{"id":9546,"date":"2024-08-13T13:55:18","date_gmt":"2024-08-13T12:55:18","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=9546"},"modified":"2024-08-14T22:36:45","modified_gmt":"2024-08-14T21:36:45","slug":"da-luta-dos-cromossomas-na-matriz-social-masculina-expressa-nos-jogos-olimpicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=9546","title":{"rendered":"DA LUTA DOS CROMOSSOMAS NA MATRIZ SOCIAL MASCULINA EXPRESSA NOS JOGOS OL\u00cdMPICOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Intera\u00e7\u00e3o bidirecional entre gen\u00e9tica e cultura: o DNA Gene biol\u00f3gico e o DNA Logos (cultura)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nesta an\u00e1lise ou reflex\u00e3o surgida depois de observar a quest\u00e3o da desigualdade gen\u00e9tica verificada na luta entre a boxeadora italiana e a boxeadora argelina bem como a resultante discuss\u00e3o conduzida num contexto social de afirma\u00e7\u00e3o dos opostos e n\u00e3o do que une, ouso partir da seguinte premissa:<\/strong><\/p>\n<p><strong>A vida e a sociedade podem ser compreendidas como sistemas interconectados e unificados, nos quais a informa\u00e7\u00e3o, seja biol\u00f3gica, cultural ou espiritual, desempenha um papel central na cria\u00e7\u00e3o, evolu\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do universo. Na perspectiva biol\u00f3gico-f\u00edsica, a transmiss\u00e3o gen\u00e9tica atrav\u00e9s do DNA e a propaga\u00e7\u00e3o de memes culturais moldam a natureza f\u00edsica e comportamental dos indiv\u00edduos e sociedades. Na perspectiva teol\u00f3gica, a no\u00e7\u00e3o de que &#8220;no princ\u00edpio era a Palavra&#8221; sugere que o logos, ou a informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 a ess\u00eancia criativa e organizadora da cria\u00e7\u00e3o (cosmos), refletindo uma interdepend\u00eancia entre o material e o imaterial, o f\u00edsico e o cultural. A f\u00edsica qu\u00e2ntica, ao fazer eco dos mitos e verdades religiosas de maneira cient\u00edfica, refor\u00e7a a conex\u00e3o entre essas perspectivas, indicando que tanto a mat\u00e9ria quanto o esp\u00edrito (e a mente) est\u00e3o entrela\u00e7adas em um sistema universal de troca e complementaridade. Assim, o desafio contempor\u00e2neo reside em realizar ou desenvolver uma vis\u00e3o de mundo que priorize a colabora\u00e7\u00e3o e a partilha, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 explora\u00e7\u00e3o, garantindo que a evolu\u00e7\u00e3o seja uma conquista coletiva e n\u00e3o um privil\u00e9gio de poucos (1) Na rela\u00e7\u00e3o sexo-g\u00e9nero urge a forma\u00e7\u00e3o de uma matriz social\u00a0 que afirme n\u00e3o s\u00f3 o princ\u00edpio natural da evolu\u00e7\u00e3o mediante a afirma\u00e7\u00e3o do mais forte mas integre tamb\u00e9m a n\u00edvel estrutural b\u00e1sico o outro princ\u00edpio da evolu\u00e7\u00e3o\u00a0 natural da colabora\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A boxeadora italiana, Angela Carini, ao ser derrubada nos jogos ol\u00edmpicos de Paris pela boxeadora argelina, Imane Khelif, desistiu da competi\u00e7\u00e3o alegando &#8220;n\u00e3o ser justa&#8221; a luta com a atleta argelina diagnosticada de hiperandroginismo (demasiada produ\u00e7\u00e3o de testosterona e estrog\u00e9nio)! Verifica-se que o desporto define claramente o que \u00e9 masculino e o que \u00e9 feminino enquanto a biologia por vezes mistura a regra com a excep\u00e7\u00e3o complicando a defini\u00e7\u00e3o e a discuss\u00e3o social. <\/strong>O que se torna question\u00e1vel \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o do comit\u00e9 ol\u00edmpico ao trazer ao desporto feminino atletas transsexuais beneficiando assim pessoas intersexuais em rela\u00e7\u00e3o a pessoas com caracter\u00edsticas s\u00f3 femininas.<\/p>\n<p><strong>No desporto refletem-se as quest\u00f5es de ordem f\u00edsica e mental da nossa sociedade. De lembrar ser\u00e1 que a natureza nos condicionou a sermos atra\u00eddos naturalmente pelo sexo premiando-nos com o gozo e o sentimento de amor, para em contrapartida a recompensarmos com a fertilidade que lhe d\u00e1 continuidade e podermos continuar a festejar a vida e n\u00e3o pelo g\u00e9nero que \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social de caracter mais funcional e organizativo que nos ajuda a viver em sociedade. Da\u00ed a import\u00e2ncia de se construir uma toler\u00e2ncia n\u00e3o baseada na ignor\u00e2ncia nem na desumanidade de n\u00e3o querer ver porque ent\u00e3o ela n\u00e3o passaria de intoler\u00e2ncia camuflada ao servi\u00e7o de uma autoafirma\u00e7\u00e3o unilateral.<\/strong><\/p>\n<p>D\u00e1-se o caso de \u201cIntersexualidade\u201d quando o corpo de uma pessoa possui caracter\u00edsticas femininas e masculinas.<\/p>\n<p><strong>Por vezes h\u00e1 anomalias dos cromossomas tanto na mulher como no homem que provocam desorienta\u00e7\u00e3o em quem define o homem e a mulher pelo seu aspeto exterior, (homem: p\u00e9nis e test\u00edculos e mulher: vulva e vagina) e d\u00e3o \u00a0oportunidade aos que fazem uso da excep\u00e7\u00e3o para criarem confus\u00e3o.<\/strong> Imane Khelif poder\u00e1 ter na sua constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 cromossomas XX, pr\u00f3prios da mulher, mas tamb\u00e9m cromossoma Y, o que lhe confere mais testosterona como \u00e9 o caso nos homens possuidores dos cromossomas XY. Tamb\u00e9m h\u00e1 casos de pessoas que t\u00eam cromossomas XY e n\u00e3o possu\u00edrem genitais tipicamente masculinos (problema da androgenia (2).<\/p>\n<p>Quando o espermatozoide (XY) fertiliza um \u00f3vulo, o seu cromossoma X ou Y combina-se com o cromossoma X do \u00f3vulo gerando-se um homem XY ou uma mulher XX. Um desvio (excep\u00e7\u00e3o) em rela\u00e7\u00e3o a esta lei natural em que haja uma combina\u00e7\u00e3o diferente de cromossomas, hormonas e \u00f3rg\u00e3os de sexo pode provocar uma pessoa intersexual de sexo distinto ou n\u00e3o identificado (3).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dada a crescente import\u00e2ncia da vit\u00f3ria nos jogos devido a uma comercializa\u00e7\u00e3o do desporto e dos desportistas, o recurso \u00e0 batota e a manipula\u00e7\u00e3o aumentam a probabilidade da vit\u00f3ria nas competi\u00e7\u00f5es (falsifica\u00e7\u00e3o de idade, infiltra\u00e7\u00e3o de homens em competi\u00e7\u00f5es femininas, tratamento hormonal, doping, etc.); <strong>enquanto a observa\u00e7\u00e3o das pessoas em competi\u00e7\u00e3o e a verifica\u00e7\u00e3o do g\u00e9nero forem apenas qualificadas pela observa\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas externas, as mulheres continuar\u00e3o a ser discriminadas.<\/strong>\u00a0 O recurso ao tratamento medicamentoso para reduzir os n\u00edveis de testosterona em intersexuais tamb\u00e9m \u00e9 question\u00e1vel. \u00c9 natural que hermafroditas com \u00f3rg\u00e3os sexuais femininos, e possivelmente com cromossoma masculino (Y) ven\u00e7am as advers\u00e1rias femininas de cromossoma XX. Uma competi\u00e7\u00e3o que permita a manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica profunda dos cromossomas, torna-se desumana e ridicularizaria as competi\u00e7\u00f5es ol\u00edmpicas.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 um caso bicudo, ver-se que tamb\u00e9m no desporto n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel praticar-se a justi\u00e7a desportiva, a n\u00e3o ser que a Organiza\u00e7\u00e3o Ol\u00edmpica organize as competi\u00e7\u00f5es a n\u00edvel de cromossomas ou crie tamb\u00e9m um modelo de desporto pr\u00f3prio para competidores intersexuais (4) de maneira a possibilitar uma compara\u00e7\u00e3o justa do desempenho!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para se chegar ao conhecimento mais profundo da realidade \u00e9 necess\u00e1rio partir-se da intera\u00e7\u00e3o bidirecional entre gen\u00e9tica e cultura: intera\u00e7\u00e3o do DNA (Gene) com o DNA Logos (cultura).\u00a0 Jo\u00e3o diz \u201cNo princ\u00edpio era a Palavra, a informa\u00e7\u00e3o que ganhou forma na \u201ccarne\u201d( Jo 1:1-28). <\/strong>A analogia entre informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e informa\u00e7\u00e3o cultural\/mental ajuda a entender a complexidade do desenvolvimento humano j\u00e1 equacionado na f\u00f3rmula trinit\u00e1ria.<strong> Da biologia, conhecemos a transmiss\u00e3o gen\u00e9tica que ocorre atrav\u00e9s do DNA que transmite a informa\u00e7\u00e3o determinante do desenvolvimento, funcionamento e reprodu\u00e7\u00e3o dos organismos vivos.<\/strong> <strong>Paralelamente ocorre o DNA Logos\/informa\u00e7\u00e3o primordial tamb\u00e9m cultural transmitida pela linguagem que atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o de valores, tradi\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00e3o social se transfere de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o e em diferentes bi\u00f3topos culturais <\/strong>tamb\u00e9m condicionados pela geografia e clima.<strong> Por sua vez a cultura (o Logos) molda a consci\u00eancia humana e social, influenciando a forma de pensar, sentir e agir dos indiv\u00edduos (resultado do<\/strong> <strong>DNA (Gene) e do DNA Logos). Como na f\u00f3rmula trinit\u00e1ria a intera\u00e7\u00e3o bidirecional resolve o problema da linearidade e da causalidade numa realidade j\u00e1 n\u00e3o bin\u00e1ria, mas trinaria (processo espiral).<\/strong><\/p>\n<p>Numa tentativa de compreender o fen\u00f3meno humano de maneira integral e pac\u00edfica seria de reconhecer a influ\u00eancia m\u00fatua entre gen\u00e9tica e cultura e partir da premissa que o esp\u00edrito originou (d\u00e1 forma) a mat\u00e9ria e esta numa interac\u00e7\u00e3o bidireccional, tende a espiritualizar-se (5); <strong>para isso torna-se necess\u00e1ria, uma abordagem descontra\u00edda da realidade humana de forma anal\u00f3gica interdisciplinar, que possibilitasse a inclus\u00e3o de biologia, filosofia, teologia e ci\u00eancias sociais. Assim, \u00e0 informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da esp\u00e9cie nos genes transmitidos num organismo atrav\u00e9s das gametas (espermatozoides e \u00f3vulos) passada atrav\u00e9s da reprodu\u00e7\u00e3o, seria de acrescentar a informa\u00e7\u00e3o da \u201cPalavra\u201d transmitida tamb\u00e9m atrav\u00e9s da mente e da consci\u00eancia social acumulada nas culturas (DNA cultural) e transmitida tamb\u00e9m a n\u00edvel do inconsciente.\u00a0 Rela\u00e7\u00e3o \u00e9 a base que suporta toda a realidade <\/strong>e o anseio por feminilidade num tempo dominado ainda pela matriz social masculina parece produzir fen\u00f3menos sociais e biol\u00f3gicos de influ\u00eancia no processo da informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de maneira a provocar com o tempo uma mudan\u00e7a das caracter\u00edsticas da matriz que nos orienta.<\/p>\n<p><strong>Na sociedade europeia embora de caracter\u00edsticas muito masculinas observa-se a diminui\u00e7\u00e3o da pot\u00eancia sexual (testosterona), acompanhada de uma crescente feminiza\u00e7\u00e3o dos homens nas suas rela\u00e7\u00f5es sociais e, por outro lado, a press\u00e3o social para que as mulheres assumam\u00a0 cada vez mais qualidades pr\u00f3prias do cromossoma Y;\u00a0 a crescente\u00a0 diminui\u00e7\u00e3o do impulso sexual masculino \u00e9 acompanhada pelo enfraquecimento do cromossoma Y em homens; <\/strong>esta car\u00eancia parece ser\u00a0 compensada por homens de outras culturas portadores de mais testosterona, o que lhes cria vantagens na atrac\u00e3o que exercem sobre mulheres europeias.<\/p>\n<p><strong>As hormonas naturais aliadas \u00e0s \u201chormonas\u201d culturais do mainstream podem levar a enfraquecer os cromossomas devido a uma influ\u00eancia m\u00fatua entre gen\u00e9tica e cultura. <\/strong>As mem\u00f3rias biol\u00f3gicas e as mem\u00f3rias culturais podem provocar modifica\u00e7\u00f5es heredit\u00e1rias na express\u00e3o gen\u00e9tica, porque se relacionam de forma revers\u00edvel. Assim, tal como se transmite o DNA gen\u00e9tico dos antepassados tamb\u00e9m se transmite o DNA cultural\/espiritual (informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e informa\u00e7\u00e3o mental); esta perspectiva torna-se frut\u00edfera e ajuda a uma compreens\u00e3o do que significa o g\u00e9nero humano. As intera\u00e7\u00f5es complexas entre esses diferentes tipos de informa\u00e7\u00e3o moldam a evolu\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento tanto de indiv\u00edduos quanto de sociedades, numa realidade de vis\u00e3o multifacetada da realidade composta de aspectos biol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos, sociais e espirituais interconectados e interdependentes.<\/p>\n<p><strong>O cromossoma Y masculino da nossa matriz cultural ocidental conseguiu trofeus em rela\u00e7\u00e3o a outras culturas, mas querer continuar a afirmar-se dentro da pr\u00f3pria cultura contra a indefesa feminilidade da mulher sob o pretexto de querer dar igualdade \u201cmuscular \u201e ao ser feminino tornar-se-ia c\u00ednico para quem sabe ler nas entrelinhas da sociedade e<\/strong><strong> est\u00e1 consciente da matriz que nos orienta e seguimos deterministicamente. <\/strong><strong>Deste modo transforma-se o que seria jogo em pancadaria f\u00edsica e social, o que leva a desviar do essencial as aten\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es para assuntos que distraem da pol\u00edtica ou de interesses de corpora\u00e7\u00f5es que se transmitem de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o sem que se possibilite uma evolu\u00e7\u00e3o qualitativa na sociedade.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Uma cultura verdadeiramente humana e de paz pressuporia mais \u201ccromossomas X \u201c(feminilidade)<\/strong> <strong>na matriz social masculina em vez de submeter a mulher \u00e0 luta masculina de maneira a ela ser condicionada a perturbar a pr\u00f3pria feminidade ao ter de integrar<\/strong> de <strong>maneira perturbadora o \u201ccromossoma Y\u201d na sua ess\u00eancia feminina; assim o princ\u00edpio da feminilidade encontra-se em processo de assimila\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o.<\/strong> <strong>De facto, assiste-se a uma assimila\u00e7\u00e3o da feminilidade pelo modelo estrutural social masculino que se realiza mediante a apropria\u00e7\u00e3o da mulher atrav\u00e9s das fun\u00e7\u00f5es sociais de caracter\u00edsticas masculinas.\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>Tendo em conta a interac\u00e7\u00e3o do ADN biol\u00f3gico e do ADN espiritual-cultural-mental na determina\u00e7\u00e3o da pessoa e da sociedade\u00a0 e a utiliza\u00e7\u00e3o desses conhecimentos por f\u00e1bricas do pensamento\u00a0 que procuram fazer uso disso na neurolingu\u00edstica para atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o da linguagem criarem uma consci\u00eancia humana e uma civiliza\u00e7\u00e3o de caracter meramente funcional, n\u00e3o \u00e9 de admirar\u00a0\u00a0 a confus\u00e3o que se transmite na sociedade para que ela perca o sentido da vida (tamb\u00e9m espiritual) e abdique do humanismo para que uma pequena elite de for\u00e7as an\u00f3nimas servidas por f\u00e1bricas do pensamento em parceria com a IA possa, a partir do seu Olimpo, dominar toda a humanidade (desvestida j\u00e1 do humanismo e da sua consci\u00eancia soberana).<\/strong><\/p>\n<p>Jogos masculinos como guerra, judo, karat\u00e9, boxe, ciclismo, xadrez dependem muito da testosterona, o que exige mais pondera\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o significa isto que todos os que t\u00eam mais testosterona sejam menos amantes da paz, o problema est\u00e1 mais na matriz masculina exacerbada que orienta a nossa sociedade e n\u00e3o permite, na realidade um tratamento adequado a um certo equil\u00edbrio entre o princ\u00edpio da masculinidade \u00a0e o princ\u00edpio da feminilidade.<strong> O feminismo ideol\u00f3gico \u00e9 dominado por cromossomas do tipo Y e por isso atrai\u00e7oa a pr\u00f3pria feminilidade.<\/strong> As ofertas desportivas devem ser adaptadas \u00e0 natureza humana com as suas regularidades e irregularidades como a ci\u00eancia e o esp\u00edrito humano v\u00e3o descobrindo. O mesmo deveria acontecer nas diferentes disciplinas e ideologias sociais na moral e na sociedade, para ter em conta as novas descobertas cient\u00edficas e evitar a forma\u00e7\u00e3o de ideologias que, em nome da defesa dos interesses da minoria (as excep\u00e7\u00f5es \u00e0 regularidade), procuram desprezar os que seguem a regra observada na natureza e respeitam a excep\u00e7\u00e3o \u00e0 regra.<strong>\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o mais exata dos fen\u00f3menos humanos pela <strong>ci\u00eancia <\/strong>cria na sociedade novas espectativas e um maior esfor\u00e7o por integrar na sociedade resultados de avan\u00e7os cient\u00edficos.<\/p>\n<p><strong>Uma vis\u00e3o bin\u00e1ria natural que no passado identificava sexo com g\u00e9nero \u00e9 cada vez mais questionada; e isto devido sobretudo a dois fatores: o desenvolvimento tecnol\u00f3gico da ci\u00eancia e \u00a0a economia industrializada<\/strong><strong>, <\/strong>de maneira a precisar j\u00e1 n\u00e3o de pessoas, mas de for\u00e7as de trabalho, cria uma sociedade com uma consci\u00eancia de caracter cada vez mais funcional porque necessita n\u00e3o s\u00f3 de homens, mas tamb\u00e9m de mulheres para o mesmo emprego.<strong> O desenvolvimento econ\u00f3mico cria a necessidade de funcionalizar e converter os sexos no sentido de g\u00e9nero, isto \u00e9, a n\u00edvel de g\u00e9nero o sexo feminino tem de assumir os pap\u00e9is e comportamentos que a matriz masculina atribu\u00eda antes ao sexo masculino<\/strong>. Por outro lado, as novas necessidades, com o encarecer da vida, criam tanto no homem como na mulher novas expectativas que implicam a mudan\u00e7a de comportamentos, o que implica, por sua vez, a prioriza\u00e7\u00e3o do g\u00e9nero em rela\u00e7\u00e3o ao sexo.<strong> Esta situa\u00e7\u00e3o e novos anseios sociais criam a atmosfera prop\u00edcia a fazer surgir novas interfer\u00eancias (intera\u00e7\u00f5es) de caracter gen\u00e9tico (DNA) natural e de caracter \u201cgen\u00e9tico\u201d (DNA) mental\/cultural que criam, pouco a pouco, grandes mudan\u00e7as e uma nova situa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e ps\u00edquica (consci\u00eancia social).<\/strong><\/p>\n<p>A realidade bin\u00e1ria n\u00e3o precisa de ignorar a realidade da excep\u00e7\u00e3o e a excepcao n\u00e3o precisa de negar a regra para se afirmar. O respeito \u00e9 o elemento da conex\u00e3o social.<\/p>\n<p><strong>Aos\u00a0 fatores que determinam o nosso sexo (fatores fisiol\u00f3gicos como a genit\u00e1lia, as hormonas e os cromossomos) veio juntar-se o caracter funcional (os pap\u00e9is) do g\u00e9nero.<\/strong> Os problemas das excep\u00e7\u00f5es \u00a0no sexo e a acentua\u00e7\u00e3o da funcionalidade do g\u00e9nero para reparar problemas funcionais de uma sociedade de matriz masculina\u00a0 geram situa\u00e7\u00f5es irreflectidas que s\u00e3o por vezes aproveitados por grupos que t\u00eam demasiada testosterona e se\u00a0 mostram interessados, n\u00e3o em resolver problemas mas em \u00a0confundir o natural e o cultural (caracter\u00edsticas com funcionalidades);\u00a0 como os seus temas s\u00e3o assumidos oportunista e temerariamente, pela pol\u00edtica e criadores da consci\u00eancia social, \u00e9 natural que surjam tens\u00f5es sociais. (Estas coisas s\u00e3o-nos impostas de cima o que se torna mais problem\u00e1tico numa \u00e9poca cada vez mais egomana, com elites de caracter narcisista e exibicionista).<\/p>\n<p><strong>O mais eficiente seria ir-se transformando, de forma consciente, a matriz social masculina<\/strong><strong>, <\/strong>que nos domina e em que o \u201ccromossoma Y\u201d \u00e9 privilegiado em rela\u00e7\u00e3o ao \u201ccromossoma X feminino\u201d,<strong> por um modelo social equilibrado que sem perder a especificidade dos sexos possibilitasse uma matriz masculino-feminina em que as funcionalidades do g\u00e9nero n\u00e3o chocassem com as caracter\u00edsticas do sexo<\/strong>. O discurso sobre o g\u00e9nero centra-se nos pap\u00e9is e expectativas da sociedade em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento dos sexos, mas de modo a priorizar o g\u00e9nero em detrimento do sexo.\u00a0 <strong>\u00a0<\/strong>\u00a0Estrategicamente, em vez de se continuar com a luta de afirma\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas da masculinidade, seria de se privilegiar na sociedade as caracter\u00edsticas da feminilidade; neste sentido a estrat\u00e9gia n\u00e3o seria a luta t\u00edpica do masculino, mas a colabora\u00e7\u00e3o de caracter mais feminino.<\/p>\n<p><strong>O conceito do g\u00e9nero, como constru\u00e7\u00e3o social, erra ao querer discriminar m\u00e3es e \u201epessoas menstruadas&#8221; fazendo t\u00e1bula rasa das caracter\u00edsticas sexuais biol\u00f3gicas para acentuar as fun\u00e7\u00f5es sociais e culturais do g\u00e9nero tornando-se assim num instrumento de f\u00e1bricas do pensamento; quer os fixados no sexo quer os fixados no g\u00e9nero deveriam dar-se responsavelmente as m\u00e3os, porque por tr\u00e1s da disputa outros levam a sua avante; para nos adiantarmos \u00e0s f\u00e1bricas de pensamento n\u00e3o podemos continuar a deixar-nos levar pela an\u00e1lise da realidade complexa reduzida a um pensamento bin\u00e1rio de caracter polar baseado em afirma\u00e7\u00e3o e nega\u00e7\u00e3o, quando a realidade complexa e a inter-rela\u00e7\u00e3o sexo-g\u00e9nero exigiria uma vis\u00e3o integral (trinit\u00e1ria) e n\u00e3o a instrumentaliza\u00e7\u00e3o de uma ou outra.\u00a0 \u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0A exig\u00eancia mais do que \u00f3bvia de transformar a matriz social masculina numa matriz masculino-feminina n\u00e3o pode ser reduzida a uma luta de car\u00e1ter masculino sob o pretexto de se eliminar as desigualdades entre os sexos, especialmente quando isso ocorre \u00e0s custas de uma repress\u00e3o ainda maior do princ\u00edpio da feminilidade. A destrui\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio ou da realidade da espiritualidade equivale \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da feminilidade, redirecionando-a para a masculinidade. Se continuarmos nesse caminho, acabaremos por chegar a um mundo que se assemelha a um quartel e uma sociedade composta apenas de soldados.<\/strong><\/p>\n<p>Seria um empobrecimento para a cultura ocidental e um fortalecimento da sua acentuada masculinidade querer transformar processos de desenvolvimento (como o da sele\u00e7\u00e3o natural e o da colabora\u00e7\u00e3o natural) em categorias de luta ou de imposi\u00e7\u00e3o de um princ\u00edpio sobre o outro. Uma vis\u00e3o compassiva e abrangente leva-nos a encarar as ra\u00edzes da opress\u00e3o e da discrimina\u00e7\u00e3o, e a buscar solu\u00e7\u00f5es que beneficiem a todos, respeitando a dignidade humana no seu todo.<\/p>\n<p><strong>Uma observa\u00e7\u00e3o mais atenta e abrangente da f\u00f3rmula trinit\u00e1ria da vida, expressa no Mist\u00e9rio da Trindade, poderia nos ajudar a superar o pensamento bin\u00e1rio ou de opostos, como cultura-natureza, g\u00eanero-sexo, certo-errado, afirma\u00e7\u00e3o-nega\u00e7\u00e3o, mat\u00e9ria-esp\u00edrito (baseado em uma l\u00f3gica de causa e efeito, pensamento linear meramente cronol\u00f3gico e hist\u00f3rico). Essa supera\u00e7\u00e3o nos levar-nos-ia a adotar um pensamento de tipo trin\u00e1rio (tamb\u00e9m intuitivo e m\u00edstico), ou de unidade trinit\u00e1ria eu-tu-n\u00f3s (Pai-Filho-Esp\u00edrito Santo<\/strong>). Agora que compreendemos a estrutura do nosso pensamento e os efeitos de uma Palavra unilateral, \u00e9 importante reconhecer o pensamento bin\u00e1rio, assim como a dial\u00e9tica, apenas como constru\u00e7\u00f5es auxiliares da realidade social\u2014estrat\u00e9gias de abordagem, e n\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o de certezas. \u00c9 essencial perceber que esses modos de pensar s\u00e3o apenas passos em dire\u00e7\u00e3o a uma vis\u00e3o inclusiva de intera\u00e7\u00e3o relacional do tipo trinit\u00e1rio (triunidade), algo que uma cristandade demasiadamente focada na educa\u00e7\u00e3o humana negligenciou em desfavor do cristianismo.<\/p>\n<p><strong>Na f\u00f3rmula trinit\u00e1ria, a vida n\u00e3o \u00e9 concebida em termos de opostos, mas numa perspectiva mais ampla, que pode ser alegoricamente expressa na realidade da feminilidade unida \u00e0 masculinidade, que, de maneira org\u00e2nica e produtiva, se prolonga no filho atrav\u00e9s do amor. Na Trindade, o amor entre o Pai e o Filho (resumo e mediador da mat\u00e9ria e do esp\u00edrito) expressa-se no Esp\u00edrito, que testemunha e permite entrar no mist\u00e9rio da realidade. A estrutura trinit\u00e1ria (triunidade) cont\u00e9m em si as bases para a solu\u00e7\u00e3o das desigualdades inerentes \u00e0 vis\u00e3o bin\u00e1ria da realidade.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A vis\u00e3o bin\u00e1ria ou bipartida carrega a imperfei\u00e7\u00e3o de querer &#8220;de-finir&#8221; (do latim, delinear, tra\u00e7ar a linha que determina o fim); o problema \u00e9 que, ao tra\u00e7armos essa linha limitadora, deixamos de ver o que est\u00e1 fora dela e, assim, ficamos apenas com um esbo\u00e7o da realidade, acreditando abarcar a totalidade quando esta s\u00f3 pode ser compreendida atrav\u00e9s da Trindade ou seja numa mundivis\u00e3o diferente da bin\u00e1ria ou dial\u00e9tica. A ordena\u00e7\u00e3o da realidade em termos bin\u00e1rios corresponde \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de limites em uma realidade que de si \u00e9 fluida, que n\u00e3o tem limites porque est\u00e1 em cont\u00ednuo processo de rela\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o (a ordena\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria serve principalmente aos poderosos).<\/strong><\/p>\n<p><strong>O car\u00e1ter bin\u00e1rio filtra a realidade atrav\u00e9s do condicionamento de uma mente acostumada a organizar e definir a realidade em termos de opostos, falso-errado, de coisas bem-definidas (limitadas), para dar a impress\u00e3o de clareza numa realidade que inclui n\u00e3o s\u00f3 a luz, mas tamb\u00e9m a treva. Dessa forma, contentamo-nos em viver na penumbra, sem perceber que essa \u00e9 apenas a fronteira formada pelas sombras da luz e da \u201ctreva\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o deve tratar-se de um confronto de posi\u00e7\u00f5es estanques cada qual em posse da sua verdade, mas da busca comum do bem-estar de todos e do crescimento coletivo que pressup\u00f5e uma estrat\u00e9gia de trabalho conjunto no sentido de encontrar solu\u00e7\u00f5es que sejam aceit\u00e1veis para todos e ajudem ao desenvolvimento humano, sem que a pessoa tenha de prescindir das suas convic\u00e7\u00f5es. Importa iniciar um processo cultural de paz e n\u00e3o de luta porque a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 vencer um debate, mas construir rela\u00e7\u00f5es em que o princ\u00edpio da feminilidade e o princ\u00edpio da masculinidade (natureza e cultura) sejam tidos em conta em termos de igualdades complementares essenciais e necess\u00e1rias. Na cultura verdadeiramente crist\u00e3 como se expressa nos prot\u00f3tipos da vida e de toda a realidade simbolizada no mist\u00e9rio da trindade (3=1) e realizada na encarna\u00e7\u00e3o-ressurrei\u00e7\u00e3o (supera\u00e7\u00e3o da dualidade mat\u00e9ria-esp\u00edrito, vida-morte, tamb\u00e9m resumida na consubstancialidade divina) encontram-se as pistas e as indica\u00e7\u00f5es a serem seguidas num esp\u00edrito verdadeiramente cat\u00f3lico. Tamb\u00e9m aqui se encontram respostas para a problem\u00e1tica da defini\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas do sexo biol\u00f3gico e das funcionalidades do g\u00e9nero como categorias para serem entendidas de maneira compassiva e complexa e n\u00e3o meramente sociopol\u00edtica ou institucional. A realidade \u00e9 mais complexa e de caracter interactivo e n\u00e3o de caracter meramente lineal causal como quer a l\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3 uma atitude emp\u00e1tica leva a uma compreens\u00e3o interpessoal, intersexual e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma matriz social onde as fun\u00e7\u00f5es sociais n\u00e3o tenham fatalmente de seguir a perspetiva masculina, mas, pelo contr\u00e1rio, onde as fun\u00e7\u00f5es sociais integrem o princ\u00edpio da feminilidade como constitutivo, com a mesma seriedade como se tem feito com o princ\u00edpio da masculinidade para as caracter\u00edsticas masculinas que determinam a sociedade (aqui faz-se valer o princ\u00edpio da sele\u00e7\u00e3o natural de afirma\u00e7\u00e3o do mais forte (masculinidade e oprime-se o outro princ\u00edpio tamb\u00e9m ele natural que \u00e9 o da colabora\u00e7\u00e3o (feminilidade).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Urge um di\u00e1logo sens\u00edvel (tr\u00edlogo) interessado em reparar danos e em restaurar rela\u00e7\u00f5es que promovam a reconcilia\u00e7\u00e3o e assim se consiga uma transforma\u00e7\u00e3o social mais consensual, eficiente e genu\u00edna, num estilo j\u00e1 n\u00e3o de polaridades, mas de colabora\u00e7\u00e3o (feminina) e n\u00e3o de mera luta (masculina) apagadora da feminilidade. Masculinidade e feminilidade passar\u00e3o a competir apenas em jogo de modo a criar-se um tubo de escape das agressividades m\u00fatuas a exemplo do substituto da guerra em jogos ol\u00edmpicos, etc.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O problema da intersexualidade, de pessoas hermafroditas ou intersexuais que alguns querem qualificar como terceiro g\u00e9nero (a quem n\u00e3o perten\u00e7a claramente ao tipo gen\u00e9tica XX ou XY por n\u00e3o apresentar caracter\u00edsticas tipicamente do ser masculino nem feminino) daria aso a um outro agrupamento (nem masculino nem feminino) nos jogos de maneira a competi\u00e7\u00e3o desportiva dever garantir o princ\u00edpio da igualdade de oportunidades.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0Pessoas intersexuais que por disfun\u00e7\u00e3o nos cromossomas apresentam caracter\u00edsticas mistas de homem e mulher e queiram participar nos jogos competitivos (por exemplo pessoas intersexuais com \u00f3rg\u00e3os sexuais externos femininos e em vez do \u00fatero t\u00eam internamente \u00f3rg\u00e3os masculinos) t\u00eam direito a possibilidades iguais s\u00f3 que a desigualdade hormonal as coloca em situa\u00e7\u00e3o desigual numa sociedade da normalidade! <\/strong><\/p>\n<p><strong>No \u00e2mbito natural e social pode dar-se uma mudan\u00e7a ou equaliza\u00e7\u00e3o dos sexos (androginia, etc.) devido \u00e0 influ\u00eancia do esp\u00edrito (resson\u00e2ncia &#8211; consci\u00eancia social) a n\u00edvel org\u00e2nico, segundo o princ\u00edpio \u201ca necessidade cria o \u00f3rg\u00e3o\u201d. A muta\u00e7\u00e3o d\u00e1-se devido \u00e0 mudan\u00e7a de padr\u00f5es de a\u00e7\u00e3o, comportamentos e h\u00e1bitos dos homens e das mulheres (na redesigna\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero tamb\u00e9m \u00e9 normal observar-se mulheres mais masculinas e homens mais femininos no comportamento social o que pode contribuir para um processo de transsexualidade natural mas n\u00e3o corresponda a um desenvolvimento natural e saud\u00e1vel em termos de humanidade; da\u00ed a necessidade de se ter em conta todos os factores que determinam o desenvolvimento do ser humano e da sociedade evitando para isso obsess\u00f5es\u00a0 e fanatismos pol\u00edticos, religiosos e cient\u00edficos (Toda a obsess\u00e3o \u00e9 cega e falsifica a realidade porque apenas toma em considera\u00e7\u00e3o uma parte dela).<\/strong><\/p>\n<p>Uma mudan\u00e7a f\u00e1cil de observar e confirmar, porque se observa no nosso ciclo de vida, \u00e9 o facto de pessoas de em pessoas idosas acontecer uma muta\u00e7\u00e3o na express\u00e3o fision\u00f3mica; nas mulheres observam-se mudan\u00e7as\u00a0no rosto aproximadas das\u00a0semelhan\u00e7as masculinas e nos homens semelhan\u00e7as femininas, etc.).<strong> \u201cTudo flui. Tudo est\u00e1 em movimento, nada est\u00e1 parado.\u201d como constatava o fil\u00f3sofo Heraclito, 540-480 a.C.: \u201cNingu\u00e9m pode entrar duas vezes no mesmo rio, porque tudo corre e nada fica\u201d. No meu entender o esp\u00edrito \u00e9 o leito que tudo sustem e que d\u00e1 garantia ao desenvolvimento e \u00e0 continuidade. Predisposi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas influenciam o comportamento humano e, consequentemente, a cultura e por seu lado a cultura tamb\u00e9m influencia a gen\u00e9tica atrav\u00e9s da sele\u00e7\u00e3o cultural. Pr\u00e1ticas culturais que favorecem certos comportamentos ou caracter\u00edsticas podem levar a mudan\u00e7as gen\u00e9ticas ao longo do tempo (como se observa tamb\u00e9m em animais de estima\u00e7\u00e3o \u2013 domestica\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o).<\/strong><\/p>\n<p>O narcisismo caracter\u00edstica a afirmar-se em toda a sociedade quer superioridade e grandiosidade tornando-se num sorvedor da autoestima dos outros e assemelha-se a um redemoinho de um ego que s\u00f3 se tem em conta a si mesmo. Isto faz de pessoas e de comunidades meros elementos ou pe\u00e7as funcionais, que deixam de ser pessoas soberanas.<\/p>\n<p><strong>Uma sociedade que se deixa distrair entre outros com os problemas prescritos por LGBTQI+ (sigla internacional para l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, transexuais, intersexuais, queers e mais), deixa-se levar pelos seus temas e ao mesmo tempo \u00e9 distra\u00edda dos maiores problemas em via que se encontram nas m\u00e3os das f\u00e1bricas de pensamento e de pol\u00edticos condicionados a serem parte de oligarquias que vivem bem de temas e agendas por eles confecionados mas que para a generalidade caem do c\u00e9u. Importante para os crentes \u00e9 n\u00e3o desanimarem na consci\u00eancia que Deus se serve do mal como o lavrador se serve do estrume para adubar a terra e o desenvolvimento social e humano \u00e9 um precesso cont\u00ednuo de mudan\u00e7a que implica boa vontade e confian\u00e7a sem medo de arriscar. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio da Cunha Duarte Justo<\/strong><\/p>\n<p>Te\u00f3logo e Pedagogo<\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>(1) Parto do princ\u00edpio que toda a criatura prov\u00e9m do esp\u00edrito, o esp\u00edrito une tudo e ao esp\u00edrito volta tudo. Por isso dado todos formarmos uma unidade urge criar uma estrat\u00e9gia de vida dial\u00f3gica com uma matriz social baseada na complementaridade e n\u00e3o no esp\u00edrito do contra. Sensata seria uma nova vis\u00e3o do mundo baseada na troca e n\u00e3o na explora\u00e7\u00e3o. Trata-se de ganhar o mundo para todos e n\u00e3o de perder o mundo para alguns.<\/p>\n<p>Premissa: Perspetiva biol\u00f3gico-f\u00edsica: Na biologia, a transmiss\u00e3o gen\u00e9tica ocorre atrav\u00e9s do DNA, que carrega a informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para o desenvolvimento, funcionamento e reprodu\u00e7\u00e3o dos organismos vivos. Essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 herdada dos pais e influencia as caracter\u00edsticas f\u00edsicas e, em certa medida, comportamentais dos indiv\u00edduos. A teoria dos memes, sugere que as unidades de informa\u00e7\u00e3o cultural (memes) se propagam e evoluem de maneira semelhante aos genes, atrav\u00e9s da sele\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Perspetiva teol\u00f3gica: A passagem do evangelho de Jo\u00e3o &#8220;No princ\u00edpio era a Palavra&#8221; pode ser interpretada (religioso-secularmente) como uma refer\u00eancia \u00e0 primazia da informa\u00e7\u00e3o ou do logos (raz\u00e3o, discurso, palavra) na cria\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do universo. Essa vis\u00e3o pode ser expandida para incluir a ideia de que a informa\u00e7\u00e3o cultural e espiritual \u00e9 fundamental para o desenvolvimento humano, assim como a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Se observamos mais de perto a f\u00edsica qu\u00e2ntica constatam-se afirma\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas j\u00e1 antes preanunciadas numa linguagem mitol\u00f3gica.<\/p>\n<p>(2) A Androginia refere-se a dois conceitos: a mistura de caracter\u00edsticas femininas e masculinas num \u00fanico ser devido a uma disfun\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica (sexo), que provoca um transtorno de identidade de g\u00e9nero, no qual o indiv\u00edduo n\u00e3o se reconhece como homem nem como mulher, mas como o conjunto dos dois; uma falta de flexibilidade cognitiva social perde-se ao fixar-se tamb\u00e9m ela num s\u00f3 aspecto, o do g\u00e9nero, pretendendo reduzir as caracter\u00edsticas da mulher ou do homem ao que a sociedade espera deles. Assim, em nome da diferencia\u00e7\u00e3o acaba-se com o diverso querendo reduzir a realidade a um s\u00f3 polo dela e deste modo, na avalia\u00e7\u00e3o social, fomenta-se a androginia tamb\u00e9m cerebral. De facto, tamb\u00e9m a conectividade entre as diferentes \u00e1reas do c\u00e9rebro masculino e feminino \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>(3) As mulheres possuem um par de cromossomas X, enquanto os homens possuem um \u00fanico cromossoma X e um cromossoma Y; o cromossoma Y passado atrav\u00e9s do espermatozoide possui genes que determinam se um beb\u00e9 ser\u00e1 menino. Todos os gametas (\u00f3vulos) da mulher possuem o cromossomo X enquanto os homens podem formar gametas (espermatozoides) com cromossomo X e o cromossomo Y. Um cromossomo \u00e9 uma mol\u00e9cula de DNA condensada, que carrega a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica herdada dos progenitores. Deste modo \u00e9 o espermatozoide que determina o sexo do beb\u00ea, dado a m\u00e3e oferecer o cromossoma X, enquanto o pai oferece o X ou o Y, resultando da\u00ed o embri\u00e3o XX menina ou menino XY.<\/p>\n<p>(4) Pessoas inter-sexo revelam biologicamente caracter\u00edsticas sexuais que n\u00e3o se enquadram bem nas categorias de masculina ou feminina \u201cpodendo incluir caracter\u00edsticas da anatomia sexual, \u00f3rg\u00e3os reprodutivos\u201d.<\/p>\n<p>Transexuais, s\u00e3o pessoas que n\u00e3o se identificam com o g\u00e9nero atribu\u00eddo no nascimento., identificando-se mais com o sexo biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>(5) Jo\u00e3o 1:1-28: \u201cNo princ\u00edpio era a Palavra\/Verbo, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus&#8230; e o verbo se fez carne\u201d.<\/p>\n<p>O verbo se fez carne\/vida (encarna\u00e7\u00e3o) em Jesus Cristo que por sua vez eleva a carne\/a cria\u00e7\u00e3o ao ciclo perfeito da Trindade, na ressurrei\u00e7\u00e3o chamando toda a criatura a realizar o \u201cCristo c\u00f3smico\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Intera\u00e7\u00e3o bidirecional entre gen\u00e9tica e cultura: o DNA Gene biol\u00f3gico e o DNA Logos (cultura) Nesta an\u00e1lise ou reflex\u00e3o surgida depois de observar a quest\u00e3o da desigualdade gen\u00e9tica verificada na luta entre a boxeadora italiana e a boxeadora argelina bem como a resultante discuss\u00e3o conduzida num contexto social de afirma\u00e7\u00e3o dos opostos e n\u00e3o do &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=9546\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">DA LUTA DOS CROMOSSOMAS NA MATRIZ SOCIAL MASCULINA EXPRESSA NOS JOGOS OL\u00cdMPICOS<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[3,15,14,4,5,6,7,8,16],"tags":[],"class_list":["post-9546","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-escola","category-migracao","category-politica","category-religiao","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9546","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9546"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9546\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9551,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9546\/revisions\/9551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}