DISTÚRBIO BIPOLAR OU TRANSTORNO BIPOLAR


António Justo
Antes de começar a falar desta doença devo esclarecer que não existe nuinguém sem doença nenhuma. Na definição de doença entram aspectos de convenção social e subjectiva. Aquele que descobre em si a doença de que é portador tem a possibilidade de se tornar menos doente.

Falo desta doença porque já tive amigos que a tinham e a amizade sofreu pelo facto de eu os considerar sem doença nenhuma. Recentemente conheci uma amiga que identifico como ter esta doença. Por isso vou falar da doença na esperança de poder ajudar.

Esta é uma doença muito difícil de descobrir embora a percentagem de pacientes na população oscile entre 1% e 8%, com diferentes graus de gravidade. Familiares e amigos queixam-se mas vão sofrendo com o comportamento de tais pacientes (mudanças de humor) sem qualquer possibilidade de os poder ajudar de facto. Depois de relaçoes muito gratificantes, amizades destroem-se no meio de muita desilusão! Sofre o paciente porque pensa que é normal e sofrem os familiares e amigos porque o tratam como normal: dum lado e do outro um factor comum: a desilusão. O paciente sente-se uma eterna vítima. “A culpa morreu solteira!”

Esta doença pode ser bem dominada se a pessoa passar a ter um comportamento regular, precisando para isso de se tratar, ser ajudado e deixar-se ajudar. Isto é muito difícil porque estas pessoas são muito inteligentes e e interessantes. A criatividade e riqueza de experiências que vivem na fase eufórica leva-os a recalcar a sua fase depressiva.

Muitos médicos não reconhecem a doença porque os pacientes só se dirigem a eles na fase depressiva, deixando na sombra outros sintomas muito importantes, os da fase eufórica. Por isso só 10% a 15% recebem terapia adequada. Na origem da doença está um factor genético além de circunstâncias duma vida estressante que conduz à sua manifestação.

A doença caracteriza-se por duas fases: uma fase depressiva e uma fase eufórica. Na fase Depressiva há carência de Noradrenalin e Sertonin. Na fase eufórica excesso de Dopamin e Noradrenalin.

Sintomas
Dá-se uma oscilação de humor (boa e má disposição) muito extrema. Com o tempo não se chega a notar o porquê da mudança de humor. A uma fase de boa disposição e euforia segue-se uma fase depressiva (dias, semanas, meses, …). Também pode haver fases de mania ou depressão quase ao mesmo tempo. Estas fases de mistura são um peso muito grande para o paciente e para a família e amigos. Distúrbios bipolares não são apenas perturbações de boa ou má disposição. São doenças que perturbam todo o ser do paciente a nível de pensar, sentir e agir.

A doença decorre em episódios de mania eufórica e de depressão em períodos de 4 a 12 meses, sendo a fase depressiva mais longa para muitos.

Sintomas do pólo (fase) eufórico (mania)
São muito activos e inspirados. Sentimento muito elevado de boa disposição exagerada e acompanhada do sentimento subjectivo de grande capacidade de trabalho (criatividade e engajamento). Não têm grande necessidade de dormir e de descansar. Em casos extremos surgem alucinações. Não aceitam ter problemas e falta-lhes o espírito crítico. Falam muito e falta-lhes a distância no trato com outras pessoas, que se deve a falta de inibição social e de senso crítico. Vivem no e do sonho. Têm saltos de ideias de modo que o interlocutor tem dificuldade em segui-los. Começam muitas coisas, muitos trabalhos mas não os acabam. Com grande auto-estima sentem-se ser os melhores; para eles, nesta fase, não há pai! Para levarem um trabalho ao fim fazem esgotar a paciência daqueles que lhe deram o trabalho. São desinibidos e têm a mania de comprar sem olhar às suas possibilidades. Vivem geralmente com as calças na mão. Com o tempo os amigos evitam-nos.Também no exercício da sexualidade exageram, encontram sempre terreno a “desbravar”.Têm grandes ideias, e planeiam continuamente algo mas contentam-se muitas vezes com os planos. Grande sobrestimação de si mesmos que os impedem de aterrar e andar com os pés na terra. Vivem sempre com dívidas devido ao irrealismo e exagerada avaliação de si mesmos. São convencidos e chegam a convencer e entusiasmar no princípio. A desinibição exagerada leva-os ao sentimento de vergonha e culpa na fase depressiva.

Sintomas na fase depressiva:
Nesta fase o paciente sente o apagar-se dos sentimentos, dá-se como que um empedernimento e a perca de interesse e energia, que conduzem à tristeza e à ansiedade. Falta de concentração e de autoconfiança, falta de alegria e tristeza, desinteresse sexual e de coisas alegres; cisma e vê o futuro negro. Têm perturbações no sono, por vezes muita necessidade de dormir. Sentem-se incompreendidos pelo mundo que os rodeia (excepção feita a alguns novos que sempre encontra). O exagero de actividade da fase entusiástica levou-o a esvaziar as baterias. Têm falta de apetite e, por vezes, exagero de apetite. Falta de concentração e de atenção, incapacidade de tomar decisões, sentimento de não valer nenhum. Sentem compaixão de si mesmos. Também chegam a ter o desejo da morte e mesmo à tentativa de suicídio. Sentimento de aperto no peito, disenteria ou prisão de ventre.

No caso de fases mistas de mania e depressão, há grande perigo de suicídio pelo facto de possuir ao mesmo tempo impulso acrescentado e de ideias depressivas.

Diagnosticar a doença
O terapeuta para encontrar a diagnose exacta terá de conhecer a história toda do paciente, quer da fase eufórica quer da depressiva. Para isso o psiquiatra precisaria não só de ouvir o paciente como pessoas da sua relação, dado não haver métodos laboratoriais de diagnose. A diagnose é dificultada pelo facto do paciente não reconhecer a fase eufórica como uma fase doente.

Profilaxe
A terapia medicamentosa nunca deve ser interrompida, durante toda a sua vida. O paciente tem de aprender a reconhecer os sinais que anunciam uma fase ou outra. Ainda não há medicamentos que terapiem directamente a susceptibilidade genética. Trata-se de controlar a doença. O método terapêutico depende da gravidade da doença.

No tratamento empregam-se, pelo que conheço, duas espécies de medicamentos: estabilizadores da disposição e medicamentos de intervenção. A medicação só tem efeito completo depois de duas a três semanas. Os medicamentos de intervenção acompanham o paciente durante toda a sua vida.

Na Alemanha emprega-se várias substâncias como medicamentos estabilizadores da disposição: Lithium e os três antiepilepticos: carbamazepin, valproat e lamotrigin. Também se usam neurolépticos atípicos.

Medicamentos de intervenção usam-se na fase aguda da depressão e da euforia. Empregam-se neurolépticos na mania e anti depressivos na depressão, além de remédios para dormir ou sedativos.

Há outras formas de terapia não medicamentosas. Uma delas é a Electroconvulsiosterapia (EKT) no caso de risco de suicídio.

Apoio
Um paciente precisa duma pessoa de relação que o ajude. Esta deveria receber do paciente o encargo de tomar a iniciativa em casos precisos, decisoes importante e administração do dinheiro. Deveria com ela, na fase equilibrada, combinar as medidas que ela deve tomar nos momentos da crise. Esta doença envolve todas as pessoas da relação do paciente. Fundamental é que todos aceitem a doença e o tratamento. Fundamental é o controlo da recepção dos medicamentos. Então passará a haver sucesso. Cada paciente deve tentar descobrir o que melhor o pode ajudar: desporto, arte, etc. Muito importante é o ambiente que se frequenta e que espécie de amigos se tem. A pessoa de relao acompanhante deve porém no esquecer que também ela é doente no podendo escondera sua e projectá-la no parceiro e fixar-se só nos seus vícios sem reconhecer a grandeza que por baixo da doena se esconde.

Pessoas com doença bipolar podem ter fases de necessidade de internamento.

São instáveis e muitas amizades e laços familiares destroem-se chegando por vezes ao desespero. São pessoas de grande capacidade artística e teatral que na fase eufórica dão o melhor de si. Grandes personalidades do mundo da arte e da ciência eram bipolares.

Como a produtividade varia muito, geralmente não se mantém muito tempo no mesmo patrão. Muitas vezes sção exploradas na sua fase mais produtiva. Muitos entram na reforma precoce.

Família
A família deve estar informada sobre a doença para poder ajudar e poder ajudar-se a si.
O paciente precisa de muita compreensão e paciência na fase depressiva. Paciência e compreensão sem o pôr sob tutela. É importante que não se sintam abandonados.

Na fase eufórica o paciente sente muitas vezes os familiares como pessoas que impedem o seu desenvolvimento e realização.

Estes pacientes têm pouco sentido da realidade da vida e fazem grandes dívidas o que complica a sua vida e a dos outros.

Os familiares são os primeiros a notar que algo não está em ordem: a sombra da depressão ou o irrealismo da mania, a fase dos grandes projectos. Surgem problemas de dinheiro e de consumo exagerado.

Na fase depressiva precisam de: Companhia sem intervir. Dar sinal que no caso de necessidade se está disposto a ajudar. Não criticar.

Na fase eufórica: Aqui é mais difícil o acompanhamento porque o paciente geralmente nesta fase não aceita ajuda. Uma possibilidade é mandar cancelar a conta bancária e impedir que malbarate o dinheiro e levá-lo a cortar com influências más. Isto naturalmente causa crise, embora fosse necessário. Importante seria fazer um acordo das medidas a tomar mas antes da fase eufórica começar, o mesmo se diga do tratamento.

Muito importante seria participar em grupos de ajuda para troca de experiências e apoio. É importante o engajamento em comum. Sem o apoio de terceiros é muito maior o sofrimento!

Os pacientes são geralmente muito sociáveis e muito prendados. A energia que desenvolvem na fase eufórica encanta muita gente e é muito enriquecedora. Estão sempre dispostos a ajudar este mundo e o outro, mesmo sem deitar contas à própria vida. Depois não chegam para as encomendas e andam sempre a correr atrás do acontecimento. São muitas vezes explorados por oportunistas que abusam da sua bondade natural e do seu irrealismo. Quando têm são uns mãos largas; não deitam contas à vida. Têm um grande problema com a realidade!

O Transtorno Bipolar chega a ter muitas semelhanças com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), também chamado Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), o que provoca maior dificuldade de diagnóstico.

António da Cunha Duarte Justo
Pegadas da Vida, Novembro de 2007
antoniocunhajusto@googlemail.com

PS: volto a publicar o artigo por solicitação de amigos

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

15 comentários em “DISTÚRBIO BIPOLAR OU TRANSTORNO BIPOLAR”

  1. Depoimentos:
    Distúrbios – – – 2008-03-11
    Prezada D. Manuela F. Leitão!
    Naturalmente que para fazer uma diagnose exacta, essa pessoa, sua conhecida, teria de se submeter a uma anamnese muito detalhada do/a psicoterapeuta e só então, poderá haver um diagnóstico sério e não apenas ideias ou preconceitos apressados sobre ela.
    Partindo do caso hipotético da pessoa ter esta doença ou mesmo outra, o facto dela negar o que refere, pode fazer parte duma estratégia inconsciente da paciente para não ter de sofrer. Muitas vezes a vida caótica levada corresponde a uma auto-defesa, até porque a doença também tem os seus benefícios para o paciente. O paciente resiste não querendo/podendo ver o que se passa consigo mesmo. Muitas das vezes quem mais sente os problemas são as pessoas mais íntimas, de quem com o tempo há separação e desilusão. Um sintoma da doença é que geralmente põem a culpa nos outros e especialmente na família e nos “ingratos” que lhe vão passando pela vida. O paciente considera-se vítima mas superior. É a sua maneira de poder manter a sua auto imagem, gratificante, por vezes intocável.

    Muitas vezes são pessoas apaixonadas por si próprias. Um certo narcisismo é uma qualidade geralmente comum aos artistas. São inclinados a considerar só a própria dor, responsabilizando os outros por ela sem identificar a própria falta. Geralmente, pessoas com a doença de distúrbio bipolar têm problemas financeiros, vivendo apenas de ocasionalidades e de pessoas que se deixam deslumbrar pela sua riqueza de personalidade apresentada.

    O problema destes pacientes é não encontrarem uma alternativa, que eles sozinhos não podem ver.

    Procuram viver a vida com exuberância na procura da felicidade. Desconhecem que a felicidade exige concentração. A pessoa eufórica, como não pode ser feliz de maneira natural, porque como distraído, não consegue concentrar-se a não ser momentaneamente, procura um sentimento de felicidade artificialmente gerado. Realiza-se pontualmente mas não continuamente.

    O que muita gente desconhece é que só é possível sentir-se felicidade através de concentração. Um exemplo podemos tirá-lo do acto sexual (de amor): quem não se concentra no acto do amor, e pensa noutras coisas do dia a dia, não atinge o ponto culminante. É preciso perder-se, para se encontrar de novo. Este privilégio é difícil para quem ande preocupado consigo próprio, com a sua imagem, fixado na mania de querer ser alguém. O narcisismo, o complexo de inferioridade, e outras causas encontram-se muito escondidas debaixo do nosso comportamento.

    Pessoas que têm um défice de atenção, que são muito distraídas, instáveis, incoerentes, inquietas e fazem várias coisas ao mesmo tempo, só podem ser felizes em grau diminuto. Naturalmente que também a mania é um meio de ajuda a sentir felicidade.
    E esta experiência de felicidade é qualitativamente diferente.

    Também os egocêntricos experimentam felicidade em menor medida, porque felicidade significa esquecer-se a si mesmo. Também acontece que pessoas muito tímidas não sentem felicidade em contactos sociais porque consciente ou inconscientemente se concentram demasiadamente concentrados em si mesmos, preocupados com o resultado e impressão a provocar nos outros, ou com a opinião dos outros sobre si mesmo.
    As pessoas que precisam que todo o mundo gire à sua volta vivem com stress e provocam stress à sua volta.

    Consolador para os mais doente será o facto de se saber que toda a gente tem algum défice mais ou menos difícil de aturar pelos outros!

    De resto, uma pessoa só pode ajudar quem quer deixar-se ajudar. A ajuda pode ser tão arrogante como a sua recusa.

    O problema é que tanto os ajudantes como os ajudados, tanto os oferecedores de ajuda como os seus recusadores, andam geralmente todos a correr, todos a fugir à vida com o medo da morte. Tudo conversa sem se poder ouvir, sem se encontrar!…

    Atenciosamente
    António da Cunha Duarte Justo

  2. Distúrbios – – – 2008-03-11
    Dr. António Justo
    Conheço uma pessoa com grande parte das dificuldade que refere no artigo. Ela é totalmente caótica. A pessoa amiga nega tudo e diz que não tem problemas. Diz que só tem problemas com a família. Como fazer para lhe fazer ver que se deve submeter a tratamento?
    Agradecia uma resposta.
    Com os melhores cumprimentos
    Manuela F. Leitão
    Distúrbios – – – 2008-03-11
    Olá, Lia!
    O assunto que trata terá de ser tratado com um psicoterapeuta ou psiquiatra para que seja feita uma diagnose exacta. É importante a apresentração das mais variadas observações também no comportamento do dia a dia.
    Atenciosamente
    António Justo
    mãe – – – 2008-02-14
    olá,
    tenho um filho de 20 anos, sempre teve problamas de distração na escola, procurei ajuda várias vezes , mas sem sucesso, aos treza anos começou a fazer tratamentos com medicamentos controlados , com diagnostico por neurologista, como toc e tda ,mas os remedios lhe fizeram mal e deixou sequelas em seu organismo . no passar dos anos foi verifcando seu comportmento e acabei eu mesmo descubrindo que algo de errado está com ele e tenho muito medo de ser bipolar, já não sei mais e quem procurar,

    preciso de ajuda, moramos em londrina pr
    lia
    Distúrbios Bipolares – – – 2007-11-29
    Prezada D. Marcia,

    Pelo que escreve é grave a sua situação. O que é de lamentar é a demora da consulta, porque esta doença precisa duma medicação. Você costuma ter só depressões ou também fases eufóricas? Você tem ideias de suicídio?

    Aconselho-a a ler o livro "Como conquistar a sua própria felicidade" de Albert Ellis ou o livro "Como viver como neurótico" do mesmo autor.

    De resto procure viver só o momento presente. Passear, tentar gozar a natureza, ouvir os ruidos da natureza, olhar com olhos de observar de maneira a encontrar as coisas da natureza de relação pessoal. Centre-se nos seus 5 sentidos e procure precepcionar tudo.

    Atenciosamente,
    António Justo
    António da Cubha Duarte Justo
    pedido de ajuda – – – 2007-11-29
    Boa noite
    estou com todos os sintomas de depressão profunda e procuro ajuda tipo terapia em grupos. já estou providenciando um especialista na área psiquiatria e minha consulta esta marcada para março do ano que vem, e , tenho uma duvida, como cuidar da minha doença até poder passar por um especialista? por favor me ajude! obrigado!
    Marcia Castardelli

  3. Depoimentos
    pedido de ajuda – – – 2007-11-29
    Boa noite
    estou com todos os sintomas de depressão profunda e procuro ajuda tipo terapia em grupos. já estou providenciando um especialista na área psiquiatria e minha consulta esta marcada para março do ano que vem, e , tenho uma duvida, como cuidar da minha doença até poder passar por um especialista? por favor me ajude! obrigado!
    Marcia Castardelli
    pedido de ajuda – – – 2007-11-29
    Boa noite
    estou com todos os sintomas de depressão profunda e procuro ajuda tipo terapia em grupos. já estou providenciando um especialista na área psiquiatria e minha consulta esta marcada para março do ano que vem, e , tenho uma duvida, como cuidar da minha doença até poder passar por um especialista? por favor me ajude! obrigado!
    Marcia Castardelli
    pedido de ajuda – – – 2007-11-29
    Boa noite
    estou com todos os sintomas de depressão profunda e procuro ajuda tipo terapia em grupos. já estou providenciando um especialista na área psiquiatria e minha consulta esta marcada para março do ano que vem, e , tenho uma duvida, como cuidar da minha doença até poder passar por um especialista? por favor me ajude! obrigado!
    Marcia Castardelli
    pedido de ajuda – – – 2007-11-29
    Boa noite
    estou com todos os sintomas de depressão profunda e procuro ajuda tipo terapia em grupos. já estou providenciando um especialista na área psiquiatria e minha consulta esta marcada para março do ano que vem, e , tenho uma duvida, como cuidar da minha doença até poder passar por um especialista? por favor me ajude! obrigado!
    Marcia Castardelli
    pedido de ajuda – – – 2007-11-29
    Boa noite
    estou com todos os sintomas de depressão profunda e procuro ajuda tipo terapia em grupos. já estou providenciando um especialista na área psiquiatria e minha consulta esta marcada para março do ano que vem, e , tenho uma duvida, como cuidar da minha doença até poder passar por um especialista? por favor me ajude! obrigado!
    Marcia Castardelli
    Pedido de Ajuda – – – 2007-11-05
    Boa noite
    Em busca sobre mais informação sobre a doença bipolar, deparei-me com este sitio e fiquei muito interessado em contactar e participar nestes foruns, pois tambem eu tenho todos estes problemas que aqui vem sendo relatados e muitas vezes não consigo escolher a melhor maneira de lidar com eles. Gostaria de ter acesso a mais informação desta qualidade, pois acho que não tenho tido o acompanhamento psiquiátrico adequado e não seibem como procurar ajuda com a devida qualidade e conhecimento de causa. Agradeço toda e qq colaboração em termos de informação para este meu problema. Obrigado
    Francisco Bastos

  4. Depoimentos:
    Bipolaridade – – – 2007-10-03
    Prezados comentadores!
    A doença bipolar é uma chance. A falta, a dor são o pressuposto da criatividade. Nas fases de normalidade dificilmente se dá lugar à criatividade.

    Importante é integrar a polarização e criar um espaço, um tempo onde a criatividade tenha oportunidade para dar à luz. Doutra maneira fica-se preso no beco sem caída do pensamento.

    No reconhecimento e na afirmação da bipolaridade impedimos a maior doença que é a prisão racionalista da dialéctica. Esta é masculina sem lugar para a feminidade. Na fase eufórica reconheceis a virilidade na depressão a feminidade, que por sua vez dá à luz aquela. Trata-se portanto dum processo de integração dos pólos feminino e masculino. Quem tem esta doença bipolar e é consciente disso já se encontra em vantagem em relação aos “sãos” que passam a maior parte das vezes à margem da vida!

    Um abraço
    António Justo
    Pedido de ajuda – – – 2007-09-30
    Sou bi-polar,como tal identifiquei-me totalmente com o artigo.
    Gostava de participar em grupos de ajuda pois neste momento não tenho qualquer apoio,pois estou numa fase boa da minha vida, o que leva á despreocupação de outros.
    Prevejo que depois desta fase,criativa,cheia de amor,confiante…se siga outra exageradamente depessiva.Já perdi algumas amizades pelo meu comportamento e não me compreendo muitas vezes.
    Deixei a medicação, porque me sinto bem.Também deixei más influencias e rodei-me de pessoas boas,acho que a minha vida esta a melhorar, mas temo que seja somente uma fase,pois penso constatemente no suicidio.
    Estou sempre empenhada em fazer o bem,mais e melhor…
    Se possivel mandem-me informação para o e-mail.
    Agradeço.
    Atentamente.
    Catarina Soares
    catarina
    S – – – 2007-09-29
    Ja sofro desta doenca a muitos anos.A unica coisa que me ajuda sao os comprimidos de Levodopa
    Veludo

  5. O meu namorado tem certamente esta doença mas arranja todos os argumentos para não se submeter a uma terapia.

  6. Se a pessoa não vê ou não quer ver, tudo se torna muito difícil. Muitas vezes é a sua sobrevalorização da própria honra que impede alguns pacientes de reconhecer a situação em que se encontra e em que envolve os outros. Importante é que quem descobre a doença no outro não esconda as próprias doenças na distracção de olhar para a dos outros.
    O tratamento só é possível quando o paciente tenha consciência do problema, quando sofra sob o seu comportamento e quando se encontrar motivado para mudar de vida. Se ele não estiver disposto a controlar o seu comportamento não haverá hipótese. O seu activismo e optimismo, no caso de ter momentos curtos de depressão, não o deixam aterrar em si mesmo. Continuará a adiar-se e a adiar a vida continuamente.
    Atenciosamente
    António Justo.

  7. Minha filha sempre foi ansiosa e no passar dos anos tinha certa tendência à melancolia. Nesse ano teve uma crise de ansiedade, com tremores, vômito, fala rápida e inenterrupta e levei-a a uma psicóloga. Depois de dois meses de terapia achamos melhor consultar também um psiquiatra que a medicou levando em conta o transtorno bipolar. Graças a Deus deu certo hoje com seis meses de tratamento a melancolia, a depressão se foi juntamente com as crises de ansiedade. O melhor é deixar o preconceito de lado e encarar o problema de frente sem medo e com fé. Fingir que o problema não existe é o pior que se pode fazer.Minha filha tem 14 anos e hoje vejo que ela pode ser feliz realmente.
    Patricia.

  8. Muito bem, Patrícia!
    O preconceito e a ideia popular errada de que o psiquiatra só é para casos muito especiais leva muita gente a ter de viver com a doença!
    A psicoterapia não pode ajudar em muitas situações de doença. Em casos de distúrbio bipolar só o psiquiatra pode ajudar.
    Tudo de bom!
    António Justo

  9. BIPOLARBRASIL disse…
    Parabéns pelo artigo, está bem objetivo e abordando o transtorno bipolar do humor de forma correta. E fico feliz que de algum modo, parece que seu ponto de vista ao longo da vida foi mudando em relação a doença… Tive essa impressão após o primeiro blog de texto. Vale lembrar que o tab é uma doença grave, crônica e sem cura. 50% por dos pacientes tentam o suicídio, e de 12 a 19% o cometem de fato. Portanto, é algo sério e que precisa sempre da divulgação ao nível que você o fez! Grato e nome dos bipolares. Willian http://bipolarbrasil.blogspot.com

    No blog trato do assunto com muita seriedade, e acredito que seu leitor, ficará, feliz de visitá-lo!

    Meu muito obrigado!
    10 de Abril de 2010 15:35

  10. António da Cunha Duarte Justo disse…
    Prezado Willian,
    muito obrigado pelas achegas que dá. Quanto a ter mudado de opinião, não vejo em quê dado o presente artigo ser propriamente a repetição do que tinha escrito em 2006 ou 2007. Isto não é relevante! Porém, mudar de opinião seria um sinal de crescimento. O burro é que fica sempre na sua!
    Importante, além do mais, são os dados que referiu.
    Um abraço justo
    Justo
    11 de Abril de 2010 09:37

  11. Anónimo disse…
    meu pai tem bipolar a mais de trez anos e nao sei mais o que faço tenho muito medo me ajude
    1 de Novembro de 2010 16:18

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