Nem derrota, nem glória, mas não foi desgraça nem o fim do mundo! Foi só o universo a dizer para se descansar e que continua no próximo episódio! O empate tem a vantagem de facilitar que toda a gente comente! Afinal, apesar de tudo, ganhámos todos e o resultado oficial fica adiado para o próximo jogo!!!
António da Cunha Duarte Justo
Pegadas do Tempo
Se recuarmos a 2016, quando foram campeões europeus, também só venceram um único jogo no tempo regulamentar (2-0 ao País de Gales) e as exibições estiveram longe de entusiasmar…
O calendário das grandes competições futebolísticas internacionais, designadamente mundiais e europeus, precisa de ser revisto para benefício do futebol espetáculo que tem vindo a piorar significativamente…
Estamos a falar de homens e não de máquinas e que, chegados a esta altura do ano, a generalidade deles tem largas dezenas de jogos nas pernas, fora treinos, viagens e todo o desgaste emocional a que estão sujeitos…
Minervino Pité , exactamente, também tenho a impressão que no processo futebolístico se está cada vez mais a realizar o que aconteceu ao Festival Eurovisão da Canção!
Aqui, no Congo (estou em Isiro, a mais de 1.200km de Kinshasa) o 1 a 1 é vivido como uma vitória (emocional) do Congo. É que, até hoje, Portugal, aqui, era um mito… Invencível…
Mas só foi o começo…
Claudino Gomes, gostei muito da sua leitura que para continuar no mesmo espírito do texto que escrevi se poderia resumir no seguinte: o empate no marcador e uma vitória no imaginário. É uma perspectiva interessante e ainda por cima vivida aí, tão longe, no Congo. Geralmente o resultado vale mais pelo que mexe emocionalmente do que pelos números. Se Portugal deixou de ser um mito invencível, então o jogo já teve um significado que vai além do futebol. E, como o Claudino diz, foi só o começo!…