ENTRE SIMBOLOGIA E REALIDADE NA VERDADE DO ENTREMEIO

Toda a linguagem é símbolo. Por ser puramente simbólica, há um abismo interpretativo entre o emitir e o receber da mensagem. O conceito mental gerado prova que o significado não reflete o real, mas reconstrói a realidade de forma subjetiva.
Abre-se assim espaço para debates que, por vezes, se perdem na emoção, fruto do desconhecimento da própria essência da linguagem.
Para que as palavras não se tornem trincheiras, há que ler e ouvir o outro sob múltiplas perspetivas. O humor é o antídoto que evita que o ego leve a sua interpretação tão a sério a ponto de se querer definir contra o outro.

António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa. Prajetória marcada pelo ensino, pela escrita, poesia e pelo jornalismo cultural, com particular relevo para o diálogo intercultural e a promoção da língua e cultura portuguesas em Portugal, mundo lusófono e na Alemanha.

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