{"id":8920,"date":"2024-01-04T23:08:20","date_gmt":"2024-01-04T22:08:20","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8920"},"modified":"2024-01-06T21:05:21","modified_gmt":"2024-01-06T20:05:21","slug":"a-caminho-do-colapso-da-actual-ordem-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8920","title":{"rendered":"A CAMINHO DO COLAPSO DA ACTUAL ORDEM OCIDENTAL NO MUNDO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>EUA &#8211; UE &#8211; R\u00fassia &#8211; China e \u00cdndia &#8211; Pesos da Balan\u00e7a de um Mundo em Desequil\u00edbrio<\/strong><\/p>\n<p>No tempo do mundo unipolar de cunho ocidental sobressa\u00eda uma ordem social, uma norma, uma ci\u00eancia e uma verdade. Agora que o mundo se est\u00e1 a tornar multipolar, procurando estabelecer novas ordens, proclamam-se diferentes verdades e a ci\u00eancia e as universidades deixam o seu caracter enciclop\u00e9dico para se adaptarem \u00e0s diferentes correntes. Em termos religiosos quase se poderia dizer que estamos a passar do monote\u00edsmo para um polite\u00edsmo desalmado.\u00a0 <strong>Acompanhar a crise e a mudan\u00e7a confronta-nos com uma<\/strong> <strong>reavalia\u00e7\u00e3o das prioridades e valores individuais e coletivos onde o aspecto humano e a humanidade (dignidade humana inalien\u00e1vel-soberana e fraternidade) n\u00e3o parecem constar da orienta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/strong> Muito embora a crise possa servir como um catalisador para a mudan\u00e7a, nesta espreitam-nos muitos perigos, o que pode provocar em alguns um receio apocal\u00edptico e levar pessoas socialmente empenhadas a sentir-se a caminho do colapso r\u00e1pido da actual ordem mundial de cariz ocidental. Isto n\u00e3o tanto pela reavalia\u00e7\u00e3o urgente e necess\u00e1ria e consequentes solu\u00e7\u00f5es inovadoras que se observam na sociedade, mas pela acompanhante desconstru\u00e7\u00e3o de valores sociais, familiares, humanos etc. verific\u00e1veis nos diferentes povos europeus.<\/p>\n<p><strong>A crise sist\u00e9mica global est\u00e1 a originar a forma\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica de polos rivais e a n\u00edvel interno das sociedades conduz a uma polariza\u00e7\u00e3o sociopol\u00edtica entre conservadores e progressistas;<\/strong> especialmente na Alemanha pode observar-se uma viragem do pacifismo para o militarismo tanto a n\u00edvel de \u00a0\u201cesquerda\u201d como de \u201cdireita\u201d, \u00a0ganhando-se a impress\u00e3o de que o que mais determina a hist\u00f3ria s\u00e3o factos criados autoritariamente na base do nacionalismo econ\u00f3mico-militar: uma nova estrat\u00e9gia talvez compreens\u00edvel na crise da passagem da realidade hist\u00f3rica de na\u00e7\u00f5es para uma organiza\u00e7\u00e3o de supraestruturas de Estados&#8230;<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o mais que vis\u00edveis os sinais da mudan\u00e7a da atual matriz social que fazem prever uma nova ordem mundial: a decad\u00eancia da civiliza\u00e7\u00e3o europeia e do modelo monopolar ocidental<\/strong>; alinhamento de pa\u00edses em torno de n\u00facleos, exemplo Brics; desmontagem e apagamento \u00a0da cultura de cariz europeia e da pessoa humana no sentido de ser criado um indiv\u00edduo-cidad\u00e3o funcional com a acompanhante ideol\u00f3gica do materialismo relativista para que este se torne compat\u00edvel, com uma nova ordem (segundo o esp\u00edrito de Klaus Schwab, \u00a0de Elon Musk, Boros, etc.); <strong>transfer\u00eancia do poder pol\u00edtico para o administrativo,<\/strong> <strong>provocando tamb\u00e9m a crise do pessoal pol\u00edtico que tem de abdicar da ess\u00eancia da sua personalidade <\/strong>; o f\u00f3rum de Davos encontro de poderes\u00a0 \u00e0 escala global n\u00e3o s\u00f3 como coordena\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas mas tamb\u00e9m como escola de forma\u00e7\u00e3o de elites para uma pol\u00edtica centralista de agendas e ONGs; <strong>deslegitima\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e do estado acompanhada da<\/strong> <strong>desqualifica\u00e7\u00e3o da moral tradicional<\/strong> (a ser desligada de usos e costumes) para a legitima\u00e7\u00e3o de uma nova moral meramente racional e funcionalista ser aceite: <strong>nesta luta o cristianismo \u00e9 a mundivis\u00e3o mais atacada por fazer parte essencial das bases da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental (ao lado da filosofia grega e da organiza\u00e7\u00e3o romana) e defender a soberania da pessoa e a sua dignidade humana individual e por manter uma profunda interliga\u00e7\u00e3o entre natureza e cultura, quando os novos estrategas querem fazer valer apenas uma nova cultura divorciada da natureza \u00a0de maneira a substituir esta e assim a legitimar a imposi\u00e7\u00e3o de ideologias<\/strong><strong> ad hoc; \u00a0<\/strong>deste modo legitimam o estabelecimento de um poder abstrato aleat\u00f3rio universal contra institui\u00e7\u00f5es originadas natural e organicamente como a fam\u00edlia, a tribo, a na\u00e7\u00e3o. <strong>Com a centraliza\u00e7\u00e3o do mundo distribu\u00edda por blocos, o factor estrat\u00e9gia passa a ser mais importante do que o factor lideran\u00e7a (governo) fomentando-se na consequ\u00eancia o relativismo da moral, das institui\u00e7\u00f5es e das mundivis\u00f5es.<\/strong> O caos pode legitimar o surgir de uma nova ordem, est\u00e1 j\u00e1 n\u00e3o natural em conformidade com a cria\u00e7\u00e3o, mas artificial.<\/p>\n<p><strong>O Norte e o Sul global encontram-se num per\u00edodo interm\u00e9dio entre a velha e a nova ordem mundial surgente. Os arquitectos do poder j\u00e1 h\u00e1 muito trabalham de forma mais ou menos clandestina na sua forja de maneira a criar uma nova t\u00eampera cultural europeia.<\/strong> Entrementes, vive-se a fase de agita\u00e7\u00e3o e de eros\u00e3o da Europa, enquanto nas periferias dos blocos se d\u00e3o guerras possibilitadoras de novas orienta\u00e7\u00f5es e da ordena\u00e7\u00e3o de novas constela\u00e7\u00f5es a surgirem tamb\u00e9m na \u00c1sia e em \u00c1frica. A forma\u00e7\u00e3o de uma nova ordem ou de novas ordens no espectro mundial fomenta e legitima ac\u00e7\u00f5es criminosas. \u00c0 imagem do que acontece nos fen\u00f3menos geol\u00f3gicos e clim\u00e1ticos observam-se mudan\u00e7as pol\u00edtica-geogr\u00e1ficas devido aos ventos cicl\u00f3nicos da pol\u00edtica dos EUA \/OTAN em dire\u00e7\u00e3o ao Leste, e da R\u00fassia-EUA sobretudo na Ucr\u00e2nia, da luta de interesses entre China e EUA em torno de Taiwan (disputa pelo Pac\u00edfico) e pol\u00edtica otomana da Turquia (Erdogan) no M\u00e9dio Oriente e no Leste da Euro-\u00e1sia.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m das mudan\u00e7as na geografia, observa-se um processo de mudan\u00e7as nas tarefas dos pol\u00edticos, na cultura e no pr\u00f3prio g\u00e9nio das sociedades.<\/strong> <strong>Diferentes vis\u00f5es do mundo dominantes reagem de modo que a regi\u00e3o atl\u00e2ntica se move numa dire\u00e7\u00e3o e a pac\u00edfica na outra.<\/strong><\/p>\n<p>Acompanham-nas uma mudan\u00e7a no papel e fun\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e dos pol\u00edticos! Os governos deixam de o ser porque se encontram sujeitos a uma reestrutura\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is pol\u00edticos que anteriormente eram de caracter mais pessoal-regional e org\u00e2nico e agora passaram a ser transformados em administradores e aplicadores de agendas exteriores e os parlamentos limitam-se muitas vezes ao papel de legitimadores de directivas supranacionais; <strong>Concretamente: o governante \u00e9 transformado em administrador, com tend\u00eancia a escapar ao Parlamento!<\/strong>\u00a0 Passam a ser aplicadores do poder centralizado que gere atrav\u00e9s de agendas e directivas geralmente vinculativas porque confecionadas por poderes olig\u00e1rquicos.<\/p>\n<p><strong>O alargamento da \u00e1rea geogr\u00e1fica e do poder dos EUA\/OTAN em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia provocou um movimento de revisionismo na R\u00fassia e o escalar geopol\u00edtico na Ucr\u00e2nia instigou a forma\u00e7\u00e3o de conglomerados de solidariedades entre pa\u00edses com o consequente alinhamento apressado em blocos enquanto algumas pot\u00eancias agem politicamente com mais reserva, na esperan\u00e7a de se tornarem tamb\u00e9m elas n\u00facleos (\u00cdndia, Brasil).<\/strong><\/p>\n<p>Mundivis\u00f5es religiosas e para-religiosas como o Marxismo e Maoismo vivem em confronto e agita\u00e7\u00e3o na consci\u00eancia que at\u00e9 agora s\u00e3o as mentalidades que determinam ainda a pol\u00edtica e os valores do mundo de hoje. A tend\u00eancia de inst\u00e2ncias globalistas \u00e9 preparar a domin\u00e2ncia do Pac\u00edfico, mas esta s\u00f3 pode acontecer com uma mudan\u00e7a cultural progressiva das bases da antropologia e da sociologia europeia; da\u00ed o seu principal empenho na Europa.<\/p>\n<p>O sul global observa que o Ocidente j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o que era e est\u00e1 a perder uma guerra ap\u00f3s outra (Iraque, S\u00edria, Afeganist\u00e3o e a instabilidade da guerra militar na Ucr\u00e2nia e a verdadeira guerra de fundo que \u00e9 a guerra econ\u00f3mica europeia contra a R\u00fassia com repercuss\u00f5es em todo o mundo; isto provoca a falta de confian\u00e7a numa Europa que perde influ\u00eancia ao unir a sua pol\u00edtica econ\u00f3mica \u00e0 pol\u00edtica militar dos EUA<strong>.\u00a0 O aumento da viol\u00eancia mundial j\u00e1 n\u00e3o pode ser impedido por\u00a0\u00a0 uma palavra poderosa de um poder hegem\u00f3nico determinado, por mais poderosa que seja a sua m\u00e3o.<\/strong> Os EUA j\u00e1 n\u00e3o conseguirem ser sozinhos os garantes da ordem mundial e dos seus valores embora continuem a ser econ\u00f3mica, militar e estrategicamente a maior pot\u00eancia. <strong>A acentuar este processo de eros\u00e3o da Europa, da R\u00fassia e dos EUA v\u00ea-se chegada a era da informa\u00e7\u00e3o que implica outras formas de dom\u00ednio mais sofisticadas.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto que os BRICS se est\u00e3o a fortalecer (alguns dos membros tamb\u00e9m n\u00e3o querem uma ordem mundial monopolista nem bipolar.<\/p>\n<p>Nesta conjuntura pol\u00edtico-econ\u00f3mica e geoestrat\u00e9gica o grande saber e grandes personalidades perturbariam o novo sistema onde a t\u00e1ticas e negocia\u00e7\u00f5es h\u00e1beis se revelam mais oportunas (Neste sentido acautelava j\u00e1 o fil\u00f3sofo Plat\u00e3o: \u201cO mais alto grau de injusti\u00e7a \u00e9 a justi\u00e7a desonesta!\u201d e na era da informa\u00e7\u00e3o cada vez mais povo passa a dar-se conta do que se passa.<\/p>\n<p>De facto, a moralidade j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 presente nos c\u00edrculos superiores porque o \u00f3bvio s\u00e3o os interesses pr\u00e1ticos das constela\u00e7\u00f5es de blocos em processo de alinhamento e n\u00e3o a vida das pessoas e de seus bi\u00f3topos culturais-religiosos (estes parecem estorvar at\u00e9 pol\u00edticos regionais!). <strong>A moral est\u00e1 a ser conectada sobretudo na linha da dimens\u00e3o pol\u00edtico-social sem o aspecto da transcend\u00eancia (este \u00e9 da compet\u00eancia das religi\u00f5es que constituem um certo impedimento para a implementa\u00e7\u00e3o de uma nova ordem de caracter meramente materialista, racionalista e profana<\/strong><strong>; <\/strong>especialmente a religi\u00e3o cat\u00f3lica \u00e9 tida pelo materialismo como o maior obst\u00e1culo o que explica a intensiva luta contra ela).<\/p>\n<p><strong>Devido \u00e0 lideran\u00e7a internacional externa, os partidos j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam programas propriamente a longo prazo<\/strong><strong>,<\/strong> tendo apenas de estar atentos e reagir \u00e0 vida quotidiana do seu \u00e2mbito de ac\u00e7\u00e3o e apenas \u00e0 perspectiva do rito eleitoral a realizar-se cada 4\/5 anos. Os quadros de orienta\u00e7\u00e3o superior t\u00eam contrariado rumos de caracter nacional ou regional pr\u00f3prios; em vez disso tuteiam agendas e directivas pol\u00edticas formuladas pela organiza\u00e7\u00e3o mundial ou a n\u00edvel de blocos, \u00e0 imagem das conven\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas entre grupos de Estados.<\/p>\n<p>Os pol\u00edticos em termos de governo n\u00e3o se sentem interessados no que se passa na sociedade; por isso moralidade e previs\u00e3o, s\u00e3o substitu\u00eddas por accionismo e estrat\u00e9gia (na Alemanha, a actual coliga\u00e7\u00e3o de SPD, FDP e Verdes tornou-se num exemplo de como n\u00e3o se pode nem deve governar uma vez que cada partido se esfor\u00e7a por servir a pr\u00f3pria clientela em primeiro lugar ou sentem-se ao servi\u00e7o de interesses geoestrat\u00e9gicos do grupo que seguem; <strong>os declarados inimigos (concorrentes) dos governos s\u00e3o entretanto, os partidos populistas europeus que assumiram o papel da\u00a0 oposi\u00e7\u00e3o aos governos!<\/strong><\/p>\n<p><strong>A diplomacia tamb\u00e9m est\u00e1 em crise porque nesta fase a reorienta\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses em rela\u00e7\u00e3o aos v\u00e1rios blocos ainda n\u00e3o foi conclu\u00edda.<\/strong> Cada bloco luta pelos seus ideais de um mundo justo com valores pr\u00f3prios, mas que na realidade s\u00f3 poder\u00e3o funcionar na complementaridade!\u00a0 O modelo europeu uma vez corrigido e adaptado aos v\u00e1rios polos civilizacionais poderia ser um ponto de partida no sentido de garantir a paz.<\/p>\n<p>A ambival\u00eancia pol\u00edtica resultado de uma geopol\u00edtica econ\u00f3mico-militar ainda n\u00e3o definida desestabiliza as consci\u00eancias de estados nacionais. <strong>O grande problema interno europeu tornou-se a imigra\u00e7\u00e3o desregrada; isto causa<\/strong> <strong>na Europa a sensa\u00e7\u00e3o real de maior instabilidade porque uma imigra\u00e7\u00e3o desmedida e agressiva faz surgir nas popula\u00e7\u00f5es o sentimento de ser culturalmente recolonizada como aconteceu no s\u00e9culo oitavo com a invas\u00e3o mu\u00e7ulmana.<\/strong> A aus\u00eancia de uma geopol\u00edtica respons\u00e1vel aliada \u00e0 decomposi\u00e7\u00e3o da cultura europeia desestabiliza as sociedades europeias. <strong>As popula\u00e7\u00f5es notam que raz\u00e3o e a realidade pol\u00edtica j\u00e1 n\u00e3o podem ser reconciliadas e isto cria espa\u00e7o para a anarquia e para o desespero.<\/strong> Percebe-se que os pol\u00edticos e a pol\u00edtica j\u00e1 n\u00e3o podem agir na defesa dos seus povos, limitando-se a s\u00f3 poderem reagir a conjunturas complexas suportadas apenas pelas popula\u00e7\u00f5es. Nestas circunst\u00e2ncias a pol\u00edtica reage apontando para a necessidade da inclus\u00e3o-forma\u00e7\u00e3o de for\u00e7as econ\u00f3micas e militares na esperan\u00e7a de maior seguran\u00e7a quando a consci\u00eancia do povo adverte que essas medidas n\u00e3o podem garantir sustentabilidade nem a paz. O cidad\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o pode compreender o sentido de gastos bal\u00fardios em guerra quando ele \u00e9 obrigado a restringir-se.<\/p>\n<p>Vivemos numa sociedade agitada porque as nossas cabe\u00e7as e os nossos cora\u00e7\u00f5es se recusam a unir-se e a reconhecer-se como complementares. Quem governa e quem \u00e9 governado divergem cada vez mais!<\/p>\n<p><strong>A singularidade do indiv\u00edduo que \u00e9 pr\u00f3pria das sociedades de base crist\u00e3 \u00e9 o suporte de toda a emancipa\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo da sua comunidade, facto este que possibilitou a transi\u00e7\u00e3o de regimes pol\u00edticos autorit\u00e1rios para a democracia e destaca o Ocidente como pioneiro dos direitos humanos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>De facto, a singularidade do indiv\u00edduo que \u00e9 o verdadeiro factor de emancipa\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade, come\u00e7ou principalmente a partir do iluminismo, a ter express\u00e3o destrutiva no momento em que eclipsa a comunidade e com o acompanhamento das ideologias materialistas se torna em estrela cadente de egos luminosos. <\/strong>Hoje essa tend\u00eancia exagerada ganha express\u00e3o na mentalidade do pensar politicamente correcto e em algumas formas de Yoga fomentadoras de um ego isolado na sociedade ocidental! Quando praticado ao extremo, leva ao autoisolamento e a depend\u00eancias arbitr\u00e1rias. <strong>Uma civiliza\u00e7\u00e3o e uma sociedade n\u00e3o podem sobreviver nem se desenvolver baseadas apenas numa ordem de direitos individuais b\u00e1sicos por muito que estes se apoiem numa constitui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que cuidem da preserva\u00e7\u00e3o dos direitos individuais na qualidade de subordinados a uma ordem meramente econ\u00f3mico-militar como pretendem novos projectores de futuro.<\/strong> <strong>Direitos individuais e de comunidade pressup\u00f5em uma rela\u00e7\u00e3o de balance na consci\u00eancia de que a base da comunidade\/institui\u00e7\u00e3o \u00e9 o indiv\u00edduo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O mundo isl\u00e2mico, consciente daquilo que o faz institucional e mundialmente forte, n\u00e3o estava convencido da declara\u00e7\u00e3o dos direitos humanos de cunho ocidental e reservou-se o direito a um ajustamento sociol\u00f3gico-religioso dos mesmos. Os direitos b\u00e1sicos s\u00e3o concedidos, mas todo o cidad\u00e3o \u00e9 obrigado a ser respons\u00e1vel e a submeter-se \u00e0 \u201ccomunidade e \u00e0 fam\u00edlia\u201d (Umah &#8211; a comunidade isl\u00e2mica). Mesmo a Turquia secularizada por Ataturk, considera a sociedade como organizada colectivamente e n\u00e3o como uma comunidade de indiv\u00edduos. <\/strong>(Ao descrever a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o quer dizer que defenda a estrat\u00e9gia mu\u00e7ulmana ou estrat\u00e9gias do g\u00e9nero).<\/p>\n<p><strong>Uma \u00e9tica reduzida \u00e0 dimens\u00e3o social e \u00e0 universalidade dos direitos b\u00e1sicos individuais sem refer\u00eancia \u00e0 comunidade (fam\u00edlia, cosmovis\u00e3o e regi\u00e3o) s\u00f3 pode levar ao estabelecimento de um governo central mundial ou de uma cultura suprarregional vazia e an\u00f3nima<\/strong> <strong>que n\u00e3o parte da pessoa humana nem da comunidade org\u00e2nica, mas de uma burocracia e administra\u00e7\u00e3o de dados e n\u00e3o de pessoas.<\/strong> As organiza\u00e7\u00f5es suprarregionais no Estado formativo n\u00e3o s\u00e3o constru\u00eddas organicamente e, portanto, n\u00e3o se desenvolvem naturalmente de baixo para cima, mas sim atrav\u00e9s da imposi\u00e7\u00e3o de cima para baixo.<\/p>\n<p><strong>Se as comunidades isl\u00e2micas na Europa exageram o aspecto da sua comunidade cultural contra o indiv\u00edduo, os europeus exageraram o aspecto da individualidade contra a pr\u00f3pria comunidade cultural. Nesta situa\u00e7\u00e3o o mundo isl\u00e2mico tem mais garantias de sustentabilidade e afirma\u00e7\u00e3o do que o europeu.<\/strong><\/p>\n<p>O sistema democr\u00e1tico est\u00e1 a ser destru\u00eddo nas suas bases ao ver o poder pol\u00edtico das bases diminu\u00eddo ao dar-se uma transfer\u00eancia desadequada de compet\u00eancias soberanas para os centros do poder como Bruxelas estando o processo a dar-se de maneira hip\u00f3crita e enganosa (sem verdadeira legitima\u00e7\u00e3o das bases). <strong>Os bi\u00f3topos culturais s\u00e3o os primeiros a sofrer as consequ\u00eancias (sendo substitu\u00eddo o particular, o que \u00e9 pr\u00f3prio pelo que \u00e9 geral, sendo esvaziada a legitima\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica do poder); isto, como j\u00e1 disse, \u00a0provoca no meio da sociedade uma esp\u00e9cie de dicotomia entre os adeptos das novas situa\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-administrativas de caracter centralista que ganham express\u00e3o nos progressistas e do outro lado reage o polo defensor do bi\u00f3topo cultural, os conservadores mais vinculados tamb\u00e9m \u00e0s bases e \u00e0s regi\u00f5es. <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00c0 diverg\u00eancia entre o sentir pol\u00edtico e o sentir das popula\u00e7\u00f5es acrescenta-se o desfasamento das sociedades (civiliza\u00e7\u00f5es) entre si.<\/strong> <strong>Por outro lado, o sentido atraso de outras civiliza\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o europeia ser\u00e1 o b\u00f3nus delas que as levar\u00e1 a afirmarem-se sobre a Europeia j\u00e1 em processo de desfasamento depois da primeira guerra mundial em que os EUA, perante a afronta da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica como inimigo comum do sistema se afirmou tamb\u00e9m sobre a Europa com o apoio do Reino Unido. A Europa tem de redescobrir a comunidade sem ter necessidade de o fazer \u00e0 custa dos direitos humanos desde que integrados numa comunidade cultural consciente de si e da sua responsabilidade no mundo (o poder militar cria seguran\u00e7a e o poder econ\u00f3mico cria bem-estar tempor\u00e1rio, mas sem uma comunidade oleada pela transcend\u00eancia). N\u00e3o chegam conglomerados em nome de valores: os assim chamados valores democr\u00e1ticos poder\u00e3o unir elites do abstrato que est\u00e3o predestinadas a viver em guerra e a sucumbir ao serem um dia confrontados com ditaduras consistentes.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A vis\u00edvel vantagem da China sobre o Ocidente deve-se ao facto de o seu sistema ainda possuir as estruturas e bases culturais, pol\u00edticas e sociais semelhantes \u00e0s que dominavam a Europa nos s\u00e9culos XIV e dominam ainda hoje nos pa\u00edses isl\u00e2micos e em regimes autorit\u00e1rios<\/strong>; A consci\u00eancia colectiva e a liberdade do indiv\u00edduo criaram as condi\u00e7\u00f5es para a Europa se abrir ao mundo. Naquela \u00e9poca pens\u00e1vamos coletivamente e observ\u00e1vamos individualmente e o v\u00ednculo entre as duas caracter\u00edsticas possibilitou grandeza, dom\u00ednio e opr\u00f3brio no mundo; <strong>a ideia religiosa de fazer do mundo um lugar cat\u00f3lico onde reinasse a fraternidade, virou em dom\u00ednio pol\u00edtico e econ\u00f3mico sobre os povos e sobre as popula\u00e7\u00f5es.<\/strong> No meio de tudo isto \u00e9 oportuno olhar-se a realidade sem moralismos nem pretens\u00f5es de poder, mas dar-nos apenas conta de como funciona a sociedade nos seus factores componentes e olhar para a geografia do globo. Igualdade, fraternidade e liberdade pressup\u00f5em a consci\u00eancia de Comunidade feita de comunidades de vida e n\u00e3o apenas uma sociedade feita de s\u00f3cios em agrupamentos partid\u00e1rios. Caso contr\u00e1rio, aboliremos a comunidade em nome de outras comunidades e desmantelaremos a nossa. A ideia de que os direitos humanos levar\u00e3o os cidad\u00e3os de outros povos a derrubar os seus pr\u00f3prios governantes \u00e9 ilus\u00f3ria quando o pr\u00f3prio agrupamento (por Exemplo OTAN) se baseia na for\u00e7a e no poder em alian\u00e7as militares com centros explosivos distribu\u00eddos por todo o mundo. (E depois queixam-se dos pa\u00edses que sabem o que significa poder mundano e procuram criar as pr\u00f3prias bombas at\u00f3micas como se v\u00ea em Israel, Ir\u00e3o, Coreia do Norte).<\/p>\n<p><strong>No passado, os povos formaram-se em torno de cren\u00e7as, religi\u00f5es, culturas que lhe conferiam singularidade espec\u00edfica e poder de expans\u00e3o. Hoje inverte-se a pir\u00e2mide procurando de maneira at\u00e9 declarada organizarem-se j\u00e1 n\u00e3o povos, mas sociedades alinhadas em torno de \u00e1reas geogr\u00e1ficas, da economia, das for\u00e7as armadas e da correspondente doutrina.<\/strong> A desmitifica\u00e7\u00e3o atinge o seu auge no secularismo pr\u00e1tico e materialista e o povo insurge-se contra porque n\u00e3o quer perder a sua alma individual e colectiva. Esta crise social e civilizacional provocada pela nova ordem em via \u00e9 tomada em conta pelos atuais pioneiros do novo poder a instalar-se (quer-se uma viragem anti org\u00e2nica para se instalar uma artificial).<\/p>\n<p><strong>A China parte do princ\u00edpio e da realidade da comunidade e subordina-lhe o indiv\u00edduo; esta \u00e9 a sua for\u00e7a epocal de maneira a a\u00e7ambarcar a responsabilidade sobre o indiv\u00edduo assumindo o comunismo como esp\u00e9cie de religi\u00e3o<\/strong> (alma que d\u00e1 consist\u00eancia ao sistema) que lhe conceder\u00e1 mais valia durante algumas dezenas de anos sobre o principal rival que \u00e9 a USA. A sociedade ocidental segue o caminho inverso sendo as pessoas a assumirem, de certo modo, o poder e a dignidade de serem elas respons\u00e1veis pela comunidade: ideal nobre e honrado, mas para que os povos n\u00e3o est\u00e3o preparados. (A n\u00edvel pr\u00e1tico, por\u00e9m, quem mais ordena \u00e9 o poder econ\u00f3mico unido ao pol\u00edtico-militar que se faz acompanhar pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o social e pelas universidades como m\u00fasica de escolta; por isso o sistema social explora os ideais humanos e fixa o seu sistema na satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades principalmente materiais. Perdeu a mensagem de humanidade e o sentido da mensagem humana que trazia ao mundo e substituiu-a pela mensagem econ\u00f3mica, militar e ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Nesta fase do acontecer o mundo prepara-se para contruir um grande palco de concertos onde cada concerto toca a pr\u00f3pria m\u00fasica mesmo que com o desagrado do concerto ocidental que at\u00e9 agora determinara o ritmo da m\u00fasica. Os problemas ainda permanecer\u00e3o, mas ser\u00e3o mais do caracter de sobreposi\u00e7\u00e3o de tom e j\u00e1 n\u00e3o de ordenamento do ritmo. <strong>Cada \u00e1rea geogr\u00e1fica mundial ir\u00e1 afirmar-se mais em torno dos seus valores partilhados. Lament\u00e1vel \u00e9, por\u00e9m, o facto de a civiliza\u00e7\u00e3o de bases humanistas crist\u00e3s se ter exteriorizado de si mesma para se dedicar sobretudo ao exerc\u00edcio do poder pelo poder e ao dom\u00ednio dos outros de maneira a tornar-se tamb\u00e9m ela numa amea\u00e7a para o mundo num mundo amea\u00e7ador. N\u00e3o chega satisfazer-nos com a nossa bandeira dos valores e da democracia; a nossa sociedade e o mundo precisam de mais.<\/strong><\/p>\n<p>Cada bloco ter\u00e1 o pr\u00f3prio n\u00facleo e o seu poder central como \u00e9 natural. <strong>Enquanto n\u00e3o houver uma geopol\u00edtica mais humana a Alemanha tornar-se-\u00e1 a for\u00e7a mais forte na EU, acolitada pela Fran\u00e7a (entretanto, os alem\u00e3es apressam o seu neg\u00f3cio na EU procurando fortalecer apressadamente os seus vizinhos de Leste).<\/strong> Depois da Grande Guerra Mundial, a Alemanha queria enquadrar-se na Europa em geral, mas desde a sua mudan\u00e7a de consci\u00eancia atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o na Guerra da Ucr\u00e2nia, sentiu-se obrigada a descobrir a sua antiga voca\u00e7\u00e3o pelas armas, que ter\u00e1 um grande impacto na Europa, apesar de se encontrar ainda manietada pelo Tratado 2+4. A Alemanha est\u00e1 predestinada a tentar assumir na Europa, o papel dos EUA no mundo. Como mostra o novo governo federal no comportamento entre SPD-Verdes-FDP, a mudan\u00e7a iniciada j\u00e1 n\u00e3o se baseia em compromissos como nos tempos de Kohl e Merkel, mas sim em posi\u00e7\u00f5es mais duras que j\u00e1 s\u00e3o evidentes na nova atmosfera militarista no governo e na oposi\u00e7\u00e3o. <strong>A militariza\u00e7\u00e3o da Alemanha e a sua influ\u00eancia na pol\u00edtica da UE, que pretende deixar de ser uma federa\u00e7\u00e3o de na\u00e7\u00f5es, para se tornar\u00a0 num\u00a0 conjunto de pequenos pa\u00edses em torno das grandes pot\u00eancias da Europa, est\u00e1 a tentar fazer com que os pequenos pa\u00edses percam a sua posi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a (a for\u00e7a do veto) em decis\u00f5es comunit\u00e1rias importantes e assim, se tornarem mais\u00a0 insignificantes favorecendo ainda mais as grandes pot\u00eancias, que determinar\u00e3o toda a pol\u00edtica!\u00a0 (Isto d\u00e1-se em nome da efici\u00eancia e afirma\u00e7\u00e3o do polo europeu no concerto dos povos, mas o rid\u00edculo da quest\u00e3o \u00e9 o facto do Primeiro Ministro portugu\u00eas, Ant\u00f3nio Costa, se ter tornado numa esp\u00e9cie de porta-voz da Alemanha, defendendo, de facto, a diminui\u00e7\u00e3o de direitos das na\u00e7\u00f5es pequenas).<\/strong><\/p>\n<p>Na UE, como tem acontecido desde a Reforma de Lutero, o modo de vida do Norte ir\u00e1 afirmar-se ainda mais sobre o do Sul e, como consequ\u00eancia, haver\u00e1 uma mudan\u00e7a ainda maior de transfer\u00eancia de poder das periferias (e dos pa\u00edses latinos) para o Norte. Especialmente a Alemanha, com a Amizade Franco-Alem\u00e3 dominar\u00e1 interesses de poder mais oportunistas (para simplificar: o Anglo-Sax\u00e3o ir\u00e1 afirmar-se) descuidando os interesses da Europa como bloco. A Fran\u00e7a e a Alemanha, mais que a n\u00edvel de amizade, lidam taticamente entre si para que possam manter o comando da Europa. A Alemanha n\u00e3o pode tornar-se demasiado franca pol\u00edtica e economicamente por raz\u00f5es t\u00e1cticas. Uma t\u00e1ctica bem pensada para tornar os pa\u00edses perif\u00e9ricos submissos \u00e9 oferecer postos de pol\u00edticos regionais na UE e em f\u00f3runs internacionais de maneira a tornar os pa\u00edses perif\u00e9ricos submissos atrav\u00e9s de compromissos pregui\u00e7osos (o povo mais simples at\u00e9 se sente honrado ao ver personalidades portuguesas em postos internacionais altos, enquanto olham para fora n\u00e3o se d\u00e3o conta do que acontece dentro) . Compromissos podres encorajam o ego\u00edsmo pessoal de pol\u00edticos, mesmo \u00e0 custa de seus pa\u00edses perderem a pr\u00f3pria voz.<\/p>\n<p>Em tempos de classifica\u00e7\u00e3o e de reuni\u00e3o de pa\u00edses (como sat\u00e9lites) em torno do centro, passar\u00e1, no debate o poder a dominar sobre o compromisso. Compromissos s\u00e3o exigidos aos n\u00edveis mais baixos e cujo destino \u00e9 aliarem-se em torno de uma pot\u00eancia ou da outra (para j\u00e1 Berlim-Paris, depois surgir\u00e1 tamb\u00e9m a Pol\u00f3nia desde que beneficie os interesses dos EUA).<\/p>\n<p>A longo prazo o destino da Europa n\u00e3o estar\u00e1 certamente acorrentado \u00e0 Fran\u00e7a (pa\u00edses romanos) nem \u00e0 Alemanha (pa\u00edses anglo-sax\u00f3nicos) porque, \u00e0 medida que os tempos amadurecem, a Europa tornar-se-\u00e1 mais independente dos EUA e vir\u00e1 a sua chance long\u00ednqua numa uni\u00e3o t\u00e1tica com a R\u00fassia no sentido da Euro-\u00c1sia. Esperemos que, entretanto, o mundo amadure\u00e7a e inicie uma pol\u00edtica de paz entre povos irm\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>A luta em voga contra a cultura europeia e a persistente desmontagem dos seus fundamentos tornaram-se no maior cancro que corr\u00f3i a nossa civiliza\u00e7\u00e3o. Quando se observa em muitos dos nossos governantes tornarem-se nos seus pr\u00f3prios Judas e cangalheiros torna-se ainda mais triste a trag\u00e9dia&#8230; A crise \u00e9 motivo de \u00e2nimo, porque tudo isto \u00e9 de caracter fenomenol\u00f3gico e a humanidade com altos e baixos saber\u00e1 encontrar maneira de passar o \u201cestreito de Magalh\u00e3es\u201d \u00a0\u00e0 imagem do grande portugu\u00eas Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es ao servi\u00e7o de Espanha. <\/strong><\/p>\n<p>Doutro modo a Hist\u00f3ria ensina que no fim, como a figueira amaldi\u00e7oada, promete tornar-se lenha para civiliza\u00e7\u00f5es vindouras se aquecerem. Hoje levantam-se os seus almocreves como profetas wokes, Gender, etc.<\/p>\n<p>O apagamento cultural que se deu em muitos povos ind\u00edgenas devido \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o europeia est\u00e1 agora de volta no apagamento cultural europeu sendo os seus principais apagadores o socialismo marxista e maoista \u00e1vidos n\u00e3o de pessoas, mas de s\u00f3cios e o turbo-capitalismo \u00e1vido n\u00e3o de pessoas, mas de clientes; no meio de tudo isto quem mais ganha \u00e9 o isl\u00e3o e o materialismo.<\/p>\n<p><strong>Que seria da balan\u00e7a e do equil\u00edbrio sem peso padr\u00e3o e sem a ajuda dos pratos que conjuguem for\u00e7as opostas, sem a lei da complementaridade?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio CD Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EUA &#8211; UE &#8211; R\u00fassia &#8211; China e \u00cdndia &#8211; Pesos da Balan\u00e7a de um Mundo em Desequil\u00edbrio No tempo do mundo unipolar de cunho ocidental sobressa\u00eda uma ordem social, uma norma, uma ci\u00eancia e uma verdade. Agora que o mundo se est\u00e1 a tornar multipolar, procurando estabelecer novas ordens, proclamam-se diferentes verdades e a &hellip; <a href=\"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8920\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">A CAMINHO DO COLAPSO DA ACTUAL ORDEM OCIDENTAL NO MUNDO<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[15,14,4,6,7,8,16],"tags":[],"class_list":["post-8920","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura","category-economia","category-educacao","category-migracao","category-politica","category-religiao","category-sociedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8920"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8920\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8940,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8920\/revisions\/8940"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonio-justo.eu\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}