Reformas de Miséria


O grau de moralidade duma sociedade mede-se na maneira como trata os seus membros mais fracos. Destes são os desempregados e, em especial, grande parte dos reformados que, apesar de terem descontado com o patrão para a Caixa, recebem uma reforma de miséria. A instituição não se interessou por administrar bem os descontos outrora feitos nem o Estado se preocupou com o futuro destes cidadãos que, muitas vezes, vivem abaixo dos dependentes da assistência social. Habituados à pobreza e a uma “vida honrada”, desvivem no silêncio o destino que “a vida” lhes proporciona.

Para eles não houve 25 de Abril.Este deixou-lhe um naco de pão, como já faziam antes outros, para aproveitarem a varreduras do fundo da panela. A nova classe dos políticos porém, por pouco tempo que trabalhem, aprovisionam-se bem para o futuro, com reformas e privilégios que o Estado garante. Na praça, de cara lavada e abrilhantada, apresentam-se para festejar deixando-se lisonjear, dando a impressão de pessoas honradas.

Mas nós cidadãos, que os mantemos com os nossos impostos ainda os aplaudimos e com eles as barbaridades que cometem.

António Justo

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

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