Possíveis poesias e slogans para a manifestação de portugueses em Frankfurt a 5.11.2011, Praça da Ópera às 13h00

Se algum  rancho folclórico participasse na Manifestação o acontecimento podia ser enriquecido com alguma contribuição musical e duas declamações de poesia em português e alemão. Proponho os seguintes poemas de Fernando Pessoa:

QUINTO NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,           

Define com perfil e ser

Este fulgor baço de terra

Que é Portugal a entristecer-

Brilho sem luz e sem arder,

Como o que o fogo-fátuo encerra.


Ninguém sabe que coisas quer.

Ninguém conhece que alma tem,

Nem o que é mal nem o que é bem.

(Que ânsia distante perto chora?)

Tudo é incerto e derradeiro.

Tudo é disperso, nada é inteiro.

Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

É a Hora!

Valete, Fratres. (Fernando Pessoa)


DIE FÜNFTE NEBEL

NICHT KÖNIG NOCH GESETZ; NICHT KRIEG NOCH FRIEDEN

VERLEIHEN EIGENES PROFIL UND SEIN

DEM MATTEN DÄMMERSCHEIN,

DER DEM VERZAGTEN PORTUGAL GEBLIEBEN-

GLANZ OHNE GLUT UND WENIG RÜHMLICH,

WIE ER DEM IRRLICHT EIGENTÜMLICH.


NIEMAND WEIß, WAS ER WIRKLICH WILL:

NIEMAND KENNT SEINEN EIGENEN MUT,

WEIß NICHT, WAS BÖSE IST, WAS GUT.

(WELCH FERNES SEHNEN WEINT GANZ NAH?)

ALLES IST UNGEWIß UND SPÄT DIE ZEIT.

NICHTS IST MEHR GANZ, UND ALLES IST ZERSTREUT.

O PORTUGAL! HEUT’ NUR EIN NEBELREICH…

DIE STUNDE KAM!

VALETE, FRATRES! (Fernando Pessoa)


MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!


Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu. (Fernando Pessoa)


PORTUGIESISCHES MEER

O salzige Flut, wieviel von deinen Salz

sind Tränen Portugals!

Dich zu befahren, weinten Mütter,

klang Kinderbeten klagebitter;

wie viele Brautgemächer blieben leer,

auf daß du unser seist, o Meer!


Lohnt’ es die Müh’ ? Die Müh’ ist nie verloren,

wenn nur die Seele groß geboren.

Willst du Kap Bojador bezwingen,

mußt du den Schmerz erst niederringen.

Gott schloss das Meer mit Abgrundsiegeln

und ließ es doch den ganzen Himmel spiegeln. (Fernando Pessoa)



Slogans/frases para os cartazes

1.       É hora de tirar aos “obesos” e não aos que andam tesos

2.       NAO AO ENCERRAMRNTO DO CONSULADO DE FRANKFURT

3.       ” POUPAR SIM, DESTRUIR NÃO! NÃO EXCLUA FRANKFURT, QUEREMOS AJUDAR!”

4.       FECHAR O CONSULADO DE FRANKFURT  É FALTA DE VISAO

5.       Ministro Portas não nos feche as portas

6.       Na hora da economia coitado do que tem a barriga vazia

7.       Lohnt sich die Mühe? Die Mühe ist nie verloren, wenn nur die Seele groß geboren!) “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”

8.       Quem seu amigo quiser conservar, com ele há-de negociar.

9.       Mais vale um Sim tardio do que um Não vazio.

10.   ECONOMIA & POLITICA fazem-nos GREGOS

11.   POUPAR, NAO É ENCERRAR O CONSULADO DE FRANKFURT

12.   Senhor Ministro diga não à economia pervertida!

13.   Senhor Ministro diga sim a uma economia invertida!

14.   O AMANHA COMECA HOJE

15.   É tarde para economia quando a bolsa está vazia.

16.   ” O diabo está nos detalhes e os detalhes têm que passar à prática

17.   Eu sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura.

18.   O Homem é do tamanho do seu sonho

19.   PORTUGAL ASSIM NAO ÉS PÁTRIA MAS PAÍS  QUE NOS IGNORA

20.   Depois de casa roubada, trancas à Porta(s).

21.   Economizar não significa tirar aos pequenos para dar aos grandes!

22.   Este mundo é uma bola. Quem nela anda é que se amola.

23.   É hora de tirar aos “obesos” para dar aos tesos

Amigos, podem fazer outras propostas

Abraço,

António da Cunha Duarte Justo

antoniocunhajusto@googelmail.com

www.antonio-justo.eu


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Publicado por

António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

Um comentário em “Possíveis poesias e slogans para a manifestação de portugueses em Frankfurt a 5.11.2011, Praça da Ópera às 13h00”

  1. A Helena estaria disposta a cantar: “Cortaram as asas ao rouxinol, rouxinol sem asas não pode voar…Cortaram-te o bico, ó rouxinol/rouxinol sem bico não pode cantar…que ao menos a noite, ninguém, rouxinol, te queira roubar/rouxinol sem noite não pode viver”.

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