PÁTRIA – FAMÍLIA – RELIGIÃO DE REGRESSO

A política ainda se encontra na taberna e a procissão já vai no adro. As bandeiras, a pátria e Deus estão de volta! Por todo o lado são visíveis novos sinais na procura dum novo espírito para o século XXI.
A avangarde já deu o que tinha a dar. Enquanto que nas sociedades periféricas ainda abunda o abstracto do preto e branco já na arte e na ciência são bem-vindas as cores e o figurativo. A mesma literatura também já se não envergonha de temas românticos e da cor local o que se vem confirmar na escolha do turco Pamuk para Nobel da literatura.
Por outro lado, a União Europeia (EU) com o seu Euro e o globalismo económico mundial e consequente socialização dos seus produtos obrigam-nos, não já a apertar o sinto mas a dar contas à vida e a poupar. O tempo do esbanjamento aproxima-se do fim em proveito do terceiro mundo. Os tempos de restrição favorecem os conservadores. Poupança não é coisa para socialistas, a não ser que sejam obrigados a isso, como está a acontecer por toda a Europa sob o regimento da UE. Poupar é mais coisa de donas de casa e de conservadores. A vida privada tem de ser mais pensada. O optimismo e o progresso são abrandados pelo facto de as fontes de energia e as matérias-primas terem de ser agora mais repartidas também pela Ásia e pela África.
Actualmente o Estado favorece o capitalismo económico e financeiro e neste o grande capital anónimo. Isto dá-se à custa daquela camada social, que antes do 25 de Abril, ou melhor, nas sociedades tradicionais constituía a força renovadora do Estado, a burguesia sempre orientada para a produção, o rendimento. Agora mais que o rendimento importa o lucro imediato à custa de tudo e de todos….
Nos tempos que correm passamos da brisa suave duma economia localizada para uma economia de rajadas dos mais fortes que limpam com tudo o que é pequeno. Num movimento tão vertiginoso e incalculável tornam-se óbvios valores conservadores baseados na sua palavra de ordem contenção. Agora, no perigo de nos levarem até a roupa vestida, torna-se óbvio conservar.
Depois das orgias à margem de filhos não tidos mas compensados com uma imigração irresponsável começam a surgir insónias inerentes a duas sociedades paralelas dentro da mesma nação. A sociedade precisa de reforços, de filhos mas estes já não são a bênção de todo o lar. Tornaram-se mais num peso contra as aspirações individuais da camada social média reduzindo-se quase a uma oportunidade compensadora para os pobres e para as comunidades muçulmanas.
Depois das lutas anti-autoritárias e contra a família, com a correspondente socialização do nível escolar pelas bases, surge agora o desejo de mais autoridade, a necessidade de escolas de elites.
Estes e outros factores criam a necessidade de uma nova orientação no comportamento e na mentalidade das pessoas. Deparamo-nos com uma tendência conservadora só que nem os conservadores genuínos nem a ala conservadora socialista estão preparados para dar resposta e expressão ao novo espírito latente. Este sentimento conservador, visível em todas as manifestações populares desde o futebol à religião, desde as escolas às universidades, precisa de ser captado e tornar-se expressão não só nos partidos do PS, PSD e CDS…
O centenário iniciado poderia conter a aspiração de se não deitar vinho novo em odres velhos. Há que preparar-se a mudança de mentalidades e iniciar uma estratégia nova em especial no meio da camada jovem ainda não pervertida. Só uma direita e uma esquerda renovadas poderão dar resposta às necessidades do novo século e servir o povo e a nação. PS / CDS e PSD tornam-se cada vez mais iguais nos programas e actuações, tendo como consequência o fomento duma esquerda irrealista e mais radical. Conservadores de fato ou de gesto e esquerda de caviar desonram as filosofias que pretendem representar. Os socialistas terão de se desamarrarem das cargas herdadas do 25 de Abril, à la Soares. Uns e outros precisam duma restauração para poderem dar resposta às exigências do séc. XXI. Não chega continuar um discurso de cigarra baseado em modelos de sociedade já falhados e tentar apenas compensar esses défices com arranjos ad hoc prentensamente legitimados por carícias de povo mal informado.
Também nas escolas não chegam as aulas de Ciências Sociais, é necessário o estudo sério da História que não deve ser castrada e colocada à disposição dum regime e duma classe política.
O modo de estar de socialistas e conservadores, a continuar como até agora, leva ateus críticos e pensadores cristãos a engrossarem as fileiras de pequenos dissidentes ou a distanciarem-se da política.

António Justo

António da Cunha Duarte Justo

União entre Portugal e Espanha! – De Couto para Província?

Num País de Sonhadores há sempre um D. Sebastião
A revista espanhola El Tiempo apresentava ontem, 17.10.06, os resultados duma sondagem feita algures em Espanha em que 45,6 % dos espanhóis se manifestam pela fusão de Portugal e Espanha. Destes, 43,4% defende que o novo país se chame Espanha enquanto que 39,4 % opta pelo nome Ibéria. A maioria 80 % quer a capital fique em Madrid e 3,3% favorecem Lisboa. Metade dos inquiridos quer o regime monárquico espanhol, 30,2 % é favorável a uma República.
O mais grave é que, aquando da visita de Cavaco Silva a Espanha, uma sondagem certamente não representativa do semanário português Sol referia que 28 % dos portugueses são pela integração de Portugal e Espanha num único Estado.
Estes são inquéritos sem credebilidade mas que podem revelar os estados de alma dos dois lados da fronteira.
Para a Espanha seria esta uma maneira fácil de resolver os seus problemas políticos internos ainda não arrumados duma nação multinacional politicamente ainda não estabilizada. Esta poderia ser uma estratégia indirecta de resolverem os problemas da sua casa numa de mais valia.
Olivença já lá está não tendo problemas com ela. O contrário de dá com Catalães, Bascos e Galegos .
Para Portugal continua a restar-lhe o sonho. Num país de sonhadores há sempre o recurso a um D. Sebastião que resolve aquilo que deveria ser resolvido por eles.
As reportagens do Tempo e do Sol são de questionar-se. Não serão estas sondagens artimanhas de nacionalistas ou de progressistas? …. De patriotas certamente que não.
Para os nominalistas portugueses não haveria problemas porque viriam na Espanha o D. Sebastião e ficariam de espírito agradecido ao naco de pão numa atitude semelhante ao cão fiel não à raça mas a quem lhe dá o pão. Esta atitude parece-me mais de progressistas. De resto, um ataque ao sentimento nacional. Os que favorecem a opção pela eventual união entre os dois países vizinhos fundamentam-no com os benefícios económicos. Sujeitar-se-iam a ser espanhóis porque lá se ganha mais e se paga menos pelos serviços e pela energia. Esta posição é própria daqueles que se comportam como a avestruz que quando vê o perigo enterra a cabeça na areia na esperança de que o problema passe. Só que a receita para tais seria sonhar menos e trabalhar mais. Só conta o Mamon.
Por outro lado a Espanha não aguentaria tanto sonho nem com um povo em que cada um e cada qual é um governo! A guerra da nova Aljubarrota que Espanha trava é a económica e os seus generais já se encontram posicionados por todo o Portugal (o que não condeno porque também criam riqueza). Naturalmente que também levantarão o tributo da antiga afronta e o enviarão em desagravo para Espanha.
Este é o problema dos pequenos. O que não têm nos músculos terão que o ter no cérebro, na organização e na disciplina… Uma desilusão não se resolve com uma nova ilusão nem só com greves. O que Portugal tem é de valorizar a sua maça cinzenta que é muito boa e aplicá-la. Então, a exemplo duma Irlanda, duma Suiça poderemos de novo dar mundos ao mundo, podendo estar mais satisfeitos connosco e suportar melhor a leviandade das nossas elites sem termos de as lançar ao Tejo para nos subjugar a Madrid. Primeiro teremos que unir Portugal, unir o povo acabando com os senhorios, temos que unir o interior e o litoral, a cidade e a aldeia. Para isso é necessário dividir Portugal em duas ou três regiões naturais, temos de reduzir os deputados para metade e tornar as administrações distritais e camarárias mais eficientes e organizadas em planos supra-distritais.
Porque tropeçar na Espanha se já estamos nos braços da Europa. A maior parte da soberania já a demos à União Europeia. Ou já não chegam as comendas?
De tudo isto uma coisa é certa, as nossas escolas têm que ensinar mais história de Portugal onde se aprenda a ser português. Ou já estão esquecidos da batalha de S. Mamede e da vontade popular, sempre repetida contra os tais das comendas, frente às varandas reais?

António Justo

António da Cunha Duarte Justo

Medidas contra casamentos forçados de crianças

A Coligação do Governo Alemão decidiu, esta semana, medidas contra casamentos forçados.
Na discussão sobre casamentos forçados de jovens muçulmanas a coligação acordou impedir, por lei, a imigração a menores para efeitos de casamento. De futuro só será permitida a imigração a cônjuges com um mínimo de 18 anos de idade. Muitas das famílias muçulmanas imigradas recorrem ao arranjo de casamentos mandando vir principalmente mulheres para os familiares; outras famílias aproveitam-se da ida de férias para fazer lá o casamento.
O ministro do interior queria que a idade mínima de ingresso na Alemanha fosse de 21 anos atendendo a que muitas meninas muçulmanas são obrigadas a casar sem opção de escolha. O partido do SPD conseguiu reduzir a idade para 18 anos. O compromisso prevê assim que se impeça a imigração para casamentos arranjados ou forçados. O recurso ao casamento tem sido uma das medidas a que recorrem famílias imigradas para adquirir uma permissão de estadia. Para impedir tais práticas a legislação em via exige que haja conhecimentos da língua alemã para a parceira ou parceiro que emigra para a Alemanha. Com esta medida, querem evitar também”o importe dum défice de integração”.
Finalmente uma medida acertada na defesa da dignidade da pessoa! A hipocrisia em muitos países do ocidente tem sido descarada. Enquanto que para si reivindicam o cumprimento dos direitos humanos exigem tolerância para a repressão da mulher no Islão, mesmo no seu seio. Muitos políticos ainda não reconheceram o âmbito das injustiças de que são vítimas as mulheres muçulmanas que vivem entre nós e o perigo que isso constitui. Elas são vítimas duma violência instalada e institucionalizada. Elas encontram-se muitas vezes reféns duma cultura de família. A mulher muçulmana deveria ser especialmente protegida e promovida pela sociedade ocidental atendendo à sua situação precária e a que dela dependerá a reforma séria do Islão e sua consequente modernização.
António Justo

António da Cunha Duarte Justo

Soldados alemães profanam caveiras no Afeganistão

Alguns soldados alemães em exercício no Afeganistão foram suspensos do serviço militar devido a profanação de restos de mortos afegãos. Deixaram-se fotografar com caveiras e com ossos humanos. Não é desculpável a ostentação de partes de esqueleto humano o que testemunha falta de respeito perante a dignidade da vida até à morte. Para eles é tudo novo. Na terra nunca tiveram contacto com mortos. Além de défices na formação manifestam sintomas duma sociedade desumana.
A situação em que se encontram exige demais dos jovens soldados. Problemático é o facto se encontrarem em situação tão excepcional que os mais elementares sentimentos humanos sejam ignorados. Ao brincarem com os mortos procuram criar uma válvula de escape para o medo e para a dor.
Não se trata de ter compaixão pelos soldados, sejam eles alemães ou americanos. Este é um mal que se pode observar em todas as guerras. Na sua guerra contra os russos, os afegãos chegavam mesmo a jogar à bola com as cabeças decepadas do adversário russo.
O maior escândalo é a guerra e os mortos. Escandalosa é a atitude hipócrita de muita gente que se melindra mais com a atitude leviana dos soldados e não regista a miséria em que vivem os afegãos.
O respeito pelos mortos revela o grau de compaixão, misericórdia para com os vivos.
António Justo

António da Cunha Duarte Justo

Bilinguismo

Educação em duas culturas – Uma decisão a tomar o mais cedo possível!
O aumento das famílias biculturais luso-alemãs e dos casamentos mistos entre brasileiros, angolanos, moçambicanos, etc., e alemães (e outras etnias) tornam o tema do bilinguismo um assunto obrigatório a tratar em todas as associações. O mesmo se diga para professores e formadores que se ocupam com estrangeiros e para organismos de estado ao serviço dos portugueses no estrangeiro.
Neste sentido, os brasileiros dão-nos o exemplo ocupando-se deste assunto desde há vários anos. Também eu, ciente deste problema, tenho-lhe dado muita atenção desde 1980, procurando fomentar interesse por ele no meio português e pondo-me à disposição para fazer palestras sobre o assunto. Os portugueses, duma maneira geral, vivem o dia a dia não lhes restando tempo para a reflexão.
Já neste blog, num dos textos em arquivo, fiz um artigo sobre o assunto.
Numa conferência que fiz em Dusseldorf verifiquei muito interesse pelo tema.
Parabéns à Sociedade Brasil-Alemanha e em especial à Dra. Stella-Maris Preisach, à Doutora Andrea Dahme-Zachos e ao senhor Irrgang pela perfeita organização da conferência sobre bilinguismo na Volkshochschule de Dusseldorf.
Junto o convite tal como o fez a Sociedade Brasil – Alemanha e a Volkshochschule para servir de exemplo a outras organizações que tenham interesse em organizar iniciativas do género. Como texto conclusivo apresento o resumo em alemão dos pontos tratados por mim na conferência.

Conferência sobre Bilinguismo
“Esta conferência sobre bilingualidade terá em conta a discussão científica. Outros aspectos a focar serão: a relevância da bilingualidade em relação à sociedade intercultural; o fenómeno das famílias bilingues e duma nova consciência de pertença, isto é, duma nova identidade com as suas vantagens e desvantagens; questões a pôr antes da tomada de decisão pela praxis bilingue; sua aplicação pedagógica na família, na educação bilingue, no ensino bilingue e no ensino da língua de origem (apresentação dum exemplo de experiência própria duma família luso-alemã).
Bilingualidade e aprendizagem intercultural podem fazer parte integrante da formação duma identidade individual na consciência do ser humano global.”

Sehr geehrte Damen und Herren, liebe Freunde!

Hiermit möchten wir an den Vortrag über “Bilingualität” am kommenden Samstag erinnern:

Bilingualität – eine Herausforderung an Gesellschaft und Familie

Wie kann bilinguale Erziehung in der Praxis umgesetzt werden? In der Familie, in der Erziehung, im Unterricht? Was sollte im Vorfeld der Entscheidung beachtet werden? Inwiefern hängen Identität, Herkunftsbewußtsein und Aufwachsen in einer bilingualen Familie zusammen? Welchen Beitrag liefert bilinguale Erziehung in Bezug auf das Zusammenleben in einer interkulturellen Gesellschaft?

Diese und andere Fragen wird António da Cunha Duarte Justo (Dipl.-Theologe und Pädagoge) in seinem Vortrag behandeln. Er reichert seinen wissenschaftlich fundierten Vortrag mit Beispielen aus der eigenen Familie und pädagogischen Praxis als Lehrer im muttersprachlichen Unterricht an.

Der Vortrag wird auf deutsch gehalten. Da Herr Justo Portugiese ist, können Nachfragen und Diskussionsbeiträge sowohl auf deutsch als auch auf portugiesisch erfolgen.

4. November, 17.00 Uhr – 19.00 Uhr

Düsseldorf, “DIE BRÜCKE”, Kasernenstr. 6, Vortragssaal (Raum 312, 3. OG), 3€ Eintritt

Resumo em alemão:
Bilingualität
Stichwörter des Vortrages
Gehalten in der Deutsch – Brasilianischen Gesellschaft am 4.11.06 in Dusseldorf durch António Justo

Einleitung: „Meine Heimat ist meine Sprache“, Fernando Pessoa
Autobiographisches: Zuhause und im muttersprachlichen Unterricht / aperspektivisches Weltbild
Motivation: EU und die Globalisierung / Brasilien – Geschwisterländer / Neues Bewusstsein
Die Bilingualität in der Wissenschaft: keine anerkannte Erstspracherwerbstheorie:
simultaner Bilingualismus und sukzessiver Bilingualismus. Faktoren des Spracherwerbs: Sprachvermögen, Zugang, Antrieb
Leernen durch Nachahmung / Konditionierung
Mehrsprachigkeit als Problemursache: Unvollständiges Erlernen, Überforderung und psychische Folgen. Forschung widerlegt das.
Der Alltag der Sprache: bewusst / spontan
Wann ist jemand bilingual? 1. zwei Sprachen etwa gleich stark oder 2. eine starke und eine schwache Sprache
Rolle der Familie: Sprache wird als Kommunikationsmittel erlebt und nicht als Lerninhalt / Wertschätzung beider Partner
Spracherziehungsmethode beim Bilingualitätserwerb: Funktionale Sprachtrennung: das Prinzip „eine Sprache – eine Person“
Familiensprache – Umgebungssprache: Familiensprache zu Hause und Umgebungssprache draußen
In einer Fremdsprache erziehen? Die zu vermittelnde Sprache soll Herzenssprache sein
Strategien: bei Trennung und längerer Abwesenheit eines Partners
Schwierige Situationen: Wo Dritte anwesend sind
Entwicklung beim Spracherwerb -Lernprozess des Kindes: Lerntypen: Der Analytische und der Ganzheitliche
Einbeziehung von Fachleuten: Kinderärzte und Ohrenärzte und Logopäden / innen
Wie sprechen wir mit den Babys? : Mimik und Sprachmelodie
Ermutigung für die Sprache: Beziehung und der Sprachumgang
Lesen und Schreiben: verzögerte Alphabetisierung
Wie lernt das Kind gut Deutsch? : Wenn kein Deutsch zu Hause gesprochen wird: Spielkameraden, Kinderkrippe, Tagesmütter
Starke und schwache Sprache: „Produktive Mehrsprachige“ und „rezeptive Mehrsprachige“
Die Verweigerung des Sprechens: Kompetenz und Performanz, Konformismus
Sprachmischungen: in einer einsprachigen Gesellschaft als Fehler, als Reparatur
Interferenz: Strukturmuster der anderen Sprache um Lücken zu füllen
Bilanz: Hauptmerkmale: die ethnische Identität und das Sprachprestige, Die Idealistisch-romantisch Sprachauffassung, und Die rationalistische Sprachauffassung. Ab 1960 wurde gezeigt, dass Zweisprachige intelligenter sind als Einsprachige
Kindergarten: Modelle von Kindergärten
Unterricht – Wo und Wann? – Fremdsprachenunterricht und muttersprachlicher Unterricht.
Schulformen besonders geeignet für Bilinguale: 1. Internationale Schulen (International School); 2. Europäische Schulen; 3. Europaschulen und Schulversuche an staatl. Schulen
Fazit: das latente sprachliche Potential spielerisch zu fördern, Ausgangssituation und eine emanzipatorische Erfahrung, aperspektivisches Weltbild
António Justo

António da Cunha Duarte Justo