{"id":9303,"date":"2024-05-31T18:01:14","date_gmt":"2024-05-31T17:01:14","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=9303"},"modified":"2024-06-04T20:45:00","modified_gmt":"2024-06-04T19:45:00","slug":"a-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=9303","title":{"rendered":"A PALAVRA"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PALAVRA<\/strong><\/p>\n<pre><strong>\u201cNo princ\u00edpio era o verbo <\/strong>\r\n\r\n<strong>e o verbo se fez carne\u201d<\/strong><\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O esp\u00edrito revela-se na palavra,<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ora masculina, ora feminina\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>Dela a ess\u00eancia do ser se lavra,<\/strong><\/p>\n<p><strong>O sulco da vida, na lavoura divina\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cada s\u00edlaba canta a verdade,<\/strong><\/p>\n<p><strong>E no verso, a alma se faz notar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Verbo divino em comunidade,<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9s a eterna chama a iluminar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da voz emerge o som profundo,<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eco do cosmos, divino mar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Palavra que abra\u00e7a o mundo,<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 a ess\u00eancia de Cristo a pulsar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio CD Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pegadas do Tempo<\/strong><\/p>\n<p>http:\/\/poesiajusto.blogspot.com\/<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A modo de ajuda para se entender algum dos aspectos de interpreta\u00e7\u00e3o da poesia:<\/p>\n<p>J\u00e1 quando era estudante do secund\u00e1rio me interessava muito pela fenomenologia das religi\u00f5es e por tudo o que a vida nos brinda. Creio que o interesse me surgiu quando na aula de Hist\u00f3ria se tratou da mitologia grega e foi referido o mito de Prometeu. Encontrava-me a estudar no semin\u00e1rio dos salesianos em Mogofores.\u00a0 Foi ent\u00e3o que tive como que um momento eureca em que passeia a ter uma compreens\u00e3o e um interesse especial pelas narrativas m\u00edticas dentro do cristianismo e fora dele. Verifiquei que o mito transmite uma verdade mais abrangente do que as verdades hist\u00f3ricas. Desde a\u00ed passei a intuir que n\u00e3o existia s\u00f3 o aspecto narrativo a n\u00edvel hist\u00f3rico, mas tamb\u00e9m paralelamente a narrativa m\u00edtica de significado mais profundo, al\u00e9m de outros m\u00e9todos de procurar saber sobre a realidade.\u00a0 Ent\u00e3o impressionou-me sobretudo o mito de Ad\u00e3o e Eva que intui como um alargamento do mito de Prometeu que roubou o fogo aos deuses do Olimpo para o dar \u00e0 humanidade. Mais tarde mexeu especialmente comigo a revela\u00e7\u00e3o de Deus a Mois\u00e9s no monte Sinai quando este perguntou a Deus na sar\u00e7a ardente como o deveria apresentar ao povo e Deus lhe respondeu \u201cEu sou o que sou, eu sou o tornar-me.\u2026\u201d. Uma outra Palavra que me acompanha em tudo \u00e9 a express\u00e3o do evangelista Jo\u00e3o quando diz \u201cNo princ\u00edpio era a Palavra\/a Informa\u00e7\u00e3o e esta tornou-se carne e ainda o mist\u00e9rio da Trindade do 1=3 e 3=1 (que entendo como a f\u00f3rmula de toda a realidade)\u00a0 e tamb\u00e9m a incarna\u00e7\u00e3o em que Jesus Cristo se torna o prot\u00f3tipo de toda a pessoa, de toda a humanidade e de toda a realidade. Isto entusiasma-me porque vejo aqui todas as filosofias inclu\u00eddas e o Cristianismo como espa\u00e7o aberto a toda a discuss\u00e3o s\u00e9ria. Isto entusiasma-me e leva-me a ver no Cristianismo um modelo exemplar de filosofia e \u00e9tica para toda a humanidade. Da medita\u00e7\u00e3o destas revela\u00e7\u00f5es para toda a humanidade deduzo todo o meu pensamento e transmito-o indirectamente no que escrevo, havendo em tudo m fio condutor.<\/p>\n<p>No mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o constata-se o pulsar divino ligado ao pulsar humano e ao pulsar de toda a cria\u00e7\u00e3o. De facto, estamos todos ligados uns aos outros e com a natureza fazendo parte de um s\u00f3 corpo e de um s\u00f3 esp\u00edrito; em Cristo temos a divindade que nos une e sustenta e no Jesus temos a uni\u00e3o de esp\u00edrito e mat\u00e9ria; portanto em Jesus se revela tamb\u00e9m o Cristo c\u00f3smico.<\/p>\n<p>Nas experi\u00eancias do nosso dia-a-dia verificamos que tudo se encontra ligado e por vezes sentimo-lo atrav\u00e9s de intui\u00e7\u00f5es e at\u00e9 de se pressentir o que o outro sente ou pensa sem que o diga. Geralmente andamos muito distra\u00eddos com as narrativas que nos s\u00e3o apresentadas no nosso dia-a-dia e resta-nos pouco tempo para nos dedicarmos a entendermo-nos a n\u00f3s mesmos e o que se passa em torno de n\u00f3s. Cada pessoa \u00e9 como que um microcosmo em que se encontra tudo reunido em ponto pequeno: o macrocosmo no microcosmo e o microcosmo no macrocosmo!<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio CD Justo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; PALAVRA \u201cNo princ\u00edpio era o verbo e o verbo se fez carne\u201d &nbsp; O esp\u00edrito revela-se na palavra, Ora masculina, ora feminina\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dela a ess\u00eancia do ser se lavra, O sulco da vida, na lavoura divina\u00a0 \u00a0 Cada s\u00edlaba canta a verdade, E no verso, a alma se faz notar. 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