SALÁRIOS MILIONÁRIOS DESTROEM A DEMOCRACIA E A CREDIBILIDADE DOS POLÍTICOS + Outros textos

Dos Refugiados nas Zonas de Conforto do Pensamento, da Economia e da Política

António Justo

A perda de confiança na democracia manda cumprimentos! Parlamento ao serviço da plutocracia?

O administrador da CGD, António Domingues, ganha cerca de 600.000 euros anuais. A nova lei passou a não obrigar os administradores da Caixa a manterem o estatuto de gestores públicos, isentando-os assim da obrigação de mostrarem a sua declaração de rendimentos e, com a nova legislação, os seus ordenados não ficam limitados ao ordenado dos 6.500 euros do primeiro-ministro.

Porque é que os partidos e o Parlamento não impedem a injustiça social, a conduta corrupta e o comportamento desmedido dos administradores públicos? Porque é que o governo Geringonça – governo da esquerda e esquerda radical – permitem salários milionários no banco do Estado CGD? Não será porque representantes dos partidos fazem parte de conselhos ou de administrações de empresas?

Salários milionários desacreditam a democracia e revelam o cinismo também de uma esquerda que cinicamente se arvora em defensora dos pequenos.

A democracia está à disposição de alguns sendo sistematicamente desmontada no sentido de uma plutocracia.

Ainda vamos tendo possibilidade de vozear. A sorte da liberdade vem do facto de se poder lutar por ela. Se não queres ter medo não te agarres ao que tens. Doutro modo os gorilas ainda te levam a ti também!

A perda de confiança na democracia e na política é consequência lógica do seu actuar e beneficia os radicais! Ai dos vencidos!

Ai de quem não vive nas zonas do conforto do pensamento, da economia e da política! Será que só resta ao resto da população gritar a Deus?

Os ordenados exagerados adquiridos à custa do povo e de quem ganha menos são roubos ao bem-comum e à comunidade. Gregorio de Nyssa († 394) dizia: “Que diferença é essa a de obter bens estranhos por roubo ou pela coerção, que é a dos juros?”  

António da Cunha Duarte Justo

 

BANCO ALEMÃO

A família Al-Thani do Qatar é dona de 10% das acções do Banco alemão.

 

DECLARAÇÃO CONTRA A DISTRIBUIÇÃO PÚBLICA DO CORÃO

O parlamento do Estado da Renânia do norte Vestefália na Alemanha pronunciou-se maioritariamente contra a iniciativa muçulmana “Lê”, que distribui gratuitamente livros do Corão. O Parlamento é do parecer que a acção é uma “campanha inimiga da Constituição, recruta pessoas jovens para uma mundivisão antidemocrática e além disso torna-as propensas à violência”.

 

BILHETE DE COMBOIO GRATUITO DURANTE UM MÊS PARA JOVENS VIAJAREM NA EUROPA?

Corre a ideia de a União Europeia dar um presente para o/a jovem que faz 18 anos. A EU pagaria a cada cidadão um bilhete de InterRail no seu 18° aniversário. Tal medida possibilitaria o encontro de jovens, a amizade e a experiência da europa na sua diversidade.

Circula uma petição a solicitar à União Europeia que disponha para todas as pessoas jovens na EU adquirirem um passe InterRail gratuito durante um mês.

O abaixo-assinado é dirigido ao Conselho Europeu, Comissão Europeia, Parlamento Europeu.

 

APOIO A GAZA – ALABI PRESO POR DESVIO DE 6 MILHOES €

O palestiniano Mohamed Haabi que estava à frente de projectos da organização de ajuda humanitária World Vision terá desviado fundos de ajuda para a organização terrorista Hamas que governa em Gaza. Inicialmente Alabi queria ajudar crianças

Desde 2010 terá desviado 6,5 milhões de euros do orçamento da organização não-governamental para compra de armas e construção do túnel.

Segundo imprensa alemã, o ministro do desenvolvimento alemão já cancelou pagamentos para projectos da World-Vision em Gaza.

António da Cunha Duarte Justo

 

ÉTICA REPUBLICANA PORTUGUESA – REFLEXÃO

 

Republicanismo português embrulhado na moral dos interesses corporativos

Por António Justo

Ética é uma filosofia aplicada, uma tentativa de dar resposta ao bem, ao belo, à verdade, à justiça e ao sentido do ser e do estar do Homem, uma tentativa de teorizar e generalizar a moral de cunho cultural. Platão, o grande filósofo da política, equacionava a ética no âmbito do verdadeiro, do belo e do bem. Aristóteles, por sua vez, no seguimento de Platão e de Sócrates acentuava o princípio da virtude colocando-a no seguimento do meio-termo; o cristianismo centra-a no caracter relacional individual e comunitário na atitude interior (matriz trinitária) regulada pela consciência (finalidade salvação da alma e criar felicidade) e o modernismo na sua expressão republicana focaliza a ética no interesse do grupo e no balance dos interesses grupais de forma pragmática na procura do útil para a polis (acentuação da ética de responsabilidade – da ponderação de interesses, sobre a ética de convicção- ponderação da verdade). 

A República portuguesa animada por uma moral secular ad hoc leva o Estado ao fracasso

A ética/moral, ao contrário da filosofia, é sempre contextual (localizada) e como tal fruto da disputa entre experiência (limitada) e teoria (universal) (1), entre o bem individual e o bem da colectividade (bem espiritual e bem material).

Cada cultura, cada grupo social procura um tecto metafísico, um fundamento religioso/ filosófico em que expressa a sua identidade e enquadra o seu comportamento moral. Cada sistema religioso-filosófico-ético tem sido o resultado e o produtor de diferentes expressões culturais; entre outras criou a civilização cristã, a civilização hinduísta, a civilização budista, a civilização árabe muçulmana, todas elas com diferentes formas de organização social e legitimadoras do poder, tais como: repúblicas, monarquias, democracias e ditaduras.

Na sociedade ocidental coexistem várias maneiras de estar na vida (morais), muitas vezes externamente indiferenciáveis na sua expressão popular, embora possam ter diferentes referências e fundamentos.

Os Estados, à semelhança das religiões, criaram as suas Constituições e estatutos de organização política com o correspondente fundamento da proveniência do poder, da ética e dos princípios por que se regula. Enquanto a monarquia fundamenta o seu poder e a sua moral em Deus (presente em cada pessoa), a república pretende, fundamentá-los no povo e na ideologia. Consequentemente, como o povo é heterogéneo e com crenças diferenciadas, a república secular não poderia ter uma crença determinada nem o Estado deveria ter uma ideologia exclusivista. O Estado, porém, teria de respeitar o ideário e os factores de identidade da nação. Doutro modo torna-se no administrador dos interesses anónimos e dos grupos mais fortes, reduzindo-se ao campo de batalha entre os mesmos (ao monopolizar o ensino favorece a versão correspondente à ideologia dos grupos mais fortes). A soma dos interesses congregados em diferentes corporações e reunidas no Estado não são suficientes para dar sustentabilidade à engrenagem de um país; falta-lhe a alma, o óleo de um ideal comum e de uma missão comum.

A necessidade cria o órgão mas nunca o conjunto das concorrentes necessidades conduzem a um corpo orgânico; podem quando muito assumir actividades funcionalistas sempre na provisoriedade. Uma sociedade regulada e motivada apenas por relações de interesses desumaniza-se perdendo-se em morais ad hoc que na sua dinâmica concorrente criam a impressão de sentido mas são incapazes de legitimar a sua sustentabilidade como nação. A força e o poder, congregados no aparelho do Estado, para controlar e ordenar os interesses corporativos, não tem legitimidade suficiente de vínculo ético, devido ao seu caracter mecanicista ad hoc, sem sentido nem meta. Este Estado, sem missão teleológica esgota-se em dar forma à circunstância e ao tempo toma expressão de caracter absolutista (2). Ao monopólio monárquico de uma ética de cunho cristão segue-se o monopólio da ética maçónica como substrato invisível da República.

O factor Deus relativizava o poder monárquico; o Senhor e César têm o seu devido lugar mas no respeito a Deus que também é povo. O perigo do absolutismo na monarquia é continuado na república através dos grupos fortes e das redes secretas subjacentes.

Um povo, com os seus diversificados interesses, não é fundamento suficiente para legitimar um sistema ético; a ética universal só será fundamentável na ipseidade que realiza a tensão entre o relativo (o objecto) e o absoluto (sujeito). Antoine de Saint-Exupéry especifica: “Se não houver nada acima de ti, não tens nada a receber. A não ser de ti próprio. Mas que hás-de tu ir buscar a um espelho vazio?”. Saint-Exupéry pressupunha a existência de um ser absoluto pessoal. Se a pessoa não estiver acima dos interesses grupais será irremediavelmente transformada num objecto dependente dos interesses dos mais fortes.

Uma República comprometida com o bem-comum e empenhada na defesa da felicidade dos cidadãos teria de considerar as diferentes ideologias e agremiações como factor de integração e elevação social; consequentemente teria o dever de integrá-las e deixá-las desenvolver-se sob um tecto livre e aberto – só a liberdade responsável pode ser factor de felicidade e, como tal, não reduzível a um caminho religioso estreito nem a uma via secular racionalista ou materialista. Nem o ideário religioso do Islão e nem o ideário maçónico arraigado à república (sistemas de interesses grupais) podem arrogar-se como linhas directivas de imagem na civilização ocidental que assenta na dignidade da pessoa e na divisão de poderes (ao Estado o que pertence ao Estado e a Deus o que é de Deus). Uma ética universal (multifacetada) pressupõe a pessoa como sua infraestrutura e em relação com o outro; pressupõe uma relação entre sujeitos, não reduzível a uma relação entre objectos (interesses).

Tanto o sistema republicano como o sistema monárquico tem os seus quês; tudo depende dos grupos de interesse que se apoderam deles. Os grupos de interesses que se servem da democracia para se imporem, vivem bem da ilusão transmitida ao povo de que é livre e soberano.

Mau testemunho das elites republicanas: cinismo e falta de vergonha

O bem-comum obriga a direitos e a deveres que implicam relações éticas. Embora o Estado e a administração estejam ao serviço da coisa pública, uma concepção baseada em interesses, não integral de Homem e sociedade, estimula muitos dos seus representantes a abusarem do serviço público e a usarem a posição que ocupam em próprio benefício ou em benefício das suas organizações; este comportamento vai contra o ideal republicano do bem-comum por corresponder a uma privatização indevida do bem-comum; mas o ideal republicano não é congruente porque se baseia na defesa de interesses e estes assentam na rivalidade dos grupos e na defesa do ego. Consequentemente, as estruturas partidárias e organizações ideológicas dão cobertura à corrupção.

Assim temos um Estado com políticos mas sem país dado a inteligência portuguesa, fragmentada nos diferentes partidos ser colocada em função dos interesses dos grupos e não do todo (povo). A nossa matriz de Estado beneficia as corporações instaladas contra a população. Pelo que observo da História, principalmente a partir de Marquês de Pombal, o nosso Estado tem tudo menos povo; falta-lhe a inteligência colectiva, que foi privatizada. A nossa República é individualista, surgiu da luta de grupos de interesses ideológicos e de interesses de privilegiados e não do interesse nacional: A inteligência portuguesa aprendeu muito lá fora mas tornou-se estrangeirada e deste modo envergonha-se do povo que a sustenta; tornou-se numa alma sem corpo e num corpo sem alma: a nossa República é de todos mas não é nossa e o povo adora um país cm um Estado que despreza. A grelha em que assenta a república e os partidos não é nossa; o problema é de mentalidade (em parte de influência oriental e árabe) e mais recentemente alimenta-se da dependência cultural e económica, principalmente a partir do séc. XVIII; tornámo-nos dependentes da França e da Inglaterra deixando de ser europeus (agora servimos servindo-nos de uma Alemanha simbólica que repudiamos).

A república portuguesa tem sido uma história de fracassos porque fraccionada em grupos de interesses de afirmação de uns contra os outros em que a dinâmica inerente à sua ética parece ser a luta e o ser contra; por outro lado, à maneira da cultura árabe, uma condição negativa – o factor inimigo -, é transformada em causa de união dos grupos de interesses (3)!

Numa sociedade orientada por princípios éticos, a vergonha é o rosto da moral que pressupõe a dignidade como suporte (4).

O senso do estado, na república que temos, mais que servir o bem-comum é servir indivíduos e grupos perfilados em constelações de interesses (corporações), o resto são efeitos colaterais. Num ambiente assim é cínico falar de ética republicana porque não passa de uma moral local ad hoc própria de um republicanismo português sempre na dependência, sempre falhado (na primeira república falido e na terceira hipotecado). Nos finais dos anos vinte foi preciso Salazar para salvar Portugal do caos e da bancarrota da I República e no actual regime republicano vivemos de mãos estendidas suportando a canga dos outros (5).

A nossa república não pretende a criação de relações humanas, pretende relações de interesses reguladas por leis; a relação humana reserva-a, quando muito, para a loja ou para os íntimos do partido ou do clube, cultivada à sombra do interesse e do oportuno. Trata-se de redes de ligações de interesses determinadas por obediências por vezes contrárias à soberania da consciência individual e social. Condenam, e com razão, o uso do instrumento do medo em sociedades religiosas mas consideram o uso do medo na polis como instrumente essencial da sua ética. Muitos republicanos reportam-se de bom grado a Thomas Hobbes que vê no medo e no susto perante o poder central (monopólio do poder e da violência) a garantia da paz civil (no “Leviathan”): o medo é considerado instrumento para evitar a guerra civil.

Uma forma de Estado (República) construída na base de uma auto-imagem ateia ou contra a Igreja que conferiu a identidade à nação deslegitima-se porque incapaz de exercer auto-moderação. Como o cidadão é considerado objecto e não sujeito, a lei deve substituir a consciência do indivíduo. Chega um certo dogmatismo de opinião que confunde razão com lógica e confere à opinião ideológica foros de argumentação objectiva.

A elite da República portuguesa, nos trilhos do Marquês de Pombal, é altiva e dissonante repelindo o sentir da alma popular que despreza e olha com desdém não suportando a sua expressão religiosa e cultural popular (símbolos de inimigos a desprezar: fátima, futebol e fado). Arvora-se em dona da República, e em intérprete da cultura querendo para si o monopólio da influência (interpretação), o que a leva a definir-se contra o outo e não com o outro. Deste modo não poderá haver um crescimento normal do indivíduo nem de grupo.

A ética republicana portuguesa baseia-se na defesa de interesses e de grupos e expressa-se na afirmação dos interesses corporativos. A ética de cariz cristão baseia-se na relação pessoal e parte da pessoa como soberana investida de competência interior, que lhe vem da dignidade de filha de Deus que tudo irmana e se expressa na consciência individual que é soberana. A ética de cariz republicano é de caracter mais funcional, vincula por motivações externas ou por interesses de grupos (obediência à lei, à confissão ou partido (6).

A lei tal como a ética de responsabilidade assumem um caracter exterior de interesses, sem vínculo pessoal interior e, como tal, negociável, independentemente do processo ser ou não corrupto. Também por isso muitos dos detentores do poder público se aproveitam da sua posição e conhecimento para beneficiar amigos e companheiros. (Li sobre a existência de estatutos maçónicos que defendem o perjuro até em tribunal desde que em defesa de um irmão; a mesma norma se encontra no Corão que solicita o crente a mentir desde que em proveito do Islão (Norma da etakia). No caso uma relação ética republicana exigiria a mera relação objectiva mas o interesse privatiza a norma ética que perde assim o seu caracter universal, refugiando-se numa moral de situação.

De tábuas com caruncho não se faz bom soalho. A lei, mesmo a constitucional, vem de fora, não é interior, por isso não vincula necessariamente a consciência humana, dado só o sujeito poder ser responsável; este não age por obediência mas em sintonia inter-relacional. Não são as leis que baseiam os costumes mas os costumes que baseiam as leis, numa dialética de experiência e teoria, de ética de responsabilidade e de ética de convicção. A moral de tez republicana também tem bons objectivos mas nunca pode ser universalizada, também por não reconhecer a soberania da consciência humana em relação ao Estado. Reduz o valor cívico à actividade legal intelectual identificando a cidadania adulta com uma intelectualidade de lógica materialista, deixando o cidadão no adro da confusão ou no arraial da anarquia (7).

Sem o empenho activo dos leigos católicos na política cria-se a impressão pública de que a razão está do lado dos activistas republicanos anticatólicos, numa sociedade com uma igreja fraca e para os fracos. Em Portugal, onde a maçonaria se tornou no sustentáculo da República, domina publicamente o espírito anticlerical jacobino e a má gerência do Estado, ao contrário da república Alemã onde os partidos de timbre cristão determinam o desenvolvimento da República.

Para complicar a situação portuguesa, também os intelectuais portugueses abdicaram da sua responsabilidade de intervenção pública cedendo, em grande parte, o palco da nação aos políticos interesseiros ou interessados numa ética ad hoc, pragmática e utilitarista, concebida em termos de períodos alternativos de legislaturas governativas.

A ética republicana anda de braço dado com as ideias revolucionárias marxistas e vê no trabalho o fundamento da condição de ser sujeito e o factor de sociabilidade na troca de serviços. É fraca uma sociedade ou ideologia que reduza a moralidade a relações de trabalho ou de mercadoria. O filósofo Karl Popper, defensor da sociedade aberta, desmascara o profetismo marxista como seu inimigo.

Para o cristianismo a pessoa é sujeito soberano e realiza-se em comunidade, reconhecendo o trabalho como um direito da pessoa humana e considerando o capital em função da pessoa e da comunidade (encíclicas sociais) enquanto o marxismo embora também dê relevância ao indivíduo em relação ao capital, acaba por diluir a sua personalidade na massa: o valor do cidadão vem da sua função em relação à construção da utópica ditadura do proletariado, perde-se no emaranhado dos interesses. Para o cristianismo, na economia, não é o produto humano que está em primeiro plano mas sim o processo da produção que deve expressar a relação humana entre sujeitos (8).

A ideologia dominante republicana tem sido imposta e conduzida por grupos de influência (neoburgueses entre eles os homens do avental – impondo-se, como rescrito de vida, o racionalismo e o materialismo). Substituiu-se a velha ideologia monárquica pela dominante burguesa (e novos ricos) agora expressa na opinião do politicamente correcto de expressão socialista e capitalista.

Uma ética de caracter universal não pode ser baseada numa utopia histórica (uma sociedade de iguais), com uma classe única, como quer o marxismo através de um proletariado pioneiro na conquista do poder político pela revolução.

Enfim andamos no e com o tempo; quem vai no comboio tem a sensação de que quem anda é a paisagem e não o comboio; não se torna consciente da própria realidade nem do seu contexto, projectando-a fora, nos outros; o analfabetismo mental de hoje não será menor que o da Idade Média.

Conclusão

Diria que a república portuguesa tem sido a ilusão de muitos em proveito de poucos, para parafrasear Ale Xander Pope que dizia: “O partido é a loucura de muitos em proveito de poucos”.

Uma filosofia universal não pode instalar-se em nenhuma casa política (Este foi o erro cometido pelos filósofos Sartre que apoiava o totalitarismo soviético e Heidegger que apoiou o nazismo): uma filosofia de tecto universal tem que ter lugar para todos e viver com todos, apostando na dignidade da pessoa humana e não numa matriz exterior (supraestrutura capitalista ou marxista). Uma ética universal integral tem um caracter católico a realizar-se num processo de aculturação e inculturação, e que embora de forma limitada e imperfeita, procura dar forma ao futuro.

Uma ética laicista equivoca-se ao querer construir um tecto universal sem metafísica no sentido de uma transformação socialista da sociedade. A sua visão de Homem é materialista-racionalista e como tal reduzida a um pequeno grupo social. O homem não pode ser reduzido a uma mera expressão de contexto histórico como quer o marxismo.

A III república, muito embora de cunho marxista, protege os seus melhores privilégios tal como fazia a classe social da sociedade burguesa, que Marx condenava.

António da Cunha Duarte Justo

Teólogo e Pedagogo (português e história)

Pegadas do Espírito no Tempo,

  • Entre o saber adquirido através do método indutivo e o saber resultante do método dedutivo e da consequente interpretação filosófica. A prova dos nove da moral é tirada sempre pela experiência (processo indutivo) virada para o concreto, para a ortopraxia; a ortodoxia é mais abstracta, mais geral e como tal de perspectivas universais. No dia-a-dia o que importa é a praxis, a orto-praxia como se realizava no protótipo JC.
  • A sociedade é formada por pessoas de diferentes caracteres, mentalidades e interesses. Há pessoas com uma matriz de caracter mais introvertido e outras de caracter mais extrovertido, mais espiritual ou mais material, mais orgânico ou mais mecanicista; umas de caracter mais racional e outras de caracter mais intuitivo e emocional (Em termos de folclore poderíamos dizer que umas se expressam melhor no flamengo e outras no fado). A diferentes caracteres, correspondem também diferentes maneiras de estar e a consequente a afirmação de diferentes necessidades e interesses (concorrência!) que se organizam e formulam na sociedade.
  • Neste contexto tenha-se presente o caso das PPPs e da crise dos Bancos; a corrupção é facto mas as castas que as cometem estão ilibadas, cf. file:///C:/Users/Antonio/AppData/Local/Microsoft/Windows/INetCache/Content.Outlook/RKW633O7/Eu_Politicos_Final.pdf . O Estado português subvenciona Ideologias no Seio dos seus Funcionários: http://antonio-justo.eu/?p=3448
  • Onde se encontram, no regime de Abril, os políticos, os banqueiros e outros beneficiados da república com vergonha? (Falo do regime de Abril porque estamos na III República e esta se anunciou com elevada reivindicação da qualidade moral; a corrupção vigente não é tema de Estado e faz lembrar a I República a que se seguiu o golpe de estado que levou à II). Quem sobressai na nossa sociedade? Com o 25 de abril, começou também a era da libertinagem. A palavra virtude passou a não ser moderna nem favorecedora dos progressistas, de modo que desapareceu do foro público; quase se torna impossível expressá-la e a paleta das virtudes foi resumida nas palavras tolerância, abertura e liberdade.
  • Portugal entre a Censura da PIDE e o Tráfico de Influências de ABRIL http://antonio-justo.eu/?p=3556 A ELITE DE ABRIL ATRAIÇOOU O IDEÁRIO UNIVERSAL PORTUGUÊS EM NOME DA LIBERDADE E DO PROGRESSO: http://antonio-justo.eu/?p=3544 HUMBERTO DELGADO UM DIPLOMATA QUE ESCREVIA “RREPÚBLICA” COM DOIS R: http://antonio-justo.eu/?p=3499
  • (6) Muitos filiados como não têm conhecimento de base em relação à filosofia do seu grémio, sem conhecimento programático, encostam-se à autoridade do seu líder: isto fomenta no grupo o espírito de oportunismo e de subserviência em relação ao clube que deste modo não se desenvolve – temos pessoas em vez de programas e estratégias; temos um comportamento social sem exigências porque sem fundamento ético).
  • Uma arrogância jacobina observável em certos republicanos deve-se à sua história de vitórias agressivas perante um catolicismo demasiado reservado ao âmbito individual, incompatível com a liderança de movimentos extremistas pró ou anti-republicanos (esta atitude tem a sua lógica por apostar no desenvolvimento da pessoa humana e não nos interesses de organizações (respeitando os âmbitos do empenho secular e do espiritual). Não seria legítimo usurpar o conhecimento e nele amarrar o pensamento, para perspectivar e objectivar a capacidade de pensar e melhor subjugar ou fazer dele instrumento de subjugação através da lógica dos grupos de influência. A inteligência humana não pode ser reduzida à lógica, nem uma ética, uma filosofia pode ser minorada a uma vontade política, a uma ideologia, nem ser condicionada a uma só capacidade humana (a razão). Um tal intento comporta a utilização da corrupção ou do suborno como métodos de auto- afirmação, dado ser selectiva e não inclusiva.
  • Por isso, na idade média a Igreja era contra o capital ganho sem o suor do próprio rosto e proibia o levantamento de juros por empréstimos, o que deu oportunidade aos judeus de suprirem o vácuo criado da necessidade de empréstimo de capital na passagem da sociedade da suserania medieval para a sociedade burguesa). O marxismo também não quer ver o indivíduo reduzido a mercadoria no mundo da produção capitalista mas reduz o valor do indivíduo à massa, como acontece na filosofia budista onde a pessoa não passa de uma gota que desaparece no oceano ou no islão onde o indivíduo só tem arbítrio de existência subjugado ao grupo (daí o problema dos direitos humanos em sociedades islâmicas). Tornam o capitalismo como responsável pelas diferenças sociais como se o ser humano a nível individual ou a nível social fosse reduzível ao homo economicus, ao homo faber.

SOU O SONHAR DA SAUDADE QUE ME SONHA

Sou o sonho da saudade a sonhar no movimento.

 

No princípio era o desassossego, era o caos e era a luta de todos contra todos, na satisfação do movimento e do esforço por chegar primeiro à meta (individuação).

 

Então o desassossego bradava na terra e no mar, era em mim a voz da tristeza a clamar por mais.

 

O movimento leva ao gozo mas não chega pra chegar à felicidade. No movimento respira Deus enquanto sonha. O movimento é vontade, é desejo sempre em fuga entre a boca e os pulmões do mistério.

 

Este desejo do mais é o ser do movimento mas não o meu, porque sou parte do mistério que me respira nos sonhos em mim a despertar.

 

O movimento que me vive na necessidade de se afirmar deixa em mim o eco da vivência do universo na sensação do divino.

 

Tu, minha dor és o movimento da saudade a sonhar quem me sonha. Sinto que a saudade é mais que amar. Amar é o intervalo entre estar só e estar acompanhado. Obrigado a quem me ama sem me deixar esquecer que estou só!

 

A minha felicidade vem do sonho e o meu gozo (orgasmo) vem do movimento do pensamento. Não quero ficar no movimento para não ser levado pelo fumo da saudade quero repousar no sonho da alma, aquela saudade que dá força ao movimento.

António da Cunha Duarte Justo

http://poesiajusto.blogspot.de/

Bilingualität (Zweisprachigkeit) BILINGUISMO

Bilingualität (Zweisprachigkeit)

Liebe Anwesende

Liebe Vertreter von Erziehung, Kirchen, Gewerkschaft und Politik

Ich freue mich bei euch zu sein und als Gast bei der Deutsch-brasilianischen Gesellschaft zu sein.

Einleitung

In meinem Vortrag stütze ich mich auf die eigene Erfahrung und auf wissenschaftliche Ergebnisse über Bilingualität (Bilingualismus, bilinguismus). Ich konzipierte ihn als Handlungsanleitung und Anregung für ein gemischtes Publikum.

Die Bedeutung der Bilingualität in einer zunehmend interkulturellen Gesellschaft wird besonders den Schulen sowie Migranten und kulturell gemischten Ehepaaren immer bewusster.
„Meine Heimat ist meine Sprache“ sagte der Dichter Fernando Pessoa, der selbst bilingual war. Man könnte dies noch konkretisieren: meine Heimat sind meine Familie, meine Freunde, auch wenn man ein Dissident bleibt mitten in der Welt…

Persönliches: Ich bin monolingual als Portugiesisch-Sprechender aufgewachsen. Danach lernte ich 7 Sprachen dazu. Ich erwarb die Diplome der Philosophie in Lissabon, der Theologie in Deutschland und der Erziehungswissenschaft in Portugal. Ich begegnete mehreren Kulturen und tauchte in verschiedene Welten ein (Familie, in mehreren Gegenden Portugals, Frankreich, Deutschland, Jugendliche, Politik, Religion, Ausländer, Frau und Kinder). Seit fast 27 Jahren bin ich Lehrer für muttersprachlichen Unterricht in Portugiesisch und unterrichte zurzeit portugiesisch an die Uni.

Meine Frau Carola (http://www.carola-justo.de/) und ich haben uns von Anfang an bemüht, eine Grundlage für Bilingualität zu schaffen. Zu Hause sprachen wir Deutsch miteinander, ich aber mit den Kindern Portugiesisch. Sie antworteten in den ersten Jahren auch auf Portugiesisch und später antworteten sie auf Deutsch. Dann gingen sie auch zum muttersprachlichen Unterricht. Heute beherrschen sie die portugiesische Sprache in Wort und Schrift. In den Ferien in Portugal wird die Schwachsprache für sie von einer Minderheitensprache zur Mehrheitsprache. Der Wechsel erfolgt problemlos. Wir alle sind zufrieden damit. Vielleicht würde unser jüngster Sohn David lieber vom muttersprachlichen Unterricht in Portugiesisch befreit werden, aber, weil das Leben auch Pflichten und Disziplin beinhaltet, macht er kein Aufstand, wenn er in die „Portugiesische Schule“ geht.

Liebe Anwesende, die Bilingualen sind in einer privilegierten Lage und haben eine große Verantwortung. Die Aufgabe ist nicht nur, unterzutauchen in einer anderen Sprache, sondern in ein Bewusstsein, in einen Ozean der Kulturen, der die andere Kultur erschließt und dabei zu einer neuen Dimension des Bewusstseins hinführt, d. h. von einem perspektivischen zu einem aperspektivischen Weltbild. In diesem Sinn empfehle ich Ihnen, sich mit Fernando Pessoa zu beschäftigen, der ein typisches Beispiel eines bilingualen Talents ist. (Beckett, Ionesco, Canetti, Chamisso, Conrad). Fernando Pessoa: (Zweisprachig: Portugiesisch-Deutsch): „Alberto Caeiro Dichtungen, Ricardo Reis Oden“ bei Fischer. Fernando Pessdoa,(Zweisprschig: Portugiesisch-Deutsch, Englisch-Deutsch): „Esoterische Gedichte, Mensagem, Englische Gedichte“, Fischer. Fernando Pessoa, / Álvaro Campos, Poesias*Gedichte, Ammann Verlag

Motivation: Für Kinder, die in unserer immer stärker globalisierten Welt mehrsprachig aufwachsen, bietet z. B. die EU ein enormes Potential, besonders auf dem Gebiet der Kultur und der Wirtschaft. Ihre Förderung durch Staat und Gesellschaft sollte selbstverständlich sein. Die riesige Nation Brasilien bietet unendliche Möglichkeiten, auch für diejenigen, die die portugiesische Sprache lernen, besonders für Bilinguale. Dabei nicht zu vergessen die Gemeinschaft der portugiesisch sprechenden Geschwisterländer. Alle diese Gebiete sind menschlich, wirtschaftlich und kulturell eine Fundgrube. Wie damals die Portugiesen, so brauchen wir auch heute neue Entdecker, Entdecker und Förderer des Geistes. Damals sagten die Portugiesen: Wir haben neue Welten der Welt gegeben. Heute wäre es sinnvoll für uns bilinguale Familien zu sagen „ wir geben neue Menschen der Welt“. Machen wir von der Bilingualität eine Berufung. Ja, wir brauchen eine neue Welt mit einem neuen Bewusstsein und damit eine neue Ausdrucksform von Sprache… Die Kinder sind noch nicht verdorben.

Ein Medium und ein Instrument zu einem neuen Bewusstsein ist die Sprache.
Die zweisprachige Erziehung ist nicht einfach, wenn man bedenkt, dass sie ein Entgegenwirken gegen die Entropie, d. h. die Trägheitskraft bedeutet; das Kind fällt dann der Bequemlichkeit der Eltern zum Opfer. Die Bilingualität ist nicht selbstverständlich in einem einsprachigen Milieu, das Resistenz und Vorbehalte hat gegenüber den Mehrsprachigen.

Die Bilingualität in der Wissenschaft:
In der Fachliteratur benutzen unterschiedliche Forschungsansätze verschiedene Kriterien, um zu definieren, was Bilingualität ist, daher gibt es keine verbindliche Definition von Bilingualität. Einige unterscheiden zwischen „natürlichem Bilingualismus“ (von Anfang an), dem „Additiven Bilingualismus “ (späterer Erwerb) und dem „Subtraktiven Bilingualismus „(Mischform der Zweisprachigkeit).

Man spricht auch von simultanem Bilingualismus (Frühe Zweisprachigkeit: 2 Muttersprachen, vgl. Wilhelm Grießhaber, 1996) wenn der Erwerb von zwei Sprachen vor dem 3. Lebensjahr stattfindet. Sukzessiver Bilingualismus ist der Erwerb einer zweiten Sprache nach dem 3. Lebensjahr (Oft bei türkischen Kindern, die dann im Kindergarten besondere Strategien brauchen). Verteidiger dieser Praxis führen das Argument des negativen Einflusses auf die kognitive und sprachliche Entwicklung an, die zu Semilingualismus führen würde. Der getrennte Spracherwerb, also erst nach dem 3. Lebensjahr hat aber nicht die Früchte getragen, die die sukzessiven Bilingualisten sich erhofft haben.

Die Wissenschaft kann nicht auf alle Probleme eine einhellige Antwort geben und lässt viele Wege offen, manchmal ist sie sogar widersprüchlich. Und das ist gut so. Das Leben ist Problemlösung. Das Gelingen von bilingualem Spracherwerb hängt von vielen Faktoren ab: Nach Klein (1985) hängt dies vom Sprachvermögen ab (Artikulation, Gedächtnis, Kontext Wissen), vom Zugang (Fähigkeit zur Rezeption von Sprache, und Möglichkeit zum Sprachkontakt) und vom Antrieb (Bedürfnis nach Kommunikation und sozialer Integration, Einstellung zur Sprache und ihrem Sprechen). Natürlich sind dazu wichtige Faktoren auch die Einstellung, Motivation, und das Sozialprestige beider Sprachen.

Es wird erkannt, dass die kognitive und sensomotorische sowie soziale Entwicklung des Kindes zu einem bestimmten Grad und Zeitpunkt Schrittmacher der Sprachentwicklung ist (Katharina Meng 1994). William P.Preyer sagt dass die erste feste Verknüpfung einer Vorstellung mit einer Silbe oder einem wortartigen Silbenkomplex ausschließlich durch Nachahmung zustande kommt. Der Säugling versteht Gesprochenes viel früher als er selbst die gehörten Laute, Silben nachahmend hervorbringen kann.

K. Bühlers Sprachtheorie ist ein wichtiger Wegweiser für die Handlungstheoretische Linguistik (Psycholinguistik) bezüglich des Verhältnisses von Sprache und Denken. Nach Piaget ist die kindliche Sprache bis 7 Jahre überwiegend egozentrisch. (Wiederholung, Monolog und kollektiver Monolog); die Entwicklung verläuft von der autistischen über die egozentrische zur sozialisierten Sprache und entsprechend vom Autistischen über das Egozentrische zum logischen Denken. Leontjew, Levina, Declacroix erheben Widerspruch dagegen.

Die behavioristische Theorie sieht Spracherwerb als Konditionierung des Kindes durch die Außenwelt nach dem “Stymulus-Response-Reinforcement-Schema (Pavlov). Das Kind hat nur eine passive Rolle (Hans Hörmann1991). Dagegen spricht: das Kind wird unsystematisch und unregelmässig für die richtige Äußerung belohnt.

Trotz umfangreicher Literatur über Erstspracherwerb und Bilingualismus im wissenschaftlichen Kontext gibt es auf diesem Gebiet keine anerkannte Erstspracherwerbtheorie weder in monolingualem noch in bilingualem Bereich, meint auch Edgardis Garlin. Der Forschungsgegenstand setzt Interdisziplinarität in Linguistik, Psychologie, Biologie, Anthropologie, Ethnologie, Soziologie… voraus und eine neue Disziplin: Interkulturelle Kommunikation. Es gibt positive und negative (Vor) Urteile über Bilingualität. Die Fachliteratur von Kanada, Amerika und Belgien beurteilen bilinguale Erziehung positiv. In der deutschen Fachliteratur bis 1950 war das Urteil eher negativ (Edgardis Garlin, Bilingualer Erstspracherwerb, 2000)

Die Psycholinguistik aber erkennt die menschliche Sprachfähigkeit als Anlage zur Mehrsprachigkeit, d.h. die Befähigung Sprachen simultan zu erwerben. Man geht davon aus, dass es im menschlichen Gehirn einen verankerten angeborenen Spracherwerbmechanismus (LDA) gibt. In Kontakt mit der Sprache wird dieser automatisch aktiviert, so dass das Kind automatisch sprechen lernt. Schon 1935 sprach Bloomfeld von Bilingualität im Fall, dass beide Sprachen wie eine Muttersprache beherrscht werden, und, dass das Kind von Geburt an mit beiden Sprachen aufwächst. Man geht davon aus, dass bis zum Alter von 7 Jahren das kindliche Gehirn sämtliche Sprachinformationen – auch alle fremdsprachlichen – einfach und leicht in der Region abspeichert, in der auch die Muttersprache liegt. Erst danach „schaltet“ das Gehirn um, und man muss Sprachen wie alle anderen Dinge erlernen, besonders durch „pauken“. Das Alter des Kindes beeinflusst die Art, wie die Sprache erlernt wird, nicht aber die Leichtigkeit, mit der sie erworben wird, meinen einige wie Jochen Rehbein, (1987,“Sprachloyalität in BRD“). Andere sagen: „Wenn der natürliche Zweitspracherwerb vor dem 11. Lebensjahr abgeschlossen ist, verläuft er besonders erfolgreich“. Die Phonetik wird am besten internalisiert bis zum 6. Lebensjahr.

Gegen diese Auffassung sind die, die eine nativistisch-rationalistische Konzeption zugrunde legen, die mit „Sätzen“ über Einzelbeispiele begründen versuchen (Chomsky 1986, Clahsen 1988).

Einige stellen die Mehrsprachigkeit als Problemursache für:
– Unvollständiges Erlernen: Mangel bei Schulerfolg bei bilingualen Kindern, Semilingualität ohne Muttersprache
– Überforderung und psychische Folgen: Auffälligkeiten in der Entwicklung (Stottern verzögerte Sprachentwicklung, neigen zur Schizophrenie, Entwurzelung…

Oft wird die Bilingualität verantwortlich gemacht für Tatbestände (positive wie negative), die damit nichts zu tun haben. Oft steht auf der einen Seite hinter einer negativen Bewertung eine völkisch-nationalistische Ideologie (eine Sprache, eine Kultur, eine Nation) und auf der andere Seite, bei den Anhängern einer multikulturellen Gesellschaft, eine positive Einschätzung, die die positiven Aspekte (Vorteile) hervorhebt. Es gibt handfeste Interessen für die eine wie für die andere Theorie (Vgl. Sprachenstreit in Belgien, Südtirol, Elsass…).

Was man kontert gegen diese Forscher, ist, dass sie ökonomische und soziale Rahmenbedingungen und Zusammenhänge nicht berücksichtigen. Die ausländischen Haushalte gehören zu 78% der Arbeiterschicht an (im Vergleich: 38% Deutsche sind Arbeiter!) Sie machen ein Drittel aller Kinder aus, die in Deutschland staatliche Hilfe zum Lebensunterhalt (Sozialhilfe) bekommen.

Die differenziertere Forschung kommt zu anderen Ergebnissen:
Die neue Forschung widerlegt die These, dass Zweisprachigkeit eine Quelle kognitiver Retardierung sei. Sie kommt zu dem Ergebnis, dass die Bilingualität kognitive und sprachliche Entwicklung positiv beeinflusst (Susanne Mahlstedt , „ Zweispracherziehung in gemischsprachigen Familien “ , 1996).

Die Beeinflussung der Bilingualität auf die Entwicklung hängt natürlich von verschiedenen Rahmenbedingungen ab. Nach Cummins treten positive Begleiterscheinungen auf, wenn beide Sprachen sehr gut entwickelt sind.

Kinder, die frühzeitig bilingual aufwachsen, können die Sprachen gut trennen und parallel Sprachkenntnisse entwickeln. Entscheidend ist die erworbene grammatische Kompetenz in jeder Sprache. Die Fähigkeiten drücken sich vielfältig aus und verändern sich im Lauf des Lebens. Die bilinguale Erziehung eröffnet Möglichkeiten nicht nur in der Entwicklung, sondern auch für Befähigungen, die später sehr schwer zu erreichen wären.

Der Alltag der Sprache:
Wir alle benutzen die Sprache mehr oder weniger bewusst… Sie sagt auch viel über uns (Einige nuscheln leise, als ob sie damit um Aufmerksamkeiten betteln wollten, andern tönen in die Welt wie Glocken auf einem hohen Turm). Durch die Sprache wurden wir Menschen. Das sollte uns aber von spontanem Reden nicht abbringen. Wir verändern uns mit der Sprache. Da werden Gefühle und Gedanken bearbeitet.

Wann ist jemand bilingual?
Wie dargelegt, gibt es ein Problem der Definition. Man kann sich einigen auf Bilingualität als die Fähigkeit, sich in allen Lebenssituationen mündlich oder schriftlich fließend in zwei Sprachen ausdrücken und verständigen zu können. (Für Diebold, A.R 1964 und Pohl, J. 1965 ist bilingual derjenige, der die andere Sprache versteht).

Selten kommt es vor, dass man zwei Sprachen in allen Bereichen gleich stark in Wort und Schrift beherrscht. Wichtig ist das Bewusstsein der Bilingualität, und das unabhängig von der Definition von Bilingualität und wie man den Alltag organisiert. Eine lockere und ungezwungene Sprachloyalität führt nicht zu Zwangsvorstellungen wie Nationalismus.
Normalerweise gibt es bei Bilingualen eine starke und eine schwache Sprache.

Auf dem Lebensweg hat jeder sein Tempo und sein Fahrzeug, einige gehen, andere rennen, andere fahren, andere fliegen… Beachtenswerter als das Ziel ist der Weg und die Umstände beim Spracherwerb wie z. B. die familiäre Atmosphäre (Resonanz des Gesprochenen in der Familie, Freundeskreis… Ferien in dem Land zu verbringen in Kontakt mit Gleichaltrigen und Spaß haben… Familiäre Kontakte wo beide was davon haben. Dann gewinnt auch die Sprache an Sinn und Bedeutung), Umfeld (das Prestige der Englischen Musik kann ein wenig kontrabalanciert werden durch Bücher, CDs in der Sprache, deren Land weit weg ist), Bewusstsein (Einstellungen und Bewunderung für Bilingualität, nicht sich auf den Akzent festnageln, wichtig sind die Erlebnisse in der Sprache).

Rolle der Familie:
In Afrika wird gesagt: “Man braucht ein ganzes Dorf, um ein Kind zu erziehen”.
Bikulturelle Familien müssten sich rechtzeitig Gedanken machen über den Erwerb der Sprache im frühen Kindesalter…

Bilingualität entwickelt sich umso natürlicher, je früher die entsprechende Erziehung beginnt: Sie wird sofort als Kommunikationsmittel erlebt und nicht als Lerninhalt (Jean Petit). Die beiden Sprachen sollten systematisch von zwei verschiedenen Erziehern oder Lehrern angeboten werden. Zur Orientierung gilt das Partnerprinzip: jeder Partner spricht in seiner Muttersprache mit dem Kind. Die Untersuchungen zeigen, dass das Prinzip eine Sprache eine Person bzw. Familiensprache – Umgebungssprache am besten die Bilingualität fördert.

Im Moment höchster Aufregung dominiert natürlich die starke Sprache als Sprache des Gefühls.

Jede Familie hat einen anderen Lebensrhythmus mit mehr oder weniger Kontakt und Aussprache: je nach Berufsleben und Charakter… Am Abend kann man aber vieles nachholen (sprechen, lesen, beten) sowie in der gemeinsamen Planung des Wochenendes. Wichtig ist die Liebe des Zusammenseins, die Nähe des Kontakts. Ohne emotionale und sprachliche Zuwendung wird der Spracherwerb erschwert.
Voraussetzung ist auch die Wertschätzung beider Partner für die jeweils andere Kultur. Das setzt einen Austausch- und Lernprozess auf der Basis von Toleranz und Pluralität voraus. Das Schwierigste dabei sind die Vorurteile: unpraktisch, unmittelbares Nützlichkeitsdenken, wir leben hier, später, usw.….

Bei den Partnern ist zu beachten, dass kulturelle Widersprüche angenommen werden, damit die Sprachbremse nicht immer wieder einsetzt. Die Bewunderung und die Begeisterung für die Sprachen hängen sehr zusammen mit der Persönlichkeit der Ehepartner und dem Zusammenhalt. Eine Sprache zum Lieben und die andere zum Schimpfen wären fatal.

Natürlich kann man die Sprache später lernen. Man nimmt das Auto des Sprachkurses und kommt auch zum Ziel. Sicher aber ohne die Landschaft, die kulturelle Seele, erfahren zu haben…

Spracherziehungsmethode beim Bilingualitätserwerb und Typen:
Ein methodisches Prinzip des Bilingualitätserwerbs, nach Kielhofer und Jonekeit (1983) ist die Funktionale Sprachtrennung d.h. je eine Sprache ist an eine Person gebunden, oder aber an Familie einerseits und Schule andererseits…
• Eine Person – eine Sprache (Eine davon Deutsch). Jeder spricht mit dem Kind seine Muttersprache. Das fördert die Strukturierung der phonetischen Sensibilität des Kindes. Wichtig ist aber, dass gern miteinander gesprochen wird ohne Schranken, die jemanden ausschließen. Hier liegen auch die Chance der Bewahrung der eigenen Identität und die Möglichkeit für den Partner zum Wiedereintauchen und zur Belebung der eigenen Kindheit (Kinderlieder, Spiele). Mutter- und Vatersprachen werden zur Muttersprache, besonders wichtig für bikulturelle Ehen. Muttersprache ist dann der Ort, wo man fühlt, wo man träumt, denkt, lebt. Die Muttersprache ist Sprache des Herzens.

Der Funktionale Sprachgebrauch und Sprachtrennung sind direkt, brauchen keine Übersetzung und vermeiden die Interferenz.

*Ein Elternteil ist deutschsprachig, einer nicht. Familiensprache ist Nichtumgebungssprache. Diese macht Druck.
*Zu Hause kein Deutsch
*Zwei Sprachen zu Hause, Deutsch draußen
*Fremdsprache
*Mix
*Zweisprachen in Kita oder Schule
*Andere
Wie benutzen die Menschen ihre Sprache?

Familiensprache – Umgebungssprache:
Wichtig ist die Sprache zu benutzen, die man fehlerfrei spricht, damit die Unsicherheit nicht weiter gegeben wird. Wo zu Hause nur eine Sprache gesprochen wird, wäre es dann besonders angebracht, Freunde der Umgebung regelmäßig einzubeziehen. Die Kinder kommen dann in Kontakt mit beiden Sprachen in unterschiedlichen Funktionen und Rollen.

Familiensprache und Schulsprache sind oft in Konkurrenz. Die familiäre Sprache bleibt beschränkt, weil sie die Anregung der Schule nicht bekommt. Wichtig wäre es, Familiensprache zu Hause und Umgebungssprache draußen zu sprechen.

In einer Fremdsprache erziehen?
Das Problem liegt in der genauen Beherrschung der Fremdsprache. Ein Kriterium kann sein, ob man in der Sprache denkt (Herzenssprache)? Andernfalls würden die Kinder die Fehler modellhaft internalisieren, was ein Hindernis für später darstellen würde….
Drei Sprachen: Jeder der Eltern spricht seine Sprache und draußen wird Deutsch gesprochen. 3 Sprachen sprechen ist keine Überforderung. Überfordert sind die Einsprachigen. Zu beachten wäre, dass eine einsprachige Unterhaltung geführt werden kann.

Strategien
Rollenspiele oder Handpuppen als Freunde, die eine andere Sprache sprechen. Prinzip: eine Person eine Sprache (nach der Theorie von Grammont). Das kann angebracht werden bei Trennung und längeren Abwesenheit eines Partners. Eine Puppe kann für eine Person stehen. Räume für eine Kultur kann die tägliche Gute-Nacht-Geschichte sein; Mahlzeiten; Spiele.

Die „Wie bitte“ Strategie
Papa will, dass sein Sohn mit ihm Portugiesisch spricht:
David: Papa, Kann ich mit meinen Freud spielen gehen?
– Como?
– Darf ich mit meinen Freud draußen spielen?
-Que queres?
-Quero ir brincar com o meu amigo.
-. Sim, claro que podes.
Como?, wie, bitte? passt für beides. Oder „Ich verstehe nicht“. Ein anderer Ausweg ist das Übersetzen, wenn die Kinder etwas von uns wollen! Wie wenn man das Zauberwort Bitte verlangt. Klare Aufforderungen und nicht Spielchen oder ein zu starkes Entgegenkommens, das mehr Schwachheit ausdrückt als einen bewussten Wunsch zu vermitteln. Wichtig ist, dass die Kinder nicht schüchtern oder unsicher werden.

Schwierige Situationen
Wo Dritte anwesend sind, ist es ungewöhnlich, dass man mit jemandem in einer anderen Sprache spricht, weil der Dritte das als Unhöflichkeit begreift. Das wird den Dritten vorher erklärt und Ausnahmen werden zugelassen.

Entwicklung beim Spracherwerb -Lernprozess des Kindes:
Kinder lernen mit den Sinnen. Jedes Kind hat sein Schritttempo. Verstehen und Reden sind ziemlich versetzte Vorgänge. Mit zwei Jahren können sie schon viel verstehen.
Sie fangen mit Lauten an, dann mit Silben „da-da“ „ma-ma“. Im 2. Lebensjahr kann das Kind schon Wörter sagen und unterscheidet, dass Mutter und Vater verschiedene Sprachen sprechen. Sie sagen oft das Ende der Wörter. Die Kinder vergessen so schnell wie sie lernen.

Zwischen 18 und 24 Monaten werden schon zwei Wörter, die interpretationsbedürftig sind gesagt “Mama Katze“. Mit zweieinhalb Jahre werden einfache Sätze gebildet. Eine Entwicklung in den Etappen beim Erwerb der Sprache bemerkt man oft, wenn das Kind eine Sprachregel anwendet in dem Moment, wo eine grammatikalische Ausnahme gibt. Z. B.: (fazi/fiz), Gemesst für gemessen, getrinkt für getrunken. In dieser Phase sind die Kinder selbst aktiv schöpferisch: wagen den Sprung vom „nachsprechen“ zum „selbstformen“. Das Schöpferische braucht nicht gleich korrigiert werden.
Mit 3 funktioniert das Umschalten von einer Sprache zur anderen perfekt, und es kommt zum Bilden komplexer Sätze.

Die Bildung von Fragen hat eine bestimmte Ordnung gemäß der Entwicklung des Denkens. Die Reihenfolge der Fragesätze ist: Wo? Was? Wer? Wie? Warum?

Die Denkstrukturen werden je nach Alter gebildet (7, 8, 12 Jahre).
Es gibt zwei Lerntypen von Kindern: Der Analytische beginnt betont mit Bausteinen d.h. Namen. Der Ganzheitliche, d.h.. der sich am Ganzen orientiert, fängt an mit Wörtern wie „auf“, „ab“, „hoch“, „mehr“; mit zwei drückt er Gefühle aus wie: „Lili böse“.

Wissenschaftliche Studien belegen, dass bilinguale Kinder nicht später als monolinguale Kinder sprechen lernen. In der Forschung macht bei Bilingualen häufig den Fehler, nur eine Sprache zu berücksichtigen bei der Beurteilung der Sprachfähigkeit des Kindes. Damit das Ergebnis jedoch aussagekräftig werden, müssten beide Sprachen in die Beurteilung einbezogen werden.

Notwendigkeit von Einbeziehung von Fachleuten
Einige Kinder haben Probleme beim Hören. Kinderärzte und Ohrenärzte können helfen. Logopäden / innen lösen Sprachknoten auf bzw. helfen, die Buchstabenlaute genau zu differenzieren und auszusprechen…
Im Internet unter http://www.tpsls.on.ca oder Anregungen des Buches „Mit 2 Sprachen groß werden“ von Elke Montanari. (Verteilung von Photokopien) Das stellt ein Hilfe zur Orientierung ob einen Kind zum Hals-Nasen-Ohrenarzt gehen soll oder nicht.

Wie sprechen wir mit den Babys?
Unbewusst machen wir es richtig, wenn wir mit Babys anders sprechen. Wir reden höher und langsam, mit Kurzsätzen und mit übertriebener Mimik und Sprachmelodie. Die Wörter kauen (mit Zunge und Lippen verdeutlichen). So werden die Laute klarer. Das Gefühl leitet uns richtig. Das ist in der ganzen Welt so. Die Babys nehmen hohe Stimmen wahr. Mit vier – fünf Jahren hören Kinder automatisch damit auf.

Ermutigung für die Sprache – Lernmotivation
In der Spracherziehung sind eine bewusste Beziehung und der Sprachumgang wichtig für die Lernmotivation:
– Zuhören und ausreden lassen: Gefühl, Blickkontakt
– Ermutigen und Raum geben
– Hinwendung und Anschauen: den Mund bewegen.
– Sich zurücknehmen
– Loben
– Den Worten Taten folgen lassen: die Anstrengung belohnen
Anstatt zu korrigieren die Technik des verbessernden Wiederholens benutzen.

Eine andere Technik ist die Anwendung von W-Fragen: Wohin gehst Du? (Pause) nach….oder…. Oder-Fragen geben dem Kind mehr Stütze.
Anstatt etwas (Wasser) dem Kind ohne Wörter zu reichen, gibt man es ihm und sagt dabei: Möchtest du das Wasser?

Die Gefühle beteiligen: Freude, Beeindruckt werden, Spaß haben. Mit den Sinnen bei der Sache sein und sich fragen: „was tut er am liebsten?“ und das mit ihm mitmachen.
Ungünstig ist es, wenn die Sprache zum Selbstzweck wird. Hier hilft auch sehr das Vorhandensein von Vorbildern in den Sprachen: ein Lehrer, Spielgefährten, ein Popstar, usw. Das Kind muss am Spracherwerb einen Sinn sehen.

Spielen und gemeinsam Bücher anschauen fördert sehr die Sprachkompetenz der Kinder. Bücher füllen auch Wissenslücken und fördern den Wortschatz.
Spiele: Handpuppen, Lieder, Kim-Spiele: Erraten was sie nicht sehen durch Riechen, Fühlen, Schmecken; Rollenspiele: Markt, Post, Arzt…; Kochen, Bucher; Theater spielen: Kasper, Puppentheater.

Lesen und Schreiben können gleichzeitig oder nacheinander erfolgen. Zuerst müssen die Unterschiede klar bewusst gemacht werden. Ähnlichkeiten zwischen zwei Sprachen erschweren oft den Spracherwerb. Meiner Erfahrung nach ist es besser, lesen und schreiben in der Umgebungsprache (Schulsprache) zu lernen. Simultan lesen und schreiben lernen in der starken und in der Schwachsprache, stören sich gegenseitig wegen der noch instabilen orthografischen Systeme beider Sprachen. Daher sollte die Alphabetisierung zunächst in Deutsch stattfinden und nur mit der Verzögerung von einem oder eineinhalb Jahren sollte man mit der Zweitsprache anfangen. Ich habe das System gleichzeitiger und verzögerter Alphabetisierung in Portugiesisch während 30 Jahren probiert und fand die zweite Vorgehensweise effizienter.
Wörter werden auch als Bild wahrgenommen wie die Lernforschung feststellte. Vorsicht mit dem verbessern!

Wie lernt das Kind gut Deutsch?
Die Sprache ist die Grundvoraussetzung, um aktiv am Leben teilzunehmen. Was man in einer Sprache lernt, kann der anderen nützlich sein. Wichtig ist schon zu Hause kein schlechtes Deutsch bzw. schlecht gesprochene Herkunftssprache zu lernen.

Wenn kein Deutsch zu Hause gesprochen wird, dann sind Spielkameraden unersetzlich. Die Kinderkrippe wird für diese Gruppe von Kindern besonders wichtig und dann der Kindergarten. Es gibt viele Modelle von Kindergärten, was es nötig macht, sich frühzeitig mit diesen Modellen zu beschäftigen. Das gilt auch für Tagesmütter. In Gruppen mit weniger Kindern wird mehr gesprochen. Als Ersatz oder Zusatz könnte ab dem dritten Lebensjahr eine Spielstunde pro Woche mit einem Kind, das mindestens 14 Jahre alt ist, einzuplanen…Es muss Hochdeutsch gesprochen werden. Auch eine Leihoma kann eine Fundgrube sein. Das Kind muss ganze Sätze auf Deutsch sagen.
Die Eltern sollen bei der Sprache, die sie beherrschen bleiben.

Hausaufgaben
In der Unterrichtssprache. Es wäre doppelt gelernt, wenn man die Kinder dazu gewinnen könnte, die Hausaufgaben zweisprachig zu machen, wobei sie begleitet werden.
Zu Hause eine zweisprachige Umgebung schaffen mit portugiesischen Büchern, Fernsehen, Freunde…ein Lexikon

Starke und schwache Sprache: Die Kinder lernen, was sie benutzen, was sie brauchen und was sie berühren. Zwischen dem 6. und 12. Lebensjahr hat die Schwachsprache einen sehr schweren Stand, weil die Freunde wichtiger als die Mutter werden (oft Sprachverweigerung); hier hilft die Wahl einer bilingualen Schule, der Muttersprachliche Unterricht und die Möglichkeit, oft Urlaub im Land der Schwachsprache zu machen. Ein anderes Kapitel wäre das Problem der Gettogruppen.

Bei Bilingualen gibt es unterschiedliche Stärken und Schwächen in beiden Sprachen. Zählen und Rechnen bis 10 in beiden Sprachen stellt kein Problem dar. Ab dem Kindergarten wird das Deutsche die Zählsprache. Dann entstehen Schwierigkeiten in der Schwachsprache, ab der Zahl 10, weil bestimmte Mentaloperationen an die Schul- und Zählsprache Deutsch gebunden bleiben. Deswegen empfehlen viele Wissenschaftler (Bernd Kielhöfer / Sylvie Jonekei) Rechnen und Mathematik vom Sprachwechsel auszunehmen. Auch in bilingualen Schulen soll dieses Fach in einer Sprache von Anfang bis zu Ende unterrichtet werden und nicht epochal abwechseln.

Es gibt Zweisprachige, die zu der Kategorie „Produktive Mehrsprachige“ gehören, sie sprechen in beiden Sprachen fließend. Die „Rezeptiven Mehrsprachigen“ aber drücken sich vielleicht nur in einer Sprache aus. Das bedeutet nicht, dass sie die andere Sprache nicht können. Sie sprechen und antworten nicht, aber oft handeln sie nach dem Gesprochenen, und dadurch zeigen sie, dass sie verstehen. Diese Gruppe braucht besonders das Lob. Die Eltern sollten auch wenn sie keine Resonanz bekommen, weiter in der Sprache sprechen: Es ist nicht wichtig, was die Kinder mit 4 Jahren in beiden Sprachen äußern. Es hat Zeit. Manche bringen eben angenehme Überraschungen später.

Die Verweigerung zu sprechen bzw. zu agieren ist ein reales Problem. Eine Sprache als minderwertig zu halten kann zur Sprachverweigerung führen (Konformismus). Der Sozialstatus überträgt sich auf das Prestige der Sprache. Es gibt unter anderem auch emotionale Gründe durch ein gestörtes Verhältnis zu einem Partner. Konfliktstoff in bikulturellen Ehen drückt sich oft in interkulturellen Spannungen aus und führt oft zur Sprachverweigerung bei den Kindern. Auch die Einstellung der Familie gegenüber dem Umfeld kann zur Sprachverweigerung führen. Bedingtheiten: Prestige, Einstellung der Umwelt, Freundschaften, Reisen, Lebenssituationen und Zugänglichkeiten von Bücher, Kassetten, TV…

Die Verweigerung kann eine Frage von Kompetenz und Performanz (d. h. von Können und Ausführen) sein. Man kennt das Phänomen, dass man etwas sagen will, es „liegt auf der Zunge“ und kommt nicht raus.

Was tun bei Ablehnung bzw. Verweigerung? Das soll nicht als Zurückweisung aufgenommen werden. Die Kinder orientieren sich an einer Norm. Zur Entwicklung der Persönlichkeit gehört auch sich von Eltern abzugrenzen. Die Mechanismen zur Förderung des eigenen seelischen Haushaltes bei den Kindern sind variabel und eigen. Nicht aufgeben. Wir sind alle in einem kontinuierlichen Veränderungsprozess. Manchmal reicht es die Ferien allein mit Gleichaltrigen zu verbringen um eine Gewohnheit zu unterbrechen.

Sprachmischungen
Die Sprachen im Kontakt miteinander beeinflussen sich gegenseitig. Dabei entstehen oft Sprachmischungen und Interferenzen. Nirgendwo gibt es aber einen Nachweis von pathologischen Erscheinungen. Bei Sprachmischungen von Bilingualen tauchen folgende Techniken beim Sprechen auf: das Einfügen einzelner Elemente, das Umschalten auf die andere Sprache zwischen zwei Sätzen und mitten im Satz. Es gibt Wissenschaftler, die das gut finden und meinen, dass „nur die Zweisprachigen, die beide Sprachen sehr gut beherrschen, den Mut haben zu solch wagemutigen Konstruktionen“(Prof. Poplack), während andere wie Prof. Weinreich das Gegenteil meinen: „Der beste Zweisprachige wechselt nicht“. Mischungen werden normalerweise in einer einsprachigen Gesellschaft als Fehler, als Reparatur angesehen. Bilinguale leihen sich Wörter oder richten die Sprachwechsel nach den Personen, nach Themen oder Situationen. Manchmal findet der Code-Wechsel aus Bequemlichkeit statt… aus Genauigkeit… manchmal als Stilmittel, manchmal unbewusst. „Unter zwei konkurrierenden Prinzipien ( Partnerprinzip und Ökonomieprinzip) setzt sich die Ausdrucksökonomie besser durch“ (Bernd Kielhöfer/Sylvie Jonekei, „Zweisprachige Kindererziehung“)

Sprachmischungen sind zu beheben durch konsequente funktionale Sprachtrennung der Eltern. Sprachmischungen sollen nicht zur Mischsprache werden. (Semilingualität = Halbsprachigkeit). Migranten haben oft zwei Schwachsprachen mit fatalen Konsequenzen für die Schulentwicklung und den Lebenslauf.
Obwohl die Fähigkeit, zwei Sprachen zu mischen die Ausdrucksmöglichkeiten und den Stil bereichern kann, wird die Sprachmischung von der Gesellschaft oft als Fehler oder Wissenslücke gewertet, vor allem in der Schule.

Interferenz
Interferenz ist üblich in der Rede des Zweisprachigen. Der Zweisprachige greift „spontan in Sprachnot“ auf Strukturmuster der anderen Sprache zurück, um Lücken zu füllen. Faktoren von Interferenz sind: Konzentrationsmangel, Müdigkeit, Stress, Vorbilder… Beispiel: Sou 4 anos anstatt tenho 4 anos. P“haspiriert“-p/b, a/e, fh/v/w. Die deutsche Syntaxordnung anstatt der portugiesischen Subjekt +Dativ Objekt.+ Akkusativ Objekt. Hier findet „Überlagerung der unterschiedlichen Regeln beider Sprachen“ statt. (Leist, Anja,1996 ) Z. B.: „ich gebe Birnen der Mutter“ anstatt: „ich gebe der Mutter Birnen.“

Bei Sprachkontakt und Interferenz, „findet der Kontakt nicht in Sprachspeicher statt, sondern in eine Folge von Abrufstrategien. Der Kontakt würde dann auf dem Weg von Sprachspeicher zur Sprachrealisoerung stattfinden.(Kielhöfer).

Wer von Geburt an mit einer zweiten oder dritten Sprache aufwächst, hat auch die Grammatik mit internalisiert. Die Eltern sollten sich dessen bewusst werden und gleich von Anfang an bei der gewählten Sprache bleiben. Druck im Umgang beim Sprechen ist wie Sand in Getriebe.

Bilanz
Hauptmerkmale zur Prognostizierbarkeit von Erfolg oder Misserfolg in der bilingualen Erziehung sind die ethnische Identität und das Sprachprestige. Wenn man die kulturelle Identität in der Familie positiv bewertet, trägt das wesentlich zum Gelingen der Zweisprachigkeit bei.

Sprachprestige kommt von draußen, d. h. von der Gesellschaft und wirkt auf die Einstellung von Eltern und Kindern und interagiert besonders mit der ethnischen Identität und dem Selbstbewusstsein. Das Gelingen von Bilingualität hängt wesentlich von der Einstellung zur Bilingualität ab. Auch die positive oder negative Einstellung der Eltern und Erzieher bezüglich Sprachentwicklung bestimmt über Erfolg oder Misserfolg ihrer Spracherziehung. Erziehungsmethoden, Persönlichkeitsmerkmale der Eltern und ihr Bewusstsein sowie das emotionale Verhältnis zum Kind sind bestimmend für die bilinguale Erziehung und ihr Ergebnis. Bilingualität ermöglicht den Erwerb der beiden Sprachen ohne Mühe. Oft tauchen Probleme bei perfektionistischen Ansprüchen bezüglich des Erlernens der Schwachsprache auf. Auf keinen Fall soll der Erwerb der Zweitsprache auf Kosten der ersten geschehen. Tolerierung von Interferenzen und Sprachmischungen schaffen eine bessere Atmosphäre beim Erwerb der Sprache. Je stärker die beiden Sprachen sind, desto besser für die kognitiven Fähigkeiten der Bilingualen. Es ist noch nicht klar untersucht worden, welchen Anteil die Sprache am Wahrnehmungs- und Denkprozess hat und wie stark unsere Welt- und Wirklichkeitsanschauung durch die Mutersprache bestimmt wird. Es gibt konträre Auffassungen: – Die Idealistisch-romantisch Sprachauffassung (mit Namen wie Herder und Humboldt, Weisberger, Trier…) vertritt eine Enhheitssprachenideologie. Sie spricht von Orientierungslosigkeit und von fehlender Verbindlichkeit bei Bilingualen.

Die rationalistische Sprachauffassung (Descartes, Leibnitz, Chomsky…). Für sie bildet die Sprache nicht die Welt ab, sondern sie denkt und vermittelt sie in „geistigen Zwischenwelten“(Weisgerber). Das Weltbild der Muttersprache fixiert demnach Wirklichkeitsbilder und prägt unsere Wahrnehmung und unser Denken. Mutersprache lernen heißt immer auch deren Weltbild und Kulturnormen zu übernehmen, was für sie Schizophrenie bedeutet. Ein Beispiel dagegen: beim Lernen des Begriffs Brot, Pain, pão gibt es keine Desorientierung, aber verschiedene Erfahrungen mit der Realität Brot in den drei Ländern, was nicht zur Doppelzüngigkeit führt. „Im Gegenteil, eine solche Erfahrung emanzipiert von der Sprache, sie vermittelt die wichtige Einsicht, dass Wörter und Dinge der Wirklichkeit nicht identisch sind“. Zweisprachige lernen früher die Relativität der Wörter. Dadurch werden sie bikulturell. Es gibt nicht das Weltbild der Muttersprach,e sondern konkurrierende Weltbilder. Auch andere nicht sprachliche Kategorien bestimmen unsere Wirklichkeit und Kultur. Die Sprache wird als Instrument des Denkens und des Wahrnehmens gesehen. Zweisprachige verfügen über 2 Instrumente und a priori nicht über 2 Weltanschauungen, 2 Identitäten und 2 Denkweisen, wie Bernd Kielhöfer / Sylvie Jonekei fesselt. Wir sind nicht in der Sprache „eingesperrt“, weil wir über die Sprache sprechen können. Bestimmte Dinge können in bestimmten Sprachen nicht gesagt werden, eben weil die Dinge hier nicht existieren. Zweisprachige haben den Zugang zur Bikulturallität.

Kindergarten
Es gibt viele Modelle von Kindergärten und viele Schulen, die sich um die Umsetzung von pädagogischen Konzepten kümmern, die die Bilingualität berücksichtigen. Im Kindergarten wird dem Kind die Chance gegeben, neue Eindrücke auf Deutsch auf der Reise der Weltentdeckung zu bekommen. Neue Anregungen, neue Strukturen, neue Begriffe, neue Aktivitäten, neue Menschen prägen sich ein. Die Kinder wollen dann oft nur die Umgebungssprache sprechen. Die Herkunftssprache ruht dann, aber wird erweitert durch das systematische Lernen der anderen Umgebungssprache. Als Kompensation ist eine Reise in das Herkunftsland der Eltern, bzw. der Schwachsprache fällig.

Es gibt Kindergärten, die die Kinder in Sprachgruppen unterteilen. Die Kinder sprechen in der Gruppe aber Deutsch mit der Möglichkeit, ihre Erstsprache zu verwenden. In diesem Fall soll die Subgruppe nicht zu groß sein und keine Cliquenbildung ermöglichen. Dabei taucht das Problem der Isolation einzelner Kinder auf. Wichtig sind die Aktivitäten der Gesamtgruppe in deutscher Sprache. Auflösungen von Cliquen sollen spätestens in den Aktivitäten der Gesamtgruppe erfolgen.

Bei der pädagogischen Umsetzung gibt es Kindergärten, die 13 Stunden Französisch / 13 Stunden Deutsch in der Woche praktizieren. Damit die Kinder die Sprache in verschiedenen Situationen “erleben”, gibt es 2 Lehrer zur klaren Identifizierung der beiden Sprachen.

Unterricht – Wo und Wann?
Der Unterricht findet normalerweise statt als Fremdsprachenunterricht und muttersprachlicher Unterricht.

Als Fremdsprachen werden in Deutschland normalerweise Englisch, Französisch, Latein, manchmal Russisch gelehrt. In den höheren Klassen begegnen wir auch Spanisch, Italienisch, Türkisch und Neugriechisch. In der vertikalen kurrikularen Organisation der Schule nach Fächern wird immer mehr ein sprachenübergreifender Unterricht verlangt, der wegkommen soll von der Zielsprachendidaktik hin zur Didaktik der Mehrsprachigkeit. Stichwörter: Europäische Dimension und das Spracherwerbstheoretische Argument der Unteilbarkeit des Sprachenlernens in der Kognition des Individuums (Erziehung zur Mehrsprachigkeit: integriert die vorhandenen Sprachen und Wissensbestände in der Schule). Das setzt eine interkulturelle Pädagogik voraus, die ressourcenorientiert ist. Sie sieht nicht vorrangig die Probleme, die sich durch die Zugehörigkeit zu unterschiedlichen Kulturen ergeben, sondern die Potentiale, die darin liegen.

Herkunftssprache / Muttersprachlicher Unterricht
In Deutschland ist der MU kurrikular mit dem Regelunterricht abgestimmt. Es wird in 19 Sprachen unterrichtet. Normalerweise findet er am Nachmittag in einer Zentralschule statt. Kinder sprechen manchmal von einer Zusatzbelastung. Meiner Erfahrung nach, gehen sie gerne zum MU, weil sie dort auch Freundschaften schließen. Ab der 6. Klasse konnte ich weniger Begeisterung beobachten, die dann ab der 9. wieder kommt. Die meisten Kinder empfinden ihre Zweisprachigkeit als eine Bereicherung, die für Beruf und Lebensplanung neue Perspektiven eröffnet. Motivation und das Selbstbewusstsein, in der Sprache zu kommunizieren, wird gefördert durch Fehlertoleranz in einer angstfreien Atmosphäre. Europäische Richtlinien…

Fremdsprachlicher Fachunterricht nach Epochen in einigen Gymnasien: Erdkunde auf Spanisch dann wieder auf Deutsch. Andere Modelle bevorzugen durchgängig ein Fach. Die Fremdsprache wird zur Normsprache.

Samstagsschulen: Privat organisierter Unterricht: Norwegisch, Chinesisch, Russisch, Japanisch und Koreanisch.

Schulformen besonders geeignet für Bilinguale:
Das deutsche Schulsystem ist monolingual ausgerichtet. Eine migrationssensible Erziehung setzt eine interkulturelle Kompetenz der Mitarbeiter und Mitarbeiterinnen voraus.

Auf der Handlungsebene sind vor allem Fähigkeiten der Empathie, der Rollendistanz, der Ambiguitätstoleranz sowie besondere kommunikative Deutungs- und Aushandlungskompetenzen erforderlich. Eine solche interkulturelle Kompetenz zu erwerben, muss künftig immer mehr Anstrengung in der Aus- und Fortbildung und mehr Einbeziehung der Bilingualen erfordern (: vielfältige Sprachkenntnisse sichert schulischen und beruflichen Erfolg).

Mehrsprachige Schulen bieten viele Vorteile. Problem: Längere Schulwege.

Ähnliche Schulbezeichnungen verbergen unterschiedliche Inhalte.
1. Internationale Schulen (International School): Ermöglichen Abschlusse, die weltweit anerkannt sind (für Diplomaten…die von Land zu Land ziehen). Sehr gute pädagogische Angebote und viele Sprachen. Sind aber sehr teuer.
2. Europäische Schulen (www.eurs.org.): Für die Kinder von EU-Behördenangestellten (Für sie sind sie kostenfrei). Alle Kinder werden vom Kindergartenalter an zusammen unterrichtet. Hier erlangen die Schüler das Europa-Abitur. Die Zweitsprache ist Französisch, Englisch und Deutsch. Später kommen noch 2 Sprachen dazu. (in Karlsruhe, München und Frankfurt/M.)
3. Europaschulen und Schulversuche an staatlichen Schulen:
In Zusammenarbeit mit Konsulaten und oft auch mit Vereinen wird in staatlichen Schulen ein Klassenzug bilingual ausgerichtet: deutsch-portugiesisch; D-Sp, D-T; D-I.
Dabei gibt es in der Regel 2 Klassenlehrer: einer deutschsprachig und der andere portugiesisch… Die Klassenzusammensetzung und die Zweisprachigkeit des Unterrichts ermöglichen einen interkulturellen Dialog und das von einander lernen.
In Berlin werden diese Schulen (17) „Staatliche Europaschule Berlin“ genant. In diesem Konzept werden zwei Partnersprachen als Arbeitssprachen genutzt, wo der Unterricht nach dem Modell der Immersion, d. h. dem Eintauchen in die Sprache und Kultur (Zydatiß 1997) stattfindet. Durch 2 verschiedensprachige Lerngruppen in der Klasse geschieht ein gegenseitiges Eintauchen in die Partnersprache. Diese Modelle sind besonders geeignet für die bildungsnäheren Schichten.
Nicht alle Europaschulen sind zweisprachig, aber wenigstens setzen sie sich besonders ein für interkulturelles Lernen. Vgl.: http://www.dipf.de/dipf/bildungsinformation_iud_eudok_schul_list.htm.
Informationen bei Schulämter, Konsulate und Botschaften.
Über Unterricht, Schulen, usw. auf deutsch, Englisch und Französisch unter: http://www.bildungsserwer.de
Schulen mit bilingualem Angebot: http://lernen.bildung.hessen.de/bilingual/schul-verveise/schulen

In NRW gibt es 140 Schulen mit bilingualen Klassen, in denen die Fremdsprache als Arbeitssprache in anderen Fächern und Lernbereichen eingesetzt wird.

Es gibt Kritik an den Versuchen, Mehrsprachigkeitskonzepte vertikal und additiv allein von einzelnen Schulfremdsprachen her zu denken. Für die Kritiker wird die Realität der Mehrsprachigkeit nicht wahrgenommen, weil nur bi-nationale und bi-kulturelle Paradigmen des Lernens unterstützt werden. Grosjean hat 1989 die Fachwelt aufmerksam gemacht auf ein neues Verständnis von Mehrsprachigkeit. Bis seiner Arbeit von 1989 wurde Bilingualität nicht als etwas Eigenständiges wahrgenommen. Es wird die Forderung gestellt, Bilinguale nicht als zwei Monolinguale in einer Person mißzuverstehen. Bis jetzt wurde aber noch kein ausgereiftes diagnostisches Verfahren vorgelegt, das Bilingualität in seiner Eigenständigkeit erfasst und nicht auf den Vergleich mit Monolingualität reduziert.
Interkulturelles Lernen ist kein bloßes Schlagwort, sondern ein integraler Bestandteil der Bildung und nicht zuletzt eine Forderung Europas.
In der EU gibt es für die Schulen das „Europäische Portfolio der Sprachen“, das Lernschritte in allen Sprachen dokumentiert und die Entwicklung von Mehrsprachigkeit belegt.

Fazit

Ab 1960 wurde gezeigt, dass Zweisprachige intelligenter sind als Einsprachige (Lambert 1962, Balkan 1970 und SAUNDERS, George. „Bilingual children: From birth to teens“ 1988). Zweisprachige lernen besser Sprachen und sollen toleranter, offener, flexibler, anpassungsfähiger und intelligenter sein als Einsprachige. Sie sind optimale Dolmetscher mit automatischer Umschaltung. Ihre Übersetzungen sind situationsangemessen und idiomatisch treffend; selten übersetzen sie wortwörtlich. Kinder mit zweisprachiger Erziehung nach der Grundschule können allgemein bessere Schulergebnisse erzielen; sie sind bessere Leser, weil sie sich beim Lesen mehr auf den Sinn als auf den Klang konzentrieren, sie erlernen leichter weitere Fremdsprachen, sind kulturell interessiert und offen für Begegnungen die Toleranz fördern, sie entwickeln früh die Fähigkeit zur Abstraktion, sind intellektuell wendig und entwickeln viele verschiedene Lernstrategien.

Kinder werden später kein Verständnis haben, dass wir ihnen eine Sprache vorenthalten haben. Mehrsprachige Erziehung bedeutet Mühe für Eltern und andere Angehörige, aber auch große Freude und angenehme Überraschungen. Fangen wir frühzeitig damit an. Es ist wichtig, das latente sprachliche Potential spielerisch zu fördern.
Bilinguale haben ein Zuhause und dieses ist die Welt. Sie haben eine erweiterte Ausgangssituation und eine emanzipatorische Erfahrung.
Hier möchte ich an den Anfang anknüpfen: Wir brauchen eine neue Welt! Sie sind von den „unerwünschten Nebeneffekten“ der postindustriellen Modernisierung überdurchschnittlich stark betroffen. Wir hoffen mit unserem bilingualen Beitrag zur Gesellschaft und zur Welt mehr „pragmatische Idealisten“ zu fördern. Bilinguale bringen Voraussetzungen wie Interkulturalität, Toleranz, Festigkeit und Flexibilität (etwa Entscheidungsfreude, Fehlerfreundlichkeit, Beziehungs- und Kontaktfähigkeit). Unsere Aufgabe als Eltern, Erzieher und Politiker ist es, präventiv zu handeln, so dass sie nicht Lebensbewältigungsmuster entwickeln, die jenseits gesellschaftlicher Integrationsnormen liegen können. Heute spürt man, dass viel der heutige Jugend schon außerhalb leben. “ Die Folge davon ist, dass sie äußerst gegenwartsorientiert leben – also keinen langen Atem haben, dass sie Maßnahmen unregelmäßig besuchen, diese unerwartet abbrechen, übermäßig konsumieren, sich verschulden oder gar delinquent werden, ein hohes Bedürfnis nach Selbstdarstellung und nach Anerkennung haben. Aber: Gerade „mit diesen Bewältigungsmustern (sind sie) auf der Suche nach einem normalen Leben in Gesellschaftlichvorgegebenen Jugendbildern.“ (Marx, 2002, 33).
Bildung und Bewusstmachung sind die geeigneten Mittel um die Bildungschance von der sozialen Herkunft zu entkoppeln.

Ich wollte gern beenden mit den Hinweis auf ein neues und aperspektivisches Weltbild in der Freiheit und Einheit des Erkennens, des Fühlens, des Wollens und des Schaffens.

Vielen Dank für das Zuhören und mitmachen.

© António da Cunha Duarte Justo

http://antonio-justo.blogspot.com/2008/06/bilingualitt.html

* Vortrag von António Justo gehalten im Düsseldorf am 4.11.06

ANTÓNIO GUTERRES NO CUME DA MONTANHA (ONU) COMO SECRETÁRIO-GERAL

Será que os melhores que Portugal produz emigram!

António Justo

Da realidade que se observa da presença de personalidades portuguesas a actuar no palco internacional, fica-se, por vezes, com a impressão que “Portugal” é bom para governar o mundo e mau para governar o país. Parece fatídico que Portugueses desenvolvam a sua categoria de grandes personalidades fora de Portugal, quando o ambiente político português só lhes possibilitaria o papel de personagens unilaterais de mérito nacional a nível de partido ou de ideologia.

Portugal dá tudo, dá os melhores emigrantes e as melhores personalidades para um mundo que ainda se preocupa em colocar personalidades de países menos relevantes em posições onde os seus interesses são jogados. Ao contrário, a Alemanha manda para as instituições internacionais o seu pessoal de reserva, mantendo para as internas o melhor.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) nomeou, de forma definitiva e oficial, António Guterres como seu escolhido para Secretário-geral.

A partir do dia da comemoração da República (5 de Outubro) ficamos a saber que António Guterres ocupará o cargo de cimeira das Nações Unidas a partir de 1.01.2017 por cinco anos, sucedendo a Ban Ki-moon. Foi proposto, pelo CSNU, à Assembleia Geral da ONU, onde será eleito seu Secretário-geral. Depois de lhe ter sido aplanado o caminho pelo decisivo Conselho de Segurança com 13 a favor dos 15 votos (todos os estados membros permanentes do Conselho de Segurança, China, EUA, França, Reino Unido e Rússia votaram a favor), será certa a sua eleição onde precisa de uma maioria simples de 193 votos.

Sem medo de se opor aos poderosos como demonstrou no cargo de Alto-comissário para os Refugiados, de 2005 até 2015, a ONU escolhe agora para seu chefe, um homem que se encontra mais perto do mundo porque anda com o povo, com os pobres. Aprendeu a humildade e a ajuda nas favelas de Lisboa quando aí trabalhava no movimento estudantil Católico. Manteve a humildade que evita populismos e reúne em si o idealismo e o pragmatismo numa vida guiada pela utopia.

Compreende o seu papel de Secretário-geral no sentido de “Aparecer com humildade sem arrogância, sem dar lições a ninguém, mas atuar como um facilitador, como um catalisador. Como um mediador honesto, um construtor de pontes e como uma voz para a paz.”

Com a escolha do engenheiro Guterres afirma-se a competência e o empenho pessoal, além do bom trabalho da diplomacia portuguesa. Com a derrota da candidata concorrente Kristalina Georgieva, apoiada por Merkel e a vitória da personalidade de Guterres, temos bons sinais de que a ONU, no futuro, será menos instrumentalizada. Com Guterres a ONU ganha o campeonato da conciliação. Como candidato prometeu ocupar metade de todas as posições de topo com mulheres.

O perfil de Guterres, socialista católico, é um exemplo prático e apelativo para as elites portuguesas em geral e para os socialistas em particular. É uma personalidade rara na esquerda portuguesa devido à sua capacidade de integrar a tradição católica e o progressismo socialista e deste modo dar o bom exemplo de mais que um personagem do partido ser uma personalidade patriota. Consegue unir exemplarmente na mesma pessoa a tradição e o progresso, o povo e o mundo, consegue o que os partidos lusos não conseguem numa sociedade extremamente dividida pelos fossos da república mais interessada em dividir para reinar do que em unir para progredir (1). Guterres é o exemplo de um homem fazedor, moderado e conciliador para Portugal e para o PS, numa comunidade ainda por construir.

O antigo Primeiro-ministro de Portugal de 1995 a 2002, continuou sempre fiel ao seu dizer: “não quero ser árbitro, quero jogar à bola, quero estar no campo, ter acção, intervir constantemente”. Até parece paradoxal o facto de um homem inteligente e simples conseguir colocar Portugal nos cornos da lua. Guterres honra Portugal a nível internacional!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Espírito no Tempo

  • Tive o prazer de conhecer António Guterres e de ser tradutor dele numa reunião realizada em Dortmund. Apoiei-o no início dos anos 90 nas eleições do congresso para secretário-geral do PS por ver, representada nele, aquela parte de Portugal que a ala mais esquerda desprezava e despreza. Depois do Congresso voltei desiludido à Alemanha por ver o espírito jacobino de grande parte do PS; decepcionado, por considerar o PS incapaz de unir um povo estruturalmente fraco porque demasiadamente dividido, coloquei o partido ad acta. Tive na altura a impressão que também radicais da esquerda portuguesa se aproveitavam do ingresso no PS porque lhe oferecia mais oportunidade de postos do que partidos sem coligações governamentais; observei como representantes do partido se aproveitavam do estatuto para as suas excursões de interesse privado.