O GOVERNO DO REINO UNIDO QUER DESQUALIFICAR O DIPLOMATAS DA UNIÃO EUROPEIA

O governo britânico desclassifica os diplomatas da UE e o seu pessoal. Não quer conceder à representação da UE em Londres o estatuto diplomático habitual. Embaixadores não devem ser tratados como habitualmente.
Os representantes da EU devem ser tratados como empregados de uma organização internacional, como depreendi (21.01.2021) da imprensa alemã.
Boris Johnson já não vê a UE como uma organização estatal. Assim, as conversações bilaterais serão mais decisivas com Estados individuais do que com representantes da UE.
Assim, a UE será reduzida a espectador. Tal passo reforçará o papel de cada país e é um murro no estómago da União.
Este procedimento parece ser um acto simbólico mas traz muita água no bico…
Com esta decisão acentua que os seus patrceiros serão os Estados e não a União. Isto vai dar pano para mangas!
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo

A REBELIÃO DOS UTILIZADORES DO WHATSAPP CONTRA AS NOVAS REGRAS DE PRIVACIDADE ESTÁ A PRODUZIR EFEITO

O WhatsApp tinha intenção de impor novas regras de privacidade aos utentes a partir de 8 de fevereiro. Estas possibilitavam uso mais alargado dos dados dos utilizadores para efeitos de publicidade.

Muitos dos utilizadores de WhatsApp reagiram fugindo para a concorrência. Agora a regulamentação foi adiada para 15 de maio, dado WhatsApp até lá querer arrumar com mal-entendidos.

WhatsApp argumenta que quer facilitar a comunicação com empresas e que o conteúdo do chat só é visível para os participantes através de encriptação e que nenhum outro dado é reencaminhado para o Facebook. Mas o facto é que a política de privacidade é muito confusa o que leva as autoridades a interferir.

WhatsApp tem mais de dois mil milhões de utilizadores em todo o mundo, seguido pelo Facebook Messenger 1,3 mil milhões. O We-Chat da China tem 1,2 mil milhões de utilizadores.

Os rivais da WhatsApp estão a beneficiar das intensões do WhatsApp (Cf. Artigo em https://antonio-justo.eu/?p=6326).

Felizmente ainda há muito utilizador que quer proteger a sua privacidade.

De facto, é um contra-senso: um mundo de monstros anónimos cada vez acaba mais com a privacidade da pessoa.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

O WHATSAPP É SUFICIENTEMENTE SEGURO? ALTERNATIVAS!

Algumas pessoas estão desconfiadas ou mesmo preocupadas, devido às novas regras de privacidade previstas a partir de 8 de fevereiro e que ramificam mais dados utilizados pelo Facebook para publicidade.

De acordo com a informação que li hoje nalguns jornais alemães, na UE e na Grã-Bretanha, não haverá qualquer alteração. Para o resto do mundo, parece ser diferente.

O chefe de departamento do centro do consumidor na Alemanha, Oliver Buttler diz: “Para os utilizadores na Alemanha, em princípio nada muda” (HNA 15.01.2021). Linus Neumann do “Chaos Computer Club” está mais preocupado com o aspecto social: “Quanto mais pessoas utilizam o WhatsApp, maior é o tesouro de dados da empresa e, portanto, o seu poder.

Há concorrentes do WhatsApp, como, Signal (USA, é gratuito), Telegram (Rússia, gratuito) e Threema (Suiço, é taxável uma vez a partir de 1,99 euros e cumpre os requisitos legais de protecção de dados). Telegram já tem mais de 500 milhões utilizadores activos mensais.

Quanto ao tráfico de dados, também será de ponderar o que a Política de Privacidade da UE informa ao dizer que WahtsApp recolhe e partilha informações com outros serviços do Facebook: número de telefone, informações de estado ou dados de transacção, bem como dados recolhidos automaticamente, tais como informações de utilização e registo, dados de dispositivo e de ligação, ou localização sob a forma de endereço IP.

Deste modo deixamos rastos que outros, interessados em cada um de nós, podem usar (seguir-nos).

Também nestas coisas a ideia de liberdade se engloba num sentido lato.

O problema do controlo central a nível universal é cada vez mais aflitivo.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

UMA PERGUNTA TALVEZ DESCABIDA!!!

Se olhamos para Portugal é notório o facto de produzir relativamente bastantes políticos para altos cargos internacionais. Certamente um motivo para distinção, mas também para nos questionarmos internamente!
Recorde-se Constâncio no Banco Central Europeu, Guterres como Chefe da ONU e Durão Barroso que preside agora à Aliança Global para as Vacinas!
Seria legítima a pergunta: Porque será que quem fracassa nos negócios de Estado em Portugal tem tanto sucesso no mundo?
De facto, a política portuguesa não consegue tirar Portugal do impasse económico em que sempre tem vivido, em relação a outras economias da Europa.
Portugueses emigram para melhorar o seu estado de vida e enriquecer outros povos e, por outro lado, políticos portugueses são chamados a ocupar cargos internacionais!
Será que o fracasso na gestão da política de Portugal é motivo de recomendação ou de prémio para os interesses internacionais?
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo