Em Bruxelas, na sala iluminada,
o povo é sombra de número no chão.
A urna vira papel de estrada,
e o voto, rolo de papelão.
Cada senhor, pavão de gravata,
diz que a guerra é coisa de nação,
mas manda a conta, sem acta,
p’ra quem paga a prestação.
António da Cunha Duarte Justo
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