{"id":8910,"date":"2023-12-22T16:00:27","date_gmt":"2023-12-22T15:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8910"},"modified":"2023-12-22T17:10:19","modified_gmt":"2023-12-22T16:10:19","slug":"contra-o-desmonte-de-sinais-da-cultura-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8910","title":{"rendered":"CONTRA O DESMONTE DE SINAIS DA CULTURA EUROPEIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Partido italiano n\u00e3o quer que Festas de Natal sejam renomeadas de &#8220;Festas de Inverno&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pela Europa fora nota-se uma aragem fria tendente a varrer com tudo que aponte para as ra\u00edzes da Cultura Europeia principalmente no que toca a linguagem e a costumes de caracter religioso ou cultural identificativo.<\/strong> Quem defenda as tradi\u00e7\u00f5es corre o risco de, a n\u00edvel dos media e do politicamente correcto, ser intitulado ou marcado com a alcunha de \u201cdireita\u201d em sentido depreciativo e preconceituoso e isto pelo simples facto de uma Nova Ordem Mundial estar a ser forjada \u00e0 margem do humano e contra o cristianismo.<\/p>\n<p><strong>Em nome da multicultura, do respeito pelo isl\u00e3o e pela laicidade observam-se, por toda a Europa, iniciativas tendentes a formar uma Meta-cultura europeia (abstracta) que inclua todas as outras culturas menos a pr\u00f3pria; nalguns meios a Hist\u00f3ria da Europa quer-se abolida para que o marxismo internacionalista possa tomar o seu lugar.<\/strong> Assim querem ver as Festas de Natal substitu\u00eddas por Festas do Inverno, as Festas da P\u00e1scoa substitu\u00eddas por Festas de Primavera ou Festas do Coelho, etc. (Na Alemanha tradicionais Mercados de Natal \u2013 Weihnachtsm\u00e4rkte \u2013 s\u00e3o renomeados nalgumas cidades de \u201cmercados de inverno\u201d. <strong>Em Friedrichshain-Kreuzberg foi proibido chamar os mercados de Natal de mercados de Natal, dado na religi\u00e3o haver muitos mu\u00e7ulmanos e para n\u00e3o ofender os seus sentimentos religiosos deve ser usado um termo mais neutro como \u201cmercado de Inverno\u201d. Pelo que se nota estas iniciativas s\u00e3o de car\u00e1cter incendi\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na It\u00e1lia algumas autoridades escolares decidem renunciar aos s\u00edmbolos do Natal e, em vez do Natal, celebram a festa de inverno por suposta considera\u00e7\u00e3o pelos crentes de outras religi\u00f5es. \u00c9 assim que se muda mais ainda a ess\u00eancia do Natal crist\u00e3o. Para que isso n\u00e3o aconte\u00e7a, o partido Fratelli d&#8217;Italia apresentou ao parlamento um projeto de lei para impedir que as celebra\u00e7\u00f5es do Natal sejam renomeadas em &#8220;festas de inverno&#8221; e a montagem de pres\u00e9pios de Natal n\u00e3o seja impedida<\/strong>.<\/p>\n<p>Os direitos humanos e os direitos de minorias n\u00e3o deveriam ser impedimento para se preservar a cultura acolhedora.<\/p>\n<p>O respeito pelos imigrados n\u00e3o deveria concorrer com o respeito pelo povo acolhedor ou pela camada social para quem os valores da cultura e da tradi\u00e7\u00e3o ainda s\u00e3o significativos. Na altura do ramad\u00e3o em escolas com muitos mu\u00e7ulmanos tamb\u00e9m se poderia celebrar esse acontecimento religioso concorrendo assim para a interculturalidade.<\/p>\n<p><strong>Se tivermos em conta as inten\u00e7\u00f5es da pol\u00edtica da EU e o desenvolvimento demogr\u00e1fico na Europa \u00e9 natural que com o tempo tudo se mudar\u00e1 e quem hoje defende usos e costumes da tradi\u00e7\u00e3o europeia encontra-se em situa\u00e7\u00e3o perdida. Seria de esperar dos pros\u00e9litos do modernismo e defensores da multicultura (contr\u00e1rios \u00e0 intercultura) que tivessem um pouco mais de paci\u00eancia e dessem tempo ao seu tempo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nem tanto ao mar nem tanto \u00e0 terra, doutro modo os governantes e os pol\u00edticos do arco do poder ver-se-\u00e3o sempre envolvidos na tarefa de qualificar de populistas ou extremistas quem critique os seus actos governativos para mais tarde correrem a emendarem o que fizeram integrando nele as propostas dos tais \u201cpopulistas\u201d e \u201cextremistas\u201d, como fazem agora na pol\u00edtica de refugiados na EU.<\/strong><\/p>\n<p>Na Europa, depois do renascimento iniciou-se a individualiza\u00e7\u00e3o e com ele uma certa emancipa\u00e7\u00e3o da comunidade. Com o modernismo a individualiza\u00e7\u00e3o pessoal parece ter atingido o seu extremo. A individualiza\u00e7\u00e3o leva \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o do controlo social e, automaticamente, o aspecto comunit\u00e1rio perde a sua relev\u00e2ncia na sociedade civil e consequentemente tamb\u00e9m na religiosa.\u00a0 Por outro lado, a pluraliza\u00e7\u00e3o das express\u00f5es culturais estabelece a concorr\u00eancia cultural, se em vez de uma pol\u00edtica inclusiva de interculturalidade se implementar uma pol\u00edtica de multiculturalidade; numa sociedade individualista as for\u00e7as centr\u00edfugas de grupos questionam com vantagem a sociedade individualista dado esta ter perdido a consci\u00eancia de comunidade. Uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil para todos os lados.<\/p>\n<p><strong>A religi\u00e3o perde a sua fun\u00e7\u00e3o orientadora sendo a fun\u00e7\u00e3o da religiosidade assumida em parte pela publicidade que satisfaz desejos e pelas promessas ad hoc dos partidos\/ideologias que alimentam esperan\u00e7as concretas e imediatas.<\/strong> <strong>Neste ambiente torna-se compreens\u00edvel a eros\u00e3o da igreja cat\u00f3lica independentemente da sua adapta\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o ao esp\u00edrito do tempo.<\/strong><\/p>\n<p>A queda da sociedade ocidental manifesta-se n\u00e3o s\u00f3 na perda do sentido de comunidade mas tamb\u00e9m no facto de os intervenientes da sociedade civil e religiosa terem perdido a sua import\u00e2ncia devido a n\u00e3o haver v\u00ednculos comunit\u00e1rios (a n\u00e3o ser os v\u00ednculos de interesses repartidos, mas de proveito imediato) nem haver substitutos vis\u00edveis para a fun\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria entre sociedade e Estado, fun\u00e7\u00e3o antes mantida pela religi\u00e3o; as agremia\u00e7\u00f5es pelo facto de viverem elas mesmas em competi\u00e7\u00e3o e na tend\u00eancia de ocuparem o Estado n\u00e3o oferecem confian\u00e7a suficiente nem garantias sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>A maior fraqueza atual vem da produ\u00e7\u00e3o de um tipo de indiv\u00edduo esvaziado de mem\u00f3ria, tradi\u00e7\u00e3o e religi\u00e3o (factores de identidade cultural, na sua fun\u00e7\u00e3o e qualidade org\u00e2nica que proporciona perspectiva e sentido) e como tal descontextualizado e dirigido por uma realidade meramente mental-virtual. Numa \u00e9poca de mudan\u00e7a axial ser\u00e1 necess\u00e1ria muita imagina\u00e7\u00e3o, criatividade e boa vontade de todos para que se salientem factores que lhe proporcionem uma rela\u00e7\u00e3o indiv\u00edduo-comunidade equilibrada e rejuvenescedora.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio CD Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partido italiano n\u00e3o quer que Festas de Natal sejam renomeadas de &#8220;Festas de Inverno&#8221; Pela Europa fora nota-se uma aragem fria tendente a varrer com tudo que aponte para as ra\u00edzes da Cultura Europeia principalmente no que toca a linguagem e a costumes de caracter religioso ou cultural identificativo. 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