{"id":8625,"date":"2023-07-01T22:05:42","date_gmt":"2023-07-01T21:05:42","guid":{"rendered":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8625"},"modified":"2023-07-01T22:05:42","modified_gmt":"2023-07-01T21:05:42","slug":"sempre-em-stand-by-sempre-a-espera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonio-justo.eu\/?p=8625","title":{"rendered":"SEMPRE EM STAND-BY (SEMPRE \u00c0 ESPERA!)"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cada vez estamos mais conectados entre aparelhos e mais desconectados da natureza e das pessoas presenciais; cada vez mais tornados espectadores de uma sociedade cada vez mais s\u00f3 cabe\u00e7a, sem tronco nem pernas para andar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antes viv\u00edamos todos unidos; terra e povo faz\u00edamos todos parte do mesmo habitat. Vivia-se com menos conforto material, mas talvez com mais consolo espiritual. Agora querem fazer de todos n\u00f3s astronautas a caminho de um universo virtual \u00a0j\u00e1 ocupado por gal\u00e1xias e estrelas e sem lugar para n\u00f3s!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Com o iluminismo levantamos voo fazendo do cora\u00e7\u00e3o combust\u00edvel para mais subir num intelecto cada vez mais sacudido pelos areais de ideologias des\u00e9rticas. A vida come\u00e7a a destilar-se dos baixios do povo para os lugares altos. Com a revolu\u00e7\u00e3o industrial e a consequente afirma\u00e7\u00e3o da polis desapareceram as clareiras da natureza onde poder\u00edamos aterrar. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Desligamos o pensamento do cora\u00e7\u00e3o para vivermos como as aves de rapina nos lugares altos da atmosfera. Perdemos o contacto com a nossa alma e corpo, com a natureza, para podermos viver na secura do mundo das ideias, na ilus\u00e3o de que para viver bastaria s\u00f3 pensar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Deste modo roubamos a alma \u00e0 terra e ao homem para, ao materializ\u00e1-la, a podermos explorar sem escr\u00fapulos porque a desconhecemos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Terra e o humano n\u00e3o vivem s\u00f3s, todos fazemos parte da nave espacial a que degradamos a Terra ao degradarmo-nos a n\u00f3s.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Antes a vida era oleada pela esperan\u00e7a. Agora vivemos sempre \u00e0 espera, sempre em standby, sem tempo nem lugar para a esperan\u00e7a, a esperan\u00e7a de amar e ser amados!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ant\u00f3nio CD Justo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pegadas do Tempo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Bom fim de semana<\/strong><\/p>\n<p><strong>NB. N\u00e3o me condenem por me dedicar mais \u00e0 reflex\u00e3o. A natureza precisa de todos, precisa de quem dance a vida e de quem a observe, numa orquestra de um viver em abund\u00e2ncia e sintonia; vamos todos, cada um \u00e0 sua maneira dando bra\u00e7os \u00e0 vida, num abra\u00e7o de confraterniza\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada vez estamos mais conectados entre aparelhos e mais desconectados da natureza e das pessoas presenciais; cada vez mais tornados espectadores de uma sociedade cada vez mais s\u00f3 cabe\u00e7a, sem tronco nem pernas para andar. Antes viv\u00edamos todos unidos; terra e povo faz\u00edamos todos parte do mesmo habitat. 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