{"id":9560,"date":"2024-08-16T14:56:39","date_gmt":"2024-08-16T13:56:39","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=9560"},"modified":"2024-08-16T16:12:54","modified_gmt":"2024-08-16T15:12:54","slug":"a-mensagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=9560","title":{"rendered":"A MENSAGEM"},"content":{"rendered":"<p><strong>MENSAGEM <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No princ\u00edpio, era o verbo, a palavra sagrada (1),<\/p>\n<p>Uma voz no vazio, onde o tempo era nada.<\/p>\n<p>Deus, em sua ess\u00eancia, come\u00e7ou a falar,<\/p>\n<p>Num tempo sem tempo, de tudo por criar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A palavra divina, num eco a vibrar,<\/p>\n<p>Come\u00e7ou a moldar o que viria a se formar.<\/p>\n<p>O ser e a exist\u00eancia, sem qualquer divis\u00e3o,<\/p>\n<p>Eram um s\u00f3, no abra\u00e7o da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, no espa\u00e7o e no tempo a correr,<\/p>\n<p>A palavra de Deus come\u00e7ou a conceber.<\/p>\n<p>Na natureza, no homem, em l\u00ednguas e tons,<\/p>\n<p>Ressoava o eco divino, em distintos sons.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O som da linguagem, no in\u00edcio do devir,<\/p>\n<p>Num devir s\u00f3 completo, quando ao som voltar,<\/p>\n<p>\u00c0 palavra que o gerou, no princ\u00edpio do ser,<\/p>\n<p>Ecoando no universo, sem nunca se perder.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E depois na alma humana, uma busca come\u00e7a<\/p>\n<p>Para unir o criador e a cria\u00e7\u00e3o, numa alian\u00e7a<\/p>\n<p>Em Jesus Cristo, o verbo encarnado,<\/p>\n<p>A Palavra se faz carne, o divino \u00e9 revelado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A linguagem humana, com sua dualidade,<\/p>\n<p>Procura entender o mist\u00e9rio da verdade. (trindade)<\/p>\n<p>Na contradi\u00e7\u00e3o, na tentativa de entender,<\/p>\n<p>O eco do divino, busca compreender.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas o destino fatal, a humanidade n\u00e3o v\u00ea,<\/p>\n<p>Que o eco da palavra se expressa em cada ser.<\/p>\n<p>Cada som \u00e9 distinto, em cada cora\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>Na ci\u00eancia, na f\u00e9, na pol\u00edtica, na raz\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O erro est\u00e1 em pensar que o eco \u00e9 o verbo,<\/p>\n<p>Quando na verdade \u00e9 apenas um reflexo,<\/p>\n<p>Da frequ\u00eancia divina que nos faz vibrar,<\/p>\n<p>Uma realidade maior, dif\u00edcil de alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Encanta-me o eco, ao amanhecer brilhante,<\/p>\n<p>E ao anoitecer, num tom mais distante.<\/p>\n<p>Para mim, a chave, a f\u00f3rmula universal,<\/p>\n<p>Est\u00e1 em Cristo, o verbo, na uni\u00e3o total.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Cristo, o ser e a exist\u00eancia se fundem,<\/p>\n<p>O esp\u00edrito e a mat\u00e9ria, num amor profundo.<\/p>\n<p>O eco que une, o amor que d\u00e1 forma,<\/p>\n<p>Superando a dualidade, transformando a norma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se isto n\u00e3o percebermos, continuaremos a viver,<\/p>\n<p>Nas sombras dos estro\u00e7os (Babel), sem entender.<\/p>\n<p>Por\u00e9m na Palavra, no Verbo encarnado, est\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>Para unir o que \u00e9 criado (o Eco) ao que \u00e9 Cria\u00e7\u00e3o (Palavra).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a ideia, da outra civiliza\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>Onde a palavra e o eco, em perfeita uni\u00e3o,<\/p>\n<p>Nos guiam, nos iluminam, nos fazem ver,<\/p>\n<p>Que em Cristo, a verdade nos faz renascer.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>(1) Ideias minhas que levaram \u00e0 formula\u00e7\u00e3o po\u00e9tica:<\/p>\n<p>MENSAGEM acess\u00edvel a uns e outros para uma Outra Ideia de Civiliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8220;No princ\u00edpio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus.&#8221;<\/p>\n<p>Deus come\u00e7ou por falar fora do tempo; um &#8220;tempo&#8221; divino em que a Palavra era um processo em potencial, capaz de ganhar forma, mas ainda n\u00e3o formatada; um estado em que ser e exist\u00eancia n\u00e3o se diferenciavam no devir latente. O ser e a exist\u00eancia coexistiam, indissoci\u00e1veis, no kair\u00f3s do tempo sem tempo. Para que o ser se tornasse exist\u00eancia, era necess\u00e1rio mold\u00e1-lo no espa\u00e7o e no tempo. Foi nesse surgimento que a Palavra encontrou o seu eco em espa\u00e7o e tempo.<\/p>\n<p>A palavra de Deus come\u00e7ou a ressoar na natureza, na voz do homem e dos povos, nas v\u00e1rias l\u00ednguas e bi\u00f3topos da natureza e da cultura. Foi ent\u00e3o que o eco de Deus se tornou exist\u00eancia, e a exist\u00eancia tornou-se o Eco de Deus.<\/p>\n<p>O som da linguagem est\u00e1 na origem de todo o devir. No entanto, o devir s\u00f3 se completa quando o som retorna \u00e0 Palavra que o gerou. Em todo o humano e em todo o universo, ouve-se e sente-se o eco da Palavra divina original, em constante expans\u00e3o. Diante de t\u00e3o grandioso Eco, a alma humana procurou resolver o hiato entre a palavra e o eco, entre o Criador e a cria\u00e7\u00e3o, encontrando-o no modelo e padr\u00e3o da realidade humana e c\u00f3smica: Jesus Cristo (a Palavra encarnada e a carne tornada Palavra).<\/p>\n<p>A linguagem humana, como elemento de liga\u00e7\u00e3o e diferencia\u00e7\u00e3o, cont\u00e9m em si a energia primordial do caos, que, atrav\u00e9s da afirma\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o, tenta dar forma \u00e0 Palavra, recorrendo \u00e0 analogia numa tentativa de compreender o enigm\u00e1tico.<\/p>\n<p>O destino fat\u00eddico da humanidade parece ainda n\u00e3o ter percebido que o eco da Palavra se manifesta de maneiras diferentes, assumindo, em cada ser, lugar e tempo, um som distinto. Esse som (eco divino) expressa-se na frequ\u00eancia do cora\u00e7\u00e3o, do intelecto, da ci\u00eancia, da religi\u00e3o, da pol\u00edtica e de cada indiv\u00edduo, como uma resson\u00e2ncia \u00fanica de um mesmo som. O tr\u00e1gico da quest\u00e3o \u00e9 que cada eco se confunde, tomando-se por Palavra, em vez de reconhecer que \u00e9 apenas uma resson\u00e2ncia da frequ\u00eancia de uma realidade que nos ultrapassa.<\/p>\n<p>Encanta-me sentir a resson\u00e2ncia de um som brilhante ao amanhecer e sombrio ao anoitecer! Para mim, tanto a n\u00edvel pessoal quanto alegoricamente para toda a humanidade, acredito que a f\u00f3rmula de toda a realidade, tanto no n\u00edvel da Palavra (o esp\u00edrito) quanto no n\u00edvel do Eco (a cria\u00e7\u00e3o), \u00e9 Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Em Jesus Cristo, o ser e a exist\u00eancia, o esp\u00edrito e a mat\u00e9ria, se re\u00fanem. O eco que lhe d\u00e1 forma \u00e9 o amor, aquele par\u00e1clito que possibilita unir o conte\u00fado \u00e0 forma, o criado ao n\u00e3o-criado, superando assim a dualidade que a condi\u00e7\u00e3o humana e nossa linguagem expressam. De outro modo, continuaremos todos a viver sob a sombra dos escombros da Torre de Babel.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MENSAGEM &nbsp; No princ\u00edpio, era o verbo, a palavra sagrada (1), Uma voz no vazio, onde o tempo era nada. Deus, em sua ess\u00eancia, come\u00e7ou a falar, Num tempo sem tempo, de tudo por criar. &nbsp; A palavra divina, num eco a vibrar, Come\u00e7ou a moldar o que viria a se formar. 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