VIVA O 25 DE NOVEMBRO

ESTE FOI O DIA EM QUE O 25 DE ABRIL PASSOU A SER DE TODOS OS PORTUGUESES

Com o 25 de Abril tínhamos um regime comunista e com o 25 de Novembro passamos a ter um regime democrático. O 25 de Abril devido ao 25 de Novembro passou a ser de todos.

A partir do 25 de Novembro de 1975  os cravos em Portugal passaram a não ter só a cor vermelha e o Sol começou a brilhar também para outros cravos! Se ficássemos só no 25 de Abril teríamos uma guerra civil!

Alguns saudosistas reivindicam um 25 de Abril só vermelho, só da sua cor e por isso são contra a comemoração do 25 de Novembro! Deste modo querem dividir o povo português. Não notam sequer que continuam a ser os beneficiados da sociedade portuguesa a nível de Constituição e dos publicistas da capital! Por isso Portugal continua a ter a esquerda menos evoluída da Europa (ao lado da espanhola).

Enquanto a esquerda portuguesa continuar alheia ao povo e à economia produtiva, não acompanhando a evolução da esquerda europeia, Portugal continuará a ser defraudado nas suas possibilidades de maior desenvolvimento!

No 25 de Novembro, Ramalho Eanes e Jaime Neves salvaram a liberdade ameaçada!

António da Cunha Duarte Justo

In Pegadas do Tempo

 


António da Cunha Duarte Justo
In Pegadas do Tempo

Social:

Social:

Publicado por

António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

8 comentários em “VIVA O 25 DE NOVEMBRO”

  1. Só foi possível o 25 de novembro, porque os americanos e russos deixaram. Já tinham o que realmente pretendiam.
    O 11 de novembro e a independência de Angola
    Manuel Ferreira
    FB

  2. A História recente tem vindo a ser escrita de muitas maneiras, tendo tomado rumos diferentes mesmo depois do 25 Nov. que veio estabelecer a democracia. Todavia,
    não sei o que seríamos hoje se não tivesse havido o 25 de Abril. Por isso, como símbolo, penso que os cravos continuam a ser vermelhos. ☺
    Mafalda Freitas Pereira
    FB

  3. O vermelho dos cravos tem a ver com a influência da União Soviética no 25 de Abril que depois de satisfeita com a descolonização em seu favor não teve grande problema em desmotivar o PC a não resistir no 25 de Novembro. Não tenho nada contra os cravos vermelhos mas gostaria de ver um Portugal livre e arejado (mais parecido com a Alemanha) em que não dominasse nem o vermelho nem o cinzento mas em que todas as cores brilhassem mas sem estragarem os olhos a ninguém! Naturalmente se não tivesse havido o 25 de Abril o Portugal de Marcelo Caetano certamente se desenvolveria como aconteceu com os outros países europeus que se encontravam em situação semelhante à nossa e sem revolução evoluiram, pelo menos como nós com revolução. Naturalmente o que é facto é facto e o que importa é aproveitar do bem que o 25 de Abril trouxe sem fechar os olhos para o mal que o tem acompanhado!

  4. Muito interessante esse ponto de vista do 25 de Novembro.
    Mas o que me chateia é o fato/facto de com o 25 de Novembro ter retornado com a concentração de terras no Alentejo.
    Mauro Moura
    in Diálogos Lusófonos

  5. Também gostaria de viver num Portugal mais livre e arejado, onde todas as cores brilhassem sem ferir os olhos de ninguém
    (parecido com a Alemanha seria uma utopia). Sem dúvida o 25 de Novembro veio restabelecer a ordem e a justiça. Não penso que com o Marcelo Caetano viessemos a conseguir um desenvolvimento semelhante ao dos outros países europeus. Seria a mudança na continuidade porque tínhamos um regime manietado pelos poderosos. O país estava exausto e ansioso pela mudança. Quando aconteceu a revolução o aparecimento dos cravos vermelhos foi quase espontâneo, quase romântico. Sabe-se quem, no exílio e na clandestinidade mais lutou e sofreu pela democracia. Mas a festa durou pouco porque, é sabido, o povo não estava preparado e cometeram-se erros incríveis. Quanto à descolonização, ela iria dar-se mais cedo ou mais tarde já que todos os territórios tinham os seus partidos e/ou movimentos com as respectivas ideologias. Territórios como Angola e Moçambique (principalmente Angola) eram cobiçados tanto pela União Soviética como pelos Estados Unidos.
    Houve influências, sim, mas a História encarregou-se de ou bem ou mal traçar o caminho desses países que muito sofreram e ainda sofrem. Gostava que ficasse claro que nunca fui filiada em qualquer partido. Como independente interesso-me pelo que aconteceu e vai acontecendo aqui ou lá fora e confesso que não estou muito confiante e….. tenho muito que aprender!!!
    Mafalda Freitas Pereira

  6. É verdade, Mafalda, os factos é que determinam o desenvolvimento da sociedade no sentido positivo como no sentido negativo. Não há mal sem bem nem bem sem mal. Eu, nos princípios, cheguei a ser membr/ delegado do PS, mas cedo constatei o espírito que o conduzia (interesse pelo poder como poder sem olhar a consequências!) e por isso o abandonei. O SPD alemão não tem nada a ver. O PS português é muito partidário e com espírito jacobino muito ligado à maçonaria, muito mais interessado no internacionalismo do que no bem do povo português. Esta foi a minha experiência pessoal. Confesso que já tive convites do PSD mas sou independente e não pertença a partido nenhum. Quero manter o meu espírito inteiro e empenhá-lo no sentido de todo o povo. Penso porém que num sistema democrático a melhor maneira de se influir o poder no sentido bom como mau é entrar num partido equilibrado. O que experimentei no PS curou-me definitivamente em relação à ideologia socialista.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *