{"id":8660,"date":"2023-07-17T22:26:20","date_gmt":"2023-07-17T21:26:20","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8660"},"modified":"2023-07-17T22:34:51","modified_gmt":"2023-07-17T21:34:51","slug":"o-problema-do-aborto-como-fenomeno-de-massas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8660","title":{"rendered":"O PROBLEMA DO ABORTO COMO FEN\u00d3MENO DE MASSAS"},"content":{"rendered":"<p><strong>Quero aqui referir-me ao aborto como fen\u00f3meno de massas fomentado pelo Estado e n\u00e3o como caso individual volunt\u00e1rio. A n\u00edvel individual, apesar de tudo, temos a inst\u00e2ncia da pr\u00f3pria consci\u00eancia. <\/strong>Este assunto, para mais numa sociedade com tantos m\u00e9todos anticonceptivos, n\u00e3o deveria ser tratado de \u00e2nimo leve at\u00e9 pelas consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas que muitas vezes acarreta s\u00f3 a mulher que aborta. Por outro lado, o respeito pela dignidade humana n\u00e3o d\u00e1 o direito a ningu\u00e9m de desacreditar quem praticou o aborto. Doutro modo n\u00e3o se discute nem elucida a quest\u00e3o por medo de ferir ou ser ferido.<\/p>\n<p><strong>De acordo com o Departamento Federal de Estat\u00edstica, foram realizados 27.600 abortos na Alemanha no primeiro trimestre de 2023. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Segundo a PORDATA , em 2021 houve 12.159 abortos efectuados em hospitais portugueses.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas na Alemanha foram mortas por aborto 8 milh\u00f5es. Isso excede o n\u00famero atual de habitantes das megacidades Berlim, Hamburgo, Munique e Col\u00f3nia juntas.<\/strong><\/p>\n<p>A partir das revoltas estudantis de 1968 e com o movimento 68 foi erguida a voz contra a moral sexual crist\u00e3 e a luta contra a fam\u00edlia e contra a sociedade burguesa em nome da \u201cliberta\u00e7\u00e3o\u201d do indiv\u00edduo e sua autorrealiza\u00e7\u00e3o sob o manto pol\u00edtico do \u201cprogresso social\u201d.\u00a0 <strong>A \u201cmodernidade\u201d reivindicava o progresso como moralidade superior. Isto \u00e9, por\u00e9m, um engano porque n\u00e3o h\u00e1 progresso \u00e9tico-moral; o que h\u00e1 \u00e9 progresso tecnol\u00f3gico. A moral diferencia entre bem e mal, certo e errado e apela \u00e0 responsabilidade.<\/strong> <strong>Como \u00e9 que n\u00f3s, a quem foi permitido viver nos permitamos o direito de negar aos outros o mesmo direito?<\/strong><\/p>\n<p>A morte parece cada vez ter mais adeptos atrav\u00e9s do aborto em massa e da eutan\u00e1sia. <strong>O zeitgeist de<\/strong> <strong>do movimento 1968 criou um direito que considera superior, o direito da \u201csexualidade liberta\u201d<\/strong> \u00e0 custa do direito \u00e0 vida e da dignidade humana inviol\u00e1vel. O nosso direito comporta-se de maneira contradit\u00f3ria ao proibir oficialmente a pena de morte e por outro lado os governos promovem o mortic\u00ednio. O tabu crist\u00e3o de matar foi eliminado e deste modo uma injusti\u00e7a afirmada. Em nome da liberdade, do progresso e da autodetermina\u00e7\u00e3o legalizou-se o mal no meio da sociedade. O deputado e jurista alem\u00e3o Martin Hohmann adverte para a possibilidade de os parlamentos poderem deliberar arbitrariamente sobre qualquer valor da \u00e1rea da vida humana j\u00e1 que o maior valor que \u00e9 a vida foi tornado secund\u00e1rio: <strong>&#8220;De que \u00e9 que os governos e legisladores devem ter medo de fazer agora?<\/strong> <strong>N\u00e3o h\u00e1 mais limites para a mania da viabilidade<\/strong>: vimos, por exemplo, com as restri\u00e7\u00f5es da Corona. O facto de novos tabus, tabus substitutos, por assim dizer, terem sido estabelecidos sob as palavras-chave politicamente correto, generismo e wokismo serve para distrair e encobrir a quebra central do tabu&#8221;. <strong>Uma vez quebrado o tabu da morte outros tabus mais pequenos deixam de ter relev\u00e2ncia e a pol\u00edtica pode assim actuar de livre vontade sem qualquer problema moral<\/strong> <strong>em outras \u00e1reas.<\/strong>\u00a0 As d\u00edvidas do Estado aumentam em medida catastr\u00f3fica. O ego\u00edsmo da gera\u00e7\u00e3o actual mostra-se fragrantemente no endividamento das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es para satisfazer o ego\u00edsmo da gera\u00e7\u00e3o actual. Os pol\u00edticos de hoje empregam o dinheiro de amanh\u00e3, o dinheiro dos nossos filhos e netos para hoje melhorarem as chances de serem eleitos. &#8220;Alguns s\u00e3o mortos, os outros &#8211; apenas &#8211; roubados por obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito&#8221;. <strong>O exemplo do aborto favorece uma solu\u00e7\u00e3o conden\u00e1vel: se algo atrapalhar, h\u00e1 que livrar-se disso, h\u00e1 que eliminar radicalmente os obst\u00e1culos em vez de se aguentar um momento para ponderar. Por um<\/strong> <strong>lado, afirma-se a viol\u00eancia do aborto e por outro lado exige-se n\u00e3o viol\u00eancia no trato com as pessoas e com o ambiente!<\/strong> <strong>Isso \u00e9 pura hipocrisia e duplo padr\u00e3o. <\/strong>Cito o que o deputado afirma: <strong>\u201cO aborto produziu uma brutalidade institucionalizada e patrocinada pelo Estado\u201d<\/strong>, o Papa Jo\u00e3o Paulo II chamou isso de \u201ccultura da morte\u201d. <strong>\u00a0A relev\u00e2ncia do que est\u00e1 em jogo com o direito a matar tem a ver com o seu significado civilizacional e que se resume na ruptura da cultura ocidental e seus valores. <\/strong><\/p>\n<p>A decad\u00eancia moral com tantos milh\u00f5es de abortos na europa produz a falta de profissionais e o decl\u00ednio da economia. <strong>O respeito pela vida seria o caminho da raz\u00e3o. <\/strong>A f\u00e9 vivida \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, a raz\u00e3o aplicada. A gera\u00e7\u00e3o 68 que tanto barulho fez e tantos estragos morais causou para a sociedade ir\u00e1 certamente desaparecer da cena tal como o marxismo que implodiu depois do exerc\u00edcio do seu poder e a morte de tantos milh\u00f5es. A vontade de autoafirma\u00e7\u00e3o chegar\u00e1 \u00e0 conclus\u00e3o: &#8220;Ou abolimos o aborto, ou ele nos abole a n\u00f3s&#8221;. J\u00e1 vemos a dica nos problemas que a comunidade de migra\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica na Europa. O caminho ser\u00e1 o da invers\u00e3o e ent\u00e3o as sendas do Senhor conduzir\u00e3o a bom fim. A vida humana \u00e9 sagrada.<\/p>\n<p>A for\u00e7a do mainstream, o medo do futuro, inseguran\u00e7as e m\u00faltiplas causas diminuem a vontade de ter filhos.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia faz parte do invent\u00e1rio crist\u00e3o e os filhos s\u00e3o a express\u00e3o externa da participa\u00e7\u00e3o na obra da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio CD Justo<\/strong><\/p>\n<p>Pegadas do Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quero aqui referir-me ao aborto como fen\u00f3meno de massas fomentado pelo Estado e n\u00e3o como caso individual volunt\u00e1rio. A n\u00edvel individual, apesar de tudo, temos a inst\u00e2ncia da pr\u00f3pria consci\u00eancia. 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