Parlamento alemão presta Justiça tardia ao Povo arménio

O Massacre dos Arménios pela Turquia reconhecido com Holocausto

Por António Justo

O Parlamento Alemão aprovou a resolução (2.06.16) em que declara o massacre dos arménios pelo Estado turco como genocídio, como holocausto.

Os deputados alemães, nas pegadas do parlamento francês, aprovaram a resolução, proposta por SPD, CDU e Verdes, com apenas um voto contra. E isto apesar das ameaças do governo turco e dos fortes protestos de demonstrações turcas na Alemanha, insurgidos contra as intenções do parlamento, de maneira homogénea e indiscutível em atitude intocável de povo superior.

O presidente do Parlamento alemão disse na direcção dos ataques do Presidente Erdogan: “O governo actual de Ancara não é responsável pelo que aconteceu mas é responsável pelo que disso acontecerá no futuro”

O objectivo Turco-Osmano era criar uma Turquia só islâmica e por isso aniquilar o povo cristão. Foi uma perseguição com massacres organizados pelo Estado tal como aconteceu com o nazismo de Hiitler no genocídio contra os judeus. O Estado Turco-Otomano organizou a destruição sistemática do povo arménio, matando 1,5 milhão de pessoas, isto é, mais de dois terços da população arménia. Fê-lo com o conhecimento da Alemanha sua aliada contra a rússia. No sentido de apagarem a referência cristã no território, mudam o nome da cidade de Constantinopla para Istambul em 1923. Tinham iniciado a perseguição na Páscoa de 1915 “enforcando 600 líderes armênios em praça pública” (1)

O presidente turco e seus apoiantes não querem que se fale do genocídio porque sabem que assunto não falado não existe.

Os Arménios eram e são cristãos na sua esmagadora maioria e foram espoliados e perseguidos até à morte não só pelo poder mas também pela população islâmica local (2). Hoje de forma moderada e não sistemática o Estado turco persegue os curdos.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

 

Social:
Pin Share

Social:

Publicado por

António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *