O LÍDER DA “REVOLUÇÃO DOS CRAVOS” MORREU

Otelo Sarava de Carvalho, o mais controverso cabeça do golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, morreu no domingo passado (25.07.2021) na idade de 84 anos.

“A revolta quase sem sangue deve o seu nome às flores que a multidão animada pôs nos canos das espingardas dos soldados da revolução” (HNA).

Na altura da morte manda o respeito que se poupe o defunto.

António CD Justo

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Publicado por

António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

7 comentários em “O LÍDER DA “REVOLUÇÃO DOS CRAVOS” MORREU”

  1. A revolução de Abril deve o seu nome às flores que o povo pôs nos canos das espingardas dos soldados porque os soldados o consentiram.
    Muita gente não vê ou não quer ver o espírito da revolução de Abril.
    É verdade que nem tudo foram cravos. Mas quem não puder reconhecer mérito, pelo menos que não ostilize. Agora nem cravos nem rosas. Muitos espinhos.

  2. Mafalda Freitas Pereira, os cravos colocados nos canos das espingardas eram brancos e vermelhos.
    A Comunicação Social, os “intelectuais”, etc., deram relevo aos cravos vermelhos.
    Deu o que deu.
    Estamos como estamos.!!!!

  3. Rodrigo Borges de Freitas, os marxistas e seus companheiros impuseram os seus símbolos e a sua linguagem porque estes é que estabilizam o poder!

  4. Rodrigo, não me confundas. Agora estão a branquear os cravos vermelhos que eram tão visíveis e não havia outros!
    Grande operação malabarista da comunicação social naquela época.
    E grande habilidade dos intelectuais para mudarem para vermelho o que na imaginação de alguns era branco.
    Nunca vi cravos brancos no cano das espingardas dos militares.

  5. António Cunha Duarte Justo, se nos reportarmos ao tempo anterior ao 25 abril 74, (Humberto Delgado, assalto do Santa Maria, movimentos revolucionarios estudantis, etc. etc.; PIDE/DGS, prisões dos intelectuais cuja ideologia se baseava no marxismo, esses sim), constatamos que já nessa época havia um grande descontentamento e uma ansia de mudar o regime. As guerras Coloniais aguçaram essa ânsia/necessidade.
    Bem sei que nada disto é novidade.
    Não foi só um golpe de Estado marxista porque o povo era completamente despolitizado e aderiu à revolução movido pelo descontentamento e não por alguma ideologia .
    Depois, sim, tudo foi mudando
    (emendado).
    Agora não sei onde estamos.

  6. Mafalda Freitas Pereira havia cravos brancos. Militares da época referiram isso.
    O que aconteceu é que as objectivas dos fotógrafos fotografavam tudo e as Direções das redações dos jornais só publicavam os vermelhos.
    Os militares e as pessoas que estavam nos locais, confirmava que os cravos brancos eram em menor número e esgotaram se rápidamente.
    A esquerda aproveitou muito bem o cravo vermelho.

  7. Rodrigo Borges de Freitas Finalmente alguma coisa me espanta hoje !!!
    É a primeira vez que ouço dizer que havia cravos brancos na revolução de Abril. Pois, a existirem, só podia ser em menor número. Quando o povo saíu à rua nem sabia se era de esquerda ou de direita. O entusiasmo e alegria não tinham “inclinação”

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