MEU POVO SOMBRA DE CIFRA NO CHÃO

Em Bruxelas, na sala iluminada,
o povo é sombra de número no chão.
A urna vira papel de estrada,
e o voto, rolo de papelão.

Cada senhor, pavão de gravata,
diz que a guerra é coisa de nação,
mas manda a conta, sem acta,
p’ra quem paga a prestação.

António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo ©

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa. Prajetória marcada pelo ensino, pela escrita, poesia e pelo jornalismo cultural, com particular relevo para o diálogo intercultural e a promoção da língua e cultura portuguesas em Portugal, mundo lusófono e na Alemanha.

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