O PRESIDENTE TURCO DUVIDA DA SAÚDE MENTAL DO PRESIDENTE FRANCÊS

Como protesto Paris chamou de volta o seu embaixador em Ancara

Depois do assassínio do professor Samuel Paty que tinha mostrado caricaturas de Maomé na sua aula e foi depois decapitado na rua por um islamista de 18 anos, Mácron defendeu a liberdade de expressão e pôs-se do lado daqueles que mostrem as caricaturas. Mácron disse ainda: “estaremos sempre do lado dos direitos humanos e dos valores fundamentais… A nossa história é a história da luta contra a tirania e o fanatismo. Vamos continuar”. Afirmou também que iria tomar mais a peito o extremismo muçulmano!

Como reacção, países árabes e a Turquia iniciaram um boicote de produtos; comerciantes na Jordânia, Kuwait e Qatar tiraram os produtos franceses das suas prateleiras.

O presidente turco Erdogan acusou o presidente francês de islamofobia, questionou a sua saúde mental e descreveu Macron, entre outras coisas, como um caso de doença que deveria submeter-se a um tratamento psicológico. Também criticou a Alemanha de racista e islamofobia por causa de uma investigação judicial feita numa mesquita de Berlim que foi investigada por alegada fraude de subsídios da Corona.

Sou de opinião que não se deve abusar dos sentimentos religiosos das pessoas mas nada justifica a agressividade com que todo o mundo árabe e turco reagem contra os que o ofendem.

Segundo DER TAGESSPIEGEL, jovens islâmicos alemães celebram no Telegram o assassino russo-checheno Abdullah Anzorov que se tornou num ídolo e modelo para militantes islâmicos.

Erdogan está também insatisfeito pelas sanções da EU contra a Turquia devido ao conflito entre a Grécia e a Turquia sobre a prospeção de gás e petróleo no Mediterrâneo oriental. O presidente francês pôs-se ao lado da Grécia e de Chipre.

O presidente turco, porque sabe do apoio de milhões de turcos na Europa, avisou o presidente francês: “Não tente uma querela com o povo turco”!  Ele está também consciente da atração da Turquia como grande potência de mercado para a Europa com os seus 80 milhões de habitantes; sente-se seguro porque sabe da fraqueza dos europeus mais interessados no negócio que na defesa da sua cultura. A Turquia sente-se como a defensora e ampliadora do islão também  no conflito contra a Arménia.

Como se nota basta um pequeno contencioso e facilmente temos uma situação de guerrilha na Europa. A liberdade de expressão não pode ser celebrada, como fez a revista cartoon “Charly Hebdo”, de maneira a ferir os sentimentos das pessoas. Isto também não justifica o terrorismo, mas é um terreno fértil para os extremistas.

A civilização ocidental está em desvantagem em relação à civilização árabe porque enquanto esta se identifica com a sua cultura (sobretudo religiosa) os políticos ocidentais, em geral,  estão interessados sobretudo no comércio e comportam-se como os vendilhões no templo! Erdogan considera as mesquitas como postos avançados do islão em terreno alheio!

É sintomático o facto de os países europeus não tomarem medidas conjuntas contra o extremismo muçulmano!

António da Cunha Duarte Justo

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

13 comentários em “O PRESIDENTE TURCO DUVIDA DA SAÚDE MENTAL DO PRESIDENTE FRANCÊS”

  1. Porque são covardes e vendilhões no templo como o Sr. Escreveu e bem , estes governantes ocidentais são uns soberbos
    FB

  2. Eu estou ao lado da França…
    Não podemos deixar passar ao lado tanto mal que estes fanáticos fazem…

  3. Mais que fanáticos, infelizmente, eles são consequentes com uma religião que ainda vê o Corão como livro ditado directamente por Deus e como tal para ser cumprido como está escrito, independentemente da mentalicade do tempo em que foi escrito. A solidariedade com a França deveria ser atitude natural! Interessante o facto de uma sociedade laica, como a francesa ser aquela que tem a força de se debater pelos seus valores enquanto que países ditos cristãos são indiferentes.

  4. Es ist nicht nur symptomatisch sondern meiner Meinung eine Schande für die europäischen Ländern, dass sie nicht bereit sind Ihre eigene Jüdisch-christliche Wurzeln, Kultur und Traditionen gegen diese aggressiven Ideologien zu verteidigen! Irgendwann in nicht all zu ferner Zukunft läuft Europa Gefahr den gleichen Weg einzuschlagen wie damals der Libanon. Mehrheitlich Christlich, wirtschaftlich erfolgreich und gesegnet mit einer unüberlegt selbstzerstörerischen Hilfsbereitschaft haben sie zunächst Millionen von Palästinenser und andere Muslime ins Land aufgenommen, bis diese in kurzer Zeit aus der Schweiz des nahen Ostens ein Shithole gemacht haben.
    FB

  5. Nach dem, was ich beobachte, fühlen sich westliche Politiker durch die Treue zum Volk, zu jüdisch-christlichen Wurzeln, Kultur und Tradition nicht gebunden, wie sie es eigentlich sollten, denn sie fühlen sich nur den Gründen und Interessen der Parteien verpflichtet, und es gibt Parteien (der Linken), die ihre eigenen Wurzeln, Kultur und Traditionen verleugnen und bekämpfen (dies ist der Fall des marxistischen Sozialismus: gegen das Christentum) . Auch gemässigte sozialisten machen mit in den kampf gengen das Christentum, nur das Volk merkt das nicht! Die Parteien, die sich nur als Verteidiger ideologischer Interessen oder einer Gruppe betrachten, vernachlässigen das Interesse des Ganzen des Volkes (Gemeinschaft des kulturellen und sozialen Raums). Muslime betrachten sich in erster Linie als Ganzes (Einheit von Menschen, Geographie und Kultur), also kämpfen sie zuerst für die Gruppe, weil sie wissen, dass sie sich selbst retten, wenn sie die Gruppe retten (arabische stämmensoziologie). Westliche Politiker und Parteien folgen spaltenden Ideologien, während arabische Kulturpolitiker einer einzigen Ideologie folgen, die kulturell ist (Religion als Primat der Identität und der strategische Perpetualisierung). Es besteht keine Notwendigkeit, sich gegen eine Ideologie zu verteidigen; was man zuerst zu verstehen hätte wäre das wesen des islam um sich gegen die strategie und stärke des Islamichen religion zu verteidigen; ein andere sache sind die Moslems, sie sind menschen wie Du und ich und wie als Westler sollen sie respektieren (das problem ist was in den Moscheen geschieht und die pflege der solidarität nur zwischen muslime.
    Die Gefahr, dass sich Europa mit der Zeit dem Weg des Libanon stellt, sehe ich auch. Das Problem besteht darin, dass Politiker und fast die gesamte Bevölkerung der Meinung sind, dass die Ideologie der islamischen politischen Hegemonie, die mit dem Deckmantel der Religion verbunden ist, den säkularen Staat nicht zerstören wird, und sie denken, dass die türkisch-arabische Kultur, nicht im kampf gegen westen ist weil das eine religion ist (Islam ist eine politische religion nicht eine persönliche spiritualität). Lieber Elias, du musst Geduld haben: Die Menschen können nur das sehen, was die herrschende Elite ihnen zeigen will; sie reagieren teilweise instinktiv, aber die herrschende Elite tadelt sie sofort als Faschisten und Islamophobe, auch wen um legitime beobactungen geht, ohne überhaupt zu verstehen, was vor sich geht! (Kritik an Islam ist im Westen Tabu, die politiker vermiteln das durch das politische korrekte denken das das Volk folgen soll. Wir befinden uns in einem Kulturkampf, in dem die islamischen Bewegungen Guerillakrieg führen, so wie es ihr Prophet getan hat! Und die radikalsten, wie Erdogan und Ajatollah Chomeini sind die partner unserer kniende Politiker! Vor Ajatollah waren die Muslime aus dem nicht-arabischen Afrika tolerant, aber bei ihm begann der Kulturkampf mit der Entsendung von extremisten Imamen die die alten ersetzten.
    Der Krieg der Zukunft wird, wie ich vor dreißig Jahren schrieb, der Taktik der Guerilla (ideologische Guerilla und aktive Gewalt) folgen. Das Wort Mörder kommt von dem arabischen Wort, das in den vergangenen Jahrhunderten die Kämpfer für die Erfüllung des Islam bezeichnete. Erdogan ist einer der Verkünder des Islam, und er macht keinen Unterschied zwischen Muslimen und Islamisten oder terroristen! Den terrorist von Paris hat er auch nicht erwähnt! Erdogan ist Konsequent! Wir können den Islam und die Islamisten nicht verurteilen, was wir verurteilen müssen, ist die Haltung unserer Politiker, die sich wie die Tempelverkäufer verhalten. Man braucht kein Narr zu sein, um zu verstehen, dass die europäischen Politiker gemeinsame Aktionen zur Bekämpfung des Terrorismus (ein anerkannter Virus) und Maßnahmen zur stärkeren Integration der Muslime in unsere Gesellschaft nicht miteinander kombinieren und die Entstehung von Parallelgesellschaften nicht zulassen.

  6. Caro Elias Silva: os muçulmanos têm a melhor estratégia em termos de poder. Os políticos e a esmagadora maioria das pessoas não perceberam o ser do islão. Na sociedade árabe o ser do indivíduo define-se pela tribo, pela religião. O indivíduo no ambiente desértico descobriu que não era nada sem o grupo e o grupo levou-o a abdicar de construir uma identidade própria que não tenha o factor de indentificação islâmico. Assim concebe-se na sua identidade como elemento do grupo, não tanto como sujeito (tem mais na sua autodefinição uma consciência do nós e não tanto uma consciência do eu ( até o matar um membro familiar por ofender a honra do grupo torna-se muitas vezes legítimo). O islão, surgido do nomadismo, concebe-se como religião política ao contrário da cristã. No cristianismo está primeiro a pessoa (a ipseidade) e só depois vem a comunidade. (Daí o não se nascer cristão por nascimento (ao contrário do que acontece no islão onde se nasce muçulmano, desde que o pai seja moçulmano).
    Como a identidade do cidadão religioso muçulmano se define pelo islão este concebe-se como seu soldado.
    Quanto aos políticos, em geral não têm a mínima ideia sobre religião e pensam ou querem pensar que religião é igual a religião. Como a identidade destes políticos ocidentais não se define pela religião pensam que nos países árabes é o mesmo (estes não fazem a distinção entre o reino de césar e o reino de Deus) e equivocam-se nas suas relações com os políticos muçulmanos. Os políticos muculmanos identificam-se e solidarizam-se com os valores dos seus irmãos mçulmanos enquanto os ocidentais se identificam com parceiros de valores democráticos.
    A religião muçulmana em termos de poder político e social tem mais facilidade em afirmar-se na concorrência cultural. Isto podemos vê-lo na afirmação das comunidades muçulmanas na europa que em geral formam guetos que cuidam da sua sustentabilidade (são um Estado no Estado). Podemos ver o exemplo do Cossovo e da Albânia, antigamente regiões cristãs que com a vinda dos muçulmanos e o seu sistema de identidade politico-religiosa conseguiram, através da formação de guetos e proliferação, depois de séculos suplantar a população cristã e assim conseguir a independência até com o apoio dos povos cristãos na guerra contra os sérbios!
    A irresponsabilidade dos políticos ocidentais vem-lhe do facto de serem ignorantes em relação ao islão (religião política). Na sua estratégia política os extremistas islâmicos (entre eles Erdogan), em termos de poder têm muita vantagem em relação aos ocidentais. Os políticos ocidentais não se identificam com a cultura, identificam-se apenas com alguns valores dela; os muçulmanos concebem a sua política em união intrínseca com a religião por isso têm mais coerência e sucesso em termos de poder do que os ocidentais só empenhados na economia e no comércio.

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