ALMA DE PORTUGAL AO RELENTO

Em busca da vida,
Da terra se vão,
Nos olhos as lágrimas,
Pesar no coração.

Nos seus caminhos à frente
Só segue seu pensamento
Desejos do nevoeiro
Ajudados só p’lo vento!…

São vales, montes e serras,
Cravos à terra roubados,
Viveiros d’identidade,
Sonhos da pátria embalados
No ghetto da saudade!

Meu povo, levado, por remir
Alma de Portugal ao vento
Nos estendais dependurado
Roupa apenas para vestir
O tal país engravatado.

Meu povoo, que só trabalhas
Sedento da cor d’aventura
Gasta cor d’ocupação
Portugal miragem apenas
Dissidente a condição!…

© António Justo
in “Rascunhos do Tempo” , 2005

António da Cunha Duarte Justo

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

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