IMITAR A INICIATIVA TAILANDESA EM DEFESA DA NATUREZA

Em vez de lançar as sementes (de fruta ou outras) ao lixo é melhor secá-las (ao sol) e armazená-las em um saco de papel e guardá-las no carro. Quando for ao campo ou à serra lance-as sementes nos terrenos. Assim podemos tornar o nosso mundo mais verde e até apetitoso.

O governo tailandês promoveu esta idea a todos os seus cidadãos nos últimos anos. O número de árvores frutíferas na natureza multiplicou-se, contribuindo-se assim para as nossas futuras gerações

 

INICIATIVA:  SEMENTES DE FLORES PARA INSECTOS AO SERVIÇO DA FLORICULTURA

Jornal oferece sacos grátis com sementes de flores para melhoria das áreas de floricultura

Hoje, ao ler o meu jornal diário, vi, com agrado, uma iniciativa-apelo em que o jornal oferece sacos grátis com sementes de flores para melhoria das áreas de floricultura para assim impedir a crescente morte dos animais sugadores de néctar (Também as abelhas têm desaparecido em grande percentagem em toda a Europa).

 

As  pessoas espalham as sementes  em lugares próprios e também em certas relvas para que se tornem floridas.

 

Devido às monoculturas e aos insecticidas tem havido uma grande diminuição de insectos (abelhas, borboletas, etc.) e isso torna-se numa ameaça para a fruticultura, etc., por falta de polinização das flores dado rarearem os insectos. São necessárias bases nutricionais de áreas para insectos e abrigos para pequenos animais: Abelhas, borboletas, etc.

António da Cnha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

 

COMBATENTES  DO ESTADO ISLÂMICO PERDEM A CIDADANIA ALEMÃ

Retornados do EI um Perigo para as Sociedades acolhedoras

António Justo

O Governo alemão decidiu (3.04.2019) que os jihadistas combatentes de maioridade e com dupla nacionalidade, que voltam da guerra muçulmana, perderão a nacionalidade alemã (1) .

Como argumentação para a lei diz-se que ao participarem em operações de combate numa milícia terrorista no estrangeiro, demonstraram com isso ter virado as costas à Alemanha e à sua orientação de valores.

Em 2013 foram da Alemanha para a região do Estado Islâmico (EI) 1.050 islamistas. Destes já se encontra um terço deles na Alemanha e 200 dos 1.050 morreram lá em combates. Entretanto as autoridades alemãs já trouxeram para a Alemanha várias crianças dos combatentes que lá se encontram presos.

Os governos têm atuado de forma negligente para com o povo porque já desde 2003 foi fundado o Estado Islâmico e só agora se reage; além disso foi permitida a campanha de distribuição do Corão pelos simpatizantes do EI (Salafistas) nas zonas pedonais alemãs em 2011.

A justiça alemã vê-se quase na impossibilidade de julgar os retornados da guerra dado todos negarem em tribunal terem participado em combates e não ser fácil provar crimes.

Os Estados europeus têm, por vezes, seguido uma política de autonegação, até ao possibilitar a criação de lugares de refúgio para os inimigos desta sociedade e da sua Constituição. A sociedade alemã deve muito aos seus serviços secretos e à sua polícia que tem evitado atentados. Muitos dos retornados estão fanatizados e indoutrinados de tal modo que continuam a ser um perigo para a sociedade acolhedora. O Estado com o legítimo argumento da defesa dos cidadãos cada vez restringe mais os seus direitos e legitima o seu controlo.

Pelo que pude observar ao longo de muitos anos e até como tradutor em questões de asilo em tribunal, pude verificar que a Alemanha é um país muito tolerante em relação aos refugiados e especialmente aos muçulmanos.

Devido aos complexos da guerra e a programas culturais públicos de educação do povo, conseguiu-se na Alemanha um espírito muito aberto em relação aos estrangeiros refugiados. Quanto à demasiada compreensão pelos Guetos muçulmanos talvez isso se deva também devido a um certo espírito germânico de que quando se instala num país forma os seus agrupamentos nacionais.

Na Alemanha as organizações muçulmanas têm muito poder e muitos muçulmanos encontram-se integrados como deputados em quase todos os partidos. Os salafistas, grupo muçulmano que apoia o terrorismo, encontra-se muito espalhado na Alemanha.

A Alemanha tem de ter um serviço secreto e policial forte atendendo à liberdade que socialmente permite. De facto,  se na Alemanha houvesse mais ataques muçulmanos do que os que tem havido, a população poderia reagir e fortalecer grupos anti-islâmicos. Também por isso a criminalidade acentuada é um pouco embrulhada na opinião pública com outras considerações que a tornam menos agressiva.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo,

(1) O governo chegou finalmente a acordo: “Os jihadistas com dupla nacionalidade podem ser privados dos seus passaportes alemães sob certas condições. O acordo da Grande Coligação foi alvo de muitas críticas – mesmo no seio das suas próprias fileiras”: https://www.tagesschau.de/inland/passentzug-terrorkaempfer-103.html?fbclid=IwAR2qOJb5kETeI8AEHbITj-L38TceqcMjPYi62i4IYhXDqyfQ0f5wc2f1rXQ O Ministro Federal da Justiça Barley anunciou uma lei rápida para retirar os passaportes dos combatentes IS alemães. Dobrindt, líder do grupo estadual da CSU, havia acusado o Ministério da Justiça de atrasar o projeto. https://www.br.de/nachrichten/deutschland-welt/barley-is-kaempfer,RJZq76G . O governo federal concorda em tirar a cidadania para os combatentes do IS com cidadania dupla! https://www.br.de/nachrichten/deutschland-welt/bundesregierung-beim-passentzug-fuer-is-kaempfer-einig,RJfzHYa

 

Tagesschau: https://www.tagesschau.de/thema/is-r%C3%BCckkehrer/

 

TRAVESSIA AÉREA DO ATLÂNTICO SUL – GAGO COUTINHO SEM NOME EM AEROPORTOS PORTUGUESES

A 30 de março de 1922 Gago Coutinho (aviador) e Sacadura Cabral (marinheiro) iniciaram a  primeira travessia aérea do Atlântico Sul (Lisboa – Rio de Janeiro) a bordo do hidroavião Lusitânia.

Como relata a Wikipédia, embora a viagem tenha consumido setenta e nove dias, o tempo de voo foi de apenas sessenta e duas horas e vinte e seis minutos, tendo percorrido um total de 8.383 quilômetros. Qual será o motivo

Os nossos grandes aeroportos têm nomes de políticos! Um índice da desqualificação da ciência e do povo português em proveito dos políticos é a vaidade de reservar nomes de políticos para aeroportos (Uma usurpação?)!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

CONDENAÇÃO DE KARADZIC À PENA MÁXIMA

O tribunal da ONU em Haia, num recurso, agravou o veredito de pena de 40 anos para pena perpétua,  contra o antigo líder sérvio bósnio Radovan Karadzic, acusado de genocídio na guerr civil entre bósnios (muçulmanos) e sérvios (ortodoxos).

Radovan Karadzic é responsável por terríveis crimes de guerra tendo sidos colocados na sua conta o massacre de 8.000 muçulmanos em Srebrenica em 1995.

O nacionalismo sérvio de um lado e o nacionalismo albanês do outro (sonho de uma Grande Albânia, incluindo partes da República de Skopje, Montenegro e Grécia) queriam legitimar as barbaridades de um e outro lado.

O Ocidente interviu na antiga Jugoslávia, uma guerra que, no seu conjunto, terá feito 100.000 mortos.É pena não se falar também das evacuações de populações e  da destruição da ex-juguslavia.

Ninguém lembra a intervenção também criminosa da NATO contra a República Federal da Sérvia, cuja intervenção constituiu uma grave violação do direito internacional. Há 20 anos (24.3.199 começou o bombardeamento da Nato que durou 78 dias, tendo sido objectos de bombardeamento também instalação civis, entre as quais clínicas.Muitas coisas não têm piada!

A História é feita sempre pela Narrativa dos vencedores e o povo é a tela onde ela se escreve!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

EM FRANÇA HÁ UMA LEI ANTI-NEPOTISMO ENQUANTO EM PORTUGAL O NEPOTISMO E O AMIGUISMO SÃO LEI

Governo de António Costa tem mais de duas dezenas de parentescos

António Justo

Em Portugal, uma câmara socialista em 100 vagas colocou 27 familiares em funções públicas (1); isto é um índice significativo do que acontece também no poder central. O executivo de António Costa também tem dois ministros da mesma família (2).

O Jornal Económico (3) informa que o Governo Geringonça tem mais de duas dezenas de parentescos. Cada vez se tem mais a impressão que critérios relevantes de selecção são amigos e familiares.

Num governo Geringonça em que toda a Esquerda se sente à vontade e numa República com um PR que, em muitos casos, se contenta com a atitude do “Maria vai com as outras”, o país não tem hipótese, continuando cada vez mais na mesma. O maquiavelismo puro, aliado ao cinismo descarado de muitos ocupantes responsáveis do Estado, faz parte da prática republicana portuguesa, tornando-se natural e determinante num país em que o espírito clubista abafa a razão e despersonaliza o cidadão. O discurso objectivo político é substituído por um arengar clubista de que “o meu clube é que faz bem e é o melhor”.

Em França, em 2017 foi aprovada uma lei anti-nepotismo no funcionalismo, em Portugal o nepotismo é lei na medida em que muitos dos nossos políticos o aceitam e legitimam. Os nossos deputados limitam-se muitas vezes a dançar ao ritmo da música dos governos.

Nalguns meios da opinião pública há quem se escandalize especialmente com a quantidade de familiares de personalidades de partidos da esquerda em cargos políticos e administrativos do Estado. Parece que ainda não notaram a natureza do marxismo que aposta na colocação dos seus adeptos no aparelho do Estado e nos resorts da Educação; a direita tende mais a ocupar os campos da economia. Uns vivem mais da produção, outros vivem mais do seu controlo e da administração!

Em Portugal confunde-se família política com política familiar e política partidária com política nacional! Os senhores regentes sabem que podem contar com o poder normativo do factual, por eles criado, porque este é confirmado pelo povo nas eleições. A Geringonça sabe que governa um povo cego e por isso não se preocupa em abusar dele; partem do princípio de que o povo é fraco e não nota!

Vivemos num Estado sem emenda e com um presidente da República que, embora de trato muito humano,  nada nota e que é perito em fazer uso do mecanismo clubista português; a corrupção política é trunfo e para se ser neutro não se combate a corrupção e para se lavar as mãos, como Pilatos, basta legitimar o próprio mal com os males dos adversários. Assim se vão sucedendo os governos uns aos outros vivendo cada um do falar mal dos outros; assim temos um Portugal alegre a marcar passo e a olhar para a bandeira do seu “clube”! Cada vez avançamos mais para uma cultura política em que o que vale é a conversa fiada ou cínica, servindo-se alguns até, para justificar tal comportamento, da ideia de que somos um país pequeno. É o cúmulo da insolência!

Podíamos ser um país pequeno, mas grande como a Suiça! Não o somos porque nos contentamos em ser um povo de clubismos e de amiguinhos.

Ninguém bate o PS em questões da prática do favoritismo de familiares ou amigos na atribuição de cargos ou privilégios por parte de um detentor de cargo público.

Boa noite Portugal!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo