CATALUNHA À VISTA

CATALUNHA À VISTA

Venham ver, amigos venham

A democracia a arder

Hong Kong em Barcelona

Numa Espanha por fazer!

 

Venham ver, amigos venham

Lá para os lados de Castela

Ventos vindos da Venezuela

A enfunar a Constituição!

 

Venham ver, amigos venham

A democracia enfardada

Em terras de Espanha

A enxotar a população!

 

A democracia encapotada

De resistência em África

É tirania indesejada

Se recriada na Europa

 

António da Cunha Duarte Justo

© In Pegadas do Tempo

e em  http://poesiajusto.blogspot.com/

BREXIT: FINALMENTE SURGIU LUZ NO FIM DO ESCURO TÚNEL

Irlanda com Perspectivas de Futuro

António Justo

Com o novo acordo do “Brexit” de Johnson, entre Londres e Bruxelas, é criado um bom precedente que possibilita uma participação comum do RU e da EU nos destinos da Irlanda. Se não for criado um estatuto próprio para a Irlanda do Norte continuará o problema por resolver de uma situação entre União Aduaneira e o Mercado Único. O compromisso proposto mantém em aberto a esperança para a EU e para uma futura Irlanda mais independente.

Ficou claro que o Brexit não será adiado para lá do 31 de Outubro e foi acordada uma fase de transição até final de 2020. O reino Unido permanece no mercado único da UE e na união aduaneira europeia. Os 3 milhões de cidadãos da EU residentes no RU e um milhão de britânicos residentes na EU continuam, também depois de 2020, com os mesmos direitos que tinham até agora, no entender da imprensa alemã. O calcanhar de Aquiles ainda continua a ser a oposição e os Unionistas da Irlanda do Norte que rejeitam o acordo no parlamento.

No Reino Unido discute-se, nem sempre ao agrado de todos. De não esquecer, que apesar dos egoísmos nacionais próprios das grandes potências, o RU é um grande e velho país onde princípios de democracia começaram por se afirmar na Europa.

Não se pode comparar os interesses deste país com a maior parte dos interesses dos países da EU qua andam mais ou menos atrelados a ela.

Bruxelas também cometeu muitos erros não acautelando muitos interesses ligados ao conceito de Nação que, países grandes conscientes do seu poder e soberania não abdicam facilmente. Em jogo estavam interesses económicos e a defesa de interesses considerados inalienáveis para uma nação e uma demasiada submissão a interesses também eles legítimos de Bruxelas no mundo: isto foi um dos motivos do Brexit. Os interesses nem sempre são só de estómago, por vezes, passam também pela cabeça!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

RESULTADOS DAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2019 NA DIÁSPORA PORTUGUESA E APURAMENTO NACIONAL FINAL

 

António Justo

Finalmente (17.10.2019) foram apurados os resultados dos votos das eleições legislativas na emigração. Houve irregularidades graves!

O círculo eleitoral da Europa, com direito a dois deputados, elegeu um deputado para o PS (29,06%) e um para o PSD (18,77%). No círculo fora da Europa, também com direito a eleger dois deputados, foram eleitos os dois partidos: PSD com 33,39% e PS com 20,19%. A nível de votos o PAN também recebeu 4,84% dos votos, o Bloco de Esquerda 4,75%, o CDS-PP 3,36% e o PCP-PEV 2,04%

Só 158 000 emigrantes votaram (dos 1.441.344 eleitores inscritos). Houve irregularidades, mas, como se trata dos fracos emigrantes, a política não liga; eles também não!

A participação caricata de 10% dos emigrantes inscritos nas eleições, é também ela, um factor que explica e legitima, em parte, o desinteresse das organizações partidárias e dos governos no empenho pelos emigrantes.

Os emigrantes passam a interessar apenas no sector económico e este deve ser calado porque daí poderia resultar maior inclusão de interesses!

O resultado das eleições torna-se numa situação embaraçosa para todos as partes e explica o alibi democrático e político da eleição de quatro deputados para toda a diáspora. Em tal situação também não se pode exigir mais.
Ninguém dá nada a ninguém e parra exigir é preciso voz!!

RESULTADO NACIONAL

Das eleições legislativas 2019 resultaram eleitos, para a Assembleia Nacional, 108 deputados para o PS (36,34%), 79 deputados para o PSD (27,76%), 19 deputados para o Bloco de Esquerda (9,52%),12 deputados para a CDU (PCP-PEV) (6,33%), cinco deputados para o CDS-PP (4,22%), quatro deputados para o PAN (3,32%), um deputado para o Chega (1,29%), um deputado para a Iniciativa Liberal (1,29%) e um deputado para o Livre (1,09%).

A taxa de abstenção foi de 51,43% e votos em branco 2,51% e votos nulos 2,36%.

A representação democrática em Portugal revela-se assim muito fraca, dado o partido da maioria silenciosa abstencionista ser de 51,43%.

Perante tal facto os partidos terão mais razão para calar do que para regugizar!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo,

 

A POLÓNIA VOTOU RECONFORTANDO OS CONSERVADORES EUROPEUS

 

Na Europa a Palavra Conservador/Direita vai ganhando foros de Salão concorrendo com a Palavra Esquerda

António Justo

Entre as fúrias da direita e da esquerda pendula a democracia. Neste momento, o domínio semântico da Esquerda na Europa vai-se enfraquecendo, apesar da sua força mediática. Se a Península Ibérica polariza à esquerda a Polónia polariza à direita, sendo ambas contrabalançadas pela Europa no centro!

Das eleições para o parlamento na Polónia (13.10.2019) saiu vencedor o partido PiS (“Direito e Justiça”) do chefe de governo Mateusz Morawiecki, que recebeu 43,6 % dos votos, passando este partido conservador a ter agora 235 membros de um parlamento com 460 assentos, o que lhe possibilita governar sozinho.

A aliança da oposição liberal-conservadora “Coalizão dos Cidadãos” (KO), conseguiu 27,4% dos votos. A esquerda SLD (12,6%), a coligação conservadora do Partido Camponês PSL (8,6%) e a direita de Janusz Korwin-Mikke (6,8%). Desta vez houve a afluência (61,7%) às urnas mais alta desde há 30 anos.

 A campanha da PiS centrou-se no fomento de uma política social de visão conservadora de um Estado providencial/social católico. O partido do governo pôde ganhar pontos ao elevar prestações sociais para as classes mais baixas, reduzir o desemprego para 5% e introduzir um abono de família de 116 euros para todas as famílias com dois ou mais filhos.

As eleições revelaram-se numa espécie de referendo sobre as políticas: provida, pró-família e contrárias à Nova Ordem Mundial, e na afirmação da desobediência às políticas ordenadas por Bruxelas.

Com as eleições na Polónia estabelece-se um certo equilíbrio entre um tradicionalismo exagerado e um modernismo descarado. Um povo consciente de que a sua nação só pôde subsistir historicamente devido ao seu elo de união católico, persiste em defender a nação contra as arremetidas de forças globalistas de um capitalismo liberal e de um socialismo de cultura latifundiária. Como tiveram a experiência do Comunismo ainda têm viva na memória a recordação do que o sistema socialista significa.

Apesar da propaganda da EU contra os conservadores polacos que persistem em manter uma Polónia soberana que acredita nos próprios princípios que defende, estas eleições constituem mais um desafio para uma EU até agora demasiadamente polarizada às agendas da esquerda internacional e aos interesses do capitalismo liberal.

Com a victória dos conservadores de Lei e Justiça (PiS) estatuiu-se um exemplo de esperança para aqueles que receiam a formação de uma União Soviética Europeia. Talvez com isto e com o Brexit a EU repense a sua política demasiadamente orientada por um centralismo capitalista e ideológico e se dedique à construção de uma Europa de povos e nações em que a pluralidade e diversidade não sejam arrasadas em favor de uma monocultura nas mãos de alguns ideólogos e turbo-capitalistas que em certos aspectos abusam da imigração sem respeito pela subsistência dos biótopos culturais europeus.

Em democracia é assim, o voto democrático livre não agrada a muita gente, mas a velha lei pendular da história continua ativada e é muito natural que pendule à direita e à esquerda possibilitando que uns e outros alternadamente se satisfaçam.

Embora o partido PiS exija da Alemanha uma indemnização devido à invasão nazi, o governo alemão declarou querer colaborar com o futuro governo polaco, pois “Alemanha e Polónia são vizinhos, amigos e parceiros” (HNA 15.10.2019).

No período de propaganda eleitoral a direita polemizava contra o estilo de vida ocidental e a Esquerda da EU polemizava desdizendo da vontade democrática do povo polaco..

Estas eleições revelam uma vitória conservadora contra a agenda globalista de ideologias de género e de uniformidade do pensamento e contra o liberalismo e o neomarxismo totalitário que não permite dissidências de pensamento nem pensares diferentes.

 A democracia não pertence à esquerda nem à direita, ela suporta-as e mantem-nas.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo,

ANTISSEMITISMO NA ALEMANHA

Extremista tenta atacar Sinagoga e mata dois Transeuntes

No dia da maior festa judaica, o dia da reconciliação, (9.10.2019), um antissemita, depois de uma tentativa falhada de massacre numa sinagoga em Halle/Saale, antiga DDR (onde se encontravam dezenas de fieis), disparou tiros matando dois transeuntes: uma mulher em frente à sinagoga e de seguida um homem; duas outras pessoas foram feridas. O criminoso alemão, de 27 anos, tinha quatro quilos de explosivos no seu carro e, além do mais, transmitiu o crime em directo na Internet. O Ministro Federal do Interior Horst Seehofer disse tratar-se de um motivo (acto terrorista) antissemita de um extremista de direita.

Já a magazine de tendência esquerda Spiegel 51/2017 lamentava que o passado do antissemitismo assombrado, chega agora à Alemanha através de duas forças: a do antissemitismo do desvio da cultura da lembrança e a do antissemitismo árabe-islâmico.

Em Estados com estómago mas sem dentes o extremismo prolifera, cada vez mais, porque as vítimas não deixam consequências na política nem rastos nos anais.

Esta é uma hora triste que deve ter a repulsa seja de esquerda seja de direita. Aqueles que se aproveitam e abusam deste crime horrível e de outros, para estigmatizar a concorrência política, com difamações infundadas, navegam em águas turvas, dividindo a sociedade e enfraquecendo a base democrática em que nos apoiamos. Pelos vistos não tem havido atenção especial no que respeita ao extremismo de direita; no que respeita a antissemitismo, por vezes, os extremismos de direita e de esquerda dão-se as mãos.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo