Toda a linguagem é símbolo. Por ser puramente simbólica, há um abismo interpretativo entre o emitir e o receber da mensagem. O conceito mental gerado prova que o significado não reflete o real, mas reconstrói a realidade de forma subjetiva.
Abre-se assim espaço para debates que, por vezes, se perdem na emoção, fruto do desconhecimento da própria essência da linguagem.
Para que as palavras não se tornem trincheiras, há que ler e ouvir o outro sob múltiplas perspetivas. O humor é o antídoto que evita que o ego leve a sua interpretação tão a sério a ponto de se querer definir contra o outro.
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo