UM GOLPE CONTRA A CLASSE POLÍTICA E O GLOBALISMO DE BRUXELAS

O Resultado das Eleições na Saxónia-Anhalt é o Alarme para os que se apegam às Estratégias políticas de Ontem

 

Um Abalo Político

Os resultados eleitorais recentes na Saxónia-Anhalt representam muito mais do que uma mera mudança política regional; constituem um aviso profundo dirigido à classe política estabelecida e às instituições supranacionais da União Europeia. Quando a afluência às urnas dispara de forma dramática, atingindo os 77,8% dos eleitores elegíveis e um partido há muito descartado como sendo marginal conquista 43,8% dos votos, algo de fundamental se alterou na relação entre governados e governantes. Não se trata apenas de uma rejeição da União Democrata-Cristã (CDU) ou do actual governo federal; revela-se sobretudo  como uma repudiação de um paradigma político que tem dominado a cena política alemã e europeia durante décadas.

O Fracasso da Liderança Política Tradicional

A estratégia de campanha da CDU, particularmente sob a liderança de Friedrich Merz, revela um divórcio profundo entre as elites políticas e a população. Ao priorizarem uma retórica belicista em detrimento da reconciliação, os líderes do partido calcularam mal o estado de espírito do público de forma catastrófica. O povo alemão, historicamente cauteloso em relação ao militarismo e bem ciente dos custos económicos do confronto, demonstrou que não se deixará conduzir por um caminho de escalada sem protestar.
Merz encarna um arquétipo particular que se tem tornado cada vez mais problemático na política contemporânea: o político cuja perícia reside mais no lobby e nos interesses empresariais do que na verdadeira arte de estadista. A sua trajetória de carreira, do direito empresarial a cargos de destaque no setor financeiro, reflete uma classe política que se distanciou das experiências vividas pelos cidadãos comuns. O eleitorado registou este distanciamento com uma clareza inegável.

O Legado da Saxónia-Anhalt depois de Telhados de Vidro e Pedras atiradas

O establishment político há muito que opera sob o pressuposto de que a sua autoridade permanece inquestionável, de que os processos democráticos servem apenas para legitimar resultados pré-determinados. O resultado da Saxónia-Anhalt desfaz esta complacência. Durante anos, os partidos do sistema contentaram-se em atirar pedras a alternativas políticas, rotulando-as de extremistas ou perigosas. Os eleitores devolveram agora o gesto, recordando aos seus governantes que também eles habitam em telhados de vidro.

Esta dinâmica revela uma verdade mais profunda sobre a natureza do poder nas democracias modernas. Como Maquiavel observou, a política nunca foi um empreendimento virtuoso; é sustentada por interesses e não pela razão. Os interesses que têm orientado a política europeia nos últimos anos, ou seja, o imperativo de manter o alinhamento transatlântico independentemente do custo, a priorização da unidade institucional em detrimento do bem-estar nacional, entraram em conflito direto com os interesses do povo alemão. Quando este conflito atinge uma massa crítica, o processo democrático transforma-se num instrumento de correção.

A Crise Autoinfligida pela UE

Bruxelas tem operado sob o pressuposto de que apenas os incentivos financeiros são suficientes para orientar os Estados-Membros no sentido desejado. Esta abordagem tecnocrática, que reduz a política a um mero cálculo económico, revelou-se catastróficamente inadequada. A liderança da União Europeia não reconheceu que os cidadãos valorizam a soberania, a continuidade cultural e a responsabilização democrática de formas que não podem ser monetizadas.

A abordagem da UE às relações internacionais tem sido particularmente problemática. Ao adotar posturas de confronto em relação à China, à Rússia e aos Estados Unidos, Bruxelas contradisse os seus próprios princípios fundadores de diálogo e cooperação. Esta incoerência estratégica não passou despercebida aos eleitorados europeus, que percebem cada vez mais as suas instituições como estando ao serviço de elites transnacionais, em vez de zelarem pelo bem-estar dos povos europeus.

O abandono da tradição da Ostpolitik, uma pedra angular da política externa alemã que privilegiava o diálogo com a Europa de Leste e com a Rússia, representa um erro particularmente nefasto. Esta política, que trouxe enormes benefícios económicos através do acesso a recursos energéticos russos, foi sacrificada no altar do alinhamento geopolítico. As consequências desta mudança sentem-se agora nos lares alemães, onde os custos da energia dispararam e a competitividade industrial se erosionou.

A Política migratória e o Dia-a-Dia das Pessoas

As políticas de migração e asilo da UE, prosseguidas com um grau de rigidez ideológica que roça o autodestrutivo, criaram problemas tangíveis no quotidiano dos cidadãos comuns. O divórcio entre os compromissos humanitários abstratos de Bruxelas e os desafios concretos enfrentados pelas comunidades locais tornou-se cada vez mais difícil de ultrapassar.

Quando as elites políticas privilegiam compromissos ideológicos em detrimento da governação prática, criam condições para a rutura política. A recusa dos partidos do sistema em reconhecer as tensões reais geradas pelas políticas migratórias abriu espaço para que forças políticas alternativas articulassem essas preocupações. Não se trata, como o establishment gosta de fazer crer, apenas de xenofobia ou populismo; reflete um verdadeiro falhanço da representação política.

A Viragem Pragmática em Sahra Wagenknecht e a Nova Política

A emergência de Sahra Wagenknecht como força política representa um desenvolvimento fascinante na política alemã. Embora seja rotulada como “extrema-esquerda”, o seu apelo transcende as fronteiras ideológicas tradicionais. Consegue reunir apoio tanto da esquerda como da direita, orientando a sua política em torno de uma racionalidade prática, em vez de pureza ideológica.

O sucesso de Wagenknecht aponta para uma tendência mais ampla, que é o declínio das distinções tradicionais entre esquerda e direita entre os eleitores mais jovens. As novas gerações são cada vez mais céticas em relação aos rótulos ideológicos e procuram organizar as suas opiniões políticas em torno de argumentos substantivos, independentemente de serem classificados como “extrema-esquerda” ou “extrema-direita”. Esta viragem pragmática representa um desafio profundo para os partidos estabelecidos, cujas estratégias eleitorais continuam a assentar em quadros ideológicos ultrapassados.

A convergência entre os seguidores de Wagenknecht e o Alternativa para a Alemanha (AfD) em certas questões, particularmente na necessidade de soluções negociadas para o conflito na Ucrânia e no ceticismo em relação à centralização da EU, sugere que o panorama político se está a reorganizar em torno de novos eixos. Quando os extremos se tocam, é muitas vezes porque a razão abandonou o centro.

A Dimensão Económica da Indústria Bélica contra o Bem-Estar Nacional

A ênfase do atual governo nos gastos militares e na expansão da indústria de defesa tem ocorrido à custa das prioridades económicas internas. Enquanto a indústria armamentista prospera, os alemães comuns enfrentam uma degradação do seu nível de vida. O setor automóvel, outrora orgulho da indústria alemã, encontra-se em crise, com as empresas a aproveitarem a situação para reestruturar à custa dos trabalhadores.

Esta afetação económica errada reflete um problema mais profundo que corresponde à subordinação do bem-estar nacional por compromissos internacionais. A indústria alemã, que construiu o seu sucesso com base no acesso a energia russa a preços acessíveis e a extensos mercados de exportação, vê-se agora comprimida entre sanções e contrassanções. O resultado é a desindustrialização, o desemprego e a estagnação económica.

Um Aviso a Berlim e a Bruxelas

O resultado da Saxónia-Anhalt deve ser entendido pelo que é: um voto de advertência dirigido a Berlim e, por extensão, a Bruxelas. A vitória da AfD não representa um endosso a todas as suas posições, mas sim uma rejeição do falhanço dos partidos do sistema em representar as preocupações populares.

Merz e a liderança da CDU responderam com negação em vez de reflexão. A sua recusa em reconhecer a importância do resultado sugere que poderão ser necessários novos choques eleitorais até que a mensagem seja recebida. As próximas eleições em Berlim e na Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental oferecerão oportunidades adicionais para o eleitorado comunicar o seu descontentamento.

O Fim da Complacência

A classe política e o establishment de Bruxelas foram colocados em sentido. O povo demonstrou que já não aceitará políticas impostas contra a sua vontade, que responsabilizará os seus governantes e que procurará representação alternativa quando os partidos tradicionais falharem em servir os seus interesses.

A questão que se coloca agora é se o establishment político aprenderá com esta derrota ou se continuará na sua arrogância. Reconhecerá que a UE deve servir os seus cidadãos em vez das elites globais? Aceitará que a paz e o diálogo oferecem caminhos mais sustentáveis do que o confronto e a escalada? Ouvirá finalmente as vozes que têm clamado por uma reorientação da política europeia?

Os eleitores da Saxónia-Anhalt falaram, mas tudo leva a crer que Bruxelas e Berlim continuarão a arranjar lenha para se queimarem. Bruxelas tornou-se surda em relação às populações das periferias.

António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo
ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578

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Publicado por

António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa. Prajetória marcada pelo ensino, pela escrita, poesia e pelo jornalismo cultural, com particular relevo para o diálogo intercultural e a promoção da língua e cultura portuguesas em Portugal, mundo lusófono e na Alemanha.

22 comentários em “UM GOLPE CONTRA A CLASSE POLÍTICA E O GLOBALISMO DE BRUXELAS”

  1. Está aqui a atribuir-se ao povo, um grande discernimento, que é coisa que não existe, em termos de massas.
    O povo, desde que lhes encham o bolso de dinheiro, quer lá saber da soberania (muitos nem sabem o significado de tal coisa), ou dos imigrantes, ou de quejandos. Tivessem eles os bolsos cheios de money, como nos idos anos 90, em que os subsídios jorravam a rodo por toda a CEE, e depois UE, iam lá preocupar-se se havia emigrantes, ou se perdiam soberania! É que nem estariam na ordem do dia, seriam minudências!

  2. Elizabeth Seixo , creio que está a retirar do meu texto conclusões que nele não existem. Limitei-me a referir um dado objetivo sobre a votação na Saxónia-Anhalt: o aumento para 77,8%. Não se tratava de ajuizar sobre o “discernimento do povo”. Constatar uma variação eleitoral não significa atribuir-lhe automaticamente uma causa, muito menos fazer um juízo ideológico sobre quem votou ou sobre as razões que determinaram esse voto. Naturalmente, é legítimo discutir as causas económicas, sociais ou políticas de uma alteração eleitoral.

  3. Os meus parabéns. Muito bem analisado por alguém que está no terreno e conhece bem os meandros da política alemã.

  4. Pode não estar claro, mas não quer dizer que esteja a retirar as ditas conclusões, do seu texto, em particular, e directamente, mas sim a comentar a atitude, em geral, da maneira como os povos mostram o seu descontentamento, que é sempre tentar colmatar um problema, com outro que considero potencialnente pior, como decorre de tantas ocorrências históricas.
    Eu considero que dar poder a certos partidos, com certas ideologias, e propósitos, e não estou a retirar essa conclusão do seu texto, é perigoso. Mas, claro que cada um manifesta o seu desagrado como melhor lhe aprouver, mas arrogo-me, também, o direito de discordar deste método, pelo menos por enquanto!

  5. Elizabeth Seixo, sou do parecer, que na generalidade das posições que se tomam no FB vao pouco mais além do que o desabafo. Percebo o que refere, mas, se pretendemos contribuir de forma consequente para o desenvolvimento de uma sociedade, importa começar por reconhecer que tal propósito exige a capacidade de submeter a realidade a um exame analítico, rigoroso e intelectualmente desapaixonado. A qualidade do debate público não se mede pela intensidade das convicções que nele se exprimem, mas pela solidez dos argumentos que somos capazes de formular, confrontar e, se necessário, rever. Nesse sentido, parece-me mais fecundo discutir criticamente as teses, afirmações e pressupostos concretos presentes no texto e propostas ou dos programas do que permanecer no domínio da expressão de sentimentos, impressões ou conceções genéricas. Uma afirmação claramente formulada pode ser examinada quanto à sua coerência, aos seus fundamentos, às suas implicações e à correspondência entre aquilo que sustenta e a realidade que pretende interpretar. Uma opinião que não se deixa converter em proposições suscetíveis de análise e refutação permanece num plano em que o verdadeiro confronto intelectual se torna difícil.
    O busílis da questão é que o pensamento crítico começa precisamente onde termina a mera afirmação de posições. Não consiste em substituir uma opinião por outra, nem em procurar confirmar aquilo em que previamente acreditamos, mas em interrogar os fundamentos das diferentes teses, distinguir pressupostos de conclusões, avaliar a consistência dos argumentos e aceitar a possibilidade de que as nossas próprias convicções não resistam ao mesmo investigação que exigimos das convicções alheias.
    Enquanto o debate permanecer circunscrito ao opinativo, em vez de se organizar em torno da análise crítica de teses precisas e afirmações passíveis de fundamentação, contestação e eventual refutação, estaremos menos envolvidos num exercício de razão pública do que numa justaposição de convicções e isso corresponde a urinar no rio! E, assim, andamos a comportar-nos como o gato em torno do leite quente: aproximamo-nos cautelosamente das questões, descrevemos círculos à sua volta, mas evitamos tocar no núcleo do problema, que seria justamente aquele onde o pensamento é obrigado a confrontar-se com as razões que sustentam aquilo que afirma. Neste aspeto ajudaria o embrenhamento no racionalismo crítico de Karl Popper e na concepção de uma sociedade aberta.

  6. António Cunha Duarte Justo, eu não partilho dessa opinião. Considero que também têm de ser responsabilizados pelas escolhas que fazem, se ainda escolhem pior do que já têm! Isso não costuma dar bom resultado! É factualmente histórico!

  7. Elizabeth Seixo mas quem é que ajuíza os resultados, substituindo-se ao povo soberano decide o que está certo e errado, o bem e o mal, os cowboys e os índios?

  8. Em democracia o povo seria lei e o problema é o assenhoreamento dela. Quanto ao melhor que termos no tempo dos bárbaros também os seus senhores era o melhor que tinham. O problema maior penso eu é o discurso emocional em torno dos partidos quando mais importante seria discutir os erros de Bruxelas e seus seguidores na sua governacao. Interessante seria discutir as causas que levaram à discussao e situacao em que nos encontramos.

  9. António Cunha Duarte Justo, com certeza que sim, tudo deve estar em discussão, emocional ou não!
    O grande problema é que são partidos, que vão para o governo, e temos que aguentar com a responsabilidade das nossas escolhas, emocionais ou não! É muito difícil ser apenas racional, nestas situações, eu sei, mas estar a dar poder a partidos populistas, apenas por estarmos descontentes com o sistema, sabendo, muitas das vezes, até, que é impossível cumprirem o que prometem, é uma forma, além de enviesada, muito perigosa e irresponsável de manifestar desagrado, pois a manutenção das democracias pode estar em maior perigo!
    Quanto a Bruxelas, óbvio que não são perfeitos, mas é o melhor que temos, actualmente! Nem quero pensar o que seria o seu desmantelamento nesta altura – a Europa virava uma selva do pior – cada um a puxar para seu lado, com a força ainda mais diminuída – e um desastre económico sem precedentes, à mercê de todo o tipo de predadores!
    Estão sim, sob pressão, mas a tentar dar o seu melhor, a tentar manter uma coesão, onde a palavra democracia continue a ter algum significado!
    Eu dou-lhe o benefício da dúvida, e acredito que estão a aprender com os erros – não é fácil segurar a situação,aquando temos alguém, do outro lado, o acima de tudo e mais qualquer coisa, o inimputável Trump, a dar cabo da situação global, com a economia completamente descontrolada, apenas por a sua vontade vampiresca, de tudo absorver!

  10. António Cunha Duarte Justo, por isso é que os tempos evoluem, e o conhecimento emocional e científico, vai trazendo outras realidades.
    Não estamos propriamente no estado de arte da Idade Média, a evolução foi colossal, e a UE é muito jovem, a fazer um caminho de avanços e recuos, como qualquer sistema que não é perfeito, nem nunca será possível sê-lo!
    A actualidade é que diaboliza por demais os erros, e/ou o acto de errar, como se fosse possível suprimi-los a 100%, e quer escondê-los, demorando a aprendizagem com eles, muitas das vezes preferindo até esquecê-los, o que nos leva àquele chavão, mas muito assertivo: “a memória é curta”!
    Eu continuo a acreditar na UE, como a melhor solução, hoje em dia, e acredito que os “ajustes” estão a ser feitos para a melhorar.

  11. Elizabeth Seixo , o povo em geral também é condescendente e acrítico no que toca aos erros do sistema e não tem sequer capacidade para ver onde haverá erros, por isso nao levanta a voz e diz amen a tudo ou tem de dizer ou abster-se no caso de maior fineza. Para conceitos estará a filosofia, a política, a sociologia e a antropologia, porque geralmente do conceito passa-se à aplicação. No meu entender a UE continua a ser um construto elaborado em conceitos de poder arcaico e como tal incapaz de encarar a realidade em termos modernos. Passamos do colonialismo tradicional ao colonialismo mental. Temos que reformar as nossas mentes e sem espírito crítico continuamos a ser serviçais dos velhos sistemas e suas elites.

  12. António Cunha Duarte Justo, não discordo, na totalidade, da sua reflexão, mas na prática, tem razão: “na generalidade das posições que se tomam no FB vão pouco mais além do que o desabafo”.
    A capacidade de racionalismo crítico, e ainda mais, entrar nas concepções de Karl Popper, não é acessivel a todos e exige alguma “disciplina” mental e tempo para a interiorizar e compreender. Eu própria não me sinto assim tão capacitada para a executar, aproximo-me mesmo mais da observação empirica, e da opinião, confesso!

  13. Elizabeth Seixo ,o importante é realmente falar-se sempre de espírio aberto na consciência de que há outras perspectivas que nao nos sao dado saber e os poderes que nos circundam condicionam-nos com as suas narrativas repetitivas e cada povo, cada nacao vive da ilusao que a narrativa que lhes apresentam é que é a vrdadeira e para se safarem e aniquilarem o espírito crítico relegam as narrativas de outras nacoes oou povo para o reino da mentira, quando isso nao passa de auto-engano.. Antigamente ouvíamos o padre uma vez por semana e tinhamos tempo para repensar o que ele dizia e ganhar distância. Hoje nao temos essa distâncias porque temos os pregadores do sistema a pregar do seu altar TV e o que ainda é mais grave logo a seguir se vai para a cama ficando o que dizem a germinar nas nossas mentes. A consequência é que quando se ouve as pessoas falar, só sabm repetir como a crianca deaquilo que lhes foi ditado. Somos feitos de nós mesmos e das circunstâncias e o problema é que as circunstâncias apagam a nossa mesmiade e por vezes vivemos mais da ipseidadade e daquilo que nos circunda. Se nao estivermos atentos reduzimo-nos a mra gene biológica e gene informativa.

  14. António Cunha Duarte Justo, até estou de acordo com vários pontos (do programa do partido AfD). Mas ela está a esconder 2 de que gosta: umas massitas do Putin e a fufice em primeiro lugar.

  15. Heduíno Gomes, contínuar na repetição da narrativa de Bruxelas é uma opção de narrativa entre outras.

  16. Rui Silva , não li o programa do NSDAP de 1933, mas segui muitos comentários e admoestações às sociedade atual, aqui na Alemanha. Em política de uma maneira geral quem mais joga com o medo são os que se encontram do lado do poder. Nada me atemoriza porque vejo na sociedade de hoje os mesmos erros da sociedade de ontem repetidos por afirmadores e negadores que em vez de optarem por uma estratégia relacional e complementar continuam a repetir as mesmas posições e credos na mesma atitude de atacar sem ouvir nem querer compreender e assim continuar políticas de interesses que impedem mudancas qualitativas para o desenvolvimento social .

  17. António Cunha Duarte Justo, o pior do pior é omitido deste panfleto, como é normal na desinformação da extrema direita. Mas, ainda há aqui muita matéria para dissecar. A começar pelo ódio transversal ao estrangeiro e ao diferente. Então a punição exemplar de crimes é só para estrangeiros? E os alemães podem matar e roubar sem problemas? Isto é só absolutamente ridículo e desonesto.
    Porquê a identificação e segregação apenas para muçulmanos? Os judeus fazem dez vezes pior à Alemanha do que os muçulmanos e todas as outras religiões juntas. Mas, sabemos que não tocam nos judeus, nem confessam o seu ódio visceral por questões constitucionais.
    O fim de Schengen! O fim do Euro! Ou seja, o fim da Europa por encomenda de Putin!
    Máxima liberdade de expressão! Para difundir ainda mais desinformação! Olhe para a aberração Trump!
    A AfD é objectivamente um problema de ameaça séria à integridade, segurança e soberania da Alemanha e à unidade da Europa. É mais uma organização ao serviço de Putin, cumprindo os velhos sonhos de Stalin. O resto é alucinação de lunáticos descerebrados.

  18. Raul Almeida , a situacao politica é catastrófica em todas as direccoes! Coloquei dados sobre o AfD apenas para dizer que a sua política nao se reduz a estrangeiros como muitos querem fazer crer! Política é mero neócio de interesses oleado pelo oportunismo. Por isso é melhor nao sujar as maos na defesa de de que grupo for, principalmente no que toca ao globalismo liberal e à geopolítica.

  19. Os temos mudaram e a malta nao quer apontarr! Agora na Suécia, o partido de esquerda radical juntou-se à direita e aprovou o nome proposto pelo centro-direita para liderar o Parlamento. Os sociais-democrátas ficaram a ver navios!

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