. Fi-lo também porque sei que os socialistas em governo pouco fazem para que o salário mínimo nos respectivos países se eleve. Porque não eleva a Geringonça o salário mínimo para 9 euros? Não porque eles sabem bem porquê! Por isso é mais fácil ficar-se na conversa independentemente de ela ser de direita ou de esquerda. Felizmente que as ideias embora tinjam não têm cor! Não caros amigos! A Europa tem ainda diferentes economias e não é tão fácil unificá-las. Von der Leyen que até nem é socialista e até é cristã democrata também quer o salário mínimo para toda a Europa. Todos os desejos são legítimos; só há um problema: o poder absoluto do dinheiro e o resto vai sendo música de acompanhamento!

  5. Por acaso sabe-nos esclarecer qual a diferença entre cristãos social e socialistas?

    Por acaso sabe-nos esclarecer o que têm feito os governos neo-liberais de direita?

    O problema é, e repito-o, a tomada por parte como reféns, dos dos media, e dos politicos, pelos lobbys económicos,

    Enquanto poderem ter mão de obra “escrava” vão entregando milhões a esses meios de propaganda…
    José António C. Matos
    FB

  6. Pelos vistos não leu a minha premissa “o problema vem do poder absoluto do dinheiro”! Como crítico de certas políticas de esquerda e de direita que sou não me é fácil dar uma resposta monocolor satisfatória! Sou crítico dos governos neo-liberais de direita e de esquerda; sempre fui crítico do capitalismo liberal e de um socialismo de luta cultural que aposte num Estado superdominante e não num Estado supervisor e apenas regulador das actividades de interesses organizados a nível de cidadãos. Não sei onde está o problema! Referi-me a von der Leyen na Alemanha porque fazia parte de um governo formado por CDU (Cristãos democratas), CSU (Cristãos sociais democratas) e de SPD (Socialistas moderados). É interessante ver que as diferentes vertentes do governo conseguem a efectivação de uma política de sucesso para a Alemanha. A grande vergonha para os diferentes partidos vem do facto de uma vez no governo pouco fazerem pelas camadas mais desfavorecidas. Todos eles são vítimas e cúmplices das diferentes lobies! Não tomo partido, o máximo que faço é manifestar-me sobre processos em via. Todos são complementares uns dos outros (mais ou menos positivos); não há nenhum que tenha a receita boa para a solução dos problemas de um país nem tãopouco o monopólio da verdade. Todos são necessários. Tenho escrito e screvi já desde há muitos anos sobre o perigo do turbocapitalismo de que os partidos se servem. Caro José António, ainda não compreendi onde está o seu problema em relação ao que escrevi em questão de doutrina.

  7. Os polacos saem da Polónia, grande emigração para a Inglaterra e outros países nórdicos e a emigração para a Alemanha de polácos está a aumentar. Através da Bulgária estão a chegar à Alemanha muitos trabalhadores do leste (Macedonia, Ucrânia, etc.). A imigração da Roménia neste momento é enorme.
    Nelson Rodrigues
    FB

  8. Nelson Rodrigues, muito pouco qualificados comparados com os do sul, e aí podemos discutir diferenças salariais… basta ver a produtividade e o PIB nesses países de origem..
    José António C. Matos
    FB

  9. Jorge Rosmaninho sim. Mas neste momento preferem vir para a Alemanha. Passam pela Bulgária, fazem-se bulgaros e vêm para a Europa.
    Nelson Rodrigues
    FB

  10. Em Portugal havia muitos ucranianos. Cheguei a dar trabalho a alguns que embora engenheiros trabalhavam em Portugal nas obras, etc. São pessoas qualificadas e com muita cultura. Estes estavam a valorizar a classe operária portuguesa; aquilo que acontece a muitas pessoas portuguesas qualificadas a trabalhar na Alemanha.

  11. António Cunha Duarte Justo, o Emigrante sempre enriquece o país onde chega e empobrece o país que deixa.
    Jorge Rosmaninho
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  12. Esse é a grande verdade! Porém os países economicamente menos desenvolvidos recebem um grande apoio ao desenvolvimento devido às remessas que os emigrantes enviam para o país de origem. Uma coisa que se observa: dos países ricos poucos emigram para trabalhar em países mais pobres.

  13. Certo. O Brasil recebe mais divisas que todos os impostos da indústria automotiva.
    Jorge Rosmaninho
    FB

  14. Mas dessas coisa (Emigrantes) é tabu falar nos países produtores de emigração. Assim como os carenciados se dirigem para os países mais ricos também a população e a classe política do país produtor de emigrantes se envergonha de falar deles porque são testemunho de que os seus políticos não conseguem gerir bem o país de modo a que todos possam vver razoavelmente e para mais quando veem que singram e ainda mandam dinheiro para ajuda da economia do país!

  15. Tudo muito bem explicado (inútil se torna dizer) e compreendido. Quanto ao nosso Portugal, tudo misturado no mesmo saco, como convém, confundindo o cidadão que deverá manter a cabeça fria, pagando e pagando,
    alegremente!…
    Como sempre!!!
    Mafalda Freitas Pereira

  16. José António, a filosofia política e análise do António António Cunha Duarte Justo é profunda, não tem nada a ver com esquerda ou direita, e explica muita coisa. A ditadura dos mercados entregou-se da política em geral. Os partidos da esquerda tem que encenar políticas da esquerda, mas no fundo também capitularam perante o capital. A aproximação dos partidos socialistas perante as multinacionais é maior que a dos partidos da direita. Um bom exemplo é a relação do SPD na Alemanha e a indústria de automóveis, por ex. a VW. O turbo-capitalismo, as leis da globalização e dos mercados financeiros são os centros do poder. A política tem que obedecer. Os Estados nacionais entretanto só podem reagir mediante as leis do mercado.
    Nelson Rodrigues
    FB

  17. O único Estado que ainda domina os mercados é a China, mas é um exemplo péssimo.
    Nelson Rodrigues
    FB

  18. O regime chinês juntou a ideologia à prática económica e deste modo, como ditadura, podem tornar-se em 10 ou 20 anos no determinadores da História mundial. Se os cidadãos não evoluirem os interesses económicos rivais reagirão com uma guerra mundial, a não ser que consigam implantar a insurreição entre as diferentes etnias chinesas e deste modo enfraquecê-la por dentro.

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