CONDENAÇÃO DE KARADZIC À PENA MÁXIMA

O tribunal da ONU em Haia, num recurso, agravou o veredito de pena de 40 anos para pena perpétua,  contra o antigo líder sérvio bósnio Radovan Karadzic, acusado de genocídio na guerr civil entre bósnios (muçulmanos) e sérvios (ortodoxos).

Radovan Karadzic é responsável por terríveis crimes de guerra tendo sidos colocados na sua conta o massacre de 8.000 muçulmanos em Srebrenica em 1995.

O nacionalismo sérvio de um lado e o nacionalismo albanês do outro (sonho de uma Grande Albânia, incluindo partes da República de Skopje, Montenegro e Grécia) queriam legitimar as barbaridades de um e outro lado.

O Ocidente interviu na antiga Jugoslávia, uma guerra que, no seu conjunto, terá feito 100.000 mortos.É pena não se falar também das evacuações de populações e  da destruição da ex-juguslavia.

Ninguém lembra a intervenção também criminosa da NATO contra a República Federal da Sérvia, cuja intervenção constituiu uma grave violação do direito internacional. Há 20 anos (24.3.199 começou o bombardeamento da Nato que durou 78 dias, tendo sido objectos de bombardeamento também instalação civis, entre as quais clínicas.Muitas coisas não têm piada!

A História é feita sempre pela Narrativa dos vencedores e o povo é a tela onde ela se escreve!

António da Cunha Duarte Justo

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HAGIA SOPHIA – CENTRO RELIGIOSO DA ORTODOXIA AGORA EM PERIGO DE SE TORNAR MESQUITA

A agência noticiosa Anadolou anunciou (28,03.2019) que o presidente turco Erdogan  pretende transformar  a Hagia Sophia (actualmente museu) em Mesquita.

Para os ortodoxos gregos torna-se numa afronta,  esta tendência islamista de apagar os vestígios do passado e neste caso o centro da ortodoxia. Também a Unesco deveria erguer a sua voz contra tal pretensão.

Era a igreja de coroação dos imperadores bizantinos (desde o ano 641), e catedral do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla; a Hagia Sofia (= santa sabedoria) é testemunho da história bizantina e foi tida como modelo da capital do oikumene cristão.

Após a conquista de Constantinopla (hoje Istambul) pelos otomanos em 1453, foi depois convertida em mesquita principal dos otomanos.

A Hagia Sophia teve uma grande influência no desenvolvimento da arquitetura otomana. Desde 1934 é um museu que atrai milhares de visitantes por ano.

António da Cunha Duarte Justo

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EM FRANÇA HÁ UMA LEI ANTI-NEPOTISMO ENQUANTO EM PORTUGAL O NEPOTISMO E O AMIGUISMO SÃO LEI

Governo de António Costa tem mais de duas dezenas de parentescos

António Justo

Em Portugal, uma câmara socialista em 100 vagas colocou 27 familiares em funções públicas (1); isto é um índice significativo do que acontece também no poder central. O executivo de António Costa também tem dois ministros da mesma família (2).

O Jornal Económico (3) informa que o Governo Geringonça tem mais de duas dezenas de parentescos. Cada vez se tem mais a impressão que critérios relevantes de selecção são amigos e familiares.

Num governo Geringonça em que toda a Esquerda se sente à vontade e numa República com um PR que, em muitos casos, se contenta com a atitude do “Maria vai com as outras”, o país não tem hipótese, continuando cada vez mais na mesma. O maquiavelismo puro, aliado ao cinismo descarado de muitos ocupantes responsáveis do Estado, faz parte da prática republicana portuguesa, tornando-se natural e determinante num país em que o espírito clubista abafa a razão e despersonaliza o cidadão. O discurso objectivo político é substituído por um arengar clubista de que “o meu clube é que faz bem e é o melhor”.

Em França, em 2017 foi aprovada uma lei anti-nepotismo no funcionalismo, em Portugal o nepotismo é lei na medida em que muitos dos nossos políticos o aceitam e legitimam. Os nossos deputados limitam-se muitas vezes a dançar ao ritmo da música dos governos.

Nalguns meios da opinião pública há quem se escandalize especialmente com a quantidade de familiares de personalidades de partidos da esquerda em cargos políticos e administrativos do Estado. Parece que ainda não notaram a natureza do marxismo que aposta na colocação dos seus adeptos no aparelho do Estado e nos resorts da Educação; a direita tende mais a ocupar os campos da economia. Uns vivem mais da produção, outros vivem mais do seu controlo e da administração!

Em Portugal confunde-se família política com política familiar e política partidária com política nacional! Os senhores regentes sabem que podem contar com o poder normativo do factual, por eles criado, porque este é confirmado pelo povo nas eleições. A Geringonça sabe que governa um povo cego e por isso não se preocupa em abusar dele; partem do princípio de que o povo é fraco e não nota!

Vivemos num Estado sem emenda e com um presidente da República que, embora de trato muito humano,  nada nota e que é perito em fazer uso do mecanismo clubista português; a corrupção política é trunfo e para se ser neutro não se combate a corrupção e para se lavar as mãos, como Pilatos, basta legitimar o próprio mal com os males dos adversários. Assim se vão sucedendo os governos uns aos outros vivendo cada um do falar mal dos outros; assim temos um Portugal alegre a marcar passo e a olhar para a bandeira do seu “clube”! Cada vez avançamos mais para uma cultura política em que o que vale é a conversa fiada ou cínica, servindo-se alguns até, para justificar tal comportamento, da ideia de que somos um país pequeno. É o cúmulo da insolência!

Podíamos ser um país pequeno, mas grande como a Suiça! Não o somos porque nos contentamos em ser um povo de clubismos e de amiguinhos.

Ninguém bate o PS em questões da prática do favoritismo de familiares ou amigos na atribuição de cargos ou privilégios por parte de um detentor de cargo público.

Boa noite Portugal!

António da Cunha Duarte Justo

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ALEMANHA FEDERALISTA CONTRA FRANÇA CENTRALISTA NA REFORMA DA UNIÃO EUROPEIA?

O Coração europeu bate nas Capitais dos Países membros e não em Bruxelas

Por António Justo

O debate Pró-Europa, conduzido pelo presidente Francês Mácron, começa a ganhar perfil em tempos pré-eleitorais para o parlamento europeu (26 de Maio). De um lado a França centralista com Mácron e do outro a Alemanha federalista com Annegret Kramp-Karrenbauer (AKK) que desce ao concreto. Por seu lado, o Ministro Federal das Finanças, Olaf Scholz, ficou-se pelo geral dizendo: “Emmanuel Mácron deu um sinal decisivo para a coesão na Europa. Acho que ele tem razão: não é o cepticismo, mas a confiança que deve determinar as nossas acções.”

O plano de ação para a EU, já exibido por Emmanuel Mácron em diferentes ocasiões e apresentado, por último, na sua carta aos cidadãos da Europa, “Por um Renascimento europeu” (1) publicada a 4 de Março 2019, já recebeu resposta concreta alemã no Welt am Sonntag 11.03.2019, pela voz de Annegret Kramp-Karrenbauer (AKK), a chefe da CDU e próxima Chanceler in spe.

Mácron propôs uma europeização dos sistemas sociais, uma Força Sanitária Europeia, um Salário Mínimo para toda a EU, um Serviço Europeu de Asilo, um Conselho Europeu de Segurança, um Conselho Europeu de Segurança Interna, um Banco Europeu do Clima para financiar as alterações climáticas, uma Polícia de Fronteira Comum e a fundação de uma Agência Europeia para a Democracia e um Conselho Europeu de Inovação. Pretende também que se aumentem as despesas militares, reduza as emissões de CO2 a zero até 2050, 50% menos pesticidas até 2025. Esta iniciativa, por muitos aspectos positivos que possua, não contradiz o medo da criação de uma EU dos burocratas com um Estado-mega!

AKK, com uma só cartada, distancia-se, de Mácron, a nível europeu, e afirma-se como aspirante fiável a chanceler perante o público alemão. AKK refelcte as coordenadas da política alemã ao avisar: “Se tivermos agora a coragem de falar concretamente de alterações aos Tratados europeus, nem a “elite de Bruxelas”, nem a “elite ocidental”, nem a elite supostamente “pró-europeia” devem permanecer encerradas entre si. Só conseguiremos a legitimidade democrática para a nossa nova Europa se envolvermos todos no processo” (2). Até pela forma de discurso se nota a diferença do caracter alemão mais formiga (nórdico) perante o caracter mais cigarra (3) dos latinos (Sul)!

A AKK, no Welt am Sonntag, rejeitou, em parte, tal propósito argumentando que “o centralismo europeu, o etatismo europeu, a comunitarização das dívidas, a europeização dos sistemas sociais e o salário mínimo seriam o caminho errado”. Ao contrário de Mácron, quer ver uma Europa construída em duas colunas tratadas com igualdade, ou seja, cimentadas com o “método da colaboração intergovernamental” (entre governos e instituições da EU) e o “método comunitário”.

A AKK, no Welt am Sonntag, rejeitou, em parte, tal propósito argumentando que “o centralismo europeu, o etatismo europeu, a comunitarização das dívidas, a europeização dos sistemas sociais e o salário mínimo seriam o caminho errado”.

Considera prioritário “assegurar as bases do nosso bem-estar” prevendo para isso a criação de “um mercado interno para bancos e ao mesmo tempo construir um sistema de subsidiariedade, autorresponsabilidade e responsabilidade vinculativa dos parceiros”; exige a segurança das fronteiras exteriores da Europa e o Serviço de Protecção das Fronteiras (Frontex) “ser rapidamente convertido numa polícia operacional de fronteiras.” Quando ao serviço Europeu de Asilo, defende que os requerentes a entrar na Europa, já à entrada nas fronteiras Schengen, será necessário verificar se se trata de uma pretensão de asilo, de um estatuto de refugiado ou de qualquer outro motivo existente. A chefe da CDU exige também um registo electrónico de entradas e saídas e o desenvolvimento do Sistema de Informação Schengen. “Cada Estado-Membro deve dar o seu contributo para a luta contra as causas, a protecção das fronteiras e o acolhimento”.  Doutro modo corresponderia à desautorização da soberania e dos Estados.

Quanto à ideia de Mácron de haver uma Preferência Europeia em matéria de concorrência (“Punir ou proibir empresas que prejudiquem nossos interesses estratégicos e valores fundamentais, tais como padrões ambientais, proteção de dados e pagamentos de impostos apropriados”) haverá concordância entre os dois Estados, porque, neste assunto, os interesses da Alemanha e da França cobrem-se em relação ao concorrente China; esta preferência iria prejudicar os Estados membros com menor produtividade industrial e comercial.

 

A Alemanha também veria com melhores olhos que no conselho de segurança mundial houvesse um assento europeu em vez dos lugares franceses e britânicos. Talvez na proposta francesa de se criar um Conselho Europeu de Segurança Interna e um Conselho Europeu de Segurança haja espaço para outras conversações. Certamente a Alemanha não aceitaria ficar sob a dependência atómica francesa e por outro lado pôr a sua economia à disposição sem contrapartidas. (Em política as ideias são bonitas mas quem pode pode!)

AKK mostra-se moderna e conservadora, o que a torna mais aceitável no meio conservador da CDU e da Europa (A sua posição certamente que agrada aos britânicos que se sentirão motivados a um segundo referendo que os mantenha na União Europeia).

Uma proposta que parece demasiadamente centralista e até antidemocrática é a sugestão de Mácron, de se criar uma Agência Europeia de Proteção da Democracia; para isso deve ser criada uma burocracia que envie peritos controladores a cada Estado-Membro da UE para proteger as eleições da manipulação interna e externa (de facto, esta poderia ser usada como máquina de censura da Internet, etc.). Uma tal instituição poderia também ser usada para assegurar a predominância das forças do poder político estabelecido (De notar já a impaciência da classe política e seus submissos, em relação à liberdade de expressão atual na Internet).

Conclusão

A Alemanha, desde o princípio do Euro exigia reformas competitivas aos países do Sul (o que não aconteceu). Os países do Sul, por sua vez, exigem fundos de redistribuição a seu favor, orçamento da área do euro, um mecanismo de estabilização do investimento, um instrumento de aplicação da reforma, um seguro de desemprego europeu.

Nas posições de Mácron e AKK debate-se o centralismo latino europeu contra a tradição federalista alemã e democrática anglo-saxónica. Para os alemães não chega a expressão de ladainhas como” solidariedade” e “comunidade de valores”. Os alemães sabem que primeiro está a jaculatória da economia e só depois vem a resposta da ideologia e que esta corresponde mais ao “ora pro nobis” do povo, para consolação cordial! Sem compromissos responsáveis económicos não se constrói futuro sustentável para a EU. De facto, todo o desenvolvimento quer ser conquistado para passar depois a ser adquirido; uma vez adquirido torna-se património, mas este é sempre o resultado de uma política económica inteligente, o que não quer dizer sempre justa.

A Alemanha está consciente do que contribui para que estados como a Grécia consumam mais do que produzem, conhece a desmesurada Itália com bancos com créditos podres e sem garantia de confiança, e está ciente do que faz pelos refugiados rebocados por bandos para a Espanha, para depois serem recebidos na Alemanha (Destas coisas porém não se fala muito em público senão o povo ainda se tornaria mais rebelde, ou seja, mais populista!). As soluções não podem ser esperadas só da Alemanha, mas da conexão das economias nacionais ao nível da produção e sem que se deixe a cultura europeia à disposição do marxismo anticultural, como tem estado a acontecer: nem tanto ao mar nem tanto à terra! Os alemães têm medo que não se cumpram as regras do endividamento das nações e como consideram a Europa como uma espécie de pátria substituta da sua pátria perdida, querem tudo ajustado a uma Europa sem nacionalismos, mas sob a batuta da economia, isto é, uma Europa no mundo, mas mais forte que fraca!

As ideias europeias de AKK são de grande interesse, apesar de virem da chefe da CDU e não da chanceler; isto é considerado por muitos quase um abuso diplomático (mostra porém a inteligência dos conservadores alemães na tática de passagem de poderes da Chanceler Merkel para a sua sucessora in pectore). Ao contrário da chanceler Merkel, AKK, ao exigir que o Parlamento da EU apenas se reúna em Bruxelas e ao deixar de lado os interesses franceses das sessões parlamentares em Strasbourg e ao não ligar sequer à proposta de Mácron de ser fundada uma Agência Europeia para a Democracia e ao contrariar o fortalecimento da economia europeia pela solidariedade (transfer de bens) querido por Macron opondo-lhe o “princípio da subsidiariedade e da  autorresponsabilidade dos estados-nação” quer uma Europa nova mas que não perca o cunho do  made in gemany.

Annegret Kramp-Karrenbauer (AKK), chefe da CDU vai ocupando o espaço da Chanceler Ângela Merkel embora a chanceler continue a ter muita aceitação na população: 67% dos alemães são contra a renúncia ao cargo de chanceler; querem que Merkel continue no cargo até ao outono de 2021. A chanceler quer por seu lado que AKK vá ocupando espaço no partido e na opinião pública e por isso concede à amiga muito espaço para autoafirmação. A hora de AKK decide-se depois das eleições de maio em Bremen ou nas de Outono no Leste da Alemanha; tudo depende da reacção do parceiro de coligação SPD.

AKK, com a sua tomada de posição, chamou os bois ao rego e demonstra que a construção da nova Europa não pode ser deixada ao sabor de meras fantasias ou ideologias, tendo de ser construída no equilíbrio e no juntar de forças e esforços dos povos do Norte e dos do Sul no respeito pela velha Europa. Numa palavra: quer uma europa do Sul mas que não perca o Norte!

© António da Cunha Duarte Justo

“Pegadas do Tempo”,

(1)  https://www.elysee.fr/emmanuel-macron/2019/03/04/por-um-renascimento-europeu.pt

(2) https://www.welt.de/politik/deutschland/article190037115/AKK-antwortet-Macron-Europa-richtig-machen.html

(3) A comparação da cigarra e a formiga refere-se às elites dos países e não ao povo.

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NAS PEGADAS DA ECONOMIA SOCIAL DO MERCADO – BÓNUS DE 9.700€ A CADA TRABALHADOR

 

Empresas alemãs dão o Exemplo com a participação dos trabalhadores nos lucros das Firmas

 

António Justo

Nos anos 40 do sec. passado a Alemanha criou a chamada Economia social de mercado, uma ordem económica solidária que se situava entre socialismo e liberalismo. Neste sentido encontram-se na Alemanha empresas com um rosto capitalista bastante humano.

25.000 empregados da Porsch na Alemanha receberão, este ano, 9.700 euros como gratificação especial, devido aos lucros da empresa no ano passado. (Cada empregado recebe 9.000 euros diretamente e 700 como contribuição para o regime de pensões). O prémio é calculado com base numa fórmula que liga entre si os lucros antes dos juros e impostos ao rendimento das vendas.

A Volkswagen premeia cada empregado com 4.750 euros de participação nos lucros, como relata “Spiegel”. O bónus aplica-se aos 100 000 trabalhadores da Volkswagen AG, abrangidos por convenções colectivas de trabalho.

Daimler, este ano, gratifica  os seus cerca de 130.000 trabalhadores abrangidos por acordos coletivos de trabalho com apenas 4.965€ de participação nos lucros (no ano anterior tinham sido 5.700€). O Grupo Daimler tem cerca de 300.000 pessoas em todo o mundo.

Em Portugal a Lisnave em 2015 teve um lucro de 13,6 milhões de euros e distribuiu 1,5 milhões de euros pelos 520 trabalhadores, o que corresponde a uma média de 3.000 euros por trabalhador.

Democratização da economia

Seria mais que natural que tais empresas se tornassem solidárias com os trabalhadores de países onde têm filiais. Seria uma maneira de dar um passo no sentido de se começar a democratizar a economia a nível mundial.

O liberalismo económico actual, para receber um rosto humano, terá de voltar às origens alemãs da economia social de mercado que Ludwig Erhard (1) fez tema político da CDU resumida no slogan  “economia de mercado socialmente empenhada”. Com esse conceito a CDU ganhou as eleições de 1949 (a CDU/CSU 31%, e o SPD 29,2%). Sob o Chanceler Federal Konrad Adenauer (1949) iniciou-se o milagre da economia alemã.

A economia social do mercado contradisse as teorias económicas do marxismo ao demonstrar que o capitalismo era passível de desenvolvimento; deste modo o socialismo marxista viu-se obrigado a deixar de apostar tanto na anterior luta contra o capitalismo para passar a empenhar-se numa estratégia de luta anticultura ocidental.

 

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

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