NO NEVOEIRO OS “SATÉLITES” BRILHAM MAIS

 Por António Justo

NO NEVOEIRO OS SATÉLITES BRILHAM MAIS

 

Meu Portugal, sem rei nem roque

De alma à chuva e corpo ao vento

Num abrigo descansa a mente 

Sempre à espera do sol-nascente 

 

Alheio anda, sempre adiado

Cão rafeiro bem-educado 

Passa a vida enfileirado

Já nem nota o cadeado.

 

Minha gente no nevoeiro

Já nem sabe pra onde vai

No escuro tudo é brilho

E os satélites brilham mais

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Espírito no Tempo

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Sobre António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa
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2 respostas a NO NEVOEIRO OS “SATÉLITES” BRILHAM MAIS

  1. Fernando da Silva diz:

    O meu PORTUGAL esta sem rei nem roque,como quase todos os paises da comunidade europeia,tem defeitos mas tambem tem coisas boas.Nao gostei do seu poema quando diz,cao rafeiro bem educado etc,etc,etc.Vivi fora do meu PAIS durante 40 anos,e como tal estou muito a vontade para lhe responder,olhe tenha um bom NATAL.
    Fernando da Silva
    Fb

  2. Em poesia não se trata de descrever algo, de dizer o que é ou não é, mas de sentir ou proporcionar a vivência de um aspecto, de uma panorâmica da alma portuguesa que não se deixa reduzir a uma perspectiva. Este “Portugal” também pode ser um estado, um momento situacional o estado de alma de um grupo ou de uma pessoa. Em poesia Portugal, o homem, a mulher, o pai e a mãe também são os melhores do mundo!

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