MAIS UM MILHÃO DE EUROS DE PORTUGAL PARA A GUERRA NA UCRÂNIA

O ministro dos negócios estrangeiros português declarou na CNN (30.11): “Portugal reforça apoio à Ucrânia com um milhão de euros”.

O regime de Kiev não está interessado na paz e não aceita conversações para a paz; só quer armas sem olhar ao povo que morre e foge nem à diminuição do nível de vida em toda a Europa.

O governo português em vez de fazer pressão no sentido de se passar a negociações, assume apenas o papel de Maria vai com as outras para ter a impressão que quem anda ao mando dos grandes está em boa companhia! Portugal em contrapartida podia receber mais refugiados ucranianos e proporcionar-lhes uma vida humana digna assim como aos pobres em Portugal. O governo usa assim ilicitamente dinheiros públicos que tira aos reformados, à assistência pública, etc. obrigando-os a aguentar com o peso da inflação.

Indirectamente estamos a apoiar os americanos numa guerra contra os ucranianos e contra a Europa; a desumana guerra da Rússia na Ucrânia só pode ser contida à mesa das negociações porque como potência nuclear é invencível sem que haja uma catástrofe nuclear para toda a Europa.

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo

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António da Cunha Duarte Justo

Actividades jornalísticas em foque: análise social, ética, política e religiosa

12 comentários em “MAIS UM MILHÃO DE EUROS DE PORTUGAL PARA A GUERRA NA UCRÂNIA”

  1. É impensável que Kiev não queira a paz. Mas, a avaliando tudo o que se tem passado no terreno, como pode confiar no resultado de negociações com o Kremlin?

  2. Mafalda Freitas Pereira , tudo se trata de um adiamento da guerra que entretanto mata gente e empobrece povos e no fim terá de haver negociações. Naturalmente os negociadores decisivos serão a Rússia e os Estados Unidos. Quando o povo dos Estados Unidos estiver cansado com o desgaste da guerra e a Rússia se sentir bastante fraca talvez chegue então a hora das negociações. Naturalmente nesta guerra não haverá propriamente vencedores; todos terão fazer como o cão que lambe as feridas! Quem menos perde será os Estados Unidos mesmo que tome a atitude que tomou em relação sobretudo em relação ao Afeganistão e ao Iraque.

  3. Joao Heitor , as nossas elites políticas não cuidam dos interesses de Portugal. Vivem e sobrevivem sobretudo do encosto à União Europeia ou tagarela-se sem parar o que os Estados Unidos querem que se pense e siga. Se observamos bem nota-se à primeira vista que quase tudo vem dos Estados Unidos para a Europa e é seguido sem filtro.

  4. António Cunha Duarte Justo, texto muito realista e objectivo.
    No meu pensamento dividido vejo três situações:
    – uma brutal agressão;
    – uma nação e todo o seu povo Vítimas do agressor;
    – um conjunto de países
    solidários e empenhados na defesa da nação agredida e das vítimas.
    Não ignoro que há interesses políticos, económicos, geoestratégicos e outros, com consequências e prejuízos enormes para todos, sofrimento e
    perdas de vidas humanas.
    As informações, contra informações e desinformações TV passam ao lado, mas estou atenta às notícias que vão chegando.
    Que as negociações para a paz aconteçam e que aconteçam sem muita demora.

  5. Mafalda Freitas Pereira , penso que as negociações se iniciarão antes de terminar o inverno porque os Estados Unidos já atingiram os seus objectivos depois do conflito iniciado sobretudo em 2014. Nos meus textos não entro muito no problema entre Rússia e Ucrânia porque no meu entender e pelo que pude observar desde 2007 a Ucrânia tem sido terreno maninho de oportunismos internos mas sobretudo objecto de de interesses económicos e campo de batalha geopolítico entre os Estados Unidos e Rússia, à mistura com oportunismos económicos míopes da EU.

  6. António Cunha Duarte Justo, conhecimentos que eu não tenho, evidentemente, mas que agradeço.

  7. Mafalda Freitas Pereira , neste assunto há realmente várias narrativas diferentes e até contraditórias. A mais simples e mais fácil de mover os sentiemtos dos telespectadores é a de que se trata apenas de um conflito entre a Ucrânia e a Rússia e que a guerra se iniciou este ano. O conflicto geopolítico entre a Rússia e os Estados Unidos vem do facto da concorrência de poder político e económico entre uma Rússia que quer uma ordem mundial multipolar e os Estados Unidos que querem continuar a ter a hegemonia mundial (uma ordem mundial unipolar conseguida pelos Estados Unidos depois da guerra fria entre União Soviética e EUA). Até à queda da União Soviética havia uma ordem mundial tripolara e com a queda os Estados Unidos declararam-se vencedores e iniciaram uma tática perigosa de não respeitar pontos nevrálgicos para a Rússia. Os Estados Unidos instalariam parte do arsenal atómico que têm na Alemanha na Ucrânia e a Rússia teria de se submeter a eles. Por isso, aquando da queda do Comunismo e com as conversações para se reconhecer a unidade alemã foi acordado que a Ucrânia ficaria um país neutro (isto é não alinhado a um bloco nem a outro). Os media russos espalham muita propaganda defendendo a sua narrativa e os meios de comunicação social, principalmente as TVs europeus decidiram-se tornar em propagandistas dos EUA/OTAN cometendo em parte os mesmos erros da imprensa russa transformando-se mais em agências de propaganda do que em agências de informação factual e objectiva. O mal é que as TVs afirmam muitas coisas sem reservas, o que não seria muitas vezes lícito dado as fontes em que muitas vezes se baseiam não serem creditáveis. Uma outra tática que as TVs fazem é não darem informações sobre assuntos que não venham de acordo ao alinhamento que tomaram e que é partidário. Sei de um general Português que esteve na guerra da Jugoslávia e já esteve na Ucrânia mas tem sido bloqueado pela TV portuguesa porque tem um discurso objectivo e que iria contradizer a linha seguida nas informações da TV (Telejornal, etc.). Há tanta manipulação e tantos assuntos de que não se fala (por exemplo o tratado de Minsk) porque obrigariam a um acto também de mea culpa e os guerreiros querem vencer custe o que custar!

  8. Eu não negociaria com ninguém que pusesse como condição eu ceder a minha casa e a dos meus. Estaria a ser cruel para mim e para os meus.

  9. Confissão de choque de um general americano: “Pagamos apenas 66 bilhões para ucranianos morrerem por nossos interesses”
    “O general americano Jack Keane admitiu no canal Fox News que “apenas por US$ 66 bilhões, colocamos a Ucrânia em guerra com a Rússia”.
    Segundo ele, os Estados Unidos investiram cerca de 66 bilhões de dólares no regime de Kiev desde fevereiro deste ano, o que ajudou a armar a Ucrânia e construir a sociedade local para a guerra com a Rússia.”
    O general de quatro estrelas disse que “os investimentos na Ucrânia hoje são muito lucrativos, porque por relativamente pouco dinheiro no interesse dos Estados Unidos, não morrem americanos na guerra com a Rússia, mas ucranianos”.
    Esse militar, naturalmente, só se foca nos interesses militares, mas do lado económico, essa guerra é ainda mais lucrativa:
    – Conseguiram vender bilhões de gás de xisto que há pouco tempo a trás ninguém queria comprar por ser muito caro e extremamente poluente.
    – Conseguiram eliminar um concorrente económico forte que era a Europa, que, com as sanções, está de rasto, com um desindustrializacao sem precedente, iniciando a maior recessão econômica desde a 2a guerra mundial, com uma moeda em queda livre, uma inflação galopante, com penúrias de energia e em breve alimentar, com um indevidamente dos estados com níveis absurdos que os colocam à beira da bancarrota a qualquer momento com o aumento dos juros da BCE…
    – Conseguiram de vez dar cabo das infrastructuras de NordStream (projecto de destruição que eles já tem há muito tempo, e que nunca esconderam), e ainda conseguir convencer a opinião pública que a Rússia é a culpada. Estes 2 Gazoduc representavam um trunfo concorrencial mundial incrível para o poder industrial da Alemanha no mundo.
    – Conseguiram garantir negócio para vender o seu armamento aos estados europeus (com o dinheiro dos seus cidadoes) que são agora obrigados por lei da UE a gastar 2% do seus orçamentos em armas (Americanas, claro)
    – Conseguiram que a UE entregasse os dados pessoais de todos os cidadãos europeus para as GAFAs (Último deal conseguido por Ursula que os médias não comentaram), apesar do tribunal de justiça europeu ter decretado a proibição de uso destes dados, segundo a lei da proteção de dados pessoais. Foi uma das condições que Biden exigiu para “vender o gás de xisto a Europa”.
    Aproveito para dar pessoalmente os parabéns a praticamente toda a comunicação social occidental pelo apoio sem falha nesse investimento, que conseguiu apelar diariamente ao ódio anti-russo (o que no meu dicionário se chama “xenofobia”) manipulando a opinião pública para apoiar esse investimento na escalada da guerra, em nome de valores que cinicamente chamam “democracia e liberdade”.
    Uma verdadeira obra de arte de propaganda mediática! (Nem Goboels tinha sonhado tanto nível de propaganda).
    Parabéns aos nossos governantes de estado e da Europa para o apoio incondicional a esse investimento. Tão incondicional que parece um suicido colectivo consentido dos povos europeus.
    Mas a causa é “digna” e os “resultados estão à vista” : A Rússia está de rasto, niguem compra o seu gás, nem o seu petróleo, está na bancarrota financeira porque o rubles está em queda completa, dezenas de milhões de russos estão na rua a pedir a mudança, a fome e as penúrias estão no quotidiano dos russos, nenhum ser humano no planeta quer fazer negócio ou colaborar com Putin.

    Porquê mudar umas sanções tão acertadas, com resultados tão positivos para nós! Com tanto sucesso das sanções, os nossos governantes deveriam pensar em ainda mais pacotes de sanções, tipo retirar a palavra “Rússia” do dicionário, tipo escrever outra vez a história nos livros da escola para contar que foram os americanos que venceram o Nazismo na batalha de Berlim em 1945, que Tchaikovski era Lituâniano, etc…
    Ai, sem dúvida, um mundo muito melhor graça a e
    apenas 66 bilhões de dollars. Obrigado.

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