O Processo da naturalização na Alemanha

Um curso prévio de preparação, um teste e um juramento

O Estado do Hesse quer uniformidade de regras nos estados federados, para Estrangeiros que queiram tornar-se alemães. Estes, devem, de futuro responder a um catálogo de 100 perguntas sobre história, política e cultura alemãs, como defende Dr. Bouffier do ministro do interior do Hesse. Tal como noutros estados federados, estes planos pretendem tornar mais exigente a naturalização. Iniciativas semelhantes doutros estados federados queriam também elas, no dizer de seus iniciadores, dificultar a naturalização a terroristas islâmicos.
Tencionam-se as seguintes medidas obrigatórias para quem aspirar a naturalização: um curso prévio com o objectivo de fomentar a integração, um teste e um juramento vinculativo. Para isso torna-se necessária a mudança de algumas leis a nível federal. Há vontade política para se proceder a uma tal iniciativa legislativa. Os políticos pretendem com esta iniciativa provocar a compreensão da ordem de valores alemã.
O teste destina-se a todos estrangeiros que pretendam a nacionalidade alemã e não apenas aos de origem muçulmana que vivem mais em guetos.
Segundo a afirmação de Bouffier o teste cognitivo pretende impedir o surgir de sociedades paralelas. Os Verdes no parlamento constatam de positivo que o teste não contem perguntas sobre a mentalidade. Verdes e SPD criticam o facto de os Estados regidos pela CDU se adiantarem atendendo a que estava já prevista para Maio, a nível de conferência dos ministros do interior dos estados federados, uma avaliação da actual legislação em vigor..
O ministro do interior quer ser consequente com a política do Hesse de “promover e exigir”. Foi o primeiro Estado que introduziu cursos de alemão para a pré-escola, nos jardins-de-infância. Este conceito enquadra-se na praxis dos Estados Unidos da América privilegiando aspectos da geografia e da história. A intenção é substituir a actual praxis que consta da assinatura dum formulário em que se declara a lealdade a este estado, procedendo-se em sua vez a um juramento solene.
No passado os políticos não tomaram a sério a questão migrante limitando-se, a nível político, a ignorar a realidade alemã. Uns quadrantes da política negavam-se a reconhecer a Alemanha como um país de imigração, os outros defendiam a ilusão multicultural. Cada bloco procurava tirar trunfos e ganhar terreno ideológico à margem da realidade, contra os interesses do povo alemão e dos estrangeiros.
A Alemanha debate-se com grandes problemas, no que respeita à integração, com sociedades paralelas nas zonas pobres das grandes cidades. A terceira geração muçulmana tem-se mostrado ainda mais resistente à integração do que a segunda.
Os maus resultados escolares dos alunos estrangeiros tornam urgentes medidas de vária ordem.
Importante seria fomentar jardins infantis gratuitos bem como a integração dos estrangeiros no serviço público.
António Justo
Alemanha

António da Cunha Duarte Justo

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Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

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