REUNIÃO IMPORTANTE NA BASE AMERICANA DE RAMSTEIN NA ALEMANHA

Chanceler alemão livra a Alemanha de ser responsabilizada pelo escalar da Guerra

Na base americana em Ramstein, Alemanha, os aliados reúnem-se hoje para discutir sobre entrega de armas de qualidade superior à Ucrânia.

O Chanceler Scholz adiou sempre a questão da entrega de Leopard 2 porque, sabiamente, não quer que a Alemanha se envolva e assuma a responsabilidade sozinha de parte beligerante activa na guerra.

Uma vez que a decisão da entrega de  Leopard 2 à Ucrânia  será tomada em Ramstein, sob a responsabilidade de todos os participantes e em terreno diplomaticamente americano já a Rússia não poderá guiar o conflito só para a Alemanha e Europa pelo que o conflito assumirá um caracter de choque NATO-Ucrânia-Rússia. Isto porque o sistema de guerra com o Leopard 2 assume uma nova qualidade e estratégia bélica!

Os mais belicosos na Alemanha não compreendem que o Chanceler Scholz adie sempre a permissão de entrega de tanques de guerra do tipo Leopard 2 à Ucrânia; os mais radicais apelidam-no de cobarde. No meu entender não tem sido uma atitude de cobarde, mas de prudência sábia. Numa guerra que tem sido indirectamente de caracter geoestratégico favorecedora dos interesses dos EUA, a responsabilidade não pode ser assumida só pela Alemanha no que trata à entrega de armas que podem provocar uma escalação atómica. Os prejudicados seriam a Alemanha e a Europa.

Apesar de tudo, os EUA com a reunião em Ramstein já obtiveram uma grande victória conseguindo assim integrar a Alemanha política nos exércitos americanos! Assim se desobrigam uns aos outros e será irresponsavelmente determinada a entrega dos Leopardos 2 à Ucrânia. A guerra geoestratégia, depois da perda da guerra comercial dos EUA com a China (fim do globalismo neoliberal), ganhará assim mais oficialidade; o novilho sacrificado no altar da Guerra será a Europa e o povo europeu de Lisboa a Moscovo!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

Social:
Pin Share

Social:

Publicado por

António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

19 comentários em “REUNIÃO IMPORTANTE NA BASE AMERICANA DE RAMSTEIN NA ALEMANHA”

  1. Já publicamos Amigo…Estou a encerrar a edição em papel. Isto vai dar às armas atómicas em que os falcões nos envolveram infelizmente. Não vai acabar nada bem.

  2. Os Estados Unidos que estão na base de tudo isto já conseguiram o que queriam: subjugar a Europa, castigar a Rússia à custa do povo ucraniano e europeu e dividir o mundo já que a sua política do globalismo liberal falhou! É a afirmação do nacionalismo americano e dos que se seguirão! Fazem a guerra de longe e os outros é que as pagam.

  3. Meu caro António Justo,
    Leio sempre com muita atenção as tuas PEGADAS DO TEMPO, com que nos dás a tua opinião sobre acontecimentos importantes, com realce para o que se passa na Alemanha ou lhe diz respeito.
    1) Quanto ao que referes que o Chanceler Scholz “livrou a Alemanha de ser responsabilizada pelo escalar da guerra na Ucrânia” , a tua conclusão não terá tanto a ver com o fornecimento à Ucrânia dos tanques Leoparde 2, mas mais com o passado…que por vezes vem à memória dos alemães. Saberás certamente que durante a 2º Guerra Mundial os Tanques PANZERS ( que equipavam a Waffen SS e a Wehrmacht )da Alemanha Nazi sairam de Kiev para o sudeste da Ucrânia, para o DONBASS…E essa recordação é ainda um trauma psicológico para os Alemães da actualidade, envolvendo as gerações mais velhas num complexo duplamente traumático que envolve o Hitler e o terror dos russos !
    O Chanceler Scholz já não é desse temp, mas é um político que não quer avivar o passado e quer desculpar-se com um vizinho perigoso !
    2) Quanto a Davos não seria tão assertivo com tu, meu amigo Justo, ao atacares os que também são chamados os Globalistas …
    Por mim que não tenho complexos nem de Direita nem de Esquerda, acho que se trata de uma iniciativa meritória, neste caso ( reunião deste ano) contra o autocrata Putin que reza sózinho na Basílica ortodoxa para iludir os incautos e que associou o líder religioso, o Patriarca de Moscovo, à violação bárbara ido direito internacional e dos direitos humanos !
    Felizmente que a consciência humana contra a crueldade não deriva necessariamente das religiões, mas do direito natural que Deus Criador incutiu nos Homens e nos Povos !

  4. Caro amigo,
    muito obrigado pelos acertos que fazes ao texto e que ajudam a explicar a situação alemã! Eu procurava situar a posição de Scholz na linha política do antigo chanceler do seu partido que iniciou a política de Leste, de aproximação cuidadosa ao Leste e que ainda encontra apoio em cerca de 50% da população, contrária à entrega de armas de alta qualidade à Ucrânia. Para mim que gosto de ver as coisas mais a nível simbólico e de longe interessou-me ter publicado um artigo que também contribuísse para a compreensão da posição dos que consideram, dentro da Alemanha, o chanceler como “Cobarde” (por isso elaborei também versão em alemão: https://antoniojusto.wordpress.com/ . Naturalmente a factura da grande guerra que os alemães assumiram também continua a obrigar!
    Quanto a Davos é também interessante seguirem-se as afirmações do seu fundador Professor Klaus Schwab!
    Quantos às rezas em política todas elas bradam aos céus e podem-se ouvir desde a Basílica ortodoxa até ao Santuário de Bruxelas e de Washington!
    O direito natural embora se encontre na consciência dos povos precisa ter expressão na cultura dos povos através de instituições religiosas, políticas, etc. Nas religiões esse direito envolve não só a inteligência racional mas sobretudo a atitude empenhada da pessoa! Que forças poderosas tentem apoderar-se dessa via é uma questão de poder e de estratégia, mas que não é suficiente para se irradiar uma aspiração religiosa natural e menos ainda as religiões, por muito pecadoras que sejam!

  5. A Ucrânia está a resistir, apesar do apoio do Ocidente ser insuficiente.
    É a Ucrânia que está a impedir a progressão da Rússia a Ocidente que iria culminar na anexação sucessiva de países até aos limites da antiga Cortina de Ferro.
    Mas não ficaria por aqui, seguiria a tentativa de entrega de soberania de todos os países da Europa Ocidental à Rússia com o apoio dos traidores que militam nos partidos nacionalistas e anti União Europeia.

  6. José Luís Caldeira Fernandes , isso não era objecto do artigo! Tratava-se de armas que nos tornam cúmplices directos na guerra! Mas é verdade, o nacionalismo e extremismos que se encontram na Ucrânia, Rússia e europa juntar-se-ão constituído um grande perigo para a Europa. Felizmente na União europeia ainda a maioria das populações não confundem atitude crítica com nacionalismo anti europeu. Todos fazem erros e se nos fixarmos só nos erros sem os encarar para um melhor bem de todos então transformam-se todos em guerreiros anónimos que no fim só poderão ter a perspectiva das próprias armaduras!

  7. António Cunha Duarte Justo, o único nacionalismo/nazismo no governo está na Rússia.
    Os da Europa Ocidental são só traidores à espera da oportunidade.

  8. José Luís Caldeira Fernandes , pelos vistos a imprensa portuguesa não informava todo o processo que se passava na Ucrânia antes da invasão russa; por isso é natural que as pessoas pensem como pensem! Numa ordem de ideias em que nós é que somos os bons e os outros são os maus não há espaço para discussão nem para argumentação. A realidade é complexa e não se pode reduzir a posiões maniqueistas. Elas são as bases de todas as guerras. Por muito de bem que seria de se desejar no mundo político nele não há verdade, apenas interesses e compromissos! A afirmação de interesses sem compromisso torna-se ditadura de esquerda e de direita!

  9. Paulino Balão Fernandes, a Alemanha não se queria comprometer sozinha para deixarem a Alemanha e a Europa sozinhas quando se for a contas no fim da guerra e se tiverem de pagar os estragos causados!
    Os EUA queriam empurar a responsabilidade para a Alemanha – Europa!

  10. António Cunha Duarte Justo
    M Céu Mascarenhas , fiquei contente com os resultados da reunião agora conhecidos, no aspecto referente à não aceitação do envio do Leopardo 2 para a Ucrânia. Deste modo a Alemanha e a Europa ainda conseguem adiar o tornar-se em mera servidora dos interesses dos EUA. Se um dia tomarem essa infeliz e catastrófica decisão, então que seja com a responsabilidade dos Estados Unidos. Quando a guerra acabar terão de ser feitas reparações e essas serão repartidas pelos países que participaram!

  11. No Diário de Notícias de 12.09.2005
    com o título 《Bush impopular recorda atentados de 11 de Setembro. 》

    Artigo assinado por Kátia Catulo começa com um ante-texto
    “Projecto militar do Pentágono prevê ataques nucleares preventivos”.

    E o artigo termina:
    “De acordo com a cópia do documento a que a AFP teve acesso, o projectoincentiva os comandantes americanos destacados em todas as partes do Mundo a preparar planos específicos para o uso de armas nucleares, além de apontar cenários nos quais seria justificável contar com a aprovação do Presidente para um ataque nuclear.

    Obrigado pelas valiosas crónicas, sempre tão oportunas e instrutivas.
    Bom fim de semana lhe desejo.

  12. António Cunha Duarte Justo, exactamente. Já vi as notícias e comentários abalizados. Acredito no bom senso da Alemanha para evitar uma escalada da guerra, já que os russos não se coibem de usar o nuclear se se virem na contingência de perder a guerra. Isto tem de ser tratado com pinças.

  13. Quim Balecas , houve muita promessa de apoios bélicos à Ucrânia. Quanto ao aspecto mais importante da reunião que era a decisão sobre a entrega de Leopardo 2 ficou adiada. A Alemanha, ao ver que os EUA não se queriam comprometer ao envio dos seus “M1 Abrams”, correspondentes a Leopard-2 e deste modo desresponsabilizarem-se da questão deixando as batatas quentes para a Alemanha e Europa, fez muito bem em negar-se em assumir a responsabilidade, também das reparações numa guerra que não é sua!

  14. António, wenn die atomare Vernichtung kommt, dann ist die Frage der Verantwortung und diese ganze politische Spiele für uns irrelevant….

  15. Ksenija Duhovic-Filipovic , creio que a bomba atómica não virá porque com ela perderiam também os jogadores da guerra. Por enquanto tratam de fortalecer a indústria da guerra para terem a sensação de que são grandes, quando à luz da história da humanidade e da natureza não passam de sombras das dores que que também passam.

  16. E quem está na linha da frente, para além dos ucranianos, não são os americanos ou os chineses, são os europeus…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *